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É o conselho/crítica que mais tenho ouvido desde que o monstrinho chegou. Outras pérolas de sabedoria incluem "os bebés quando têm fome choram", "ele há de acordar quando quiser comer", "ninguém dorme com fome", ou o clássico: "eu nunca acordei os meus filhos para comer".

 

 

A ver se a gente se entende.

 

 

Eu não tenho prazer em acordar o bebé de 3 em 3 horas para me sugar os mamilos. Acreditem ou não, estava melhor a dormir, e às vezes é preciso uma força de vontade hérculea para não virar para o lado e continuar na sorna. Ele não quer acordar, eu não quero acordar. Se o faço, é porque tenho ordens para tal.

 

 

Ninguém nasce ensinado, e um recém nascido que passou nove meses na barriga a ser alimentado sempre precisava não entende que agora precisa de pedir comida quando tem fome. Cabe-nos a tarefa de criar ciclos de alimentação e de sono. E sim, o bebé dorme, mesmo com fome.

Para além disto, em bebés com muito peso (e noutros casos, como prematuros, baixo peso, mãe diabética, etc.), deixar que permaneçam várias horas sem comer aumenta o risco de hipoglicemia.

Adicionalmente, li opiniões de pediatras que defendem que, para o bebé, é bem mais agradável ser acordado pelos pais do que pelo desconforto da sensação de fome e estômago vazio. Faz sentido, não faz? Faz.

 

 

Mania das opiniões.

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Olhando para trás, acho que a palavra que melhor definiu esta altura foi medo.

 

Soube ainda antes das 4 semanas, mas optei por não contar a quase ninguém até fazer a eco das 12 semanas - ou no meu caso das 13 semanas e 4 dias (penso eu). Acho que nem me permiti ficar feliz até essa altura. Aliás, se for completamente honesta, acho que não me permiti nunca em toda a gravidez ficar completamente feliz.

 

 

Logo no início, um pequeno susto: acordei a meio da noite cheia de dores de barriga. Teria umas 5 semanas de gestação, e entrei em pânico absoluto. Fiquei na cama agarrada à barriga, com a certeza de que tinha acabado ali. Estava certa de que assim que fosse ao quarto de banho veria uma hemorragia intensa, e foi preciso toda a minha coragem para ir. Tudo normal. Não se passava nada. Ele perguntava-me se eu queria ir ao hospital, mas naquele momento parecia-me absurdo fazê-lo. Ainda era cedo para procurar um batimento cardíaco, e não tinha mais sinais. Podia perfeitamente ser uma dor de estômago, intestinos ou outra coisa qualquer dentro do género - e provavelmente foi. Deitei-me novamente e senti o pânico a apoderar-se de mim. Nervos, calor, tonturas. Procurei controlar a respiração enquanto massajava a barriga e acalmei-me. Dias depois, na consulta das 6 semanas, vimos um coraçãozinho a bater.

 

 

Apesar de me ter sentido inchadíssima desde o início e achar que toda a gente notava, agora olhando para as fotos isso parece-me absurdo. O único sinal bem visível desde o início foi a minha cara: inchada e cheia de acne, tão invulgar em mim.

 

 

Às 10 semanas comprei as minhas primeiras calças de grávida, que me acompanharam até ao fim. Tive a sorte de não engordar no rabo ou nas pernas, mas nessa altura as calças normais já começavam a apertar a barriga, e o medo de estar a apertar a criança falou mais alto. Apesar de ter mentalmente decidido só começar a comprar coisas para a gravidez e para a criança depois do primeiro trimestre, tive que ceder aqui. Esta atitudezinha de merda também me fez fazer algumas borradas, como foi o caso da prevenção das estrias, tema sobre o qual vos falei aqui, e que acabei por pagar bem caro.

 

 

Agora à distância não me parece que tenha sido um primeiro trimestre terrível, mas sei que não foi fácil. Lembro-me de ter enjoos todas as noites, apesar de não ter vomitado uma única vez. O cheiro do chocolate dava-me náuseas. Em compensação, uma vez comi um prato cheio de brócolos - que odeio - e soube-me maravilhosamente bem.

Sempre adorei comer, e com a gravidez a comida deixou de me satisfazer. E nunca mais voltei ao normal, mesmo após o parto. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes em que me apeteceu mesmo alguma coisa, a maior parte das vezes comer era só uma necessidade - falei disso aqui, e de como a fome era algo que aparecia subitamente. A azia também foi presença constante neste primeiro trimestre. De manhã, à tarde, à noite, só me abandonou por momentos no segundo trimestre, mas voltou a ser a minha fiel companheira desde o início do terceiro até ao final.

 

 

O cansaço nos primeiros meses tomou conta de mim. Para além de grávida, o primeiro trimestre coincidiu com um pico de trabalho, e não foi fácil. Ninguém te dá abébias quando não sabem que estás grávida, por muito cansada que estejas. Bastava-me encostar uns minutos para adormecer. A par disto, tínhamos acabado de mudar de casa, era inverno, estava frio e chuvoso, a nossa vida estava encaixotada e não tínhamos aquecimento. Nessa altura ele viajava praticamente todas as semanas, e eu tive momentos em que me senti desamparada e miserável. Também o meu sistema imunitário se ressentiu, e fui brindada com uma úlcera na córnea. Os dentes, sempre tão amigos das grávidas, também não me abandoraram, e tive direito a alguns dissabores, como bruxismo, gengivas rebentadas, e mais tarde até mesmo dentes a abanar. Foi giro, pá!

 

 

Passada a eco das 9 semanas e ultrapassado - se é que alguma vez se ultrapassa - o trauma anterior, a gravidez começou a parecer-me real. Permiti-me respirar - às vezes - e pensar num final feliz. Tinha a certeza que esperava uma menina, e não poderia estar mais enganada. Quem disse que a intuição de mãe não falha???

No final do primeiro trimestre fui fazer análises e rastreio bioquímico. O resultado não tardou, mas os números, sem a ecografia, não servem de nada, por isso mais um camadão de nervos. Enquanto esperava pelo dia da consulta, ia olhando de lado os panfletos que me tinham dado no hospital sobre amniocentese e harmony, e opções caso o resultado não fosse bom. Nervos infinitos, sabeis lá.

 

 

Finalmente chegou o dia. Ele estava em viagem, por isso a minha mãe acompanhou-me. E correu tudo bem. Não só vimos um bebé perfeito e saudável, como ficamos a saber que vinha aí um rapazinho. E a partir daí começou a melhor parte... e todo um conjunto de preocupações novas!

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O parto - parte I

por Mia, em 29.08.17

Estava agendado, seria uma cesariana, e apesar de normalmente toda eu ser nervos, consegui manter-me relativamente calma até ao dia, tendo dormido bem na noite anterior e tudo. Estava cansada de estar grávida, ainda que não estivesse naquela ânsia de conhecer o pequeno. Tinha tempo.

 

 

No dia acordei e demorei o meu tempo a arranjar-me. Escolhi a roupa de saída do hospital, tirei as últimas fotografias à barriga, tiramos as últimas fotografias a dois, e acho que só aí os nervos começaram a atacar. Ele reclamou que eu estava a demorar muito tempo com as fotografias, e eu desabei a chorar, ainda em casa, sem que nada o fizesse prever. Só aí me apercebi que se calhar os nervos me iam atraiçoar.

 

Chegamos ao hospital um pouco depois da hora marcada. Zero contracções, zero dores, parecia uma visita social - só que não era. Fizemos a admissão e partimos para o bloco. Choraminguei quando a obstetra chegou e me abraçou, contente, e disse: é hoje! Choraminguei quando vestia a bata. Choraminguei enquanto dobrava a roupa e separava as primeiras roupinhas do bebé. Choraminguei quando me puseram o cateter no pulso... Enfim, acho que conseguem ter uma ideia do quão choramingas eu estava nesse dia. Ainda assim, não me sentia nervosa. Deitei-me, e partimos para o bloco.

 

 

Apesar de o pai poder assistir à cesariana no hospital que escolhemos, a epidural é apenas com a mãe, por isso levaram-no para se vestir para o parto e nesse momento fiquei sozinha pela primeira vez. A equipa médica era enorme e muito simpática, e estiveram sempre a conversar comigo e a tentar manter-me calma. A analgesista explicou-me, passo a passo, o que iria fazer, e foi-me guiando sobre que posição assumir para que a epidural fosse dada com sucesso. Senti dores, muitas dores, quando começou a apertar-me as costas e os flancos, mas mais dor ainda quando mencionou que eu estava "um bocadinho gordinha e era por isso que custava tanto a encontrar o sítio". Facada no meu coração. Senti dores variadas durante uns minutos. Percebi que algo não estava a correr bem,  mas a coisa acabou por avançar. Avisei que me sentia normal do lado direito e apenas um ligeiro formigueiro do lado esquerdo. Fez-se qualquer coisa. Fui dizendo o que sentia, mais daqui, menos dali, agora comichão, agora as pernas pesadas, agora sei lá eu, e de repente estavam a deitar-me e a preparar todo o estaminé para a cirurgia. De repente, uma onda de calor, nervos, e aquela sensação que conheço tão bem:

 

 

Vou desmaiar.

 

 

Avisei, e em menos de nada, estava de cabeça baixa e a receber oxigénio. Confirmei que estava bem, e quando dei conta já sentia que estavam a começar, mas... e o pai???? Paniquei um bocado, queres ver que me tiram a criança e ele nem está aqui ainda? Mas esteve. Sentaram-no ao meu lado, vinha com ar apreensivo. Passei o tempo todo a perguntar-lhe se estava bem, ele dizia que sim mas não enganava ninguém.

 

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Sou mãe há cinco minutos e já acho que domino a cena toda. Clássico.

 

 

1. Tudo me emociona. TU-DO. Hoje vi uma reportagem sobre a fome em África e chorei. Ontem vi dois cães vadios na rua e chorei. Não consigo falar de nenhum tema mais sensível sem me emocionar, e muito menos ficar imune aos dramas alheios. Sou um coração de pudim agora.

 

 

2. Tenho menos medo de bichos. Pouco me importa se abrir uma janela vai fazer entrar bicheza, quero a casa arejada para o puto não ter calor. Melgas? Mosquitos? Mato-os com as mãos, não vão eles picar o menino. Aranhas? Bitch please. Ainda há dias limpei o sebo a uma sem pestanejar.

 

 

3. Gosto mais do meu corpo. As estrias já não me dão vontade de chorar - continuo a odiá-las, não confundir - mas antes lembram-me que o meu corpo carregou o meu filho. Não almejo a perfeição, mas em vez disso fico contente porque os meus pés voltaram a ser pequeninos ou a minha barriga já encolheu tanto que consigo ver de novo o meu pipi. Sinto-me bem.

 

 

4. Durmo melhor. Oh, tão bem que eu durmo. É certo que uma "noite de sono" são na realidade 2 ou 3 power naps, mas são tão tão boas que nem vos conto, acho que nunca dormi assim na minha vida.

 

 

5. Arrotos e cocós são tema de conversa recorrente cá em casa. Pior que isso, são celebrados e incentivados. Sim, isto acontece.

 

 

6. Não quero deixar de amamentar o meu filho. Minto, quero. Acho que seria tudo tão mais fácil e faria uma diferença brutal no nosso dia a dia. Mas sei o efeito que isso teria nele e por isso tenho feito o esforço que nunca pensei fazer ou querer fazer, mesmo quando as coisas estiveram difíceis.

 

 

7. Como melhor. Nunca na minha vida comi de forma tão saudável como agora. Não como fast food desde que ele nasceu. Pondero bem todas as refeições, tento evitar alimentos menos bons e obrigo-me a fazer escolhas mais inteligentes, por ele. E nem me custa.

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Não tenho coragem de dizer isto a ninguém, porque não quero juízos de valor, porque não quero que me enumerem as coisas boas que a vida tem, porque talvez verbalizar este receio o faça ser mais real. Mas posso dizer aqui, que ninguém nos ouve, baixinho. Sei que não contam a ninguém. Tenho medo de ter uma depressão pós parto.

 

 

Sei que a vida é bela. Sei que tenho muita sorte, que correu tudo bem mesmo quando podia ter corrido mal. Que tenho um bebé espectacular, saudável, calminho e lindo nos braços. Que tenho ao meu lado um homem que não é perfeito mas anda lá perto. Que estou a recuperar bem. Que tenho família, amigos. Que tenho saúde. Que a vida me corre bem. Então porque me sinto assim?

 

 

Quando, ainda no hospital, desabei a chorar na segunda noite, culpei as hormonas. Conversei com os enfermeiros. Culpei o baby blues, as dores, as drogas, os mamilos em sangue, o cansaço, o excesso de visitas. As coisas melhoraram, mas não voltaram ao normal - será que algum dia voltam?

 

 

Estou a ter problemas em ajustar-me. Há uma parte de mim que paralisou, sinto que há momentos em que não sou uma pessoa, e nunca estou plenamente feliz, mesmo sem entender porquê. Não consigo deixá-lo sozinho mais do que uns minutos sem entrar em stress. Não consigo não acordar quando ele acorda, ainda que o homem se ofereça para tratar de tudo, não consigo. Não consigo descansar plenamente. Não consigo fazer nada sem a sensação de tempo contado e limitado ou o peso da culpa por não estar com o bebé. Sei que é normal, ele tem pouco mais de duas semanas, sei que é suposto eu viver para ele nestes primeiros tempos, mas tenho medo de me afundar nesta pessoa que estou a ser.

 

 

Os números não enganam, a depressão pós parto afecta 10 a 20% das mulheres. Normalmente é diagnosticada quando o blues inicial se prolonga para além do primeiro mês. Mas por outro lado este estado depressivo inicial é "suposto" durar duas semanas, dizem os livros, não mais do que isso. Então porque me sinto assim?

 

 

Tenho histórico depressivo na minha vida. Há alguns anos deixei-me afundar até um ponto ao qual nunca mais quero voltar. Fiz terapia, e retorno sempre que sinto que posso estar a pisar a linha que me separa do saudável. Não tenho vergonha de admitir que precisei - e ainda preciso, às vezes - de ajuda, e que a procuro. Mais do que isso, tenho orgulho em saber assumir essa necessidade e levantar a mão. Ainda assim, não consigo compreender este sentimento. Fico triste e enraivecida por me sentir desta forma numa fase que é tudo aquilo com que sempre sonhei. Revolta-me esta tristeza que baixou em mim num momento que deveria ser tão feliz. E tenho medo do que virá por aí. Tenho muito medo.

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Obrigada, Sapo

por Mia, em 22.08.17

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 Este foi especial

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publicado às 18:37

Sou mãe.

por Mia, em 16.08.17

Encho a boca para dizer "o meu filho". Saiu-me, naturalmente, desde o primeiro dia, "o meu filho". Trato-o por "meu amor", e diz quem vê que é a coisa mais estranha, logo eu, tão fria. Estou feliz, mas cansada, irritadiça, assustada. Feliz, não sei se já disse? Ainda assim acho que chorei todos os dias desde que ele nasceu. As hormonas são tramadas e o baby blues é mesmo uma coisa real. Olho para ele e penso que um dia inevitavelmente vai sofrer de alguma forma, seja um joelho esfolado ou um desgosto de amor, e desabo a chorar, coitadinho do meu menino. Tenho medos que nem sabia serem possíveis, e todas as teorias que tinha memorizado desaprendi. Não faço nada sem pensar duas vezes, e aquela história da culpa das mães é tão verdade que assusta. Estou feliz, mas ainda não estou a 100%. Voltarei, espero, em breve à programação habitual.

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Da bonança depois da tempestade

por Mia, em 15.08.17

A “rainbow baby” is a baby that is born following a miscarriage, stillbirth, neonatal death or infant loss.In the real world, a beautiful and bright rainbow follows a storm and gives hope of things getting better. The rainbow is more appreciated having just experienced the storm in comparison.

 

IMG_8279.JPG

 

 

Bem vindo, meu "pequeno" arco-íris

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Aquela amiga que liga e:

por Mia, em 04.08.17

- Então, está quase! estás nervosa?

- Não.

- Deves estar com tanta ansiedade, não?

- Nem por isso, para já estou calma.

- Imagino, deves estar mesmo ansiosa.

- .... (dizer o quê?!)

- Tens passado bem?

- Sim, só ando com algumas insónias.

- Pois, é dos nervos, de certeza.

 

 

Pronto, então está bem.

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Embirrações

por Mia, em 03.08.17

Sabem aquelas pessoas que se referem aos seus filhos como "o meu Manel" ou "a minha Joaninha"? Sempre "o meu..." antes do nome da criança? Enervam-me. Muito. Mas mais do que isso, enerva-me quando fazem isso com o meu filho, e se referem a ele como "o meu X". Ainda hoje ouvi a frase: "ai nem acredito que dentro de dias vai nascer o meu X" e fiquei piursa, fico sempre. Como lhe explicar que o puto é meu e não dela?!

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"a tua barriga está imensamente descaída, isso está mesmo quase"

e

"ui, ainda demora, tens a barriga tão subida!"


Decidam-se.

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Bem sei que ando irritadiça q.b.

por Mia, em 03.08.17

Mas aquele comentário: "vi uma foto tua no sítio X!" ou "vi uma foto tua a fazer Y!", quando a foto em questão foi postada por mim numa rede social onde me segues porque eu deixo... é mesmo necessário? E sendo, é preciso fazê-lo sempre que eu posto alguma coisa? Pelo amor da santa, não me enervem.

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Trabalho vs. Casa

por Mia, em 02.08.17

Na minha vida profissional, sou paga para apontar os erros dos outros. Tal e qual. O meu objectivo é identificar os pontos de falha dos meus colegas e colaboradores, e perseguir a sua resolução, de forma a que todos juntos consigamos produzir mais e melhor, e não tenho qualquer problema em fazê-lo. Não me custa apontar o dedo, e mentiria se dissesse que não me dá um certo prazer.

 

Mas em casa a coisa muda de figura.

 

A minha empregada não limpa debaixo dos sofás ou atrás da cama. Vejo teias de aranha junto ao tecto e nas calhas das janelas. É recorrente que ela estrague qualquer coisa (acontece a todos), e não avise - deixa-me doente!! Retira os objectos dos sítios para limpar, e depois deixa-os desarrumados. Não troca os blocos sanitários das sanitas (fico podre com esta). E eu? Eu assisto, calada, ando atrás dela a corrigir os erros, não me queixo.

 

Alguém me explica porque é que, dentro das minhas quatro paredes, sou uma pamonha?!

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Desgracei-me nos saldos online

por Mia, em 01.08.17

Estava com tanto medo de deixar de ser uma pessoa normal e só ver coisas de bebé à frente (passei ali brevemente pelo lado negro), mas de repente começaram os saldos e foi a loucura.

Desgracei-me nos saldos online. E estou contente com isso.

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