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4 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.12.17

Não me canso de repetir este cliché: o tempo passa a voar. Se por um lado parece que ele sempre fez parte da minha vida, por outro sinto que está tudo a acontecer tão rápido que é assustador.

 

Pequeno monstrinho de monstrinho não tem nada. Continua a ser um bebé adorável, e não é por ser meu, mas juro que nunca vi bebé assim: sempre a sorrir. Está quase sempre bem disposto, e agora além de sorrir "em mute" também começa a dar pequenas gargalhadas cada vez mais frequentemente - parece um bonequinho daqueles que chiam quando se apertam. Adora que lhe deitem a língua de fora e façam barulho, e ultimamente ri-se às gargalhadas quando o pai lhe fala "baleiês" ou quando dançamos em frente ao espelho. Começou neste último mês a agarrar objectos, e às vezes a levá-los à boca. Se lhe estendemos um brinquedo, vai instintivamente buscá-lo com a mão direita. Se lhe coloco algum objecto na mão esquerda fica confuso, mas passa-lhe rápido. Se colocar um brinquedo em cada mão, bloqueia, coitadinho, acho que é demasiada informação ao mesmo tempo. Adora a sua girafa, é sem sombra de dúvida o preferido cá em casa. Também já aprendeu que se bater nos brinquedos suspensos eles fazem barulho, e por isso vai sempre lá com as mãozinhas. Com os pés ainda não consegue, só com uma ajudinha nossa - ri-se imenso se lhe brincarmos com os pés. Ganhou cócegas: vestir é uma alegria agora, porque basta tocar-lhe no pescoço ou debaixo dos braços para se desmanchar a rir. Outra animação ao vestir é o facto de ter começado a dar à perna. Está sempre a "correr" com os pezinhos no ar. Quando está deitado, começa a tentar fazer força para se sentar, e se lhe dermos os dedos ele agarra-os com as mãozinhas e iça-se até ficar quase sentado. Quando o levantamos, tenta sempre por-se em pé, e se o segurarmos aguenta-se bastante tempo. Tem uma obsessão por vermelho - raça do puto ainda vai ser do benfica. É imediatamente atraído para qualquer coisa vermelha que esteja no seu raio de visão, e consegue ficar largos minutos a fixá-la. Adora a pequena sereia - talvez pelo cabelo vermelho? - e se pusermos a música a tocar é certinho que vai ficar caladinho. Começou a ser mais chatinho para comer - aborrece-se a meio e choraminga, afasta a mama, chega mesmo a fazer birras. É um pouco stressante porque às vezes tenho medo que não coma o suficiente. Continua a dormir a noite inteira, mas faz cada vez menos sestas durante o dia - várias micro-sestas de poucos minutos e uma ou duas "grandes" de meia hora, às vezes uma hora. Começa a reagir a caras que não conhece, a pessoas que falam muito alto e a muita gente de volta dele: chora e procura-me com os olhitos. Também começa a atirar-se na minha direcção quando quer colo. Gosto, mas tenho medo que se torne demasiado dependente de mim. Desde o início dos três meses que veste roupa de seis. Não pensem que digo isto com vaidade - aliás, nunca entendi as mães que se gabam de os filhos vestirem acima da idade. Gosto que ele esteja a crescer bem, claro, mas chateia-me que de repente roupa que mal usamos já não lhe sirva. Além disso, tenho roupa de 9 meses / 1 ano que lhe ofereceram e eu fui comprando a pensar na primavera/verão, e pelo andar da carruagem nunca vai ver a luz do dia. Continua a gostar do banho e torna-se cada vez mais difícil usar a banheira pequenina ou mesmo a shantala, no entanto ele ainda não se senta bem o suficiente para começarmos a usar a grande. Começa, por vezes, a reclamar nas viagens de carro. Para já resolvemos o problema com este brinquedo pendurado na almofada do banco - ele distrai-se com as luzes e a música - mas não sei durante quanto tempo vai funcionar. Também durante os passeios por vezes já se aborrece e pede colo. Andamos sempre com o marsúpio atrás, e por enquanto tem resolvido - desde que não fique muito tempo parada. Começamos a ter rotinas, mas nada de muito rígido - quando parece que a coisa entra em piloto automático, acontece sempre qualquer coisa que nos vem baralhar o esquema. Na última consulta deparamo-nos com uma situação que não é normal, e estamos a aguardar por exames para ter um diagnóstico mais acertado, por isso este novo mês está a começar de forma menos tranquila. Eu que estava ansiosa pelo que vem aí: as papas, começar a sentar, começar a interagir mais connosco, etc., agora só quero agarrar o presente e aproveitar o meu pequeno ao máximo.

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3 Meses depois: o bebé

por Mia, em 04.11.17

Está cada dia mais bonito e interage cada vez mais connosco. Tem um despertar muito bem disposto quando espontâneo, e gosta de gastar alguns minutos a espreguiçar-se e a fazer caretas. Depois brinda-nos com largos sorrisos. Aliás, ri-se muito e o tempo todo, é um bebé tremendamente bem disposto - não sei a quem sai. Por outro lado, odeia ser acordado, se acontece, fica rezingão o resto do dia. Aprendeu a agarrar coisas: os lençóis, as fraldas, a babete, a mama. Também começa a levar as coisas à boca, principalmente as suas próprias mãos, habilidade que nos trouxe uma nova tarefa: passar o dia a tirar cotão de todo o lado. Está tão comprido que não cabe deitado na banheira pequenina, e já fica com os pés de fora da espreguiçadeira. Continua a adorar o banho e agora choraminga quando o tiramos da banheira. Experimentou a shantala e gostou muito, mas é complicado para nós utilizá-la porque ele é gordinho e temos que lavar bem todas as dobrinhas. Por falar em gordinho: na ultima pesagem, aos 2 meses e meio, já somava 6,150kg. Dorme a noite inteira, desde as 23h/00h até às 7h/8h. Fixa muito o olhar nas pessoas e nos brinquedos, seguindo-os para todo o lado. Também está sempre muito atento aos sons. Gosta que lhe cantem e ri-se muito quando fazemos a bicicleta, lhe comemos os pezinhos ou fazemos caretas. Ri-se imenso quando lhe digo que o pé cheira a chulé, ou que o vou comer. Reconhece a voz da mãe e do pai e arrebita logo as orelhas se, estando com outra pessoa, nos ouve. Já começa a manifestar vontades e preferência por pessoas: se está no colo de outra pessoa e quer vir ao meu, começa a atirar-se na minha direcção e a choramingar (adoro, mas tento dar-lhe espaço quando está com outras pessoas, para não se tornar uma daquelas crianças que só está bem com a mãe). Tem muita força na cabeça mas pouco controlo, o que faz com que tenhamos que ter sempre mil cuidados para não levar uma cabeçada. Já deu algumas mini gargalhadas, mas ainda não o faz com frequência. Deu um salto de crescimento tão grande que já não sei o que lhe serve, o que está pequeno, e o que está grande. O tempo bipolar também não ajuda ao drama da roupa. Continua a adorar andar de carro, fica calminho e observador, e agora já não dorme o tempo todo. Também nos passeios já se mantém bastantes vezes acordado: observa tudo e sorri imenso quando falam com ele, mesmo que sejam desconhecidos. Já saímos mais vezes de casa, aliás, implementamos a rotina de jantar fora uma vez por semana. Adora tummy time, e já consegue rebolar estando de barriga para baixo para a posição de costas no chão. Creio que não entende muito bem o que se passa porque invariavelmente fica ali deitado de costas com ar meio confuso. Todos os dias ao fim da tarde estendo o ginásio no chão da sala e deitamo-nos os dois a brincar. Já começa a tentar chutar os brinquedos suspensos, e, estando deitado com apoio nas costas, faz esforço para se levantar - apesar de não conseguir. Às vezes, quando está de barriga para baixo, ergue o tronco com os braços e, com as pernas, tenta impulsionar-se para a frente - deve querer ir a algum lado. Está mais fiteiro para dormir, e pede muitas vezes colo quando tem sono, para adormecer passado um ou dois minutos. E nós damos, claro. Até há cerca de uma semana, continuava a bolçar imenso e a vomitar algumas vezes. Consultamos outro pediatra para segunda opinião e o veredicto é o mesmo: é um "bolçador", não é motivo para preocupação. Entretanto isso já acalmou, e voltamos ao registo "baba infinita" e bolinhas. Também faz barulhinhos com a língua e ri-se imenso - vai ser lindo quando começarmos com as sopas. Às vezes, durante o dia, faz sestas já na cama de bebé crescido. Entretém-se muito bem sozinho, desde que nos veja por perto. Continua a ser um bebé maravilhoso, somos tão incrivelmente sortudos e felizes que nem consigo acreditar.

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Newborn survival hacks

por Mia, em 11.10.17

Ou "as dicas que eu gostava que alguém me tivesse dado". Ideias, sugestões e outras coisitas que eu fui descobrindo e que me ajudaram nos primeiros dias com o bebé.

 

  1. Fraldas com indicador de humidade. Já falei disso aqui, esqueçam todas as outras, isto é o maior salva-vidas e dá um jeito tremendo, principalmente naqueles primeiros dias em que os bebés urinam duas gotinhas e uma pessoa sabe lá se as fraldas estão sujas ou não.

  2. Arranjar um cestinho com material para a muda da fralda e tê-lo sempre à mão. Não é preciso muito: fraldas, compressas, um resguardo e um frasquinho com água lavante. Em instantes muda-se uma fralda sem ter que ir ao trocador.

  3. Chupeta: esqueçam aqueles fundamentalismos que dizem que o bebé não deve usar chupeta. Lutei contra isso uma noite inteira e depois cedi: pequeno monstrinho usa chupeta e dorme calminho, sem choros. Além disso, diz que ajuda a reduzir o risco de morte súbita.

  4. Amamentar às escuras, ou na penumbra, de noite. Não falar com o bebé. Não fazer contacto visual. Naquela fase em que temos que o acordar para comer, ele come, arrota, muda-se a fralda e está a dormir novamente em menos de nada (quase sempre).

  5. Falando na alimentação nocturna: tirar o leite com a bomba e substituir uma das mamadas pelo biberão, idealmente dado pelo pai. Divisão de tarefas é uma coisa bonita, e a mãe precisa MUITO de dormir mais do que 2h seguidas. Mesmo que não seja o pai a dar: o biberão é imensamente mais rápido de dar do que a mama.

  6. Dormir com uma fraldinha de pano enrolada junto à cabeça: o bebé sente algum conforto e adormece rapidamente. Atenção: só de dia, sob vigilância, e com muito cuidado para não obstruir as vias respiratórias.

  7. Almofada de alfazema para as cólicas: a nossa é da Erva Ursa, e tem ajudado imenso. As instruções dizem para aquecer 30 segundos mas eu acho muito quente para um bebé. Aqueço 18 segundos (sim, assim tão específico) e coloco na barriguinha. No melhor cenário passado um bocado temos uma fralda suja, no pior ele adormece. Nenhum dos dois é mau.

  8. Massagem aos pés para dormir: não funcionará com todos, mas no meu é tiro e queda!

  9. Banho à noite - e quando digo à noite é tipo 22h. Banho, maminha, xixi, cama. Por aqui dá direito a 4h de sono seguidinhas, quase sempre.

  10. Objecto de transição + música para dormir. Sei que ainda é cedo, mas de pequenino é que se torce o pepino. Controlamos muito pouca coisa com um bebé tão pequeno, mas esta não falha: na hora de dormir, aconchegamos o bóbi ao pé dele e ligamos a caixinha de música. Positivo: ele gosta de adormecer a apertar-nos o dedo, e começou a habituar-se a apertar o cão e adormecer assim, deixando-nos a mão livre para outras coisas, por exemplo fazer-lhe festinhas na cabeça; quando ouve aquela música, começa sempre a fechar os olhinhos. Atenção: brinquedos num bebé tão pequeno, sempre sob vigilância. Quando ele adormece, tiramos-lhe o cão.

  11. Chupetas da Avent: vêm com uma tampinha que dá um jeitão.

  12. Usar uma app para controlar os xixis, cocós, mamadas e sonos do bebé. Aqui usamos esta, que ainda tem a grande vantagem de poder ser partilhada por ambos os pais em telemóveis diferentes, apresentar dicas diárias, milestones de cada momento, e controle de peso, altura e perímetro cefálico.

 

 

E vocês? Partilhem comigo as vossas dicas de sobrevivência!

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publicado às 08:49

It's a mom thing

por Mia, em 09.10.17

Cá em casa temos uma regra no que toca às fraldas do monstrinho: cheirou, limpou!

Funcionaria muito bem, não fosse o facto de o olfacto supersónico que adquiri durante a gravidez, não só persistir como ainda me permitir cheirar um cocó antes de ele estar na fralda. Juro.

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Acabei de escutar a versão psicadélica do "olha a bola Manel", cantada pelo Avô Cantigas.

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Sono

por Mia, em 05.10.17

Estar a amamentar o bebé, na penumbra, e aperceber-me de que ele já não tem a mama na boca e dorme profundamente, sabe-se lá há quanto tempo.

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Lindamente, tem sido um excelente cesto para a roupa suja.

 

Agora a sério: não experimentamos. O primeiro banho foi no hospital, numa banheira tradicional, com a ajuda de uma enfermeira. Monstrinho chorou que meteu dó. Chorou ele, chorei eu, e a coisa foi de tal forma traumática que, chegados a casa, tremia só de pensar que seria necessário dar lhe banho novamente. Não vou mentir: ponderei criar o novo Cascão e não lhe dar banho nunca mais.

 

 

Cheios de medo, não estávamos dispostos a fazer mais experiências, por isso incumbi o pai da tarefa de ir ao ikea comprar uma banheira básica apenas para as primeiras vezes. Logo passaríamos à shantala quando estivéssemos mais à vontade. 

 

 

Passou se o primeiro banho, e o segundo, e o terceiro, e tantos que já lhes perdemos a conta. Bebé adora tomar banho, é um consolo ver. Colocávamos a banheira em cima da nossa cama e depois vestíamo-lo lá. A coisa correu bem, e estávamos quase no ponto de experimentar a shantala, mas por um motivo ou outro fomos adiando. Entretanto as nossas costas começaram a ressentir-se deste esquema de banhos. 

 

 

Pesquisei suportes de banheira que fossem compatíveis com a do ikea e não encontrei. Começamos a testar a hipótese de colocar a banheira em cima do banco e vesti-lo no trocador. O banho em si continuou a ser doloroso para a coluna, mas vestir já não era tão mau. E um belo dia, descobri a pólvora: a banheira do ikea encaixa na cama de grades!! Ma-ra-vi-lha. Acabaram se as dores nas costas, acabou se o tormento do banho. 

 

 

E a shantala, onde entra aqui, perguntam vocês? 

 

 

Pois que experimentar a shantala implica voltar às dores de costas, já que não temos suporte para o balde... Tenho alguma vergonha de dizer, mas acho que nos acobardamos!

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2 Meses depois: o bebé

por Mia, em 04.10.17

Tão cliché mas tão verdade: passou a voar.

 

De repente, o bebé tem dois meses e já não é um recém nascido. É um simpático bem disposto (na maioria dos dias). Ri-se imenso, e uma vez juro que dobrou o riso, apesar de ninguém acreditar em mim. Espalha charme por onde passa com o seu sorriso fácil, basta alguém sorrir para ele que recebe logo um de volta. Já vira a cabeça em direcção aos sons. Interessa-se mais pelos brinquedos, apesar de ainda não lhes tentar chegar com as mãos. Consegue ficar imenso tempo a olhar para os bonecos que lhe penduro em cima da cabeça e a "falar" com eles ou a sorrir. Já faz imensos sons: guinchinhos, gritinhos, uis e ais, e aquela espécie de riso que vem da garganta, é amoroso. Aprendeu também a fazer cuspe, e não só se baba imenso como ainda faz bolinhas, o glamour. Deita muito a língua de fora - já lhe disse que me respeite, que sou mae dele! Às vezes arrepia-se. Tivemos que trocar o berço de lado porque dormia sempre para a direita, e agora acho que a coisa já está mais equilibrada. Pesa quase 6kg e continua a engordar a olhos vistos. Já teve cólicas algumas vezes e não foi nada bonito. Ganhou pestanas - tantas e tão compridas! - e está cada dia mais loirinho, alguém adivinhava que eu, tão morena, havia de ter um filho assim tão clarinho?! Tem imensa força nas pernas e braços, o que nos obriga a toda uma outra logística na muda da fralda, para ele não se magoar com o impulso que dá nos pezinhos ou quando tenta atirar a cabeça para a frente. Segura muito bem a cabeça. Já dormiu mais de 6h seguidas por duas vezes, mas o mais normal são dois blocos nocturnos de 4 ou 5h + 3 ou 4h - e não estamos mal. Gosta mais de mim do que de qualquer outra pessoa - digo-o sem falsas modéstias porque se nota a milhas a diferença de expressão quando me aproximo, os sorrisos que faz quando lhe falo, ou simplesmente a forma como se acalma se estiver a chorar no colo de alguém e eu me chegar a ele. Adora que lhe cante, e se acompanhar de coreografia delira e fica meio histérico. Já reconhece o som da caixinha de música e adormece quase instantaneamente quando a ponho a tocar. Dorme com o seu cãozinho "bóbi", um doudou da Primark com nós nas pontas, que ele gosta de apertar para adormecer. Bolça e vomita com mais frequência do que seria expectável, apesar de aparentemente não haver uma causa clínica. Já teve que passar uma noite no hospital por causa disto, um susto a não repetir! Adora tomar banho e eu não vejo a hora de ele se sentar e brincar na banheira. Também gosta muito de andar de carro e de passear - vai sossegadinho a observar tudo, ou a dormir. Continua a ter o narizito entupido regularmente. Já foi ao brunch, jantar fora e ao supermercado com os pais. Está tão crescido que muita roupa já não lhe serve, e nem tivemos oportunidade de usar - vivendo e aprendendo. Já deixamos as chupetas de recém nascido e começou a usar as de "bebé crescido". Começa a passar mais tempo acordado durante o dia, e consequentemente mais exigente de atenção e mais "chatinho". Tem cada vez mais ar de menino malandro, apesar de ainda ser um bebé muito calminho. Adora que lhe digam que está bonito - pelo menos ri-se imenso com isso. A mamã diz-lhe todos os dias que o adora, e ele responde, invariavelmente, com um sorrisão - e todas as partes menos boas são imediatamente apagadas da memória.

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Monstrinho começa hoje a usar um novo tamanho de fraldas, tão crescido. A embalagem relembra a evolução das coisas: a seguir vêm as "activity", já não há mais tamanhos da linha "sensitive". "Activity" as in para bebes que se mexem, meu Deus, para onde foi o tempo, ainda há dias ele nasceu e não tarda anda aí aos saltos??

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Um bebé não é um boneco

por Mia, em 02.10.17

Parece uma constatação obvia, não é? Só que por algum motivo que desconheço, tenho que repetir isto todos os dias, várias vezes ao dia. Este fim de semana, mais um episódio engraçadíssimo: tinha convidado familiares para jantar, e apareceram pelas 18h. E ficaram até muito perto da meia noite*. E claro, nesse tempo todo, qualquer oportunidade é desculpa para pegar no menino, não posso desviar os olhos cinco segundos que já está no colo, um stress imenso. E não é só o colo: mesmo sabendo que o puto tem andado indisposto, que durante a semana tivemos que passar uma noite no hospital de vigilância por episódios de vómitos sucessivos - falarei disso depois - que tem mais é que ficar sossegadinho, vai de abanar a criança. Perco anos de vida nestes encontros familiares, sabeis lá vós. Resultado? Um domingo infernal, o puto a chorar até se engasgar como nunca tinha visto antes, só acalmava no colo e com embalo, tão pouco comum nele. Acho giríssimo virem aqui dar colo à criança, porque "os bebés não se estragam com mimos", e depois irem embora, sem perceber que quem sofre é ele. Sem terem noção que o meu filho tem quase 6kg e eu tenho problemas de coluna, e é fisicamente impossível para mim dar-lhe colo o dia todo. Sem notarem que, para elas terem 3 horas de diversão com o "brinquedo", ele vai chorar um dia inteiro. Escrevam o que vos digo que não vos costumo mentir: o mais difícil da maternidade é, sem sombra de dúvida, gerir todas as pessoas à nossa volta. Haja paciência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*e a falta de noção que é chegar tão cedo e sair tão tarde da casa de alguém que tem um bebé de dois meses!?

 

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Nunca sei se levo comigo demasiadas coisas ou apenas as suficientes. Provavelmente, e considerando o peso, serão demasiadas.

 

Para começar, o saco. Temos dois: um que veio com os produtos da Bioderma, e um que compramos na Zara Home, que condiz também com a forra do ovo (compramos lá também). Uso ambos, dependendo da minha roupa: como na maioria das vezes não me dá jeito levar mala e saco das fraldas, acabo por levar os meus objectos pessoais no saco, então combino-o com a roupa que estou a usar. Mariquices, eu sei!

 

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Sempre connosco, andam ainda:

Porta documentos da mesma coleção da Bioderma. Aqui levo o boletim de saúde e boletim de vacinas do bebé, cartão com o contacto da pediatra, caderninho e caneta onde vou apontando dúvidas para perguntar na próxima consulta, e receitas por aviar, se as tiver - neste momento anda comigo a receita para a vacina da meningite e para as doses seguintes da vacina da gastro. Os documentos pessoais do monstrinho (cartão de cidadão e cartão do seguro de saúde) andam na minha carteira.

 

Necessaire, igual à mala da Bioderma. Lá dentro vai:

  • Fraldas: levo sempre umas 6.
  • Toalhitas: por norma não uso, mas em cocós explosivos fora de casa não há remédio.
  • Compressas tecido não tecido.
  • Água lavante: tenho uma embalagem de amostra que vou repondo, o tamanho de viagem é perfeito para isto.
  • Creme barreira: não uso sempre, mas quando há um cocó mais violento ou está vermelhinho não pode falhar.
  • Creme hidratante: nem sei bem porque levo comigo, já que nunca uso fora de casa, mas pronto, anda sempre connosco uma embalagem das pequeninas.
  • Toalhitas mãos e cara.
  • Gel anti-bacteriano.
  • Um resguardo descartável: tenho vários resguardos de tecido, impermeáveis, bordados, etc., mas dependendo do sítio acho que às vezes um descartável dá mais jeito. Além disso, quando há "acidentes" nos outros resguardos este salva-nos sempre.
  • Soro: outra coisa que também nunca usei fora de casa, mas como pode dar jeito tenho 2 ou 3 embalagens das pequeninas.
  • Creme para mamilos: tinha um extra, versão de bolso, e atirei com ele para o saco das fraldas. Também nunca precisei fora de casa.
  • Discos de amamentação: levo dois, embalados individualmente, just in case.
  • Elástico para o cabelo: sabeis lá vós a falta que isto já me fez.

 

Uma mantinha.

Trocador de viagem: temos de tecido tipo toalha e impermeáveis. O impermeável é mais fácil de lavar, mas por outro lado o de tecido absorve o xixi e não o espalha por todo o lado. Nenhum é perfeito.

Saquinho com fraldas de pano: normalmente tenho duas ou três, e nunca são demasiadas.

Babygrow de manga comprida, babygrow de manga curta. Porque às vezes ele suja-se e está calor, outras está frio, na dúvida tenho um de cada. Se sair por um período de tempo mais longo, levo uma ou mais mudas de roupa adicionais, mas estes andam sempre connosco.

Body de manga curta, body de manga comprida, calcinhas. Se sair por muito tempo levo mais do que um body, adequado à temperatura desse dia.

Babetes: ultimamente ele começou a babar-se muito, fora as vezes que bolça depois de comer. Também nunca são demais.

Óculos de sol: monstrinho é sensível à luz.

Chapéu: levo, mas nunca usei, porque ele nunca andou ao sol, ou sem capota.

Casaco: inicialmente levava na mala um casaco de malha, agora levo um mais compostinho, cardado, porque cá por cima já faz muito frio.

Chupeta, e fita para chupeta: para as vezes que ele deixa cair a dele ao chão.

 

 

Tento levar, mas às vezes esqueço-me de repor:

Uma garrafa de água.

Um pacote de bolachas.

 

 

E vocês? O que levam para todo o lado?

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E a quantidade de fraldas?

por Mia, em 28.09.17

Muitas. Esse é o número exacto de fraldas de que vão precisar.

 

Quando estava a abastecer, ainda na gravidez, disseram-me: conta com 8 por dia.

 

Tretas.

 

8 por dia pressupõe uma fralda depois de cada mamada. Mas nem sempre é assim.

 

Para começar, o meu filho sempre foi preguiçoso para mamar, e no hospital ensinaram-me: antes de começar, mude-lhe a fralda para ele apanhar um bocadinho de frio e ficar desconfortável e mais desperto. Ora, também me ensinaram: uma mamada, um xixi. Resultado: mudar a fralda antes E depois de mamar. Sendo que o bebé mama uma média de oito vezes, estamos a falar de 16 fraldas por dia.

 

Isto num dia bom, depois temos aqueles episódios... diferentes, chamemos-lhe assim! A título de exemplo, fiquem com a gracinha que o meu monstrinho fez um dia destes: pois que o bebé mamou. Vou para mudar a fralda, espero um bocadinho a ver se vai fazer mais xixi, não faz, troco a fralda. Imediatamente a risca fica azul, sinal de novo xixi. Tudo bem. Troco a fralda e ainda antes de a fechar ele começa a fazer cocó. Espero que acabe. Troco a fralda novamente. bebé limpinho, sequinho, pomada no rabiosque, fecho a fralda e oiço.... mais um cocó! Maravilha. Troco tudo novamente enquanto penso, se fizeres outro devolvo-te à procedência. Fecho a fralda, risca azul outra vez - mas quanto é que esta criança come?!?!?! Troco tudo. Finalmente paz. Com isto foram cinco fraldas, só depois daquela mamada.

 

Isto para dizer o quê? Contem com para cima de muitas fraldas. E ainda assim, não serão suficientes. Boa sorte.

 

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O dia ainda mal começou!

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publicado às 06:00

As fraldas

por Mia, em 28.09.17

Compramos várias marcas ao longo da gravidez, não fosse o miúdo ser esquisito. No hospital deram-nos amostras da Bambo Nature e de outra marca que não me recordo, e gostamos de ambas. Compramos também as Bio Baby da Moltex, não desgostei mas achei um tamanho muito pequeno em comparação com as outras. Numa tentativa de ajudar a salvar o planeta, testamos ainda as biológicas Naty -  apesar de serem estranhas ao toque (parecem de papel), não odiamos, mas são também pequenas em comparação com as restantes para o mesmo intervalo de tamanho. A maioria das fraldas que compramos foram Chicco e Dodot Sensitive. Tinham-me falado maravilhas das fraldas da Chicco, e de facto têm um ar mais confortável do que as outras (são mais fofas ao toque), mas com o passar do tempo e o aumento de volume dos xixis, noto que não são tão absorventes como as Dodot, e o bebé fica mais desconfortável e queixoso quando estão molhadas. Já as Sensitive da Dodot são, para mim, as melhores. Nunca ele choramingou por ter a fralda molhada, e têm aquela coisa maravilhosa chamada indicador de humidade: uma risca amarela à frente que vira azul se a fralda estiver molhada. Parece um detalhe supérfluo, mas dá um jeitão quando queremos saber se precisa de mudar a fralda mas não o queremos despir todo. Uma das fraldas que nos deram de amostra no hospital também tinha esta risquinha, mas esqueci-me da marca. O contra das Dodot: quando o cocó seca, às vezes a rede interior cola-se ao rabinho; e ainda: conforme o tamanho aumenta vão ficando bem mais caras, sendo que o tamanho 3 já não é nada barato. Ainda assim, a meu ver, justifica-se, e por enquanto vamo-nos mantendo com estas. E vocês? O que usam? O que recomendam?

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Derreto-me

por Mia, em 27.09.17

Ele a mamar e eu a ter que evitar o contacto visual, porque senão, mal os nossos olhos se cruzam, ele abre um mega sorrisão e deita o leite todo fora.

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Rotinas são para meninos

por Mia, em 27.09.17

Ontem: dormi 4h, se tanto. Bebé chorou, quis comer de 3 em 3 horas, chorou depois, quis conversa, quis colo, quis mimo, teve cólicas, esteve irrequieto, dormiu quase nada e depois acordou com fome outra vez e repetimos o ciclo. Uma, duas, três vezes. Chorou com cólicas o dia todo, só estava bem no colo. Tentamos massagem, sling, almofada de alfazema. Não dormiu nada, e eu não fiz mais nada que não dar-lhe colo. Acho que engoli qualquer coisa à pressa para fazer de conta que almocei, e só consegui tomar banho quando o pai voltou ao fim do dia.


Hoje: dormiu bem, acordou bem disposto, todo ele sorrisos. Puxei-o para a minha cama e estivemos a namorar um bocadinho - a mãe faz palhaçadas e o bebé ri, já se tornou um clássico cá por casa. Comeu, mudou a fralda, dormiu. Eu arrumei os quartos, limpei uma das casas de banho, alimentei os gatos, limpei e desinfectei a lavandaria onde eles dormem. Tomei banho. Arrumei a roupa lavada dele, separei e guardei aquela que já não serve. Lavei e estendi uma máquina de roupa. Cozinhei o almoço e almocei sentada, com calma. Bebé choramingou, comeu, mudou a fralda, sorriu e dormiu. Estendi a roupa, arrumei a cozinha, preparei o jantar. Tirei leite com a bomba, passei a ferro, vi televisão.


Amanhã? Só Deus sabe.

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Pessoas que têm/tiveram bebés pequenos, cheguem-se aqui:

Como é que se vai ao supermercado? Hum? Se tiverem que ir sozinhas com o puto e precisarem de trazer mais do que duas ou três coisas, como é que fazem essa proeza? Conduzir um carrinho de bebé e um carrinho de compras ou cesto em simultâneo é humanamente impossível - e quem disser o contrário está a mentir!!! Aquelas cadeirinhas que alguns supermercados têm nos carrinhos são demasiado instáveis para um bebé tão pequeno. Slings/cangurus e afins são uma boa ideia, mas as minhas costinhas não aguentam assim tanto tempo. Então digam-me: qual é a alternativa??

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Começou às 5 semanas. Dizem os livros que o normal é ser pelas três, e graças a Deus que o meu rico filho não é nada precoce e só nos brindou com as primeiras duas semanas mais tarde.

 

É chato? Sim. Levante a mão quem acha divertidas duas ou três horas de choro e resmunguice ao final do dia, quando já estamos com as baterias a bater nos mínimos. Mas pior do que isso é saber que ele tem dores - que sentimento de impotência, tentar ajudá-lo e muitas vezes não conseguir.

 

O segredo? Não sei. Cá em casa damos colo, muito colo. E beijinhos. E embalo. E fazemos massagem na barriga, esticamos as perninhas, fazemos o movimento "bicicleta". Pomos-lhe uma almofadinha de sementes de alfazema na barriguita - normalmente adormece. E rezamos por um cocó daqueles explosivos, mas há dias em que a coisa está tão má que até nos contentamos com umas bufas potentes.

Pelo caminho, tentamos não perder a sanidade mental. De cada vez que um de nós começa a perder a paciência, trocamos. Vai ao colo de um, vai ao colo de outro, e a coisa vai-se fazendo.

 

Não é fácil, mas vamos vivendo um dia de cada vez e tentando não desesperar. Se tiverem truques e mezinhas para sobreviver a este flagelo, não se acanhem e contem-me tudo!

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Tinha deixado este post agendado para ontem. Calhou de ser no mesmo dia em que o monstrinho dormiu 6h20 seguidas.

 

 

 

 

 

 

 

Não se apoquentem, hoje já voltamos ao clássico 4h + 3h, foi sol de pouca dura.

 

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publicado às 13:41

Tenho dois gatos dentro de casa, e tenho um bebé. E achei que ia ser mais relaxada em relação a isto, mas não.



Não é fácil conciliar um recém-nascido com animais e tudo o que isso acarreta.



Os meus gatos estão limpos, escovados, unhas cortadas. Têm as vacinas em dia, estão desparasitados interna e externamente e confinados às zonas comuns da casa quando nós estamos presentes - nunca têm acesso aos quartos nem casas de banho. Quando saímos de casa, eles são remetidos aos seus aposentos: a lavandaria e um pequeno hall mais quentinho. Não são animais "de risco", mas ainda assim não consigo relaxar. e acabam muitas vezes por ficar "presos" no canto deles para eu estar mais à vontade com o bebé. O que me deixa depois com sentimento de culpa - claro!



Na tentativa de amenizar um bocado esta sensação, falei com a pediatra sobre o assunto, e a resposta vai de encontro ao que eu já pensava: é muito bom ter animais em casa, para o desenvolvimento da criança (afectos, empatia, sentimento de responsabilidade, etc.) e para ele criar anticorpos (a menos que exista alguma doença, como por exemplo alergias, ou mesmo histórico de quadro alérgico em algum dos pais), blá blá blá, MAS o bebé não deve contactar fisicamente com o animal até aos 6 meses de idade. O motivo é simples e fez-me sentido: o recém nascido é uma folha em branco, vem sem defesas, e quanto menos o sujeitarmos a possíveis focos de infecção, melhor. Para além disso, o bebé não se sabe defender, e uma patada mal calculada pode magoá-lo.



Moral da história? Por aqui continuamos um bocadinho stressados. A casa é limpa com frequência, tentamos ao máximo que as coisas do bebé não toquem nos animais (ou, por exemplo, sejam pousadas onde eles estiveram deitados), as mãos são lavadas e desinfectadas sempre depois de se mexer neles, e sempre que os gatos andam à solta temos mil olhos em cima do puto. Mas há sempre pelo no ar. E nas nossas roupas. E nos sofás. E em todo o lado, na verdade.



No início eles tentavam aproximar-se, curiosos, mas acho que já se conformaram e neste momento não ligam peva. Excepção para a gata, que é uma abusada e gosta de dormir no cestinho que tem junto às rodas do carrinho de bebé :)



E por aí? Mais alguém que tenha conciliado animais com bebés? Como é que a coisa funcionou convosco? Contem-me tudo, não me escondam nada.

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