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Vai daqui uma grande vénia

por Mia, em 16.10.17

Às mães solteiras, por opção ou imposição. A todas as que enfrentam a maternidade sozinhas ou com menos apoio. Às mães de gémeos. Trigémeos. E nem quero pensar nos múltiplos seguintes. Às que têm bebés difíceis, com muitas cólicas, muitas birras, frequentemente doentes. Não sei como é que vocês se safam, mas mereciam uma estátua.

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publicado às 09:23

Newborn survival hacks

por Mia, em 11.10.17

Ou "as dicas que eu gostava que alguém me tivesse dado". Ideias, sugestões e outras coisitas que eu fui descobrindo e que me ajudaram nos primeiros dias com o bebé.

 

  1. Fraldas com indicador de humidade. Já falei disso aqui, esqueçam todas as outras, isto é o maior salva-vidas e dá um jeito tremendo, principalmente naqueles primeiros dias em que os bebés urinam duas gotinhas e uma pessoa sabe lá se as fraldas estão sujas ou não.

  2. Arranjar um cestinho com material para a muda da fralda e tê-lo sempre à mão. Não é preciso muito: fraldas, compressas, um resguardo e um frasquinho com água lavante. Em instantes muda-se uma fralda sem ter que ir ao trocador.

  3. Chupeta: esqueçam aqueles fundamentalismos que dizem que o bebé não deve usar chupeta. Lutei contra isso uma noite inteira e depois cedi: pequeno monstrinho usa chupeta e dorme calminho, sem choros. Além disso, diz que ajuda a reduzir o risco de morte súbita.

  4. Amamentar às escuras, ou na penumbra, de noite. Não falar com o bebé. Não fazer contacto visual. Naquela fase em que temos que o acordar para comer, ele come, arrota, muda-se a fralda e está a dormir novamente em menos de nada (quase sempre).

  5. Falando na alimentação nocturna: tirar o leite com a bomba e substituir uma das mamadas pelo biberão, idealmente dado pelo pai. Divisão de tarefas é uma coisa bonita, e a mãe precisa MUITO de dormir mais do que 2h seguidas. Mesmo que não seja o pai a dar: o biberão é imensamente mais rápido de dar do que a mama.

  6. Dormir com uma fraldinha de pano enrolada junto à cabeça: o bebé sente algum conforto e adormece rapidamente. Atenção: só de dia, sob vigilância, e com muito cuidado para não obstruir as vias respiratórias.

  7. Almofada de alfazema para as cólicas: a nossa é da Erva Ursa, e tem ajudado imenso. As instruções dizem para aquecer 30 segundos mas eu acho muito quente para um bebé. Aqueço 18 segundos (sim, assim tão específico) e coloco na barriguinha. No melhor cenário passado um bocado temos uma fralda suja, no pior ele adormece. Nenhum dos dois é mau.

  8. Massagem aos pés para dormir: não funcionará com todos, mas no meu é tiro e queda!

  9. Banho à noite - e quando digo à noite é tipo 22h. Banho, maminha, xixi, cama. Por aqui dá direito a 4h de sono seguidinhas, quase sempre.

  10. Objecto de transição + música para dormir. Sei que ainda é cedo, mas de pequenino é que se torce o pepino. Controlamos muito pouca coisa com um bebé tão pequeno, mas esta não falha: na hora de dormir, aconchegamos o bóbi ao pé dele e ligamos a caixinha de música. Positivo: ele gosta de adormecer a apertar-nos o dedo, e começou a habituar-se a apertar o cão e adormecer assim, deixando-nos a mão livre para outras coisas, por exemplo fazer-lhe festinhas na cabeça; quando ouve aquela música, começa sempre a fechar os olhinhos. Atenção: brinquedos num bebé tão pequeno, sempre sob vigilância. Quando ele adormece, tiramos-lhe o cão.

  11. Chupetas da Avent: vêm com uma tampinha que dá um jeitão.

  12. Usar uma app para controlar os xixis, cocós, mamadas e sonos do bebé. Aqui usamos esta, que ainda tem a grande vantagem de poder ser partilhada por ambos os pais em telemóveis diferentes, apresentar dicas diárias, milestones de cada momento, e controle de peso, altura e perímetro cefálico.

 

 

E vocês? Partilhem comigo as vossas dicas de sobrevivência!

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publicado às 08:49

It's a mom thing

por Mia, em 09.10.17

Cá em casa temos uma regra no que toca às fraldas do monstrinho: cheirou, limpou!

Funcionaria muito bem, não fosse o facto de o olfacto supersónico que adquiri durante a gravidez, não só persistir como ainda me permitir cheirar um cocó antes de ele estar na fralda. Juro.

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Esta noite

por Mia, em 09.10.17

Enquanto eu amamento o bebé, o homem dorme ao meu lado. De repente: aquele som já tão conhecido, seguido de uma humidade que percorre a mão que apoia o rabo do bebé. Temos cocó por todo o lado. Solto um "foda-se" baixinho e ele acorda. "O que foi?" "Ele fez cocó, borrou-se a todo." "Foda-se." Vira-se para o lado e dorme. De manhã, nem tem ideia de que esta conversa aconteceu.

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publicado às 07:34

Sono

por Mia, em 05.10.17

Estar a amamentar o bebé, na penumbra, e aperceber-me de que ele já não tem a mama na boca e dorme profundamente, sabe-se lá há quanto tempo.

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Lindamente, tem sido um excelente cesto para a roupa suja.

 

Agora a sério: não experimentamos. O primeiro banho foi no hospital, numa banheira tradicional, com a ajuda de uma enfermeira. Monstrinho chorou que meteu dó. Chorou ele, chorei eu, e a coisa foi de tal forma traumática que, chegados a casa, tremia só de pensar que seria necessário dar lhe banho novamente. Não vou mentir: ponderei criar o novo Cascão e não lhe dar banho nunca mais.

 

 

Cheios de medo, não estávamos dispostos a fazer mais experiências, por isso incumbi o pai da tarefa de ir ao ikea comprar uma banheira básica apenas para as primeiras vezes. Logo passaríamos à shantala quando estivéssemos mais à vontade. 

 

 

Passou se o primeiro banho, e o segundo, e o terceiro, e tantos que já lhes perdemos a conta. Bebé adora tomar banho, é um consolo ver. Colocávamos a banheira em cima da nossa cama e depois vestíamo-lo lá. A coisa correu bem, e estávamos quase no ponto de experimentar a shantala, mas por um motivo ou outro fomos adiando. Entretanto as nossas costas começaram a ressentir-se deste esquema de banhos. 

 

 

Pesquisei suportes de banheira que fossem compatíveis com a do ikea e não encontrei. Começamos a testar a hipótese de colocar a banheira em cima do banco e vesti-lo no trocador. O banho em si continuou a ser doloroso para a coluna, mas vestir já não era tão mau. E um belo dia, descobri a pólvora: a banheira do ikea encaixa na cama de grades!! Ma-ra-vi-lha. Acabaram se as dores nas costas, acabou se o tormento do banho. 

 

 

E a shantala, onde entra aqui, perguntam vocês? 

 

 

Pois que experimentar a shantala implica voltar às dores de costas, já que não temos suporte para o balde... Tenho alguma vergonha de dizer, mas acho que nos acobardamos!

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2 Meses depois: o bebé

por Mia, em 04.10.17

Tão cliché mas tão verdade: passou a voar.

 

De repente, o bebé tem dois meses e já não é um recém nascido. É um simpático bem disposto (na maioria dos dias). Ri-se imenso, e uma vez juro que dobrou o riso, apesar de ninguém acreditar em mim. Espalha charme por onde passa com o seu sorriso fácil, basta alguém sorrir para ele que recebe logo um de volta. Já vira a cabeça em direcção aos sons. Interessa-se mais pelos brinquedos, apesar de ainda não lhes tentar chegar com as mãos. Consegue ficar imenso tempo a olhar para os bonecos que lhe penduro em cima da cabeça e a "falar" com eles ou a sorrir. Já faz imensos sons: guinchinhos, gritinhos, uis e ais, e aquela espécie de riso que vem da garganta, é amoroso. Aprendeu também a fazer cuspe, e não só se baba imenso como ainda faz bolinhas, o glamour. Deita muito a língua de fora - já lhe disse que me respeite, que sou mae dele! Às vezes arrepia-se. Tivemos que trocar o berço de lado porque dormia sempre para a direita, e agora acho que a coisa já está mais equilibrada. Pesa quase 6kg e continua a engordar a olhos vistos. Já teve cólicas algumas vezes e não foi nada bonito. Ganhou pestanas - tantas e tão compridas! - e está cada dia mais loirinho, alguém adivinhava que eu, tão morena, havia de ter um filho assim tão clarinho?! Tem imensa força nas pernas e braços, o que nos obriga a toda uma outra logística na muda da fralda, para ele não se magoar com o impulso que dá nos pezinhos ou quando tenta atirar a cabeça para a frente. Segura muito bem a cabeça. Já dormiu mais de 6h seguidas por duas vezes, mas o mais normal são dois blocos nocturnos de 4 ou 5h + 3 ou 4h - e não estamos mal. Gosta mais de mim do que de qualquer outra pessoa - digo-o sem falsas modéstias porque se nota a milhas a diferença de expressão quando me aproximo, os sorrisos que faz quando lhe falo, ou simplesmente a forma como se acalma se estiver a chorar no colo de alguém e eu me chegar a ele. Adora que lhe cante, e se acompanhar de coreografia delira e fica meio histérico. Já reconhece o som da caixinha de música e adormece quase instantaneamente quando a ponho a tocar. Dorme com o seu cãozinho "bóbi", um doudou da Primark com nós nas pontas, que ele gosta de apertar para adormecer. Bolça e vomita com mais frequência do que seria expectável, apesar de aparentemente não haver uma causa clínica. Já teve que passar uma noite no hospital por causa disto, um susto a não repetir! Adora tomar banho e eu não vejo a hora de ele se sentar e brincar na banheira. Também gosta muito de andar de carro e de passear - vai sossegadinho a observar tudo, ou a dormir. Continua a ter o narizito entupido regularmente. Já foi ao brunch, jantar fora e ao supermercado com os pais. Está tão crescido que muita roupa já não lhe serve, e nem tivemos oportunidade de usar - vivendo e aprendendo. Já deixamos as chupetas de recém nascido e começou a usar as de "bebé crescido". Começa a passar mais tempo acordado durante o dia, e consequentemente mais exigente de atenção e mais "chatinho". Tem cada vez mais ar de menino malandro, apesar de ainda ser um bebé muito calminho. Adora que lhe digam que está bonito - pelo menos ri-se imenso com isso. A mamã diz-lhe todos os dias que o adora, e ele responde, invariavelmente, com um sorrisão - e todas as partes menos boas são imediatamente apagadas da memória.

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Monstrinho começa hoje a usar um novo tamanho de fraldas, tão crescido. A embalagem relembra a evolução das coisas: a seguir vêm as "activity", já não há mais tamanhos da linha "sensitive". "Activity" as in para bebes que se mexem, meu Deus, para onde foi o tempo, ainda há dias ele nasceu e não tarda anda aí aos saltos??

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O jogo das parecenças

por Mia, em 03.10.17

Começou tinha ele umas 2h de vida no máximo, e nunca mais parou. A conversa e sempre a mesma: é parecido com o pai. Sempre, de todas as vezes que o vêem, sempre as mesmas pessoas, sempre a mesma conversa já mete nojo. Vou mandando a boca do costume, que ele é parecido com o carteiro ou com o homem do gás, e sorrio, sorrio para não agredir ninguém, mas não está fácil.

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Não votei

por Mia, em 02.10.17

Por motivos de ter um pequeno demónio nos braços numa mistura de fome/birra, não consegui ir às urnas. Soa a desculpa de mau pagador mas é a mais pura verdade, podia estar aqui com floreados e esconder-me atrás da noite péssima e dos imensos problemas que temos tido mas o facto é apenas um: escolhi ficar em casa com o meu filho e dar-lhe colo, dar-lhe mama, acalmar-lhe a birra. A virose que anda por aí, e o facto de já termos passado pelo hospital esta semana, também contribuíram: não quis arriscar levá-lo a um sítio cheio de gente, mais ainda no estado em que estava. Obriguei o homem a ir, no entanto. E sinto-me mal por ter falhado uma votação, pela segunda vez na minha vida adulta (da outra não estava em Portugal). E vocês? Qual foi a vossa desculpa esfarrapada?

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Com o coração nas mãos

por Mia, em 02.10.17

Há dias que o monstrinho bolçava imenso. Apesar de ter a máquina sempre a bombar, babygrows e babetes começaram a escassear cá por casa de tantas vezes que trocávamos durante o dia, e, apesar de na última consulta me terem dito que era normal, não sentia que fosse.

 

Na quarta-feira, perdi a conta às vezes que bolçou/vomitou. Apesar de ele estar bem disposto, ter feito xixi e cocó o dia todo e não ter temperatura, estávamos perto da 1h da manhã quando achei que não podia ser normal. Que se lixe se acharem que sou maluquinha. Liguei para a saúde 24.

 

Fizeram-me algumas perguntas, e o resultado não foi animador: melhor ir às urgências pediatricas. Em menos de nada estávamos os três fora de casa, 1h18 da manhã, um frio de rachar, nevoeiro tão espesso que não se via mais de um metro à frente e uma mãe numa mistura de pânico por algo poder estar errado e culpa por tirar o menino de casa naquelas condições quando se calhar não era nada.

 

Contrariamente ao que eu esperava, a pediatra de serviço não desvalorizou, de todo, as minhas inquietações. O facto de o monstrinho ter bolçado e vomitado seis vezes enquanto lá estávamos contribuiu. Aprendi a distinguir o que é bolçar do que é vomitar. Aprendi o que é vómito em jacto, que para mim era apenas regurgitação.

 

Fizemos análise à urina para despistar infecção. Tudo OK.

Melhor tirar sangue para análises, disseram-nos, aproveitamos e deixamos já o cateter para o caso de ter que ficar a soro. Oi?! Como assim tirar sangue? Como assim um cateter? Como assim furar o meu menino?!

 

 

Não fui feita para ser mãe, não tenho estômago para isto.

 

 

Não confiava no enfermeiro das urgências, chamem-lhe implicância, sei lá, e por isso quando vi o enfermeiro D., que nos acompanhou no internamento pós-parto, chegar da maternidade, dei graças a todos os santinhos. Recomendaram-nos que saíssemos da sala, e assim fizemos. Cá fora, chorei até não poder mais, e quando nos mandaram entrar já estava (mais ou menos) recomposta. O meu menino estava calminho.

 

Os resultados não tardaram: tudo OK. Monstrinho apresentava-se bem disposto e sorridente, sem febre, a urinar e defecar normalmente... mas continuava com vómitos. A suspeita que restava era assustadora: estenose hipertrófica do piloro, e foi-nos sugerido que passássemos a noite em observação e de manhã cedo avançássemos com uma ecografia. Assim fizemos.

 

Não foi fácil. Forcei-me a não ir googlar o que significava essa doença de nome tão estranho, e foi o melhor que fiz. Ainda assim,  foi uma noite longa e preocupante. De manhã, depois do que me pareceram anos de espera, lá conseguimos fazer a eco: tudo normal, à excepção de bastante gás no estômago. Dois pediatras, a mesma opinião: pequeno monstrinho está bem. Poderá ser uma virose, poderá não ser nada. Tivemos alta com a recomendação de o fazer comer pequenas quantidades, manter a cabeça elevada face ao estômago e arrotar mais tempo no final. Passaram uns dias, e ele tem estado bem melhor.

 

 

Mas não ganhei para o susto. Que sensação de impotência horrível. Que aflição.

 

 

Nunca mais quero voltar aquele hospital, nunca mais quero ver o meu filho doente, nunca mais o quero ouvir chorar. Sou fraca e o meu coração não aguenta este tipo de tortura.

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Nunca sei se levo comigo demasiadas coisas ou apenas as suficientes. Provavelmente, e considerando o peso, serão demasiadas.

 

Para começar, o saco. Temos dois: um que veio com os produtos da Bioderma, e um que compramos na Zara Home, que condiz também com a forra do ovo (compramos lá também). Uso ambos, dependendo da minha roupa: como na maioria das vezes não me dá jeito levar mala e saco das fraldas, acabo por levar os meus objectos pessoais no saco, então combino-o com a roupa que estou a usar. Mariquices, eu sei!

 

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Sempre connosco, andam ainda:

Porta documentos da mesma coleção da Bioderma. Aqui levo o boletim de saúde e boletim de vacinas do bebé, cartão com o contacto da pediatra, caderninho e caneta onde vou apontando dúvidas para perguntar na próxima consulta, e receitas por aviar, se as tiver - neste momento anda comigo a receita para a vacina da meningite e para as doses seguintes da vacina da gastro. Os documentos pessoais do monstrinho (cartão de cidadão e cartão do seguro de saúde) andam na minha carteira.

 

Necessaire, igual à mala da Bioderma. Lá dentro vai:

  • Fraldas: levo sempre umas 6.
  • Toalhitas: por norma não uso, mas em cocós explosivos fora de casa não há remédio.
  • Compressas tecido não tecido.
  • Água lavante: tenho uma embalagem de amostra que vou repondo, o tamanho de viagem é perfeito para isto.
  • Creme barreira: não uso sempre, mas quando há um cocó mais violento ou está vermelhinho não pode falhar.
  • Creme hidratante: nem sei bem porque levo comigo, já que nunca uso fora de casa, mas pronto, anda sempre connosco uma embalagem das pequeninas.
  • Toalhitas mãos e cara.
  • Gel anti-bacteriano.
  • Um resguardo descartável: tenho vários resguardos de tecido, impermeáveis, bordados, etc., mas dependendo do sítio acho que às vezes um descartável dá mais jeito. Além disso, quando há "acidentes" nos outros resguardos este salva-nos sempre.
  • Soro: outra coisa que também nunca usei fora de casa, mas como pode dar jeito tenho 2 ou 3 embalagens das pequeninas.
  • Creme para mamilos: tinha um extra, versão de bolso, e atirei com ele para o saco das fraldas. Também nunca precisei fora de casa.
  • Discos de amamentação: levo dois, embalados individualmente, just in case.
  • Elástico para o cabelo: sabeis lá vós a falta que isto já me fez.

 

Uma mantinha.

Trocador de viagem: temos de tecido tipo toalha e impermeáveis. O impermeável é mais fácil de lavar, mas por outro lado o de tecido absorve o xixi e não o espalha por todo o lado. Nenhum é perfeito.

Saquinho com fraldas de pano: normalmente tenho duas ou três, e nunca são demasiadas.

Babygrow de manga comprida, babygrow de manga curta. Porque às vezes ele suja-se e está calor, outras está frio, na dúvida tenho um de cada. Se sair por um período de tempo mais longo, levo uma ou mais mudas de roupa adicionais, mas estes andam sempre connosco.

Body de manga curta, body de manga comprida, calcinhas. Se sair por muito tempo levo mais do que um body, adequado à temperatura desse dia.

Babetes: ultimamente ele começou a babar-se muito, fora as vezes que bolça depois de comer. Também nunca são demais.

Óculos de sol: monstrinho é sensível à luz.

Chapéu: levo, mas nunca usei, porque ele nunca andou ao sol, ou sem capota.

Casaco: inicialmente levava na mala um casaco de malha, agora levo um mais compostinho, cardado, porque cá por cima já faz muito frio.

Chupeta, e fita para chupeta: para as vezes que ele deixa cair a dele ao chão.

 

 

Tento levar, mas às vezes esqueço-me de repor:

Uma garrafa de água.

Um pacote de bolachas.

 

 

E vocês? O que levam para todo o lado?

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To boob or not to boob

por Mia, em 30.09.17

Amamento o pequeno monstrinho exclusivo. Excepção feita para uma vez que lhe deram suplemento, ainda no hospital, tem sido sempre assim. E é tudo aquilo que imaginei que seria: nada de especial.

 

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Como assim nada de especial? Amamentar é um momento único, um vínculo entre mãe e filho... BA-LE-LAS. Não sinto que a minha relação com o meu filho seja mais especial porque lhe dou mama. É que nem um pouco.

 

Mas comecemos do início.

 

 

Depois de ele nascer, quando me levaram para o recobro, veio uma enfermeira por o menino à mama. Não foi difícil, não foi mau, foi... estranho. Começou por ser estranho vir uma pessoa e, sem perguntar, informar-me que ia dar de mamar ao miúdo. Foi estranho quando ela me pegou no mamilo e o enfiou na boca do puto para fazer a pega em condições. Foi estranha a sensação de estar a alimentar um bebé. Mas tudo bem. O pior estaria para vir.

 

 

No início, o bebé tem que comer de 2 em 2 ou 3 em 3 horas. Sem desculpas: mesmo que ele esteja a dormir, acorda-se. E isto é extenuante. Eu não sabia nada. Logo eu, que me tento informar sobre tudo e mais um par de botas, tinha ali uma lacuna tão importante. Não sei se assumi que a coisa se daria naturalmente, ou se simplesmente não pensei muito sobre o assunto. Não sabia nada sobre amamentação. E de repente tinha mil perguntas. Em que posição haveria de amamentar? Como saber se ele estava a mamar bem? Como saber se era suficiente? Tenho mesmo que o acordar? E se demorar 3h e 10 minutos entre mamadas, mato a criança?

 

 

Dramático, vocês sabem lá.

 

 

Parece exagero, mas juntem a isto um choque hormonal, as dores do pós-parto e emoções à flor da pele, e vão ver que dá um cocktail explosivo.

Os enfermeiros, mais uma vez, foram impecáveis comigo. Tive a sorte de me calhar na rifa um bebé que já nasceu a saber mamar, e uma equipa médica com paciência infinita. Ajudaram-me a encontrar a melhor posição para mim. Ensinaram-me a ver se ele estava a mamar em condições pelo formato da boca e barulhos que ele fazia. Explicaram-me que, estando a comer em condições, o bebé faria um xixi depois da refeição. E não, 10 minutos a mais não matam a criança (mas convém não abusar).

 

 

Mas a coisa não estava fácil. Amamentar dói. Muito. Quem vos disser o contrário está a mentir. Se na primeira noite já tinha os mamilos doridos, na segunda a coisa tinha piorado MUITO e já tinha feridas. Estava a por lanolina entre mamadas e discos de amamentação, mas não via progressos. Ao questionar o que fazer, a resposta era sempre a mesma: é normal, melhora depois de o mamilo ganhar calo. Ganhar. Calo. WTF.

 

 

A segunda noite não foi fácil, falei-vos disso aqui. Entre a primeira e a segunda noite, o miúdo não urinava. Lembram-se de ter dito acima que "estando a comer em condições, o bebé faria um xixi depois da refeição"? Pois. Soaram imediatamente todos os alarmes e entrei em pânico. Que eu ia matar a criança à fome. Que espécie de mãe sou eu? Sugeriram-me dar-lhe suplemento depois da mama e ver se ele queria. Mamou, e depois bebeu um bocadinho de suplemento, quase nada. Não quis mais. Passou a noite agitado e com cólicas.

No dia seguinte, urinava normalmente. Por indicação dos enfermeiros, não demos mais suplemento, para ver como é que ele reagia. Mamava, fazia xixi, dormia. Parecia estar tudo bem. Já eu, estava cada vez pior. O homem dizia que sabia quando ele tinha começado a mamar porque, invariavelmente, eu gemia. Acho que ele não reparava que, além disso, os olhos se me enchiam de água.

 

 

Na terceira noite estava exausta, abatida e com os mamilos em sangue. Sugeriram-me "saltar" a primeira mamada da noite e descansar, deixando que lhe dessem antes suplemento. Não quis. É engraçado como as coisas são: nunca fiz questão de amamentar, nunca fui contra dar leite artificial, nem nunca tive vocação para mártir. Mas naquele momento só me vinham à cabeça as cólicas que o suplemento lhe tinha causado na noite anterior. Não queria que o meu filho sofresse, mesmo que me estivesse a custar horrores, e por isso continuei.

 

 

Fomos para casa, com a recomendação de que não me preocupasse quando se desse a subida do leite. Que ficaria com o peito inchado, teria dores, poderia até ter febre, mas era tuo normal. Nunca aconteceu. Até hoje, não sei o que isso é. Não dei pela subida do leite - se calhar porque já tinha tantas dores que camuflaram essas?? - e só me voltei a lembrar disso quando, semanas depois, alguém me perguntou se tinha custado muito.

 

 

Aos cinco dias pós-parto, fomos ao centro de saúde fazer o teste do pezinho. Continuava com os mamilos em ferida, dores intensas, e pior: por causa disso, nesse dia o monstrinho tinha bolçado leite misturado com sangue e eu estava, claro, em pânico. Procurei a enfermeira especialista em amamentação e expus as minhas dúvidas. Recomendou-me que trocasse o creme de lanolina que tinha pelo da medela. Sugeriu-me que comprasse as conchas, para evitar que os mamilos tocassem no sutiã ou discos e assim pudessem sarar. Aconselhou-me também os pensos de hidrogel, para curar as feridas. Também sugeriu que apanhasse sol nas mamas, mas a sério, quem tem tempo para ir fazer topless para o sol quando tem um recém nascido em casa?! Saí do centro e fui comprar tudo. E salvou-me a vida, principalmente os pensos de hidrogel. Em menos de uma semana, deixei de ter feridas, e, efectivamente, ganhei calo. As conchas também foram bastante úteis, ainda que sejam tremendamente desconfortáveis. No início usava sempre durante o dia, agora uso apenas quando estou mais dorida.

 

 

Entretanto, e porque amamentar de 3 em 3 horas durante a noite me estava a matar, compramos a bomba e comecei a tirar leite. Tiro um biberão para dar à noite e assim aquela mamada das 3h ou 4h da manhã não custa tanto - é muito mais rápido dar biberão. Além disso, desta forma o pai também pode alimentar o bebé, permitindo-me descansar um bocado. Tirar o leite também se revelou bastante útil quando temos algum compromisso que colide com a hora da mama. É muito mais simples e rápido dar o biberão.

Juntamente com a bomba, compramos também um biberão "amigo da amamentação", que obriga o bebé a esforçar-se para mamar, mas também já experimentamos outros e funcionou de igual modo.

 

 

Então e agora?

Agora as coisas estão mais fáceis, claro. Já não doí, já não tenho feridas, e já não custa tanto - o que faz com que às vezes tenha dúvidas sobre se estou a fazer bem as coisas. Mas o monstrinho cresce a olhos vistos, faz xixi como gente grande, e também não está mal ao nível do cocó, portanto acho que está tudo bem.

Mas se pudesse, parava já de amamentar.

 

 

Já nem é a questão de ser dona das minhas próprias mamas: quando uma mãe amamenta, não há lugar para pudores. É engraçado como as coisas se alteram: essa questão nem surge na nossa cabeça. Se a criança está a chorar e tem fome, a mãe saca da mama e dá-lhe. Eu, pessoalmente, não me sinto à vontade para o fazer em público, nem nunca tive até ao momento a necessidade de o fazer. Procuro um "cantinho da amamentação" ou se estiver na casa de outra pessoa peço para ir para um quarto. Mas se estou num sítio qualquer a dar de mamar ao meu filho e entra alguém... caguei. Incomoda-me que invadam a nossa privacidade, mas não tenho qualquer tipo de pudor por estar de mamas ao léu. E isto é verdadeiramente surpreendente, em mim - sou pessoa muito reservada no que toca às minhas maminhas.

 

 

Mas dizia eu, não é a questão do pudor, é mesmo porque não é prático. Amamentar é demorado. É desconfortável para as costas. Exige toda uma logística que não é simples: procura um canto mais recatado; um sítio onde sentar, preferencialmente com suporte para braços; uma almofada para elevar o puto (nem me façam falar sobre a fraca qualidade das almofadas que as pessoas, no geral, possuem); protege a almofada com uma fralda de pano; protege a roupa com uma fralda de pano. Ah sim, e a roupa? Vamos falar da roupa? Esquece camisolas fechadas. Vestidos nem pensar. Ou vais tirar o vestido no meio da rua se tiveres que sacar da mama? Pois. Não era mil vezes mais simples levar o leite em pó previamente doseado, juntar água e dar o biberão em 5 minutos? Era.

 

 

Mas não é tão bom para o bebé.

 

 

Por isso continuamos, claro. E continuaremos a amamentar em exclusivo até aos seis meses, salvo impedimento não planeado. Ora bolas.

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Só para saber

por Mia, em 28.09.17

Nota-se muito que tenho vindo a escrever posts para um dia, numa futura gravidez, vir cá ler e recordar-me de como foi este momento?

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E a quantidade de fraldas?

por Mia, em 28.09.17

Muitas. Esse é o número exacto de fraldas de que vão precisar.

 

Quando estava a abastecer, ainda na gravidez, disseram-me: conta com 8 por dia.

 

Tretas.

 

8 por dia pressupõe uma fralda depois de cada mamada. Mas nem sempre é assim.

 

Para começar, o meu filho sempre foi preguiçoso para mamar, e no hospital ensinaram-me: antes de começar, mude-lhe a fralda para ele apanhar um bocadinho de frio e ficar desconfortável e mais desperto. Ora, também me ensinaram: uma mamada, um xixi. Resultado: mudar a fralda antes E depois de mamar. Sendo que o bebé mama uma média de oito vezes, estamos a falar de 16 fraldas por dia.

 

Isto num dia bom, depois temos aqueles episódios... diferentes, chamemos-lhe assim! A título de exemplo, fiquem com a gracinha que o meu monstrinho fez um dia destes: pois que o bebé mamou. Vou para mudar a fralda, espero um bocadinho a ver se vai fazer mais xixi, não faz, troco a fralda. Imediatamente a risca fica azul, sinal de novo xixi. Tudo bem. Troco a fralda e ainda antes de a fechar ele começa a fazer cocó. Espero que acabe. Troco a fralda novamente. bebé limpinho, sequinho, pomada no rabiosque, fecho a fralda e oiço.... mais um cocó! Maravilha. Troco tudo novamente enquanto penso, se fizeres outro devolvo-te à procedência. Fecho a fralda, risca azul outra vez - mas quanto é que esta criança come?!?!?! Troco tudo. Finalmente paz. Com isto foram cinco fraldas, só depois daquela mamada.

 

Isto para dizer o quê? Contem com para cima de muitas fraldas. E ainda assim, não serão suficientes. Boa sorte.

 

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O dia ainda mal começou!

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publicado às 06:00

As fraldas

por Mia, em 28.09.17

Compramos várias marcas ao longo da gravidez, não fosse o miúdo ser esquisito. No hospital deram-nos amostras da Bambo Nature e de outra marca que não me recordo, e gostamos de ambas. Compramos também as Bio Baby da Moltex, não desgostei mas achei um tamanho muito pequeno em comparação com as outras. Numa tentativa de ajudar a salvar o planeta, testamos ainda as biológicas Naty -  apesar de serem estranhas ao toque (parecem de papel), não odiamos, mas são também pequenas em comparação com as restantes para o mesmo intervalo de tamanho. A maioria das fraldas que compramos foram Chicco e Dodot Sensitive. Tinham-me falado maravilhas das fraldas da Chicco, e de facto têm um ar mais confortável do que as outras (são mais fofas ao toque), mas com o passar do tempo e o aumento de volume dos xixis, noto que não são tão absorventes como as Dodot, e o bebé fica mais desconfortável e queixoso quando estão molhadas. Já as Sensitive da Dodot são, para mim, as melhores. Nunca ele choramingou por ter a fralda molhada, e têm aquela coisa maravilhosa chamada indicador de humidade: uma risca amarela à frente que vira azul se a fralda estiver molhada. Parece um detalhe supérfluo, mas dá um jeitão quando queremos saber se precisa de mudar a fralda mas não o queremos despir todo. Uma das fraldas que nos deram de amostra no hospital também tinha esta risquinha, mas esqueci-me da marca. O contra das Dodot: quando o cocó seca, às vezes a rede interior cola-se ao rabinho; e ainda: conforme o tamanho aumenta vão ficando bem mais caras, sendo que o tamanho 3 já não é nada barato. Ainda assim, a meu ver, justifica-se, e por enquanto vamo-nos mantendo com estas. E vocês? O que usam? O que recomendam?

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Derreto-me

por Mia, em 27.09.17

Ele a mamar e eu a ter que evitar o contacto visual, porque senão, mal os nossos olhos se cruzam, ele abre um mega sorrisão e deita o leite todo fora.

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Rotinas são para meninos

por Mia, em 27.09.17

Ontem: dormi 4h, se tanto. Bebé chorou, quis comer de 3 em 3 horas, chorou depois, quis conversa, quis colo, quis mimo, teve cólicas, esteve irrequieto, dormiu quase nada e depois acordou com fome outra vez e repetimos o ciclo. Uma, duas, três vezes. Chorou com cólicas o dia todo, só estava bem no colo. Tentamos massagem, sling, almofada de alfazema. Não dormiu nada, e eu não fiz mais nada que não dar-lhe colo. Acho que engoli qualquer coisa à pressa para fazer de conta que almocei, e só consegui tomar banho quando o pai voltou ao fim do dia.


Hoje: dormiu bem, acordou bem disposto, todo ele sorrisos. Puxei-o para a minha cama e estivemos a namorar um bocadinho - a mãe faz palhaçadas e o bebé ri, já se tornou um clássico cá por casa. Comeu, mudou a fralda, dormiu. Eu arrumei os quartos, limpei uma das casas de banho, alimentei os gatos, limpei e desinfectei a lavandaria onde eles dormem. Tomei banho. Arrumei a roupa lavada dele, separei e guardei aquela que já não serve. Lavei e estendi uma máquina de roupa. Cozinhei o almoço e almocei sentada, com calma. Bebé choramingou, comeu, mudou a fralda, sorriu e dormiu. Estendi a roupa, arrumei a cozinha, preparei o jantar. Tirei leite com a bomba, passei a ferro, vi televisão.


Amanhã? Só Deus sabe.

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Em jacto.

por Mia, em 26.09.17

Fomos* fazer uma sessão fotográfica de bebé. Pequeno monstrinho estava mal da barriguita, preso o dia todo. Sabem aquelas fotos fofas que se tiram com o bebé despido? É giríssimo, o fotógrafo explica que posição quer, e a mãe manuseia a criança. Mil vezes. Volta para ali, vira para acolá, agora encolhe as perninhas, agora afinal estica... Isto tudo para perguntar: alguém sabe como se tiram nódoas de cocó de sapatilhas??

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Contrariados. Fomos contra minha vontade, porque o fotógrafo era familiar e insistiu. Muito.

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