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E depois ela disse

por Mia, em 20.02.18

Este bebé é tão fácil que se educa sozinho, olha o que te digo.

 

Como se não houvesse aqui horas, dias, semanas, investidos em criar rotinas, incentivar bons hábitos. Como se não tivesse devorado mil livros sobre o tema para conseguir entender o meu filho e guiá-lo pelo melhor caminho. Como se fosse tudo sorte, um acaso, uma criança que nasceu ensinada.

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publicado às 08:02

Hum.

 

A sério? Mas isso é errado porquê?

Leio muito. Muito mesmo. O desenvolvimento da criança e psicologia infantil são temas que me interessam, e mais do que isso, que me dão prazer explorar. Neste primeiro ano do meu filho, sei as guidelines para cada mês, o que se está a passar com o corpo dele, como se está a desenvolver o seu cérebro, e que mudanças esperar. E gosto de saber isso, para o poder estimular da melhor forma.

 

Por exemplo: nos primeiros tempos da criança, não tem qualquer interesse colocá-lo no ginásio de chão, apresentar-lhe bonecos coloridos, enfiá-lo na espreguiçadeira. O melhor nessa altura são contrastes preto/branco, e foi isso que ofereci ao monstrinho nesse momento.

Não tenho o propósito de criar um Einstein, já aqui disse milhões de vezes. Mas se hoje em dia temos imensa informação ao nosso dispor e podemos ajudar a que os nossos filhos se desenvolvam da melhor forma, porque não fazê-lo?

Se eles aprendem a um ritmo mais rápido ou mais lento, isso é outra história. Há coisas que seriam expectáveis aos quatro meses que o meu filho não faz, e por outro lado faz algumas que só esperava mais lá para a frente. Como todas as crianças. Não há mal nenhum nisso. Mas eu sinto que é meu dever enquanto mãe, incentivá-lo e estimula-lo de acordo com a idade.

 

A pessoa que disse a frase do título acha que eu sou obcecada. Que não deveria ler tanto. Que não há qualquer interesse em procurar saber o que é melhor para a criança em cada idade. Que se deve deixar os putos sentados em frente à televisão e esperar pelo melhor.

 

Eu acho que ela está errada.

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Acho tão giro

por Mia, em 08.02.18

Não sei o que estou a fazer. Ora agasalho demasiado o puto, ora tem roupa a menos. Arranhou-se na cara porque sou uma incompetente a cortar as unhas. Tem sempre fome. Tem sempre sono. Chora quando acaba de acordar e mil pessoas o sufocam? Culpa minha. Tenho a mania que sei tudo. Tenho a mania das modernices, como usar compressas para limpar o rabo, dar-lhe banho num balde, não usar talco, não lhe dar chá, usar produtos de uma marca específica. Leio demasiados livros e faço demasiadas pesquisas. Não deixo que o abanem, chateio-me se andam sempre com ele no colo. Obrigo as pessoas a lavar as mãos antes de lhe pegar, e não deixo que lhe dêem beijos nas mãos. Não falo baixo nem deixo de fazer barulho durante o dia, e incentivo a que ele faça sestas nessas condições. Sou uma péssima mãe. Mas depois é ouvi-los dizer à boca cheia: "o meu" menino é tão bem disposto; é tão saudável, nunca ficou doente; tem uma pele tão limpinha; tem boas rotinas; dorme a noite toda; nunca vi um bebé assim; está tão gordinho; é tão cheiroso; tem um ar tão feliz. Sou uma mãe terrível, e ainda assim, sendo eu sozinha responsável por uma boa percentagem da educação desta criança, parece que as coisas correm bem. Imagino se fosse uma boa mãe.

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Não condeno quem viva de um blog, não contesto que façam publicidade. A diferença está entre dizer: recebi esta mala em casa e adorei, ou a marca X convidou-me a experimentar o produto Y e é a ultima maravilha do universo, ou, por outro lado, eh pa descobri agora que toda a minha família é intolerante à lactose, mas por sorte a mimosa lançou este leite sem lactose que é top - e depois escrever em letrinhas pequeninas que o post é patrocinado, ou nem escrever, who cares. É a diferença entre o leitor saber, à cabeça, que está a ler um post publicitário, ou tentar indromina-lo com uma ladainha inventada com o único propósito de vender. É a diferença entre respeito, e a falta dele.

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Marquei (finalmente) uma consulta de dermatologia para me queixar de maleitas variadas, entre as quais as belas estrias com que fiquei após a gravidez.

 

- Pois, sabe, realmente não há muito a fazer. É que isso está relacionado com o tipo de pele da pessoa, eu, por exemplo, também tenho um bebé e não usei nada a não ser creme hidratante, e não fiquei com uma única estria.

 

 

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Repitam todos comigo:

 

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

 

a ver se me acalmo um bocadinho...

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E se vos contar que...

por Mia, em 11.12.17

... esta pessoa me enviou um e-mail a dar os parabéns pelo bebé, que incluía a frase: "se há alguém que tem vocação para ser mãe és tu".

 

 

Ele há coisas...

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Mia e a sobremesa assombrada

por Mia, em 21.11.17

Andava há semanas para fazer uma sobremesa que comi há tempos em casa da minha avó. A coisa é simples: leite creme, gelatina de morango, morangos.

 

Primeiro não havia morangos, claro, não é a época deles, querias o quê? Semana após semana, e morangos nem vê-los. Desisti e avancei para as amoras, são frutos vermelhos na mesma, certo? Comprei, e planeei fazer no dia seguinte.

 

Chegado o dia, abro o armário para ver se tinha todos os ingredientes: a maizena tinha expirado em 2016. Tudo bem, amanhã compro.

 

Mais um dia passado, maizena comprada, abro o frigorífico em busca de ovos: não há. Grrrr. Ligo ao homem: traz-me ovos quando vieres para casa, por favor. Raios me partam, de hoje não passa.

 

Entretanto vou começar a fazer a gelatina, assim já vai solidificando. É claro que não havia gelatina de morango. Mas havia de melancia, close enough.

Penso cá para mim: já que estou a fazer gelatina aproveito e faço as duas saquetas, uma uso para o doce e outra distribuo em potinhos individuais - sabem, daqueles que têm uma tampinha em cima e uma em baixo? Assim fiz: seis potinhos espalhados no balcão e uma caixa grande, todos cheios e começo a tapá-los quando me apercebo que só tenho cinco tampas. Não há problema nenhum, é só verter o conteúdo de um dos potes na caixa grande. E eis que, no momento em que vou fazer isso, se dá o apocalipse.

 

O que aconteceu foi uma sucessão de eventos simultâneos, e que eu caia aqui mortinha se esta merda não é verdade. No segundo em que elevo o pote no ar, a tampa de baixo solta-se, e voa gelatina POR TODO O LADO. Armários, chão, os meus chinelos, balcão, tudo o que podem imaginar - sempre bom, porque até temos poucas formigas. No mesmo instante, o miúdo acorda e começa a chorar. Ainda nesse mesmo segundo, o gato que tinha saltado para o balcão para cheirar o que eu estava a fazer, assusta-se e corre para o outro lado do balcão. A gata, que estava nessa ponta, assusta-se com o barulho e salta para o chão derrubando o suporte das facas e dois quadros.

 

*inspira*

*expira*

 

Começo a limpar - como é que um pote tão pequeno leva TANTA gelatina?! O bebé a chorar, os gatos de volta de mim, o chão a começar a colar. Tento enxotar os gatos. O bebé chora. Os gatos a começar a tentar meter as patas na gelatina. SAIAM-ME DA FRENTE! Os gatos fogem, o bebé cala-se. Sentimento de culpa nos píncaros, desculpa bebé, não gritei para ti, beijinho beijinho, prendo os gatos, acabo de limpar a gelatina.

 

O homem chega com os ovos, faço o leite creme, corto a gelatina, misturo as amoras. Ficou bem boa a sobremesa. Nunca mais me apanham a fazê-la.

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Em casa de familiares, acabei de trocar a fralda ao miúdo, e prestes a vestir-lhe o pijama, estando o bebé apenas com a fralda e o body interior vestidos. Normalmente quando vamos a algum lado de noite levo o pijama e um casaco quentinho, e assim ele adormece no carro e já só acorda de manhã. Estava então a meio do processo quando o dono da casa entra no quarto, olha para ele e diz:
- Mas que bem que ele está!


Sorrio. Insiste.


- Mas que bem que ele está assim de perna ao léu!


Sorrio. Continua.


- Que bem que ele está, assim é que ele havia de andar sempre!


Tento ignorar a crítica implícita à forma como visto o meu filho, e sorrio de novo. Insiste.


- Assim é que ele devia andar sempre!


Não aguento ficar calada e respondo:


- Estão 10 graus lá fora!


wtf.

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Bebé em contacto com um cão pela primeira vez. Tudo muito bem, tudo muito pacífico: o cão saltitava para tentar ver o puto e ele ria-se. Mas que bom, Mia, a criança a habituar-se a animais, que giro, que fofo - não é?
Então alguém me explique a necessidade de vir uma pessoa ao pé da criança dizer-lhe: ai que o au au vai-te dar uma trinca!


É coisa que me tira do sério. Criticam-se as crianças que são medrosas: que fogem dos cães e dos gatos, que têm medo do escuro, que não largam as saias  da mãe. No entanto, da mesma boca de onde saem essas críticas saem frases como "o au au vai-te dar uma trinca", "o papão vem aí para te roubar os soluços" e "a tua mãe vai-se embora e tu ficas aqui comigo". Não me chegava ter que educar a criança, ainda tenho que desfazer todas estas ideias de merda que me metem na cabeça do puto?!

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"Não, não. A Bexsero normalmente não faz febre, eles ficam é mais irritadiços um bocadinho."

De zero a cem, quanto imaginam que foi o meu nível de pânico quando o miúdo em 30 minutos passa dos 37º para os 38,5º?! Mil. Foi mil.

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Não importa para nada o bem estar do bebé. Precisa de dormir? Tem fome? Quer ir ao colo da mãe? Irrelevante. O que importa é pegar-lhe, é brincar com ele, é mostrá-lo a toda a gente. Que se lixe se para isso temos que o acordar, se se adia a mama, se a criança chora, desde que as vontades sejam satisfeitas e o ego esteja quentinho, está tudo bem.

 

Não me lixem, esta merda não é amor, é doença.

 

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Faz hoje 5 meses que o contrato com a empresa chave na mão terminou. Aposto que não adivinham o estado da obra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se o vosso palpite foi: parada há mais de quatro meses, estão................... ABSOLUTAMENTE CERTOS!!!!

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Aquela familiar idosa que sabe tudo, mas depois vamos dar com ela a "embalar" o menino dentro do carrinho, movimentando-o para trás, e contra a parede... para trás, e contra a parede...

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publicado às 08:00

Cenário: jantar de família, monstrinho acordado há horas a socializar com todos e a passar de colo em colo enquanto distribui sorrisos, até que começo a notar-lhe os sinais de cansaço: coçar os olhos, bocejar constante, ar de quem fumou umas ganzas potentes. Pego nele e aconchego-o deitado no meu colo, chupeta na boca, festinhas na testa, e ele começa a fechar os olhos e a adormecer quase imediatamente. Acto contínuo:

 

- Estás a adormecer o menino?!

- Sim.

- Porquê??

 

*faço de conta que não ouvi*

 

- Para que é que estás a adormecer o menino? Se ele quisesse dormir dormia!

 

*viro costas e saio*

 

 

Alguns dirão que a maternidade me deixou mais mal educada. Claramente são os que não sabem o que me apeteceu dizer nesse momento, caso contrário entenderiam que sair foi a atitude mais polida que alguma vez poderia ter tido.

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Centopeias. Grandes, gordas e nojentas. Como se acaba com isto?

(gasolina e um fósforo não é opção)

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Uma pessoa actualiza o iOS, e: não chegava o novo interface ser feio, com ar foleiro, como ainda tem que levar com mudanças em coisas importantíssimas, como o facto de terem invertido a ordem dor botões "stop" e "snooze" no temporizador. Como se isso não fosse suficiente: no temporizador o stop é o botão grande e o snooze é o pequeno... no despertador é ao contrário. Falta de coerência! Sabeis lá o stress que isto já me tem provocado.

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Não suporto

por Mia, em 01.11.17

Que falem à bebé com o meu filho. A chupeta é a chupeta, não é a pupa, a pé nem a pêta. É a chupeta. O carro não é o popó. O cão não é o auau. E o gato não é o miau. Eduquem os vossos filhos como quiserem, mas o meu ouve as palavras como elas são. Depois, a seu tempo, fará as suas adaptações.

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Aquele familiar que antigamente nem ligava se passávamos muito ou pouco tempo lá em casa, e agora fica ofendido porque, depois de já lá termos feito uma refeição durante a semana, no domingo passamos por lá apenas para uma visita "rápida" de mais de uma hora. Sendo que fica a 40km da nossa casa. E o homem trabalhava no dia seguinte. E ainda não tínhamos parado desde essa manhã. E o puto estava meio adoentado. Mas sim, é um ultraje não lhe termos dedicado mais tempo, pois claro. Problema de fácil resolução: se as visitas rápidas ofendem, acabam-se as visitas, de todo.

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publicado às 06:31


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