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Bebé tem estado com vómitos, pelo que é preciso ter particular atenção ao tempo que o deixamos arrotar, e garantir sempre que fica pelo menos 15 minutos ao alto, sem grandes abanicos, sossegadinho. Tinha visitas em casa, por isso depois de lhe dar de mamar resolvi ir arrotá-lo para a sala - não podendo andar ao colo de outros, ao menos viam o miúdo e já ficavam contentes, achava eu.

 

Grande erro.

Nunca aprendo, e sempre que tento ter alguma consideração ou dar um pequeno miminho às pessoas, sai-me furado.

 

Entro na sala e estende-se logo um par de braços para pegar nele. Disse que não, que ele estava na hora de arrotar e que precisava de estar sossegado. Pessoa desiste.

 

Dou mais dois passos, novo par de braços para agarrar o miúdo. Digo que não, blá blá blá que tem que arrotar, blá blá vómito, a pessoa ignora-me completamente e começa a retirar a fralda que tenho ao ombro e a pô-la no seu próprio ombro. Continuo: que o puto não pode ser abanado, que tem que estar um bocado sossegado, blá blá blá - pessoa arranca-me literalmente o miúdo dos braços e fica com ele ao colo.

 

Surreal.

 

O total desrespeito pelas minhas vontades enquanto mãe não deixa nunca de me surpreender. Não acho, nem pode ser normal. Tento não me chatear, não armar confusões, não comprar guerras com a família chegada porque é chato, porque não estão muito com ele - estão demasiado!!!! - mas um dia vai-me saltar a tampa. E aí não vai ser bonito.

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16 comentários

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De Aninhas a 17.10.2017 às 14:12

Será que essa gente não teve filhos? Ou deixavam-nos andar de mão em mão? O problema é que qdo lhe saltar a tampa, ainda fica você pr má, e elas coitadas só queriam pegar no menino! Haja paciência! Qdo a minha era bébé ninguém a tirava da caminha, dp diziam que eu tinha mau feitio. Imponha-se prq quem manda na sua casa e no seu filho é VOCÊ! Bjnho.
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De Mia a 17.10.2017 às 15:39

Tiveram filhos há 30 anos atrás, já se esqueceram entretanto. Noto um egoísmo tremendo à minha volta: o importante para eles é andar com o miúdo ao colo, não interessa se isso é bom ou mau para ele. beijinho
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De VeraPinto a 17.10.2017 às 14:39

Sempre que aqui venho, juro que fico mais satisfeita. 
É verdade que fico com menos vontade de ter filhos, porque acho que vou passar pelo mesmo que tu, ou pior, mas pelo menos não me sinto sozinha. 
E muito honestamente, e não ofendendo, já não sinto que sou uma besta por achar que vou querer bater em meio mundo, e que as pessoas perdem a noção com bebés. 
Ai a minha rica paciência. 
Ainda não explodiste? Eu já me tinha passado.. 
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De Mia a 17.10.2017 às 15:42

Oh, não fiques, juro que vale a pena. Às vezes estou a reclamar de alguma situação e de repente ele sorri para mim e não consigo manter-me séria, é de derreter qualquer coração!
Sabes, às vezes acho que estou a ser picuinhas e implicativa, mas ontem quando comecei a escrever esta rubrica dei por mim a lembrar-me de cada vez mais situações, e quando dei conta tinha posts diários agendados até novembro, descrevendo situações ridículas. O facto de ainda não me ter passado com ninguém é um verdadeiro milagre.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 14:50

 Pois, mas por mais que custe e vá trazer conflitos entre o casal se "as pessoas" não percebem a bem têm que perceber a mal...porque isto é só o inicio e se fazem o que elas querem agora para não haver chatices nunca vais ser respeitada nas tuas vontades e no que queres para o teu filho. A responsável pelo teu filho és tú (e o pai), se ele ficar doente alguma coisa és tú que vais com ele para o hospital e que vais tratar dele, se lhe acontecer alguma coisa és tú que és responsabilizada, etc...nunca são os outros, por isso em minha casa reina uma democracia que é assim: no meu filho sou eu que mando, sou eu que decido e ninguém mete o nariz. Se metem o nariz ou tentam meter vão para o sitio delas imediatamente na mesma hora, quer gostem ou não. Nisto dos filhos não se consegue ser politicamente correcto porque senão acabar por fazer aquilo que não achas bem e ficar com a consciência pesada porque não devia ser assim...
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De Mia a 17.10.2017 às 15:44

Concordo completamente. Vou tentando levar as coisas a bem, mas começa a criar-se uma situação insustentável. A título de exemplo: eu já comecei a avisar que não quero que o puto coma açúcar até (pelo menos) aos 2 anos, e ainda assim já comecei a levar com revirar de olhos e bocas sobre como lhe vão dar isto e aquilo, como se isso trouxesse alguma vantagem para a criança!
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De Anónimo a 18.10.2017 às 11:59

Sabes que eu acho que as "pessoas" fazem de propósito para nos contrariar para nos fazer sentir  uma merda, acho que é inveja/ciumes/sensação de quererem mandar mas não poderem, mas não conseguem ver o mal que estão a fazer à criança porque isso nem parece importar. 
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De Mia a 18.10.2017 às 16:38

Eu nem acho que seja maldade ou um ataque directo a mim. Acho simplesmente que ficam tão obcecadas que esquecem todos os limites do bom senso e do respeito!
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De C.S. a 17.10.2017 às 19:58

Mas não sabem respeitar?! 
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De Mia a 18.10.2017 às 16:40

Não sabem, minimamente!
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De m-M a 18.10.2017 às 10:03

Lamparina! <3 (que saudades dessa expressão!!!) Já eu sou o oposto, só pego nas crias com ordem dos pais. Chego a parecer desinteressada (mesmo estando a morder-me de vontade por dentro) mas respeito ao máximo o espaço das famílias.

"Namoro à distância" lol
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De Mia a 18.10.2017 às 16:40

Adoro pessoas como tu. Mais depressa pergunto se querem pegar a pessoas que não vão logo histéricas para cima do puto do que às outras. São mil vezes mais cuidadosas e respeitadoras.
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De m-M a 19.10.2017 às 10:00

Para mim a palavra é mesmo essa: respeito ;)
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De Aninhas a 19.10.2017 às 19:19

Eu fui mãe há 37anos,:-) e não me esqueci de nada! Utilizo o método, não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.
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De Aninhas a 19.10.2017 às 19:19

Eu fui mãe há 37anos,:-) e não me esqueci de nada! Utilizo o método, não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.
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De Mia a 20.10.2017 às 11:50

Quem me dera que mais pessoas fossem assim. Parece que se lhes apagou tudo da memória - a alguns, a minha mãe, por exemplo, continua a ser muito sensível e respeitadora.

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