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Não, não sou professora, nem ligada ao ensino. Nem tenho filhos na escola. Mas para mim Setembro é altura de resoluções, de recomeços, de objectivos. Com a queda das primeiras folhas começam a fechar-se ciclos e a preparar o que aí vem. Faz-me mais sentido do que em Dezembro, cheia de frio e ainda a rebolar por causa das rabanadas - tenho todos os anos uma depressão pós-festas séria, há lá pachorra para resoluções?! Posto isto, ando aqui a magicar no que vai ser este ano que está prestes a começar, e estou já a fervilhar de ideias, projectos e resoluções. E vocês?

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Eu sei, eu sei, queremos todas ser bio, saudáveis, gluten-free, sugar-free e o diabo a sete. Idealmente as nossas crianças comeriam papas de aveia caseiras, feitas com leite vegetal biológico, ao som de uma harpa tocada pelas nossas próprias mãozinhas. Jamais tocariam em alimentos processados, córror, cheios de químicos, corantes, conservantes, açúcar e seus derivados.

Mas depois a realidade toma conta e volta e meia uma pessoa atira-lhes com um puré de fruta de compra, ou deixa-os lambuzar-se com uma bolacha Maria. É a vida.

 

Idealmente, claro que optaria sempre pelo mais saudável para o meu filho. Continuo a manter aquela ideia de não o deixar comer açúcares (bolos, chocolates, rebuçados, chupas, refrigerantes) o máximo de tempo possível. Mas o que se dá à criança quando estamos fora de casa e não há condições de, por exemplo, lhe fazer uma papa? Que snacks levar no saco para a eventualidade de um ataque de fome, e que alternativas existem ao puré de fruta?

 

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Estes* são o que uso com o monstrinho. Alguns não têm açúcar, outros são biológicos. Uns mais saudáveis, outros menos. Acabam por ser frequentemente as nossas opções.

E desse lado, como alimentam as crias fora de casa? Contem-me tudo o que sabem!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Cerelac compro no Continente. Baby puffs nas lojas Celeiro. Bolachinhas de espelta lupilu compram-se no lidl.

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Nunca pensei que fosse desta forma.

Sempre tive medo de morrer, desde que me lembro. Mas era um medo mais focado na dor de morrer propriamente dita, nunca no mundo que deixaria para trás. Mas agora este pensamento não me larga. Talvez a esse tal aumento de consciência se tenha juntado a morte de um familiar e doença oncológica grave de outro, nos últimos meses, e essa mistura tenha provocado aqui qualquer coisa em mim. A verdade é que não há dia que não pense na minha morte antes do tempo. Em tudo o que iria perder. Em como o mundo continuaria sem mim. Quem cuidaria do meu filho? Sim, ele tem pai, mas mãe é mãe. Será que alguém trataria dele como eu faço? Como seria para ele viver sem mãe desde tão novo? Não penses assim, penso. Esquece isso. Não se passa nada. Pois. Mas como tiro esta angústia aqui do meu peito?

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Silly season

por Mia, em 15.08.18

O meu filho lambeu o gato.

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A festa do ano - parte 3

por Mia, em 14.08.18

Então e a festa propriamente dita?

Já vos contei aqui que pouco antes da festa começar, estava em pleno ataque de ansiedade. Pedi reforços, e chegaram num instante: padrinhos, primos, avós, amigos. De repente a casa encheu e eu só via pessoas a passar com comida, a encher balões, a preparar pratos, sei lá o que mais. Tirei uns minutos para ir tomar um duche e preparar-me para a festa. Nada de muito fancy, queríamos uma coisa descontraída e foi isso mesmo que aconteceu.

 

Tinha comprado t-shirts matchy-matchy para nós (body para o menino):

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Calção, chinelo de dedo, cabelo molhado e sem maquilhagem. Mais relaxado do que isto impossível.

 

As pessoas foram chegando e vinham no mesmo espírito: fato de banho, calções, pé na relva, boa disposição. E apesar do calor que não deu tréguas (dia mais quente do século, não sei se já disse), esteve-se bem. Acima de tudo porque estavam quase todos cá: a família e os amigos chegados.

 

O pessoal foi dando uns mergulhos ao longo do dia, havia música, havia comida, havia bebida. A meio pus a piscina de bebé com água e o monstrinho ainda deu uns mergulhos e acabou por cantar os parabéns só de fralda.

 

Os parabéns foram inesquecíveis. Parecia que entendia o que se estava a passar, gargalhou e bateu palminhas, uma delícia, já passou mais de uma semana e ainda tenho pessoas a comentar o quão bem disposto ele estava. De resto, aguentou-se como um herói: apesar de ter acordado da sesta às 16h, ficou na festa até depois das 22h, sempre bem disposto, sempre de colo em colo, sempre sorridente.

 

Depois de cortar o bolo sentamo-nos no chão, entre os convidados, a abrir os presentes. Uma chuva de prendas todas tão atenciosas, algumas verdadeiramente originais e que demonstravam grande esforço criativo. Que sorte tem este meu filho.

 

Para terminar, e à boa maneira nortenha: caldo verde e bifanas, acompanhados de mais uns quantos mergulhos, numa festa que durou até bem perto das 2h da madrugada.

 

Não foi tudo perfeito, não correu tudo exactamente como idealizei. Fiz bolo de anos (2 andares, 5 camadas cada!), segundo bolo, gelatinas, bolachas decoradas, cupcakes. Tratei de compras, decoração, organização, preparação de comida. Tudo com um bebé pequeno, um pico de trabalho que me obrigou a horas extra todos os dias da semana, uma formação dificílima em curso e hóspedes em casa. Vendo bem as coisas, como não fritar da cabeça?! Houve alguns momentos de sufoco (não parei até ele ir dormir), alguns stresses, não consegui dar a devida atenção a toda a gente, mas no final foi um dia muito feliz e eu só posso desejar que se repita por muitos e muitos anos.

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A festa do ano - parte 2

por Mia, em 13.08.18

A decoração foi pensada meses antes. Queria qualquer coisa simples, dentro do tema, e deitei mãos à obra. Planeei cinco mesas:

 

As mesas da comida

Duas mesas compridas com doces e salgados. Toalhas coloridas (verde, laranja e amarelo), pratos descartáveis nas cores o arco-íris  com a comida (no fim foi só deitar tudo ao lixo, e festa arrumada), nuvens, arco-íris e estrelas espalhadas pelas mesas para decoração (muitas noites a recortar bonecada).

 

A mesa das crianças

Uma mesa literalmente à altura delas, com snacks saudáveis: sumo de laranja natural, garrafinhas de água (fiz rótulos a condizer com o tema), snacks bio para bebés, fruta em polpa, gelatina sem açúcar, geladinhos caseiros de banana e leite de côco. Monstrinho adorou tudo, e ainda se afiambrou aos restos no dia seguinte.

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A mesa do bolo

A ideia que tinha era muito clara: qualquer coisa como isto:

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Para as nuvens usei k-line branco. As grinaldas de estrelas comprei já feitas, em cinza e branco, no AliExpress. Desisti da ideia das fotos porque achei muito pesado, e transferi-as para a mesa de suporte. Por aqui, simplifiquei: só mesmo  nuvens e estrelas suspensas como pano de fundo. Toalha azul, e aqueles snacks mais bonitos espalhados pela mesa: os bolos, pacotinhos de pipocas que comprei em azul e rosa e decorei com autocolantes que fiz iguais ao resto do tema, gelatinas e mousses em copinhos transparentes com colheres coloridas, bolachinhas decoradas em forma de nuvem e estrela, cupcakes (também comprei e decorei formas, à semelhança das pipocas), gomas e marshmallows, uma moldura com um 1 impresso no tema da festa, cake pops que desmaiaram com o calor e viraram brigadeiros e cartões, porque me apeteceu. De cada lado, dois ramalhetes de balões-estrela em azul e branco.

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A mesa de suporte

Não odeiam quando estão numa festa e querem um prato/colher/copo/guardanapo e têm que andar a pedir licença a todos os que estão à volta da mesa para lá chegar? Não? Sou só eu? Bem, eu não gosto disso. Ou quando há uma mesa de apoio mas está enfiada num canto inacessível, ainda há dias estive numa festa assim: a mesa de suporte estava num canto só acessível por um espaço mínimo que estava sempre ocupado por ser zona de passagem. Vai daí, decidi fazer uma mesa de suporte só para essas coisas. Toalha rosa (a cor que faltava), e como decoração umas molduras de papel em tom de cartão e branco penduradas num cordel, com fotografias dos 12 meses atrás da mesa. Em cima da mesa a caixa de luz com uma mensagem de parabéns que pedi aos padrinhos para escrever (dizia: monstrinho, és o maior <3), pratos e copos descartáveis. Usei frascos de vidro para colocar talheres e palhinhas (de papel, coloridas, AliExpress), cada frasco tinha um lacinho numa das cores do arco-íris. Mais uns quantos balões com estrelinhas a flutuar atrás da mesa (comprei uma pequena botija de hélio no toys'r'us), guardanapos coloridos, garrafinhas de água com rótulos a condizer e dois potes de torneira: um com sumo de laranja e outro com sangria. Um dos potes tinha base em metal, o outro empilhei em círculos de tronco. O resto das bebidas, dado o calor infernal, optamos por colocar no chão em baldes (das vindimas) cheios de gelo.

 

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Outros aspectos de decoração:

- Uma mesa baixinha semelhante à das crianças entre duas poltronas de jardim, que continha: um frasco com canetas (com o devido lacinho), cartões vazios, e uma caixa com estrelinhas. E um cartãozinho onde pedia às pessoas que escrevessem uma dedicatória para o monstrinho ler quando fosse crescido, e guardassem na tal caixinha. Fez tanto sucesso que os cartões não chegaram! Tinha também um letterboard com mensagem de parabéns.

 

- Mantas, pufes e almofadões espalhados por todo o lado, assim como caixas com brinquedos para os mais pequenos. Tinha comprado bolinhas de sabão mas esqueci-me. E tinha inicialmente pensado por o teepee dele no jardim, mas no dia optei por não o fazer.

 

- Dentro de casa, no tecto da sala (para onde fugiram os mais velhos por causa do ar condicionado) pairavam balões coloridos com o número 1.

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 - À chegada tínhamos também balões coloridos com estrelas que formavam a alcunha do miúdo, e o número 1.

 

- Preparei mais uma pequena mesa para se tirarem fotografias. Comprei acessórios em papel (óculos, bigodes, chapéus) e fiz alguns específicos para o aniversário: o número 1, uma estrelinha com o hastag que criei para o dia, mensagens de parabéns, etc. Tinha feito também uma moldura gigante em k-line, mas parte da decoração da moldura incluía um conjunto de balões em forma de arco-íris que não se aguentou com o calor, por isso foi posta de parte.

 

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1. A taça que não entorna. Já a tinha visto noutros sites com preços a partir dos 10€, mas pareceu-me demasiado por uma brincadeira que nem tinha a certeza que funcionasse. Encontrei-a no AliExpress por cerca de 2,5€ e mandei vir. Chegou mesmo na altura certa, na fase em que o monstrinho começou a comer sólidos após a sopa e virava frequentemente o prato. E funciona na perfeição. Sabem aqueles segundinhos em que a criança levanta o prato no ar e nós sustemos a respiração já a imaginar grãos de arroz por todo o lado? Esqueçam.

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2. O prato que cola à mesa. Via todas as influencers da moda com isto, fui em busca de um igual (sou presa fácil). Encontrei na wells ao preço quase de um rim. Um absurdo, o mais pequenino de todos, que não servia para nada, custava mais de 20€! Nem pensar nisso. Mandei vir então este, e estou bastante contente de ter gasto só 6€ nele. Até cola bem à mesa, o plástico parece ser de boa qualidade, vai à máquina e micro-ondas, MAS. Monstrinho levou sensivelmente 30 segundos a descobrir como descolar da mesa. É a vida. Ainda assim da-nos bastante jeito e usamos todos os dias.

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3. Peluches que chiam. Pessoa que entre em minha casa, muito provavelmente encontrará a criança com um destes na mão. Assim que começou a brincar, foram os primeiros que lhe chamaram a atenção, e num instante aprendeu a apertá-los para os fazer chiar. Muito bom para treinar o movimento de apertar e aprender acção-consequência. Anda sempre com eles para todo o lado, até mesmo quando vai a gatinhar leva um em cada mão. Ponto negativo: não têm a melhor qualidade do mundo. Um deles foi logo para o lixo após a lavagem inicial porque meteu água para o plástico interior e não quis arriscar a acumulação de fungos. Outro ponto negativo: chiam

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4. Colheres de silicone. As primeiras que compramos para o monstrinho eram do continente. Deu para os primeiros tempos mas para além de caras, eram muito instáveis - era frequente perguntarem-me se estava a tremer - e rapidamente se tornaram demasiado pequenas. Li sobre estas no blog da Maçã e encomendei uma para experimentar. E depois encomendei as outras todas. Nesta altura já não usamos, passamos para as de plástico do IKEA, mas durante largos meses não se ousava sequer pegar numa colher diferente cá em casa. E já viram como são giras?!

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5. Rede para os brinquedos de banho. Não sei quanto a vocês, mas ver brinquedos espalhados é coisa para me esfrangalhar os nervos. E onde arrumar os  brinquedos de banho de forma a que sequem convenientemente? Encomendei esta rede a medo. Decidi esbanjar até e comprei a maior. Sejamos realistas: é uma rede de cêntimos, não esperem maravilhas. A nossa ao fim de alguns meses começou a descoser na lateral, mas ainda assim saiu melhor do que a encomenda. As ventosas, não sendo fracas, não aguentam o peso de tantos brinquedos. Usamos a rede pousada na lateral da banheira, e cumpre lindamente o seu propósito.

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 6. Cantos para as esquinas dos móveis. Esqueçam as mãozinhas do IKEA que toda a gente tem. Estes são mais baratos, e têm um pormenor que muda tudo: são de espuma macia. É claro que protegi os cantos e o miúdo foi enfiar a testa na perna de uma mesa, mas hey, os cantos estão seguros. Ah, para quem tem gatos... boa sorte. Os bichos a-do-ram afiar as unhacas ali naquela espuminha boa...

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7. Mochila para as fraldas. Já vos falei aqui dos nossos sacos das fraldas: aquele fofo da Zara Home e o da Bioderma, aos quais veio fazer companhia um da Wells que nos ofereceram quando o miúdo nasceu. Tudo muito bonito, até o monstrinho deixar o ovo. Aos 9 meses, acabou-se o ovo para o menino. Choramingava sempre, transpirava por todo o lado, e ficou insustentável. Moral da história, a criança vai muitas mais vezes ao colo. E tornou-se imperativo arranjar uma solução de mala mais amiga da coluna. Vi esta mochila num instagram de maternidade e pareceu-me uma boa ideia. E se é. Primeiro, é gira. Fica bem tanto ao menino como à menina, por isso o pai leva-a e fica cheio de pinta (pelo menos eu digo-lhe que sim). Tem mil bolsinhos, incluindo um térmico (quem nunca andou com o saco + a lancheira atrás?). Outras vantagens: tem um bolso junto às costas que é seguro para colocar porta moedas e telemóvel, prende-se a qualquer tipo de carrinho, e tem muito mais espaço do que parece. Ah, e o preço? Perto de 20€ (há modelos mais baratos), praticamente oferecida.

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8. Decalque para mão/pé de bebé sem tinta. Queria fazer a impressão da mão do miúdo, mas não lhe queria pintar as mãos. A solução? Cá está ela!

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9. Coisinha para tirar o shampô. Sabem quando uma pessoa lava a cabeça ao bebé e depois anda ali a atirar água em conchinha com as mãos para o limpar? Este brinquedinho resolve esse problema. Não é muito bonito, mas oh se é prático!

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10. Brinquedo de dentição. Quem tem putos conhece bem o flagelo dos dentes. Este bonequito, além de ser fofo que dói, é molinho e tem ranhuras que os ajudam a coçar as gengivas. E já disse que é fofo??

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 11. Boné com orelhas. Quem precisa de motivos para comprar um boné com orelhas?!

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 12. Espelho para o carro. Saindo do ovo, pequeno monstrinho passou com a sua cadeira de menino crescido para o banco de trás. Tudo muito giro, mas como se faz para ver o miúdo que vai no sentido oposto à marcha? Simples, coloca-se um espelho no banco e vê-se pelo retrovisor. Inicialmente tínhamos a expectativa de transportar a criança apenas num carro. Comprei um espelho numa loja, não foi propriamente barato, e resolvi comprar depois este no AliExpress para desenrascar se fosse preciso usar o segundo carro. Mas que boa compra. Para começar, chegou devidamente embalado, inteiro e sem riscos. Depois, não fica nada atrás do outro que custou 5 vezes mais. Afinal acabamos por usar os dois carros com frequência, e não sinto falta nenhuma de um espelho melhor.

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Ir à praia com um bebé

por Mia, em 11.08.18

Contem-me tudo o que sabem sobre esse assunto.

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publicado às 09:54

A festa do ano - parte 1

por Mia, em 10.08.18

Monstrinho fez um ano no dia 4 de Agosto, e nós planeamos uma festinha no jardim. É claro que esse foi o momento em que os astros se alinharam para proporcionar o dia mais quente do séc.XXI. Adorável.

 

Entre os meus ataques de ansiedade e um bafo descomunal que só se aguentava debaixo do ar condicionado, acabou por correr tudo bem. A festa, essa comecei a prepará-la ainda durante a licença de maternidade alargada.

 

Nunca fiz questão de fazer um festão. Mas dá-se o caso de ambos termos família próxima muito extensa, e era impossível cortar pessoas da comemoração. As alternativas eram: faz-se festa para 80 pessoas, ou não se faz nada. E embarcamos nessa loucura aventura.

 

Comecei em Março a encomendar coisas do ali express. O tema, esse foi escolhido logo: nuvens e arco íris. Essencialmente por três motivos: porque é provavelmente o único aniversário dele em que sou eu que escolho o tema; por causa de todo o simbolismo do arco-íris; porque quero e posso.

 

Queria ser eu a fazer tudo - e acho que foi o que em parte me tramou.

 

O bolo:

Tenho algum domínio na cena da pasta de açúcar, mas queria um bolo ligeiramente diferente. Vasculhei a net em busca de bolos arci-íris e esta foi a minha inspiração:

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Mais difícil do que parece. Vi tutoriais, fiz três bolos de teste. Red velvet com cobertura de mascarpone, o bolo da moda que me pareceu ideal para uma tarde de verão. Acertei com a receita na primeira, com a consistência no segundo teste, mas a estética estava-me a matar. Entre o 2º e o 3º ensaios pensei desistir. Tentei contratar quem me fizesse o bolo, mas estavam todos ocupados para a data. Mais tutoriais, introduzi o conceito de aros de corte, e a coisa deu-se. No dia, acho que apenas duas coisas correram mal. Três, vá. Primeiro, experimentei uma marca de corante nova e as cores saíram mais desmaiadas do que esperava. Depois não nivelei as camadas. Como o bolo tinha dois andares, a altura do andar de cima ficou maior do que gostaria. por último, planeei canudos internos no andar de baixo para impedir o bolo de afundar, mas não para cima. Com o peso e calor, o bolo começou a pender para o lado, mas nada de crítico. Estava bom e foi feito com carinho, não é o que mais importa? Em cima levou jelly beans e uma velinha com um 1. Simples assim.

 

Mas não ficamos por aqui! Porque eu achei que tinha pouco o que fazer, e então fiz mais um, só porque sim, desta vez em pasta de açúcar, inspirado neste:

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Inspirado, mas não igual, até porque era significativamente mais baixo. Com o calor que estava, não arrisquei por o arco-íris em pé. As nuvens tinham cara igual aos convites - sim, fiz convites - E não tinha borboletas. Sem falsas modéstias: ficou bonito, tão fofo que ninguém teve coragem de o partir.

 

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Fechando o ciclo

por Mia, em 10.08.18

Nunca fui de me queixar muito aqui do meu trabalho, ou pelo menos de entrar em grandes pormenores, por variadíssimos motivos. Fosse por receio de ser lida pelos olhos errados, por considerar falta de profissionalismo fazê-lo, por não gostar de cuspir no prato onde como, por questões de confidencialidade, às vezes até mesmo por preguiça.

 

 

A verdade é que gosto bastante do que faço, mas essa paixão foi-se desvanecendo por questões de fraca gestão. Por muito profissional, competente ou talentosa que uma pessoa seja, é facto que, tal como se deixarmos de regar uma planta ela morre, se não compensarmos devidamente uma pessoa, a chama vai-se. Vale para todos os campos da nossa vida, e nem sempre é dinheiro.

 

 

No meu caso, nunca pedi mais dinheiro, pedi hierarquia. Queria estar ao nível dos colegas que faziam o mesmo (ou menos) do que eu. Para terem uma pequena contextualização: há 6 anos que tenho funções de gestão de equipas. Equipas que me são hierarquicamente superiores. Estando numa organização multicultural, focada numa realidade em que as mulheres já partem em desvantagem e a posição na empresa é sobrevalorizada, fazer valer a minha vontade enquanto líder foi sempre mais complicado do que teria que ser.

 

 

Hierarquia. Ao longo dos anos, foi a única coisa que fui pedindo. Em troca dei cargos muito acima do que vinha no meu recibo do vencimento, executados com sucesso. Dei noites, fins de semana, viagens pelo mundo. Tempo e dedicação pessoal, engolir mais sapos do que o meu eu adolescente alguma vez aceitaria. Dei horas, dias, semanas, investidos em formação e aquisição de conhecimento, mais tarde usados para melhorar os processos e metodologias da empresa. Recebi palmadinhas no ombro, elogios, reconhecimento dos meus colegas e chefias, mais trabalho, cada vez mais desafiante. Mas não recebi o que pedia e considerava justo.

 

 

A vida é como é, quem não está bem muda-se e é tempo de perseguir outra oportunidade que (espero) será melhor para mim. E vou, claro, mas não deixo de sair com um amargo de boca. Não deixo de pensar que o meu emprego dos últimos 8 anos, do qual eu gostava e onde me sentia já parte da família, não tinha que deixar de o ser, se as coisas tivessem sido geridas de uma melhor forma. Saio entusiasmada pelo novo desafio que se avizinha e oportunidades que me vai proporcionar, mas saio também um pouco triste.

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Nas minhas incursões pelo eBay e Ali Express, raramente compro trapinhos porque invariavelmente saem-me produtos de qualidade duvidosa, maus tecidos, tamanhos ridículos, etc. Uma ou outra vez experimentei comprar fatos de banho e o resultado foi quase sempre o mesmo: tecido fraco e sem forro, que dá para ver à transparência. Mas uma pessoa perdoa porque é boa gente, e também esperar o quê de um fato de banho de 5€?

 

Mas uma coisa é roupa dos chineses, outra muito diferente é roupa de lojas "a sério".

 

No inicio dos saldos, comprei um fato de banho na stradivarius. Triquini ou coisa que o valha, nada de mais, engraçadito, baratuxo e tal:

 

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Chegado a casa, experimento, e qual não é o meu espanto quando verifico que é completamente transparente. Mas completamente. Uma coisa é aquele flagelo de uma pessoa dar um mergulho no mar e o tecido molhado perder opacidade, quem nunca teve uma wardrobe malfunction desse tipo que atire a primeira pedra. Mas seco?! Foi devolvido de imediato.

 

Mulher persistente que sou, tentei a Zara do meu coração. Bem sei que branco é sempre um risco, mas perdi-me de amores e chamei este fofinho para vir morar cá para casa:

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Mais uma encomenda, mais uma facada no meu coração. O desgraçado era ainda mais transparente do que o anterior, deixando muito pouco à imaginação.

Agora pergunto, serei eu demasiado pudica? Muito exigente? O resto do mundo sente-se à vontade a levar à praia fatos de banho transparentes? Ou terá sido isto concebido por cegos? Moral da história: ressuscitei o fato de banho velhinho de há dois anos, e não se fala mais no assunto.

 

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Nervos

por Mia, em 08.08.18

Disse que sim.

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Cuteness overload

por Mia, em 08.08.18

Quando ele agarra nas sapatilhas e as pousa em cima dos pés. Quando pega na escova e "penteia" o cabelito. Quando pega no comando de brincar e encosta ao ouvido dizendo "tá?". Quando gatinha atrás dos gatos pela casa fora dizendo "olá olá olá" e dando guinchinhos. Quando sorri com os olhos fechadinhos e mostra os dois dentinhos que tem à frente.

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É uma coisa nova em mim, e começou na semana passada. Foi uma semana louca de trabalho, misturado com uma formação super complexa que ando a fazer, um miúdo constipado, e - a cereja no topo do bolo - a festa de aniversário do monstinho, nada de especial, um modesto lanchinho cá em casa para avós, tios e primos e meia dúzia de amigos, 70 pessoas coisa pouca (nem me digam nada).

 

Juntem a isto as temperaturas infernais dos últimos dias, e é a receita para o desastre.

 

Começou na sexta-feira ao final do dia. A trabalhar de casa, andava a saltitar entre a cozinha e o escritório, num frenesim louco: corre processo - mete bolo no forno - valida dados - verifica se está pronto, aproveita e bate umas claras para a mousse - envia report do dia - desenforma o bolo e vai fazendo as gelatinas. Uma loucura. Ao final do dia, comecei a sentir-me estranha. De imediato o pensamento pior assolou-me: vou ter um ataque qualquer e morrer aqui, e não vejo sequer o 1º aniversário do meu filho. Palpitações. Suores frios. Tonturas. Acho que tive um ataque de pânico.

 

Pedi ajuda e estive largos minutos debaixo do ar condicionado a tentar respirar lentamente. Não conseguia esvaziar o cérebro. Não conseguia respirar. Cenários horríveis passavam-me pela cabeça. Forcei-me a deitar um pouco, passei pelas brasas. Tentei relativizar a questão da festa: se não der, não deu. Em ultimo caso compra-se um bolo qualquer. Põe-se a vela num queque. Qualquer merda.

 

Acordei um pouco melhor, para piorar de seguida. Algo não estava bem, não sei apontar uma dor física, mas de alguma forma estava claramente incapacitada. Arrastei-me pela casa, tentando fazer o máximo possível. Ao deitar o miúdo, choque de realidade: faz um ano que passei a ultima noite com ele na barriga. Tive imediatamente um pequeno ataque de choro, que de alguma forma me libertou. Acabei por conseguir terminar nessa noite os doces em falta e nem réstia do mal-estar que me tinha assolado momentos antes.

 

No dia seguinte, a brincadeira repete-se. Festa marcada para as 16h, eram 10h da manhã quando me comecei a sentir novamente estranha. Tinha a certeza que era sistema nervoso, que havia de ter a tensão nos píncaros, e não sosseguei até ir à farmácia medir. Tudo normal. Venderam-me um calmante natural e siga para casa. Mas eu não estava mais calma. Não era uma coisa racional, porque vejamos: se é um lanche com a nossa familia e amigos mais chegados, porque haveria de estar nervosa? Não sei. Não achei que estivesse. Mas o meu corpo aparentemente estava. Dormi meia hora. Acordei, mas ainda não estava bem.

 

Pedi ajuda. E que bom que é ter a quem pedir essa ajuda. Em pouco tempo a minha casa foi invadida e de repente já tinha uma pessoa em cada canto, fosse a preparar doces, a encher balões ou a orientar as coisas. Fui tomar um banho, tentei relaxar um pouco, e lentamente voltei ao normal. Muito lentamente mesmo, só perto das 21h consegui por qualquer coisa no estômago porque até lá as náuseas não me deixavam.

 

Achei que não ia voltar a ter este tipo de sentimento, mas domingo cá estava ele de volta. Não sei se relacionado com a casa estar em pantanas - lido muito mal com a desorganização - se foi do calor, se da semana que se avizinhava.

 

Ontem acordei bem, o dia estava mais fresco, estava tudo tranquilo, mas depois isto atirou-me novamente para aquele estado estranho que agora me acompanha todos os dias: peito pesado, náuseas, mal-estar que não consigo explicar bem. Não sei se isto é um ataque de ansiedade de verdade, se é outra coisa qualquer. Mas é algo que nunca tive e que apreciava não voltar a ter.

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Decisions, decisions

por Mia, em 06.08.18

Consegui um novo emprego, mais perto de casa que me permitiria passar menos tempo em viagens e mais com o meu filho, mas que se traduz num decréscimo salarial considerável (não tanto, se considerar as viagens) e num salto para o desconhecido. Sei que isto de ter mais do que uma hipótese é um não-drama, mas em mim está a gerar um pequeno ataque de ansiedade. Ponham-se lá no meu lugar e digam-me: o que fariam?

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1 ano depois: o bebé

por Mia, em 04.08.18

Um ano. Um ano inteiro. Parece que ainda há dias estava grávida, mas ao mesmo tempo não sei já como era a vida antes dele. Um ano incrivelmente feliz, apesar de nem tudo serem sempre rosas. Um ano a dar graças todos os dias pela criança maravilhosa que me calhou e pela sorte que temos.


Pequeno monstrinho, de pequeno não tem nada. Está muito comprido e menos rechonchudo, ainda que continue com aquela barriga deliciosa de bebé e aquelas coxinhas cheias de pregas. Tem olhos castanho-mel como o pai, que com o sol ficam meio esverdeados, e agora com o verão está cada vez mais loirinho - engraçado sendo eu morena de olhos escuros como me foi calhar uma cria tão pálida e "deslavada".


Como todas as crianças, desenvolve-se ao seu ritmo. E nós apoiamos, sem pressas. Notamos que é um bebé com maior competência para o desenvolvimento da componente física: começou cedo a segurar a cabeça, com 5 meses já pressionava as pernas contra o chão e tentava andar se o segurássemos, sentou mais cedo do que é habitual. Começou a gatinhar perto dos 9 meses, e com isso deixou de querer andar por uns tempos. Agora levanta-se e anda agarrado às coisas, às pessoas, ao andador. Se o deixamos em pé fica com medo e senta-se.


Por outro lado, não mostra grande interesse em falar. Diz muito "papá", mas desconfio que ainda sem perceber bem o sentido porque tanto diz quando vê o pai chegar a casa, como quando está comigo. "Oiá" (olá) é cada vez mais frequente. Volta e meia solta um aba (água), bebé, ou a alcunha que lhe chamamos, mas é complicado perceber ainda se é por acaso ou intencional. Temos tempo e tentamos não sobre-estimular. De resto, os habituais "tatata", "dadada" ou "bababa". Mamã nicles, pequeno ingrato.


Começa a interagir com objectos e é delicioso de ver. Leva a colher à boca (toda torta, metade da comida cai pelo caminho), e se pedir "dá papinha à mamã" põe-me a colher na boca, ou apanha comida com a mão para por na minha - é um bebé tão meiguinho. Dá miminho, diz xau-xau. Se lhe dermos a escova, tenta pentear o cabelo. Se dermos o telefone, coloca-o no ouvido. Estas pequenas aprendizagens acontecem todos os dias e enchem-nos de orgulho - os pais desse lado vão perceber.


Continua a ser um bebé muito musical, dança imenso, faz coreografias que aprende na escola. Aponta para todo o lado e adora ver fotografias e apontar para as pessoas. Se lhe pergunto "onde estão os olhinhos da mamã?" enquanto pisco os olhos, ele aponta para eles e diz "qui". O nariz da mamã também funciona. A partir daí perde o foco e é só risota. Adora sons de animais, especialmente o porco. Se perguntar como faz o leão levanta as mãozinhas - o gesto que eu costumo fazer para imitar o leão.


As rotinas desta criança são um dos meus maiores orgulhos enquanto mãe. Monstrinho segue uma rotina sem grandes desvios todos os dias, e acredito que isso contribua para o seu crescimento saudável e sem grandes picos de humor. Continua a comer bem, e agora depois da sopa damos-lhe um pequeno prato com comida "normal", e ele vai experimentando. É engraçado ver as reacções a cores, texturas e sabores. Deixamos que explore com as mãos e talheres, e temos notado grande evolução ao longo do tempo. No colégio dizem que ele é um "legumeiro", e é verdade: adora brócolos, ervilhas, feijão, espinafres.

 

As noites são simples e pacíficas, o que ajuda muito também ao nosso equilíbrio. No final de jantar toma banho, veste o pijama, contamos as luzinhas do quarto. Beijinho ao pai, beijinho à mãe, bons sonhos, e deita-se o menino no berço, no quarto dele, às escuras. Fechamos a porta e vamos à nossa vida. Na maior parte dos dias está cansado e adormece de imediato. Outras vezes dá umas voltinhas na cama, acabando por adormecer também. Não há choros, não há birras, não há necessidade de o adormecer. Esta rotina não foi fácil, claro. Custou-nos muitas noites de experiência, algumas regressões. Encontrar o equilíbrio entre proporcionar conforto ao bebé, não o deixando chorar ou sentir abandono, e ao mesmo tempo dar-lhe autonomia não é fácil, e aqui o colégio ajudou muito. 20h30/21h temos a criança na cama lavada, alimentada e cheirosa. E isso é espectacular.


A nível de personalidade, notamos algumas diferenças nos últimos meses. Continua a ser bastante sociável, mas dentro da sua zona de conforto. Já não se atira para desconhecidos, pede mais a mãe e o pai, e muitas vezes não quer ir ao colo de outras pessoas. Tentamos respeitar ao máximo - uma criança não é um brinquedo e também tem vontade própria! No entanto continua a sorrir para toda a gente, agora muitas vezes acompanhado do aceno e do 'oiá'.


Brinca muito, e muito bem sozinho. Tem uma obsessão por tudo o que não seja brinquedo: comandos, chinelos, fios, ratos, revistas, livros, molduras. Gosta cada vez menos de ficar preso no parque, só está bem a andar ou gatinhar pela casa fora. Persegue os gatos e ri-se imenso. Há dias levou uma patadinha de um e ficou um pouco sentido, coisa que durou uns 30 segundos mas não foi suficiente para o deixar com medo. Anda muito de triciclo, cavalo de baloiço (no nosso caso zebra de baloiço). Adora brincar com jogos de encaixe, bolas, e basicamente qualquer coisa que faça som.


365 dias deste pequeno monstrinho que há um ano atrás, exactamente a esta hora, saía da minha barriga para este mundo. 365 dias desde que nos fez mãe e pai - um dia hei de vos falar sobre isso - desde que se tornou o centro do nosso universo (não o era já, mesmo antes de nascer?). 365 dias de felicidade, cada um deles. Parabéns, meu amor.

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11 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.07.18

Baby faz onze meses. ON-ZE-ME-SES.

 

* pausa para respirar fundo *

 

Está uma verdadeira esponja, aprende tudo o que lhe ensinamos: coreografias de músicas, fazer miminho, dançar o vira, fazer não com o dedinho, apontar para o que quer. Começou a comer connosco à mesa, no seu prato. No colégio dizem que come de colher, mas em casa vai mesmo com a mão. Continua muito simpático, ainda que tenha começado a mostrar alguma desconfiança perante desconhecidos. É um bebé muito musical: mal ouve música começa a abanar o rabo e/ou a cabeça, e a fazer gestos com a mão. Acena da forma mais fofa para dizer adeus. Faz muita companhia: anda de gatas atrás de nós pela casa toda, o tempo todo. Experimentou o triciclo e adora, apesar de ainda não se conseguir movimentar nele - fica só sentadinho a carregar nos botões musicais.
Põe-se de pé com facilidade, e anda muito bem agarrado à mobília, ao andador ou às pessoas, ainda que se farte rapidamente e volte a gatinhar. Brinca com objectos de encaixe com uma facilidade cada vez maior, e já enfia as argolas na pirâmide ou as formas da bola nos buraquinhos certos. Também abana objectos para fazer som, aperta os que chiam, roda os que são de rodar, põe e tira peças que são de encaixar - acho formidável a forma como as crianças percebem tão rapidamente para que serve um objecto.
Come cada vez mais as mesmas coisas que nós, e demonstra especial preferência por legumes - filho do pai dele. Tem um objecto de estimação: um garfo de plástico que leva para todo o lado, vá-se lá entender.
Reconhece cada vez mais as pessoas, notamos isso pela forma como sorri ao ver uma cara conhecida e imita gestos que associa a cada um - por exemplo, ao ver o meu avô põe imediatamente os braços no ar, gesto que ele faz recorrentemente.
Explora cada vez mais a birra como forma de fazer valer a sua vontade quando é contrariado, e é para nós um verdadeiro desafio manter a seriedade nessas alturas.

Não acredito que dentro de um mês faz um ano deste monstrinho que parece que nasceu ontem mas ao mesmo tempo parece ter estado sempre nas nossas vidas.

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Story of my life.

por Mia, em 11.06.18

Quem nunca foi às compras de óculos de massa, cabelo apanhado num coque, carregando orgulhosamente um pack de papel higiénico e depois deu de caras com o ex nas escadas rolantes, que atire a primeira pedra.

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Pequeno monstrinho aprendeu a dizer que não com a cabeça, quando não quer comer alguma coisa (ultimamente é a sobremesa). Não resultando, e se tentamos enfiar-lhe a fruta pela goela abaixo, começa a forçar o vómito. Não contente com a tentativa, ontem conseguiu mesmo e tomamos todos banho de sopa vomitada. Adorável.

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