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Ti! Ti! Ti!

por Mia, em 12.11.18

Pequeno monstrinho não fala. Diz meia dúzia de palavras, mas é basicamente isso. Mas desengane-se quem pensa que não se faz entender. Agora ganhou esta mania: quando quer algo aponta e diz: "ti! ti! ti!". Ninguém sabe o que significa ou de onde veio esta expressão. Perguntei no colégio e nenhuma das educadoras ou auxiliares me soube explicar, mas a cara que ele faz, o bracinho esticado e até o próprio tom são das coisas mais cómicas que já ouvi.

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É a única explicação que encontro para o facto de, pela segunda vez, me enviarem uma factura com acertos que excedem as duas centenas de euros. Considerando que tenho uma casa com eficiência energética A+, electrodomésticos A+ ou A++, e praticamente só estamos em casa à noite, assumo que pensam que não tenho mais onde gastara o dinheiro e estão a brindar-me com sugestões. É isso, não é?

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publicado às 07:35

15 meses

por Mia, em 08.11.18
Entrou pelo próprio pé consultório adentro, com o boletim de saúde na mão, e foi logo brindado com um "eh lá, grandes progressos". Meu pequeno homenzinho. Foi virado e revirado, deixou que lhe vissem os ouvidos e a garganta, estranhou o frio do estetoscópio quando foi auscultado mas nem por isso se queixou. Foi pesado sentado pela primeira vez, muito quietinho como a mamã pediu para ficar. O doutor deu-lhe um daqueles pauzinhos de ver a garganta para brincar, e tivemos entertenimento até ao dia seguinte. Tudo como se quer, 11.5kg de fofura, um desenvolvimento normal para a idade, uma criança feliz. E uma pessoa pode pedir mais do que isto?

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Dois cabelos brancos

por Mia, em 07.11.18
A brincadeira começou há coisa de um ano atrás. Apareceu tímida, pequenina e quase imperceptível: a minha primeira branca. Não fui de meias medidas e arranquei-a. Ah, não deves porque nascem mais sete. Caguei. Voltei à minha vida, feliz e contente, até que na semana passada, enquanto esticava o cabelo, olho no espelho e lá está a puta outra vez. Raça da branca, ali no mesmo sítio, desta vez um pouco maior. Arranquei. Ah, não deves, porque... SHHHHHH! Acabou-se o cabelo branco, e tudo estava bem no universo outra vez, até que hoje dou com mais um. Semi-branco, ainda da cor original em baixo mas branco na raiz, como que a lembrar o que vem aí, que a vida avança e uma pessoa não vai para nova. Isto dos cabelos brancos pode parecer uma futilidade, há quem me diga até que é ridículo queixar-me dos meus dois cabelos brancos considerando que estou a bater nos 32 e há muito boa gente da minha idade com meia cabeleira grisalha. Entendo. Mas para mim isto é muito mais do que vaidade. É um lembrete de que a vida não dura para sempre, que o corpo começa a estragar-se, e que a nossa presença neste mundo passa tão rápido. E caramba, como eu gosto de cá andar.

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É só isto meus amigos, até ver só há vestido. 

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Comprei um vestido de noiva

por Mia, em 07.11.18

Comecei por estabelecer bem o que não queria. Depois o que precisava, o que me favorecia, o que não podia nunca usar com o meu tipo de corpo. Depois alinhavei uma lista com as características do que gostava. Depois ignorei isso tudo e após experimentar uns 523 vestidos escolhi o que gostei.

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"piu*, dá cinco à mamã"

 

...e ele vem, a andar feito pinguim, e dá cinco. E depois estica o indicador para tocar no meu e ri-se quando eu afasto os nossos dedos e faço o barulho de uma explosão. E termina com um fist bump, como não poderia deixar de ser.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* de piu-piu. do meu pintainho.

 

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Da falta de civismo

por Mia, em 06.11.18

Chegar ao shopping e naqueles lugares reservados a famílias (que são mais largos para podermos passar com ovo/carrinho/todo o arsenal que uma criança acarreta) está.... um smart!

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Cá por casa tudo igual, tudo diferente. Deixei o meu emprego e comecei o novo, e a adaptação, ainda que tenha custado nos primeiros dias, tem sido uma agradável surpresa. Trabalhar na minha cidade é tudo o que eu esperava que fosse: saio com 30 minutos de antecedência de casa, vou deixar o monstrinho à creche, visto-lhe a bata, dou beijinhos, "a mamã adora-te e volta logo", e vou-me embora, a pé. Chego ao trabalho 5 a 10 minutos antes da hora. Ao fim do dia, o percurso inverso, desço a rua e em 6 minutos estou a abraçar o meu pequeno. E não há nada que pague isso. 

 

Para ele, a mudança foi um pouco mais difícil. Estive com redução de horário até sair da empresa antiga, e ainda que trabalhasse a uma hora de distância, no máximo às 17h ele estava a sair. Passar a sair uma hora mais tarde foi doloroso. No primeiro dia cheguei e já só estava ele e outra menina, e o meu coração de mãe partiu-se em mil pedacinhos. Questionei todas as decisões que tinha tomado, mas depressa concluí que se tivesse continuado onde estava, e terminada a amamentação, passaria a ir buscá-lo ainda mais tarde (nunca antes das 19h30), por isso vamos ter que nos adaptar. Todos. Tivemos choro de manhã, birras de cansaço ao final do dia, mas aos poucos a coisa vai estabilizando.

 

E falando em monstrinho, as coisas que esta criança aprende de dia para dia? Não vos vou contar grandes feitos, não direi que é um prodígio ou sequer avançado para a idade no que quer que seja. É um miúdo normal, cada vez menos bebé e mais menino, e eu saboreio cada pequena conquista. Começou a andar (e mais recentemente a correr) e agora o mundo é dele. É curioso, astuto, aprende rápido. É meigo e carinhoso, tira comida da boca dele para nos dar se pedirmos, faz miminho, sorri e dá abraços com fartura. Mas também tem mau feitio: aprendeu a birra e agora atira-se para trás quando é contrariado, chora, deita-se no chão. Não damos importância para que não veja isso como 'arma' para conseguir o que quer. Come bem, dorme bem (ultimamente nem tanto, ora são dentes, ora gastro, ora constipação, uma ramboia), não dá chatices. É um bom menino.

 

Começamos a preparação para o casamento e já estou exausta. Amanhã faço a primeira incursão no mundo dos vestidos de noiva, logo vos conto como correu, mas vou com expectativas baixinhas baixinhas. Já as quintas são toda uma outra epopeia. Só queríamos um espaço amplo, mesas de madeira corridas e cadeiras simples, já agora a preço de gente. Aparentemente é pedir demais, e ainda não vimos nada que fugisse ao clássico: mesas de vidro, poltronas, veludo, pérolas, cristais, véus a cair do tecto, dragões a cuspir fogo... esta última pode ser exagero mas vocês perceberam a ideia. Passamos dois dias a ver quintas e quase desisti de casar. Não há de ser nada.

 

Na correria da vida, o blog passou para 76352º plano. Adorava vir cá com mais frequência, faz-me falta escrever e ler-vos (ainda está por aí alguém?), mas o tempo voa, uma pessoa escreve posts mentalmente enquanto está no duche ou antes de adormecer, mas depois nunca os passa para o papel (salvo seja), outros blogs são lidos de fugida nas salas de espera de consultórios ou em tempos mortos - que são cada vez menos - passam-se dias, semanas, meses e pronto. A ver se consigo vir cá mais vezes. 

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publicado às 17:33

Do Halloween

por Mia, em 02.11.18

Se eu acho bem que se importem tradições que não são nossas? Honestamente, não me interessa por aí além. Copiem, não copiem, é-me igual.


O que me fode a paciência é andarmos com campanhas a torto e a direito sobre bullying, que não se pode dizer nada às criancinhas porque senão são todos vítimas, etc etc, mas depois chegamos ao 31 de Outubro e é aceitável que putos façam asneiras e tratem mal os outros quando não se lhes dá doces. Clap clap clap.


Vou-vos explicar o meu Halloween. Estávamos os três em casa, eram quase 23h. O miúdo dormia. Miúdos vieram tocar à campainha. Não abrimos a porta porque não tínhamos absolutamente nada para lhes dar, não fazia sentido. Não estávamos preparados para aquilo, não temos esta tradição, se soubesse até teria comprado uns chocolates, mas o mais parecido com isso que havia em minha casa eram barras da prozis e tenho quase a certeza que não é aceitável dar isso a crianças - por muito que a Carolina Patrocínio apregoe o contrário. Pois bem, onde é que eu ia? Ah sim, 23h tocam à campainha. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Estive quase a ir lá fora convidá-los a vir adormecer novamente a criança. Adiante. Pareceu-me ouvir uns barulhos, espreitei, não se via nada, passou-se a noite.


Ontem o dia amanheceu com uma surpresa fantástica: os portões e vedações metálicas todos sujos de ovos e farinha. Oh, criancinhas tão inocentes, não é? Não, não é. Acontece que os portões tinham sido pintados esta semana. Gastamos centenas de euros nisso. E a mistura de tinta ainda meio fresca + portões que não são completamente lisos + ovos + farinha foi explosiva, e agora aquela merda não sai. Ontem o desgraçado do homem lá foi, à noite, à chuva, munido de esfregão e tira gorduras, tentar salvar o património, mas adivinhem? Apesar de ter ficado um pouco melhor, não resolveu, claro, e os portões e vedações metálicas estão irremediavelmente estragados.


Brincadeira de crianças? Não, meus amigos, isto é vandalismo. E aparentemente é aceitável ensinar às crianças que podem cometer actos de vandalismo quando não se lhes dá o que querem. E agora, quem se responsabiliza por isto?

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Não, não sou professora, nem ligada ao ensino. Nem tenho filhos na escola. Mas para mim Setembro é altura de resoluções, de recomeços, de objectivos. Com a queda das primeiras folhas começam a fechar-se ciclos e a preparar o que aí vem. Faz-me mais sentido do que em Dezembro, cheia de frio e ainda a rebolar por causa das rabanadas - tenho todos os anos uma depressão pós-festas séria, há lá pachorra para resoluções?! Posto isto, ando aqui a magicar no que vai ser este ano que está prestes a começar, e estou já a fervilhar de ideias, projectos e resoluções. E vocês?

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Eu sei, eu sei, queremos todas ser bio, saudáveis, gluten-free, sugar-free e o diabo a sete. Idealmente as nossas crianças comeriam papas de aveia caseiras, feitas com leite vegetal biológico, ao som de uma harpa tocada pelas nossas próprias mãozinhas. Jamais tocariam em alimentos processados, córror, cheios de químicos, corantes, conservantes, açúcar e seus derivados.

Mas depois a realidade toma conta e volta e meia uma pessoa atira-lhes com um puré de fruta de compra, ou deixa-os lambuzar-se com uma bolacha Maria. É a vida.

 

Idealmente, claro que optaria sempre pelo mais saudável para o meu filho. Continuo a manter aquela ideia de não o deixar comer açúcares (bolos, chocolates, rebuçados, chupas, refrigerantes) o máximo de tempo possível. Mas o que se dá à criança quando estamos fora de casa e não há condições de, por exemplo, lhe fazer uma papa? Que snacks levar no saco para a eventualidade de um ataque de fome, e que alternativas existem ao puré de fruta?

 

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Estes* são o que uso com o monstrinho. Alguns não têm açúcar, outros são biológicos. Uns mais saudáveis, outros menos. Acabam por ser frequentemente as nossas opções.

E desse lado, como alimentam as crias fora de casa? Contem-me tudo o que sabem!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Cerelac compro no Continente. Baby puffs nas lojas Celeiro. Bolachinhas de espelta lupilu compram-se no lidl.

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Nunca pensei que fosse desta forma.

Sempre tive medo de morrer, desde que me lembro. Mas era um medo mais focado na dor de morrer propriamente dita, nunca no mundo que deixaria para trás. Mas agora este pensamento não me larga. Talvez a esse tal aumento de consciência se tenha juntado a morte de um familiar e doença oncológica grave de outro, nos últimos meses, e essa mistura tenha provocado aqui qualquer coisa em mim. A verdade é que não há dia que não pense na minha morte antes do tempo. Em tudo o que iria perder. Em como o mundo continuaria sem mim. Quem cuidaria do meu filho? Sim, ele tem pai, mas mãe é mãe. Será que alguém trataria dele como eu faço? Como seria para ele viver sem mãe desde tão novo? Não penses assim, penso. Esquece isso. Não se passa nada. Pois. Mas como tiro esta angústia aqui do meu peito?

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Silly season

por Mia, em 15.08.18

O meu filho lambeu o gato.

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A festa do ano - parte 3

por Mia, em 14.08.18

Então e a festa propriamente dita?

Já vos contei aqui que pouco antes da festa começar, estava em pleno ataque de ansiedade. Pedi reforços, e chegaram num instante: padrinhos, primos, avós, amigos. De repente a casa encheu e eu só via pessoas a passar com comida, a encher balões, a preparar pratos, sei lá o que mais. Tirei uns minutos para ir tomar um duche e preparar-me para a festa. Nada de muito fancy, queríamos uma coisa descontraída e foi isso mesmo que aconteceu.

 

Tinha comprado t-shirts matchy-matchy para nós (body para o menino):

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Calção, chinelo de dedo, cabelo molhado e sem maquilhagem. Mais relaxado do que isto impossível.

 

As pessoas foram chegando e vinham no mesmo espírito: fato de banho, calções, pé na relva, boa disposição. E apesar do calor que não deu tréguas (dia mais quente do século, não sei se já disse), esteve-se bem. Acima de tudo porque estavam quase todos cá: a família e os amigos chegados.

 

O pessoal foi dando uns mergulhos ao longo do dia, havia música, havia comida, havia bebida. A meio pus a piscina de bebé com água e o monstrinho ainda deu uns mergulhos e acabou por cantar os parabéns só de fralda.

 

Os parabéns foram inesquecíveis. Parecia que entendia o que se estava a passar, gargalhou e bateu palminhas, uma delícia, já passou mais de uma semana e ainda tenho pessoas a comentar o quão bem disposto ele estava. De resto, aguentou-se como um herói: apesar de ter acordado da sesta às 16h, ficou na festa até depois das 22h, sempre bem disposto, sempre de colo em colo, sempre sorridente.

 

Depois de cortar o bolo sentamo-nos no chão, entre os convidados, a abrir os presentes. Uma chuva de prendas todas tão atenciosas, algumas verdadeiramente originais e que demonstravam grande esforço criativo. Que sorte tem este meu filho.

 

Para terminar, e à boa maneira nortenha: caldo verde e bifanas, acompanhados de mais uns quantos mergulhos, numa festa que durou até bem perto das 2h da madrugada.

 

Não foi tudo perfeito, não correu tudo exactamente como idealizei. Fiz bolo de anos (2 andares, 5 camadas cada!), segundo bolo, gelatinas, bolachas decoradas, cupcakes. Tratei de compras, decoração, organização, preparação de comida. Tudo com um bebé pequeno, um pico de trabalho que me obrigou a horas extra todos os dias da semana, uma formação dificílima em curso e hóspedes em casa. Vendo bem as coisas, como não fritar da cabeça?! Houve alguns momentos de sufoco (não parei até ele ir dormir), alguns stresses, não consegui dar a devida atenção a toda a gente, mas no final foi um dia muito feliz e eu só posso desejar que se repita por muitos e muitos anos.

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A festa do ano - parte 2

por Mia, em 13.08.18

A decoração foi pensada meses antes. Queria qualquer coisa simples, dentro do tema, e deitei mãos à obra. Planeei cinco mesas:

 

As mesas da comida

Duas mesas compridas com doces e salgados. Toalhas coloridas (verde, laranja e amarelo), pratos descartáveis nas cores o arco-íris  com a comida (no fim foi só deitar tudo ao lixo, e festa arrumada), nuvens, arco-íris e estrelas espalhadas pelas mesas para decoração (muitas noites a recortar bonecada).

 

A mesa das crianças

Uma mesa literalmente à altura delas, com snacks saudáveis: sumo de laranja natural, garrafinhas de água (fiz rótulos a condizer com o tema), snacks bio para bebés, fruta em polpa, gelatina sem açúcar, geladinhos caseiros de banana e leite de côco. Monstrinho adorou tudo, e ainda se afiambrou aos restos no dia seguinte.

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A mesa do bolo

A ideia que tinha era muito clara: qualquer coisa como isto:

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Para as nuvens usei k-line branco. As grinaldas de estrelas comprei já feitas, em cinza e branco, no AliExpress. Desisti da ideia das fotos porque achei muito pesado, e transferi-as para a mesa de suporte. Por aqui, simplifiquei: só mesmo  nuvens e estrelas suspensas como pano de fundo. Toalha azul, e aqueles snacks mais bonitos espalhados pela mesa: os bolos, pacotinhos de pipocas que comprei em azul e rosa e decorei com autocolantes que fiz iguais ao resto do tema, gelatinas e mousses em copinhos transparentes com colheres coloridas, bolachinhas decoradas em forma de nuvem e estrela, cupcakes (também comprei e decorei formas, à semelhança das pipocas), gomas e marshmallows, uma moldura com um 1 impresso no tema da festa, cake pops que desmaiaram com o calor e viraram brigadeiros e cartões, porque me apeteceu. De cada lado, dois ramalhetes de balões-estrela em azul e branco.

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A mesa de suporte

Não odeiam quando estão numa festa e querem um prato/colher/copo/guardanapo e têm que andar a pedir licença a todos os que estão à volta da mesa para lá chegar? Não? Sou só eu? Bem, eu não gosto disso. Ou quando há uma mesa de apoio mas está enfiada num canto inacessível, ainda há dias estive numa festa assim: a mesa de suporte estava num canto só acessível por um espaço mínimo que estava sempre ocupado por ser zona de passagem. Vai daí, decidi fazer uma mesa de suporte só para essas coisas. Toalha rosa (a cor que faltava), e como decoração umas molduras de papel em tom de cartão e branco penduradas num cordel, com fotografias dos 12 meses atrás da mesa. Em cima da mesa a caixa de luz com uma mensagem de parabéns que pedi aos padrinhos para escrever (dizia: monstrinho, és o maior <3), pratos e copos descartáveis. Usei frascos de vidro para colocar talheres e palhinhas (de papel, coloridas, AliExpress), cada frasco tinha um lacinho numa das cores do arco-íris. Mais uns quantos balões com estrelinhas a flutuar atrás da mesa (comprei uma pequena botija de hélio no toys'r'us), guardanapos coloridos, garrafinhas de água com rótulos a condizer e dois potes de torneira: um com sumo de laranja e outro com sangria. Um dos potes tinha base em metal, o outro empilhei em círculos de tronco. O resto das bebidas, dado o calor infernal, optamos por colocar no chão em baldes (das vindimas) cheios de gelo.

 

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Outros aspectos de decoração:

- Uma mesa baixinha semelhante à das crianças entre duas poltronas de jardim, que continha: um frasco com canetas (com o devido lacinho), cartões vazios, e uma caixa com estrelinhas. E um cartãozinho onde pedia às pessoas que escrevessem uma dedicatória para o monstrinho ler quando fosse crescido, e guardassem na tal caixinha. Fez tanto sucesso que os cartões não chegaram! Tinha também um letterboard com mensagem de parabéns.

 

- Mantas, pufes e almofadões espalhados por todo o lado, assim como caixas com brinquedos para os mais pequenos. Tinha comprado bolinhas de sabão mas esqueci-me. E tinha inicialmente pensado por o teepee dele no jardim, mas no dia optei por não o fazer.

 

- Dentro de casa, no tecto da sala (para onde fugiram os mais velhos por causa do ar condicionado) pairavam balões coloridos com o número 1.

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 - À chegada tínhamos também balões coloridos com estrelas que formavam a alcunha do miúdo, e o número 1.

 

- Preparei mais uma pequena mesa para se tirarem fotografias. Comprei acessórios em papel (óculos, bigodes, chapéus) e fiz alguns específicos para o aniversário: o número 1, uma estrelinha com o hastag que criei para o dia, mensagens de parabéns, etc. Tinha feito também uma moldura gigante em k-line, mas parte da decoração da moldura incluía um conjunto de balões em forma de arco-íris que não se aguentou com o calor, por isso foi posta de parte.

 

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1. A taça que não entorna. Já a tinha visto noutros sites com preços a partir dos 10€, mas pareceu-me demasiado por uma brincadeira que nem tinha a certeza que funcionasse. Encontrei-a no AliExpress por cerca de 2,5€ e mandei vir. Chegou mesmo na altura certa, na fase em que o monstrinho começou a comer sólidos após a sopa e virava frequentemente o prato. E funciona na perfeição. Sabem aqueles segundinhos em que a criança levanta o prato no ar e nós sustemos a respiração já a imaginar grãos de arroz por todo o lado? Esqueçam.

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2. O prato que cola à mesa. Via todas as influencers da moda com isto, fui em busca de um igual (sou presa fácil). Encontrei na wells ao preço quase de um rim. Um absurdo, o mais pequenino de todos, que não servia para nada, custava mais de 20€! Nem pensar nisso. Mandei vir então este, e estou bastante contente de ter gasto só 6€ nele. Até cola bem à mesa, o plástico parece ser de boa qualidade, vai à máquina e micro-ondas, MAS. Monstrinho levou sensivelmente 30 segundos a descobrir como descolar da mesa. É a vida. Ainda assim da-nos bastante jeito e usamos todos os dias.

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3. Peluches que chiam. Pessoa que entre em minha casa, muito provavelmente encontrará a criança com um destes na mão. Assim que começou a brincar, foram os primeiros que lhe chamaram a atenção, e num instante aprendeu a apertá-los para os fazer chiar. Muito bom para treinar o movimento de apertar e aprender acção-consequência. Anda sempre com eles para todo o lado, até mesmo quando vai a gatinhar leva um em cada mão. Ponto negativo: não têm a melhor qualidade do mundo. Um deles foi logo para o lixo após a lavagem inicial porque meteu água para o plástico interior e não quis arriscar a acumulação de fungos. Outro ponto negativo: chiam

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4. Colheres de silicone. As primeiras que compramos para o monstrinho eram do continente. Deu para os primeiros tempos mas para além de caras, eram muito instáveis - era frequente perguntarem-me se estava a tremer - e rapidamente se tornaram demasiado pequenas. Li sobre estas no blog da Maçã e encomendei uma para experimentar. E depois encomendei as outras todas. Nesta altura já não usamos, passamos para as de plástico do IKEA, mas durante largos meses não se ousava sequer pegar numa colher diferente cá em casa. E já viram como são giras?!

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5. Rede para os brinquedos de banho. Não sei quanto a vocês, mas ver brinquedos espalhados é coisa para me esfrangalhar os nervos. E onde arrumar os  brinquedos de banho de forma a que sequem convenientemente? Encomendei esta rede a medo. Decidi esbanjar até e comprei a maior. Sejamos realistas: é uma rede de cêntimos, não esperem maravilhas. A nossa ao fim de alguns meses começou a descoser na lateral, mas ainda assim saiu melhor do que a encomenda. As ventosas, não sendo fracas, não aguentam o peso de tantos brinquedos. Usamos a rede pousada na lateral da banheira, e cumpre lindamente o seu propósito.

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 6. Cantos para as esquinas dos móveis. Esqueçam as mãozinhas do IKEA que toda a gente tem. Estes são mais baratos, e têm um pormenor que muda tudo: são de espuma macia. É claro que protegi os cantos e o miúdo foi enfiar a testa na perna de uma mesa, mas hey, os cantos estão seguros. Ah, para quem tem gatos... boa sorte. Os bichos a-do-ram afiar as unhacas ali naquela espuminha boa...

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7. Mochila para as fraldas. Já vos falei aqui dos nossos sacos das fraldas: aquele fofo da Zara Home e o da Bioderma, aos quais veio fazer companhia um da Wells que nos ofereceram quando o miúdo nasceu. Tudo muito bonito, até o monstrinho deixar o ovo. Aos 9 meses, acabou-se o ovo para o menino. Choramingava sempre, transpirava por todo o lado, e ficou insustentável. Moral da história, a criança vai muitas mais vezes ao colo. E tornou-se imperativo arranjar uma solução de mala mais amiga da coluna. Vi esta mochila num instagram de maternidade e pareceu-me uma boa ideia. E se é. Primeiro, é gira. Fica bem tanto ao menino como à menina, por isso o pai leva-a e fica cheio de pinta (pelo menos eu digo-lhe que sim). Tem mil bolsinhos, incluindo um térmico (quem nunca andou com o saco + a lancheira atrás?). Outras vantagens: tem um bolso junto às costas que é seguro para colocar porta moedas e telemóvel, prende-se a qualquer tipo de carrinho, e tem muito mais espaço do que parece. Ah, e o preço? Perto de 20€ (há modelos mais baratos), praticamente oferecida.

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8. Decalque para mão/pé de bebé sem tinta. Queria fazer a impressão da mão do miúdo, mas não lhe queria pintar as mãos. A solução? Cá está ela!

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9. Coisinha para tirar o shampô. Sabem quando uma pessoa lava a cabeça ao bebé e depois anda ali a atirar água em conchinha com as mãos para o limpar? Este brinquedinho resolve esse problema. Não é muito bonito, mas oh se é prático!

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10. Brinquedo de dentição. Quem tem putos conhece bem o flagelo dos dentes. Este bonequito, além de ser fofo que dói, é molinho e tem ranhuras que os ajudam a coçar as gengivas. E já disse que é fofo??

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 11. Boné com orelhas. Quem precisa de motivos para comprar um boné com orelhas?!

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 12. Espelho para o carro. Saindo do ovo, pequeno monstrinho passou com a sua cadeira de menino crescido para o banco de trás. Tudo muito giro, mas como se faz para ver o miúdo que vai no sentido oposto à marcha? Simples, coloca-se um espelho no banco e vê-se pelo retrovisor. Inicialmente tínhamos a expectativa de transportar a criança apenas num carro. Comprei um espelho numa loja, não foi propriamente barato, e resolvi comprar depois este no AliExpress para desenrascar se fosse preciso usar o segundo carro. Mas que boa compra. Para começar, chegou devidamente embalado, inteiro e sem riscos. Depois, não fica nada atrás do outro que custou 5 vezes mais. Afinal acabamos por usar os dois carros com frequência, e não sinto falta nenhuma de um espelho melhor.

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Ir à praia com um bebé

por Mia, em 11.08.18

Contem-me tudo o que sabem sobre esse assunto.

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publicado às 09:54

A festa do ano - parte 1

por Mia, em 10.08.18

Monstrinho fez um ano no dia 4 de Agosto, e nós planeamos uma festinha no jardim. É claro que esse foi o momento em que os astros se alinharam para proporcionar o dia mais quente do séc.XXI. Adorável.

 

Entre os meus ataques de ansiedade e um bafo descomunal que só se aguentava debaixo do ar condicionado, acabou por correr tudo bem. A festa, essa comecei a prepará-la ainda durante a licença de maternidade alargada.

 

Nunca fiz questão de fazer um festão. Mas dá-se o caso de ambos termos família próxima muito extensa, e era impossível cortar pessoas da comemoração. As alternativas eram: faz-se festa para 80 pessoas, ou não se faz nada. E embarcamos nessa loucura aventura.

 

Comecei em Março a encomendar coisas do ali express. O tema, esse foi escolhido logo: nuvens e arco íris. Essencialmente por três motivos: porque é provavelmente o único aniversário dele em que sou eu que escolho o tema; por causa de todo o simbolismo do arco-íris; porque quero e posso.

 

Queria ser eu a fazer tudo - e acho que foi o que em parte me tramou.

 

O bolo:

Tenho algum domínio na cena da pasta de açúcar, mas queria um bolo ligeiramente diferente. Vasculhei a net em busca de bolos arci-íris e esta foi a minha inspiração:

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Mais difícil do que parece. Vi tutoriais, fiz três bolos de teste. Red velvet com cobertura de mascarpone, o bolo da moda que me pareceu ideal para uma tarde de verão. Acertei com a receita na primeira, com a consistência no segundo teste, mas a estética estava-me a matar. Entre o 2º e o 3º ensaios pensei desistir. Tentei contratar quem me fizesse o bolo, mas estavam todos ocupados para a data. Mais tutoriais, introduzi o conceito de aros de corte, e a coisa deu-se. No dia, acho que apenas duas coisas correram mal. Três, vá. Primeiro, experimentei uma marca de corante nova e as cores saíram mais desmaiadas do que esperava. Depois não nivelei as camadas. Como o bolo tinha dois andares, a altura do andar de cima ficou maior do que gostaria. por último, planeei canudos internos no andar de baixo para impedir o bolo de afundar, mas não para cima. Com o peso e calor, o bolo começou a pender para o lado, mas nada de crítico. Estava bom e foi feito com carinho, não é o que mais importa? Em cima levou jelly beans e uma velinha com um 1. Simples assim.

 

Mas não ficamos por aqui! Porque eu achei que tinha pouco o que fazer, e então fiz mais um, só porque sim, desta vez em pasta de açúcar, inspirado neste:

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Inspirado, mas não igual, até porque era significativamente mais baixo. Com o calor que estava, não arrisquei por o arco-íris em pé. As nuvens tinham cara igual aos convites - sim, fiz convites - E não tinha borboletas. Sem falsas modéstias: ficou bonito, tão fofo que ninguém teve coragem de o partir.

 

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