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11 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.07.18

Baby faz onze meses. ON-ZE-ME-SES.

 

* pausa para respirar fundo *

 

Está uma verdadeira esponja, aprende tudo o que lhe ensinamos: coreografias de músicas, fazer miminho, dançar o vira, fazer não com o dedinho, apontar para o que quer. Começou a comer connosco à mesa, no seu prato. No colégio dizem que come de colher, mas em casa vai mesmo com a mão. Continua muito simpático, ainda que tenha começado a mostrar alguma desconfiança perante desconhecidos. É um bebé muito musical: mal ouve música começa a abanar o rabo e/ou a cabeça, e a fazer gestos com a mão. Acena da forma mais fofa para dizer adeus. Faz muita companhia: anda de gatas atrás de nós pela casa toda, o tempo todo. Experimentou o triciclo e adora, apesar de ainda não se conseguir movimentar nele - fica só sentadinho a carregar nos botões musicais.
Põe-se de pé com facilidade, e anda muito bem agarrado à mobília, ao andador ou às pessoas, ainda que se farte rapidamente e volte a gatinhar. Brinca com objectos de encaixe com uma facilidade cada vez maior, e já enfia as argolas na pirâmide ou as formas da bola nos buraquinohs certos. Também abana objectos para fazer som, aperta os que chiam, roda os que são de rodar, põe e tira peças que são de encaixar - acho formidável a forma como as crianças percebem tão rapidamente para que serve um objecto.
Come cada vez mais as mesmas coisas que nós, e demonstra especial preferência por legumes - filho do pai dele. Tem um objecto de estimação: um garfo de plástico que leva para todo o lado, vá-se lá entender.
Reconhece cada vez mais as pessoas, notamos isso pela forma como sorri ao ver uma cara conhecida e imita gestos que associa a cada um - por exemplo, ao ver o meu avô põe imediatamente os braços no ar, gesto que ele faz recorrentemente.
Explora cada vez mais a birra como forma de fazer valer a sua vontade quando é contrariado, e é para nós um verdadeiro desafio manter a seriedade nessas alturas.

Não acredito que dentro de um mês faz um ano deste monstrinho que parece que nasceu ontem mas ao mesmo tempo parece ter estado sempre nas nossas vidas.

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Story of my life.

por Mia, em 11.06.18

Quem nunca foi às compras de óculos de massa, cabelo apanhado num coque, carregando orgulhosamente um pack de papel higiénico e depois deu de caras com o ex nas escadas rolantes, que atire a primeira pedra.

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Pequeno monstrinho aprendeu a dizer que não com a cabeça, quando não quer comer alguma coisa (ultimamente é a sobremesa). Não resultando, e se tentamos enfiar-lhe a fruta pela goela abaixo, começa a forçar o vómito. Não contente com a tentativa, ontem conseguiu mesmo e tomamos todos banho de sopa vomitada. Adorável.

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publicado às 08:30

É um assunto sobre o qual não tenho uma opinião muito firme. Não mostro a cara do meu filho nas redes sociais - apesar de as ter privadas e nunca adicionar desconhecidos - não por não concordar com isso, mas porque o pai não quer. E o filho é dos dois, portanto respeito.

 

Postei, salvo erro, três fotografias do miúdo com a cara visível. Uma quando nasceu, porque sejamos realistas, os bebés quando nascem são todos mais ou menos iguais e havia um batalhão de gente curiosa por ver o menino, porque não? Outra no Natal. Porque era Natal, porque eu fazia anos, porque me apeteceu. E por último no dia do pai, postei uma foto do monstrinho com o pai porque achei que seria uma homenagem bonita e a foto tinha 6 meses, já nem parece ele.

 

Publico regularmente as aventuras do meu pequeno pinguim, mas sempre com a cara oculta, no entanto é um tema que me intriga. Fará sentido este tipo de protecção? Não discuto aqui a exposição absurda a que algumas crianças são sujeitas (ninguém precisa de ver a criança no banho, a chorar, em biquíni. Nem a criança deve, a meu ver, ser utilizada para publicitar marcas/produtos). Falo de uma coisa mais simples. Haverá assim tanto mal se, num aniversário, houver uma fotografia de grupo e o meu filho lá estiver? Não expomos as nossas crianças diariamente só por saímos de casa? Pergunto porque quero, genuinamente, saber a resposta.

Na minha opinião que, como disse, é pouco firme, aplica-se a regra do bom senso. Não acho que seja dramático mostrar os filhos a um mundo restrito desde que não se publiquem situações embaraçosas, detalhes sobre hábitos e localização da criança, e, obviamente, autorizado por ambos os pais. A partir do momento que a criança tenha opiniões, é imprescindível tê-las em consideração, como é óbvio - a nossa vaidade pelos nossos filhos não pode nunca sobrepor-se ao seu bem estar.

E vocês? O que pensam deste assunto?

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Mas depois uma pessoa chega ao colégio e procura-o com os olhos, e aquele momento, aquele segundinho em que ele se apercebe que a mãe está ali, o brilhozinho nos olhos, o sorriso de orelha a orelha, o caminhar desajeitado para mim, eh pá isso é vida.

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E aquelas pessoas que vêem uma pessoa atarefada a fazer uma manobra apertadíssima para enfiar o carro no buraco de uma agulha e acham que esse é mesmo o momento perfeito para se atravessarem atrás?

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Estava a ser um belo dia até que

por Mia, em 05.06.18

- D. Mia, por acaso costuma abrir as janelas à noite?

- Nem costumo, mas ontem abri com os estores fechados para arejar a casa.

- Pois, é que acabei de matar uma lagartixa.

- Dentro de casa?

- Sim.

- Em que divisão?

- No seu quarto.

- No meu quarto... onde eu durmo?

- Sim.

 

Se não foi desta que desisti da casa, acho que é para a vida.

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10 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.06.18

É incrível como o tempo passa tão mais depressa cá fora. Parece que estive grávida mil anos e que ainda ontem estava, e afinal ele já está cá fora há mais tempo do que esteve lá dentro, como é possível?



Os nove meses trouxeram o início da creche, e um turbilhão de mudanças, é incrível como todos os dias têm alguma novidade. Também parece que lhe mudaram as pilhas, monstrinho ganhou uma energia inesgotável, e o meu cansaço cresce proporcionalmente ao entusiasmo dele.



Pequeno monstrinho gatinha a alta velocidade e por todo o lado. Atira os brinquedos, vai buscar, atira de novo, repete. Explora tudo e já não acha grande piada a estar no parque. Gatinha, pára, senta-se, bate palminhas, uma risota. Desde que aprendeu a gatinhar, passou a esforçar-se menos para andar. Põe-se em pé com facilidade e dá uns passitos, mas quando começa a cansar vai facilmente para a posição de gatas e pronto. Agarra tudo, tem especial apetência para aquilo que não pode mexer: fios, comandos, gavetas, electrodomésticos. Já fizemos o baby proofing da casa toda, e ainda assim volta e meia lá vai uma testa contra um móvel. É a vida.


Continuamos a explorar o mundo alimentar. Carne, peixe, gema de ovo, começaremos com a clara aos 10. Também a fruta foi liberalizada (com algumas excepções) e até ver marcha tudo menos abacate - quem o pode censurar? Mostrou alguma resistência à manga mas ultrapassamos. A grande surpresa foi a papaia que comeu como se nunca tivesse comido outra coisa na vida. Começamos a experimentar com texturas: arroz, batata cozida esmagada, peixe e frango cozido, vegetais - torce o nariz mas vai comendo. No colégio dão lhe pão para roer e eu deixo, apesar de em casa não ter muito esse hábito (principalmente por medo que se engasgue). Estou mais relaxada e menos fundamentalista no que toca a este assunto: volta e meia marcha uma bolacha Maria, e se tiver que comer fruta em boião uma ou outra vez, não morre ninguém.


Bate palminhas o tempo todo e a pedido. Quando está com sono e não quer dormir, começa com as palminhas também, às vezes mesmo com os olhos fechados. Faz os gestos d'a galinha põe o ovo, e das doidas andam as galinhas, é uma alegria. Mão morta mão morta vai bater àquela porta também é um hit cá de casa. Dança quando ouve música e sorri quando reconhece as suas favoritas. Aprendeu a apontar e anda sempre com o dedinho em riste. Se apanha um objecto com botões vai logo carregar em todos com o dedito esticado, e nos telemóveis e tablets tenta usar o touch - não sei como aprendeu porque em casa não costuma propriamente brincar com isso.

Já cá cantam dois dentinhos em baixo - um mais saído do que o outro - que felizmente não nos deram grandes chatices. Continua a adorar o banho e a piscina, é meio arraçado de peixe. É o bebé mais sociável que alguma vez vi: sorri e gargalha para toda a gente, atira-se para o colo de qualquer pessoa. Na natação, toooodas as mães andam com ele ao colo na piscina, e ele todo contentinho com isso. No colégio, vira-me as costas e salta de imediato para a educadora, pequeno ingrato.


Está tão crescido que andamos a vestir-lhe maioritariamente roupa de 12 meses, alguma 12/18, e vimo-nos forçados a baixar o berço para o nível do chão, o que trouxe um novo desafio às nossas costinhas. Dormir também tem sido giro, agora não pára quieto e dormir de barriga para cima é para esquecer. Torce-se todo, dorme de lado ou de barriga para baixo com o rabinho empinado, feito patinho. Cobertores, mantas, saquinhos e afins também são para esquecer, liberta-se de tudo. A meio da noite, se acorda, senta-se de imediato. Depois meio tolo com o sono não percebe que pode deitar-se novamente e ou adormece sentado - true story - ou choraminga para o irmos deitar.


Expandiu o vocabulário para "tatata", "dadada", "bababa" e não se cala um minuto. A coisa mais semelhante com uma palavra que vai dizendo é "tatáta", quando lhe tento ensinar "batata". Brinca imenso, sozinho ou acompanhado. No colégio encontro-o muitas vezes sentado a brincar com outros meninos, e até já o apanhei de mão dada com uma miúda! Montei um pequeno parque infantil no jardim, e apesar de o escorrega não ter tido o impacto esperado - adora escala-lo, no entanto - o baloiço foi um sucesso. Temos aproveitado o sol para brincar no jardim e é uma delícia de se ver. Morre de medo da relva e por isso não sai da manta que colocamos para ele brincar, e nós aproveitamos o sossego!


Começou a brincar com objectos de encaixe e já vai empilhando argolas e metendo objectos dentro e fora de caixas. Livros de bebé também são um grande hit cá por casa, folheia-os atentamente - mesmo que estejam de pernas para o ar, e também acha piada às revistas da mãe. Dá os melhores abraços, estica os bracinhos e atira-se para o nosso colo. Mais fofo do que isso: ri-se imenso com as minhas palhaçadas, o que me faz sentir hilariante mesmo que esteja só a fazer barulhinhos com a língua.


Já percebe muito bem o não, tenho um tom muito específico para quando vai fazer asneiras e mal o ouve para de imediato. Gosto disso. Aprendeu a birra e aplica frequentemente se lhe tirarmos um objecto que queira. Às vezes é complicado manter a firmeza e não ceder à tentação de lhe dar para o calar, mas vamos conseguindo manter a coerência.

 

E o primeiro aninho que já está aí quase à porta???

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Bebé foi ao infantário

por Mia, em 01.06.18

Começamos a medo, mas agora que já passou um mês acho que é seguro dizer que o início correu bem.

 

Inscrevemos o monstrinho numa IPSS, e por isso só podia começar terminando a minha licença. Assim, o pai meteu três dias de férias para fazermos a transição da forma mais suave possível.

 

O primeiro dia foi doloroso... para mim. Fomos os dois levá-lo de manhã. Uns dias antes tinha ido só eu e ele falar com a educadora e ambientá-lo tanto quanto possível, e no primeiro dia reconheceu-a de imediato. Ela chamou-o, ele atirou-se para os braços dela, virou-me as costas e não voltou a olhar. Não vou mentir, deixei cair uma pequena lágrima no caminho para o carro.

 

Nesse dia (e nos três seguintes), ficou apenas até ao almoço, e depois o pai foi buscá-lo. Estava cheia de medo mas não lhe notei tristeza, receio, saudade. Notei no fim de semana seguinte que nos procurava constantemente com os olhos, e isso fez-me ter medo da semana que se avizinhava.

 

Na segunda feira deixei-o, para o primeiro dia completo fora de casa. Não se atirou do meu colo para a educadora, mas sorriu-lhe, e eu fiquei mais descansada. Beijinho beijinho, despedidas curtas, e lá me fui embora. E desde então - excepção feita para os dias em que esteve mais doentinho - tem sido assim. Fica bem, socializa com os outros meninos, não chora.

 

Em termos de desenvolvimento observamos uma mudança drástica. Se quando começou apenas ameaçava gatinhar, em menos de uma semana gatinhava a toda a velocidade, punha-se em pé sozinho e dava passos mais rápidos e coordenados. Também começou a bater palmas, a acenar, a fazer as coreografias das músicas.

 

Com os outros meninos também tem sido óptimo, estava com algum medo da novidade que seria ter que dividir a atenção, mas tem corrido bem. Ao terceiro dia a educadora informou-me que uma menina lhe tinha puxado o cabelo - pânico instantâneo, pois se esta criança nunca levou uma palmada, um gesto mais bruto, nada, como se ia defender? Bateu-lhe de volta. Assim. Um dia hei de lhe ensinar que as coisas não se resolvem com violência, mas por enquanto acho bom que ele aprenda a defender-se, é a vida.

 

No reverso da medalha, aquelas coisas menos boas que toda a gente sabe: galos, turras e arranhões, nódoas negras variadas por andar a rastejar no chão e toda uma panóplia de vírus para o menino e para a mamã. Ainda assim, acho que tem sido uma boa experiência, no momento certo.

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Temos muita sorte

por Mia, em 31.05.18

É em dias como hoje - feios, cheios de germes, e mais desanimadores - que uma pessoa tem que parar para pensar na sorte que tem na maior parte do tempo.

 

Que sorte temos de o monstrinho ter ficado doente pela primeira vez "só" quase com 10 meses. Que sorte temos de ter a facilidade de ficar a trabalhar de casa (às vezes os dois) e não ter que o enfiar no infantário quando precisa de mimo, ou ser penalizados no salário por cuidar de um filho. Que sorte temos de ter uma família próxima e preocupada, sempre disposta a ajudar. Que sorte temos de poder levá-lo ao pediatra sempre que precisa, comprar-lhe medicamentos sem ter que fazer contas à vida. Que sorte temos de viver numa casa confortável onde ele tem todas as condições para recuperar da melhor forma. Que sorte temos com esta criança fantástica que, ainda que doente, continua a comer bem, a tentar sorrir, a dormir tranquilamente.

 

Há dias piores do que outros, nem sempre é fácil, mas mesmo no mal, é preciso saber reconhecer o que temos de bom. E eu estou grata, tão grata pela minha vida que quase me sinto mal de me queixar.

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Sobre esta merda das doenças

por Mia, em 30.05.18

Na passagem de ano, retomando uma tradição já antiga, fizemos algumas resoluções conjuntas. Nada de muito complicado, meia dúzia de objectivos escrevinhados numa lista das compras daquelas que colamos no frigorífico. Uma das resoluções era: fazer o monstrinho gargalhar todos os dias. E tem sido fácil de cumprir.

 

Ontem, pela primeira vez, falhamos. Não havia meio. Conseguimos um ou outro sorriso pálido, mas gargalhada nem vê-la. Foi a primeira vez em quase seis meses, e hoje parece-me que iremos pelo mesmo caminho. Tenho o coração tão apertadinho que tenho medo que se desfaça.

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Monstrinho começou a creche...

por Mia, em 30.05.18

...e desde então eu fiquei doente três vezes e ele duas, umas das quais uma virose macaca que não há meio de passar. Passamos a última noite a acordar de hora a hora para lhe vigiar a febre e tenho o coração do tamanho de uma ervilha anã. Isto agora vai ser assim para sempre?!

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publicado às 10:50

Da vida

por Mia, em 06.05.18

Há exactamente dois anos atrás, passava o pior dia da minha vida. Hoje, festejo o meu primeiro dia da mãe. Bem jogado, universo, bem jogado.

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Não tenho tempo

por Mia, em 05.05.18

Tenho saudades vossas, pessoas dos blogs, mas não vos consigo seguir. Comecei a trabalhar e as restrições de internet lá do tasco não me permitem ver sequer o meu e-mail pessoal, quanto mais blogs. Monstrinho começou a creche, e cada segundinho extra é passado entre banhos, refeições, preparar as coisas para o dia seguinte e estrafegar a criatura de beijos. Não é uma má vida, na verdade. Os dias são compridos e está sol lá fora, e eu sinto-me cansada mas feliz, não é o que se quer? É pois.

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9 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.05.18

Nem sei por onde começar. Monstrinho está enorme, gordinho e bem disposto. Aos nove meses contamos com 9,5kg e 72cm de gente, e dores nas costas da família inteira.
É cada vez mais um menino e menos bebé. De repente, parece que lhe trocaram as pilhas e tem uma energia infinita. Não pára um segundo, só quer estar em pé, se o deitamos vira-se imediatamente de barriga para baixo e põe-se em posição de gatinhar - o que ainda não faz direito. Rasteja de marcha atrás, consegue virar-se para a direcção na qual se quer movimentar e mover-se à base do rastejanço até chegar onde quer. Começou a dar uns primeiros passos trapalhões e com ajuda, e agora quando está em pé abana o rabo para dançar, delicioso.
Continua a comer bem e dormir em condições, ainda que os dentes e uma pequena constipação nos tenham dado algumas noites menos tranquilas. Falando em dentes: tem meio dentinho à frente, está o ratolas mais fofo.
Palra imenso, nada com grande sentido ou significado. Ouve-nos muito atento quando falamos com ele, e gosta de alguns sons em particular, como por exemplo roncar como um porquinho - cortesia da palhaça da mãe. Bate palminhas com ajuda, bate com os brinquedos para fazer som, adora fazer "truz truz" na porta. Tem um fascínio por espelhos. Se escondemos algum brinquedo, vai à procura. Se pomos uma mão à frente de algo que quer, desvia-a. Agarra objectos mais pequenos com o indicador e polegar, numa pinça atrapalhada, e o esforço que coloca nisso é hilariante de ver. Descobriu o poder da birra como forma de conseguir o que quer, muito giro - só que não.
Com a chegada do bom tempo, brincamos muito no jardim e na rua. Temos uma manta que vai connosco para todo o lado e ele delicia-se a rebolar/gatinhar pela relva. Adora água, e se o levamos para junto da piscina não descansa até ter os pés e mãos lá dentro. Fomos fazer uma escapadinha a três a um sítio com piscina interior e estreamos a bóia para bebés - foi a loucura. Os guinchinhos histéricos e riso constantes mostraram-nos que adorou a liberdade de movimentos, e nós adoramos vê-lo assim.
A grande novidade veio no fim dos 8 meses: o começo da creche. Hei de detalhar mais o assunto, mas para já está a correr muito bem, ainda não tivemos uma lágrima que fosse (dele), fica bem com a educadora e ela diz que ele até a ajuda com os outros meninos porque senta-se sossegadinho a brincar e eles seguem-lhe o exemplo. Acredito que conviver com meninos da idade dele, com outros adultos, e seguir um plano de actividades pensadas para o estimular da melhor forma vai ser maravilhoso para ele. Meu pequeno monstrinho, tão crescido. Já vos disse hoje que o tempo passa demasiado depressa?!

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Não se atropelem, cabemos todas

por Mia, em 10.04.18

Tem dias em que esta coisa da maternidade parece uma corrida. Muita pressa para tudo, uma competição desmedida para ver qual macaquinho bebé faz a maior habilidade e em primeiro lugar. Não contem comigo para essas merdas.

 

Quando falo com uma outra mãe e conto qualquer coisa que o meu filho fez, estou genuinamente a querer partilhar uma coisa que é importante para mim. Foco no para mim, porque tenho perfeita noção que o facto de o meu filho ter aprendido a virar a chupeta ao contrário não é tão interessante para o resto do mundo como se poderia pensar. Mas, dizia eu, partilho porque quero partilhar. E não raras vezes a dita mãe (nenhuma específica, pode ser qualquer uma) atira-me com  uma habilidade do seu rebento que, claro, tem que ser muito melhor do que o que eu acabei de contar.

 

Sosseguem a passaroca.

 

Somos todas diferentes, os nossos filhos são todos diferentes. Uns são melhores numas coisas e outros noutras, algumas mães agem de determinada forma, e outras de outra, e isso não é giro? Porque não podemos apoiar-nos, em vez de entrar nesta competição desmedida?

 

Tenho aqui ao lado uma mãe de um bebé um mês e meio mais velho do que o meu. Falamos bastante sobre as nossas crias, partilhamos experiências, fotos e vídeos das gracinhas que eles fazem. Provavelmente não podíamos ser mais diferentes, logo desde os primórdios da gravidez: ela foi seguida no público e eu fui parir ao privado. Ela teve uma gravidez de risco e eu tive uma gravidez normalíssima. O meu filho nasceu de cesariana "electiva" e ela teve um parto natural. O filho dela tomou suplemento desde cedo, o meu mamou em exclusivo até aos quatro meses. Por outro lado o meu deixou a mama aos cinco e ela continua na luta. O meu filho é um badocha, o dela é todo fit. A minha criança vai já para a creche, a dela não. O meu filho dorme a noite toda desde que tem um mês e meio, esta desgraçada já não se lembra o que é dormir mais do que duas ou três horas seguidas. O filho dela diz mamã, olá e bate palminhas, e o meu nem tenta falar, e palminhas é quando lhe apetece. O meu filho dorme no quarto dele há dois meses, e ela partilha a cama com o dela. Ela não dá o tablet ao bebé, o meu leva com bonecos volta e meia quando está mais chato. Somos diferentes. Somos ambas boas mães, não tenho a menor dúvida disso, e mais importante do que isso: não nos atropelamos. Pelo contrário. Já perdi a conta às vezes que lhe enviei mensagens que começavam com: já alguma vez te aconteceu <inserir aqui qualquer dúvida existencial sobre bebés>? E fico genuínamente contente quando ela me conta/mostra uma nova habilidade deste bebé que acompanho desde que era ainda um projecto. Não era giro se pudéssemos interagir assim umas com as outras, sem apontar de dedos, sem competição, sem ódio?

 

Já vieram aqui apontar-me posts de outras mães que fazem qualquer coisa que eu critiquei aqui, e também já vi o meu blog mencionado noutros naquela de: olha-me esta puta que faz o oposto do que tu fazes. Caguem nisso.

 

As nossas escolhas, condicionadas ou não, são as que consideramos melhores para os nossos filhos, e nenhuma de nós é melhor ou pior por isso. E isto é assim com todas as mães. Nenhuma mãe toma uma decisão sobre a educação do seu filho enquanto pensa: vou fazer desta forma porque é uma merda e vai ser mau para ele. Fazemos o que sabemos e podemos. E se calhar estava na altura de deixarmos o ódio e a inveja um bocadinho de lado, aceitarmos as nossas diferenças, e aproveitar. Ou não estamos todas no mesmo barco?

 

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Músicas psicadélicas, adultos vestidos de criança, letras tão profundas como "taça chaleira colher colherão prato fundo prato raso garfinho faca de pão saleiro açucareiro batedeira panela de pressão". Que loucura é esta?!

 

O meu filho vê filmes da Disney. Salvo seja, para já vê apenas músicas de filmes da Disney. Pior! Dos antigos. E quando começar a prestar atenção para ver filmes inteiros (e eu tiver voto na matéria), são esses mesmos que verá, aqueles que têm frases completas, vocabulário rico, histórias com conteúdo e que não parecem feitos para crianças com algum tipo de atraso mental.

 

Nesta minha (ainda breve) incursão pelo mundo dos desenhos animados, começo a perder a esperança na humanidade. Em que momento começamos a estupidificar as nossas crianças? Quando é que isso começou a ser normal?

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Não se aguenta

por Mia, em 06.04.18

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Estou farta. Cansada. Exausta. Pelos cabelos com esta chuva non-stop sem fim à vista. Ah mas seca e o caralho. Ca-guei. Estou deprimida, tenho (literalmente) falta de vitamina D. Estamos em Abril, pelo amor da santa, há um ano atrás andava de t-shirt. Tenho mais três semanas de licença e não consigo aproveitá-las para levar o meu filho a apanhar ar, antes de o fechar numa creche de manhã até ao fim do dia. Já vomito chuva, trovoada, relâmpagos e céu cinzento. Tempestades com nomes, umas atrás das outras sem sequer dar tempo de uma pessoa descansar deste tempo de merda. Estou mesmo revoltada, não sei se se nota. Foda-se.

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Falar de cocó.

 

Cá em casa fala-se imenso de cocó: fez? Não fez? Custou-lhe? Qual era a consistência?

 

Mas não é só!!

Também falamos de cocó com outras pessoas, como avós, tios e assim. Normalmente quando nos perguntam ou quando vem à conversa. Ainda assim, sinto que há dias em que falamos demasiado de cocó.

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8 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.04.18

Oito meses que passaram a voar. Antes de ele completar nove estarei já a trabalhar, e se por um lado anseio por esta nova experiência que vai ser a entrada na creche, por outro a ideia deixa-me petrificada.

 

Pequeno monstrinho está enorme e super activo. De um momento para o outro, parece que lhe trocaram as pilhas por umas novas e não pára um segundo. Já tem uma rotina mais ou menos certa: acorda pelas 9h, dorme uma sesta ao fim da manhã, almoça, brinca, dorme um pouco de tarde, lancha, brinca mais um pouco, dorme 30 min antes do jantar, janta, fica um bocadinho connosco e depois dorme até ao dia seguinte. Ah, pelo meio há banhos e essas coisas. Passa bastante tempo acordado durante o dia, chega a estar 3h seguidas.

Na maior parte dos dias, não exige muita atenção. Compramos-lhe um parque e ele fica sossegado a brincar lá durante imenso tempo, ninguém o ouve piar. Descobriu que se consegue por em pé e há momentos em que não quer mais nada e quando tentamos que se sente estica os joelhos e recusa.

Não tem medo de nada. Atira-se, rebola, trepa pelas coisas. Deita a mão aos gatos, cães, vai ao colo de qualquer pessoa. Ri-se muito e gargalha com facilidade. Adora fazer "aviãozinho" e ver pessoas aos saltos é gargalhada certa.

Começou a ter pesadelos e volta e meia chora de noite - nada que um miminho não resolva. Ganhou imenso cabelo e até já lhe fiz uma mini crista um dia destes, pobre criança. Volta e meia já anda na cadeirinha de menino crescido quando vamos a qualquer lado.

Experimentou peixe pela primeira vez e, como tudo aquilo que mete à boca, adorou. Continua a trincar tudo e a babar-se imenso, mas não há sinal de dentes. Está gordinho e bochechudo. Agarra tudo o que apanha à frente, é um perigo. Aprendeu o não, mas ainda estamos a aperfeiçoar a coisa.

Brinca muito, e começa a abanar os brinquedos e bater com uns nos outros para fazer sons. Quando atira alguma coisa ao chão, fica a olhar para onde caiu muito atento.

Dá muitos beijinhos (daquela forma tosca que parece que nos vai comer a cara) e abracinhos. A última habilidade que andamos a treinar: eu peço-lhe a chupeta a ver se ele dá - às vezes dá, outras manda-me dar uma curva.

Bate palminhas (com ajuda) e se conseguir agarra as nossas mãos e bate também enquanto faz "eeeehhhhhh!!!!!".

Continua a palrar imenso, mas nada em concreto. Diz o nome dele e há dias soltou um papapapapa que foi logo censurado: ou é mamã ou não é nada. Faz bolhinhas e barulhinhos com a língua, adorável especialmente quando está a comer. Falando em comer, tem o estômago furado. Não quer nunca deixar de comer, nunca encontrei o fim do estômago desta criança. Come, come, come, e no fim ainda chora porque comeria mais. Confesso que às vezes me custa não lhe dar segunda dose, parece que o estou a deixar à fome, mas não pode mesmo ser senão o puto ainda rebenta!

Dizem que não há nada que nos relembre mais a passagem do tempo do que uma criança, e isso é das maiores verdades que ouvi. Meu pequeno monstrinho, oito meses.

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