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Acho giro

por Mia, em 01.09.20

O meu filho de 3 anos tem que entrar sozinho num colégio novo onde nunca antes pôs os pés. E eu tenho que o deixar, como se nada fosse, sem conhecer sequer a pessoa que vai ficar responsável por ele ou ter a hipótese de transmitir um recado.


O meu filho de 3 anos tem que fazer esse sacrifício, engolir o medo e ser valente, porque a pandemia assim o exige. Mas os 16 mil do avante não podem prescindir da sua festinha, Deus nos livre, cai o mundo. Ora então merdinha fresca para todos, sim?

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publicado às 19:43

E então casamos - o dia

por Mia, em 24.08.20

Já aqui contei tantos pormenores que parece que falei sobre o dia todo. Mas ainda há mais um bocadinho.

Tínhamos decidido não dormir juntos nessa noite, mas mudamos os planos à ultima - porque sim. Acordamos juntos e eu fui ao cabeleireiro com uma das minhas damas de honor, enquanto ele ficou com o miúdo. Entretanto a minha mãe chegou e ele foi para casa do padrinho.

Cabelos tratados, e regressei a casa. Estava com o estômago embrulhado, apesar de não me sentir nervosa. Pus uma torrada a fazer, quando tocaram à campainha - era a menina com as flores. Demos dois dedos de conversa, trouxe o ramo, coroas e flor de lapela para o meu pai, e fui procurar espaço no frigorífico para as guardar. Entretanto queimei a torrada.

Chegou a maquilhadora - tinha-me ligado 50 vezes e eu nem tinha o telemóvel perto. Estava perdida e podia ter corrido tudo mal, mas correu tudo bem. Maquilhou a minha amiga, a minha mãe, e eu quis ficar para o final, para ir com a maquilhagem o mais 'fresca' possível.

Terminada a maquilhagem, hora de vestir. Pelo meio vesti o meu filho, fiz ondas na cabeça de uma das minhas meninas das flores. Vesti-me, e a minha madrinha de casamento chegou mesmo no momento de me apertar os mil e quinhentos botões das costas. Foram chegando mais pessoas - o meu pai e madrasta, cavalheiros de honra e damas de honor. Não fiz em casa aquela recepção tradicional nem recebi o fotógrafo, por opção. Em vez disso tinha comigo as pessoas essenciais para que o momento decorresse com calma. 

Tinha prometido ao Padre que não me atrasaria, e ele não acreditou em mim, por isso fiz questão de cumprir. A saída de casa foi, por isso, um pouco apressada e atribulada. Olhando para trás, hoje focaria mais em mim e menos em garantir que toda a gente estava bem. Mas lá fomos. A chegada à igreja foi um pouco stressante: não sabia se ia ter lugar de estacionamento, o Padre estava cá fora (tinha-me garantido que podíamos fazer a bênção do menino no altar e não à porta, para poder fazer a entrada tradicional de noiva, e nesse momento tive medo que se tivesse esquecido). Mas tudo se resolveu. Entrei, já um pouco nervosa. Ele estava de costas, porque o padrinho se esqueceu de lhe dizer que se virasse, mas rapidamente o fez. A entrada na igreja é qualquer coisa de mágico. Sentia o meu Pai a tremer enquanto caminhávamos. Vi os meus amigos, a minha família, quase todos os que são importantes para mim, e senti-me profundamente feliz. Quando cheguei até ele, cumprimentou-me com vários "uau!", e a dada altura tive mesmo que lhe sussurrar um "stop it!" que o homem não se calava!

 

A cerimónia foi magnífica. O Padre que escolhemos, amigo da família dele, deu um sermão leve e descontraído. Em muitas das fotos estamos a rir imenso, provavelmente em momentos como aquele em que ele disse ao meu marido que não sabia como é que ele tinha tido a sorte de ter sacado uma mulher assim, ou aquele outro momento em que o Padre mencionou "todos os homens que passaram pela vida da Mia", e por toda a igreja se ouviram risinhos - parvalhões. Nenhum de nós se enganou no nome do outro, ninguém interrompeu a missa para protestar contra o casório, e trocamos tranquilamente alianças.

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(sim, eu sei, as alianças 'normais' não são em ouro branco - mas: nosso casamento, nossas regras)

 

E o miúdo? Pequeno monstrinho foi exemplar do início ao fim. Aguentou a cerimónia tranquilamente, levou com água na cabecinha, e ainda adorou o momento em que o deixaram soprar a vela. Meu rico filho.

Saímos da igreja, levamos com 3kg de arroz e outro tanto de pétalas de oliveira, demos milhões de beijinhos. O fotógrafo foi-se embora logo após a saída da igreja, mesmo tendo eu pedido explicitamente para tirar uma foto com todos os convidados nos degraus - o meu avô só iria à igreja, e era a única foto que teria com ele. Felizmente, um dos convidados levava máquina e salvou o dia.

 

Fomos para a quinta no nosso carro, nada de coches, carruagens ou carros de corrida. Paramos ainda um pouco à entrada para o menino dormir, e seguimos com a festa. Já vos falei um pouco sobre o momento de corte do bolo de baptismo e largada de balões. De seguida, foi só festa. A comida tinha um ar divinal, e, diz quem comeu, que não era só o aspecto. Tinha jurado que ia provar tudo e não seria este cliché de noiva que mal come, mas guess what? É muita emoção, um dia cheio de actividades. Queria falar a todos, acompanhar o meu filho, participar em todos os momentos, mas sinto que o dia passou a voar e não fiz nada. Mas a festa foi bonita, oh se foi. Estava um belo dia de verão, que nos proporcionou uma festa ao por do sol. As pessoas estavam felizes, e nós também.

 

Entretanto, todos subiram para a sala de refeição, e nós fomos fazer a sessão fotográfica. Um aparte para vos contar que o fotógrafo foi a coisa que correu pior nesse dia. Um exibicionista prepotente que não cumpriu com nada do que pedimos. Pagamos a peso de ouro, prometeu entrega em dois meses e, quase um ano depois, ainda estamos à espera. Não foi minimamente cuidadoso com as fotos, falhou momentos chave, tratou mal alguns convidados. Não tenho uma única fotografia minha sozinha, temos pouquíssimas de casal sem ser no meio de actividades, e as que temos têm sempre qualquer coisa de estranho, como uma pose má, ou uma noiva com o ramo esquecido, ou caras esquisitas. Adiante. Fizemos a sessão, e tive que relembrar ao desgraçado que aquilo também era um baptizado, caso contrário não teríamos uma única foto com o menino. Ah, pormenor importante que me esqueci: dois dias antes o monstrinho ia a correr pelo corredor e escorregou, tendo batido com a bochecha na ombreira da porta... portanto tinha toda a bochecha negra, e passaram o dia a achar que alguém o tinha borrado com batom e a tentar limpar...

 

Mas bom, tiramos fotos, subimos para a sala, música, palmas, sorrisos e tal, muito giro. Deixem que vos diga que a organização da sala foi toda uma epopeia. Porque A não se dá com B, e B odeia C, e nós a gerir isso? Muito mais complexo do que parece. Optamos por cortar os nossos pais da nossa mesa (divórcios, padrastos, madrastas, sabem como é) e jantamos com os padrinhos de baptismo do miúdo. Pusemos cada pai/mãe numa mesa diferente e canto oposto. Afastamos os tios que não se dão. Dividimos os amigos em 3 mesas, os javardos, os que tinham miúdos e os que não conheciam mais ninguém. Primos e crianças foram para o lado mais próximo da porta, para poderem entrar e sair à vontade e estar resguardados do barulho da pista de dança. Avó calorenta debaixo do ar condicionado, avó que sofre com o a/c no canto oposto. Estão cansados de ler? Imaginem nós.

 

O jantar estava óptimo, ainda que não o tenha conseguido terminar. Os jogos foram uma animação, o brinde dos padrinhos foi emocionante. O momento do corte do bolo foi lindo, o fogo, a dança com os pais, foi tudo maravilhoso. O meu filho adormeceu a meio da noite, e ainda dormiu uma pequena sesta no cantinho. Tinha-o confiado à minha mãe e dama de honor, e, ao fim da noite, fui muda-lo e vestir-lhe o pijama para que o levassem para casa. Pouco tempo depois recebia uma mensagem a dizer "the eagle has landed", e começou a festa.

 

O barman, amoroso, não precisava que lhe dissesse nada. Bastava aproximar-me dele com o copo vazio, ou mencionar esse facto, que de imediato me aparecia um gin cor de rosa nas mãos. Passei a noite a beber gin e comer gomas - sou muito adulta - e dancei até não poder mais. Os nossos amigos mais antigos acompanharam-nos até às 7h da manhã, e quando saímos já estavam a começar a preparar a quinta para o casamento do dia seguinte. Dançamos, cantamos, foi uma noite tão memorável...não falemos da ressaca de dois dias que se seguiu.

 

Várias pessoas disseram que, para além de boa comida, havia uma energia fenomenal, que se sentia o amor no ar. E eu acho mesmo que sim. Que sortudos somos. Foi uma festa maravilhosa, e casava de novo amanhã.

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publicado às 08:15

Quem me segue há algum tempo sabe que tenho um tanto ou quanto de control freak. É lidar. E alguma vez achavam que eu ia deixar o que quer que fosse, ao acaso? Jamais. Tinha-vos falado um pouco aqui sobre o capricho do pianista, mas depois ainda elevamos mais a coisa.

Para a igreja, contratamos um pianista, violinista e cantora lírica. A cantora vinha com o resto, eu não fazia questão, mas no final acabou por ser uma grande mais valia. E, caramba, a cerimónia foi tão bonita.

Ele entrou ao som desta música, eu e o monstrinho entramos com Jason Mraz, uma música que me acompanhou numa fase tão triste da minha vida, e de alguma forma fechou na perfeição esse ciclo. Para o baptismo, somewhere over the rainbow, que música melhor para batizar este meu bebé arco-íris? Para a saída da igreja, Guns'n'roses, porque não?  Foi bonito, não sei se mencionei :)

 

Para a quinta, o ambiente era mais descontraído. Tínhamos, incluído no pack, toda uma equipe de animação, no entanto, e para dar aquele toque extra, pedimos também um saxofonista. E que bem fizemos. Todas as músicas foram acompanhadas ao saxofone (tenho uma coisa com músicas, não sei se se nota), e gostei tanto do ambiente que se proporcionou! 

Entramos na quinta ao som desta, e cortamos o bolo de baptismo com o avião de papel. A entrada no salão para a refeição foi ao som de I believe in a thing called love - pareceu-nos apropriado.

Dançamos pela primeira vez como marido e mulher ao som de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, e, no final, o nosso staff de damas de honor e cavalheiros de honra juntou-se para uma coreografia desta música, ao estilo Ally McBeal - uma pequena palhaçada que nos deu imenso gozo - e assim abrimos a pista aos convidados.

 

Avançamos para o corte do bolo com Luísa e Salvador Sobral, numa música que não foi escrita para nós mas podia, e avançamos para o corte ao som de New Found Glory, uma versão mais punk do clássico kiss me, simbolizando este amor meio bipolar que temos, e que encaixou na perfeição com o rebentar da cascata de fogo, terminando com fogo de artifício.

O ramo foi, obviamente, atirado ao som de Single ladies. Lancei da forma tradicional, vira as costas e atira, nada daquelas modernices de fitas e sei lá o que mais. Para os homens solteiros, fez-se o jogo da bomba: um rolinho de charutos com um foguete no meio que passou de mão em mão ao som do mambo no 5 até 'estourar' na mão do próximo a casar - dizem! Para fechar a banda sonora, a dança com os pais ao som de Tony Bennett - the way you look tonight.

 

Tinha ainda planeado um 'baile dos pequeninos' para as crianças (baby shark, panda e companhia), mas esqueceram-se, e quando relembrei os miúdos já estavam KO. Para eles a animação passou por um insuflável gigante e uma menina vestida de boneca que foi fazendo brincadeiras.

 

Para os adultos programamos aluns jogos: em cada mesa existia um questionário sobre nós, e havia um concurso entre mesas para se descobrir quem conhecia melhor os noivos. A minha sogra conseguiu a proeza de errar TODAS as questões, e o combate entre a mesa dos nossos padrinhos/madrinhas e a das minhas amigas do trabalho valeu-nos grandes gargalhadas.

Fizemos ainda o jogo da cadeira, dinamizado pelo animador de serviço, que valeu grande correria e confusão, um sapato roubado ao meu filho, uma gravata de noivo perdida, e muita palhaçada. Para quem não sabe: há um nr de cadeiras, uma pessoa a representar cada mesa, e o animador vai pedindo objectos à sorte enquanto retira uma cadeira de cada vez, até só restar um participante sentado.

E por fim, o jogo do sapato com os noivos - cada noivo tem um sapato seu e do outro, e respondem a perguntas sobre eles levantando o sapato correspondente à resposta - no qual o meu caro marido mentiu descaradamente e quase me deu motivo para anulação do matrimónio!

 

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publicado às 06:12

E então casamos - a decoração

por Mia, em 21.08.20

Já vos disse que havia um board no pinterest. O que não vos contei foi que a nossa wedding planner pegou em tudo o que eu tinha sugerido, elevou ao infinito, e fez algo ainda melhor. 

Toda a decoração assentou no mesmo: simplicidade. Não queria brilhos, veludos, pedrarias ou castiçais gigantes.

Escolhemos casar na igreja onde os meus avós o fizeram há mais de 50 anos, igreja essa com uma decoração pesada e forte nos dourados, pelo que não havia grande margem para aventuras. Pedi velas brancas com fartura e flores em rosa claro e branco. Arranjos baixinhos, lanternas, e muitos verdes. Na véspera do casamento fomos com as decoradoras à igreja e foram lá deixados todos os materiais para decorarem na manhã seguinte. Quando lá chegaram, alguém se tinha esquecido de avisar que haveria um batizado a terminar mesmo na hora em que o meu casamento começava. É nestas alturas que agradecemos a existência de uma wedding planner, certo? Eu não soube disto até depois do casamento. Tudo foi tratado à velocidade da luz, arranjos a postos para entrar mal terminasse o baptizado, carrinho com águas à porta, cartões nos bancos, tudo como planeado. E quando cheguei, a igreja estava linda, e à minha espera.

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Ramos e flores decorativas: mais uma vez, tudo meio rústico, como eu pedi. Não queria nada muito 'forçado', arranjos simples e bonitos. A condizer com o meu ramo, uma flor para a lapela dele e outra para a do meu pai. O porta alianças levava flores iguais, e as meninas coroas também na mesma linha. Optei por ter apenas um ramo, não me fez sentido ter um para mim e outro para atirar.

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À chegada à quinta, optamos por fazer o corte do bolo de baptizado. Quando lá chegamos o menino dormia a sua sesta, e por isso ainda esperamos um pouco no carro. Depois saímos, brindamos com os convidados e procedemos ao corte do bolo do monstrinho. À nossa espera, um cantinho decorado para o efeito, e um pequeno bolo, cópia exacta do que eu tinha encontrado no pinterest e pedido.

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Seguiu-se uma pequena largada de balões. Rejeitei essa ideia para o corte do bolo de noiva por causa do impacto ambiental, não só do plástico mas também das luzinhas e pilhas. Mas depois para o momento de celebração do baptizado, deram-me a volta. Ainda assim, reduzi o número de balões para menos de metade. Cada um deles levava escrito um desejo - amor, saúde, alegria, felicidade, etc.

Toda a quinta estava decorada no mesmo estilo rustico-chique, e sempre na mesma linha. Os marcadores de mesa eram também aros de bordar - como o porta-alianças - com os nomes pendurados num pequeno laço cor de rosa. Na sala onde decorreu a refeição, escolhemos mais uma vez arranjos baixos para que as pessoas se pudessem ver, e claro, luzinhas por todo o lado. 

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Tirando o facto de as toalhas não serem as que eu escolhi - tinha optado por umas menos 'presunçosas', tudo o resto estava, para mim, perfeito. 

Por último, o corte do bolo. Foi debaixo de uma pérgula decorada com panos brancos e flores, atrás da qual surgiu depois uma cortina de fogo. O caminho até lá, ladeado por convidados com sparkles formava um corredor de luz. Sou a pessoa mais suspeita para falar disto, claro, mas estava tudo tão giro!

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E então casamos - a noiva

por Mia, em 19.08.20

Já vos tinha falado aqui do vestido, de como escolhi um modelo totalmente diferente do que imaginei. Toda a vida jurei que não casaria num cai-cai, e escolho o quê? Ah pois. Mas não estava convencida, por isso mandei colocar-lhe umas pequenas alças de tule, presas por dentro com molinhas transparentes. Casei com elas colocadas, e à saída da igreja retirei - até porque estava tanto calor! Como extra, pedi também um pequeno cinto que achei que dava um toque giro ao vestido. E ainda que não me ficasse perfeito como à jovem da foto abaixo, continuo a acha-lo lindo. 

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O véu, trocado à ultima hora, era simples, branco e de tamanho imenso (rasguei-o algures durante o dia). Tinha um pequeno aplique de pérolas, que encaixava com o gancho do cabelo.

Como o vestido era muito trabalhado, optei por umas sandálias simples e de salto médio. Apaixonei-me por estas, da Zilian, e achei que iríamos ser felizes juntas.

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Qual não é o meu espanto, quando, ainda antes do casamento e durante os ensaios para a dança dos noivos, as solas descolaram! Tentei entrar em contacto com a marca e resolver o problema, mas ainda hoje espero uma resposta. Mas tudo bem, para além de adicionar  Zilian à lista de lojas onde jamais voltarei a comprar, colei as solas (abençoada pistola de cola quente) e preparei backups. E ainda bem que o fiz. Na mala levava uns stilettos brancos (altíssimos, que nunca de lá sairam), umas sabrinas, e, para o desespero, umas sandalecas da Primark, deste género, que pareciam pantufas:

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Alguém adivinha o que tinha nos pés ao final da noite?? 

O cabelo, mais uma vez bastante simples, foi ondulado e levava uma pequena trança, presa por um gancho. E teria ficado bem, se se tivesse aguentado. Infelizmente o seu próprio peso e uma intervenção desnecessária de uma das convidadas, assinaram-lhe a sentença de morte, paz à sua alma.

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A maquilhagem foi, de tudo o que usei, o que mais gostei. Não sou uma pessoa feia, mas a miúda que me maquilhou fez um verdadeiro milagre. Desde as pestanas falsas com ar naturalíssimo ao toque arrojado do eyeliner e batom castnho (bani o rosa claro, que não gosto de ver na minha pele), gostei de tudo o que ela fez e senti-me uma princesa.

Os acessórios foram toda uma saga. Corri todas as lojas e mais algumas. Queria algo muito simples porque o vestido tinha todas aquelas rendas. Apenas um pendente básico e uns brincos lágrima. Parece simples? Não é. O meu caríssimo noivo tinha-me proibido de comprar bijuteria, Deus nos livre de usar algo rasca no dia do casamento... mas não resisti em espreitar a Bijou Brigitte, e lá encontrei-os. Brincos e colar em prata, tal e qual eu queria:

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O gancho de cabelo, já não tenho a certeza mas penso que foi na Claire's. Perdoem a falta de glamour, mas nestas coisas vou mais pelo que acho bonito do que pela marca.

 

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E então casamos - as crianças

por Mia, em 19.08.20

E porque a festa não foi só nossa, alguns pormenores muito importantes :)

Pequeno monstrinho e meninas das flores vestiram estes conjuntos da amor com laço, com quem tratei de tudo à distância e correu às mil maravilhas, mesmo quando, a uma semana do casamento, me apercebi de que a roupa do pequeno tinha vindo no tamanho errado. Ainda assim, tudo se resolveu rapidamente e no dia não faltou nada.

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Os sapatos dele foram estes, e elas calçaram sabrinas brancas.

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Na cabeça as meninas levavam coroas de flores iguais ao meu ramo. Pequeno monstrinho levava um aro de bordar decorado com flores (também iguais ao ramo), e um laço que prendia as nossas alianças. 

Para o batizado, a vela foi personalizada pelos padrinhos, e utilizamos a concha e toalha que tinham sido do meu marido.

 

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É claro, lógico e óbvio que eu tinha que dar o meu toque pessoal ao casamento. Não poderia ser de outra forma. Ainda que o trabalho 'pesado' tenha sido delegado, fui tratando de alguns pormenores.

O tema: queria algo rústico, mas não campónio. A minha wedding planner chamou-lhe rustico-chique, e foi qualquer coisa assim no meio. Simples, mas delicado. 

As cores de inspiração eram o verde e o rosa. Papel kraft e oliveiras - como os convites - e como tema o amor. E estava o cenário montado.

Em casa preparei então a minha parte: os esboços dos menus, rótulos para as garrafas. Sacos de papel kraft com arroz e folhas de oliveira da casa dos meus avós para a saída da igreja. Chinelos com uma pequena etiqueta para a pista de dança, bem como um mini letreiro para colocar junto deles. Kits ressaca. Kits para o wc com todos os essenciais, e que fizeram grande sucesso. Saquinhos com lenços que foram colocados na igreja, com a etiqueta "para lágrimas de felicidade". Tubinhos para bolas de sabão, também para a saída da igreja. Papéis para marcar os lugares da frente na igreja - cuidadosamente atribuídos às pessoas mais próximas e com mais idade - e outros para distribuir pelas damas de honor e cavalheiros de honra, encarregues de os encaminhar. Canetas iguais para as mesas, para um jogo que tínhamos planeado. Uma tela onde pedimos aos convidados que colocassem a sua impressão digital para formarmos uma árvore, uma espécie de livro de honra. Kits de livros de colorir e lápis para os miúdos, e sementes para os graúdos. Um balão com a palavra 'love' que comprei quando decidimos casar e que fiz questão que fizesse parte da nossa decoração. Uma placa de vidro com o nosso #hashtag (deslarguem-me) para colocar junto da zona de fotos. Um álbum onde pedimos aos convidados que colassem polaroids e uma dedicatória. Nada foi deixado ao acaso, e deu-me um gozo enorme planear este dia.

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Na véspera, fiz uma mala para a quinta com as coisas do monstrinho (fraldas, roupa supelente, pijama, babetes) e kit sos para mim. Fiz ainda a mala para a noite de núpcias - que nesse momento ainda não sabia onde seria. Decorei o nosso carro com um banner que dizia 'just married', placas 'mr' e 'mrs', e o tule a praxe. E atribuí tarefas:

- uma dama de honor e o padrinho encarregues de me deixar o homem inteiro no altar;

- uma dama de honor e um cavalheiro de honra encarregues de orientar as pessoas para os sítios certos;

- duas damas de honor responsáveis por coordenar as minhas meninas das flores;

- padrinhos do meu filho prontos para entrar com ele na igreja;

- a minha madrinha a prestar apoio moral e a orientar a minha entrada;

- uma dama de honor e uma mãe responsáveis por garantir o bem estar do meu filho até ao dia seguinte.

 

Tudo pronto, tudo a postos. Fomos jantar uma francesinha com os nossos amigos que estavam a passar esses dias cá em casa. No final, eles foram dormir e nós ficamos sozinhos. Dançamos, bebemos um copo e brindamos a nós. E  preparamo-nos para o grande dia.

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publicado às 18:00

E então casamos - a preparação

por Mia, em 18.08.20

Passou quase um ano, mas o que é que isso interessa? Este blog é há 6 anos uma espécie de diário, contém tantos capítulos da minha vida, que não poderia deixar passar em branco esta celebração tão importante. Mesmo que 12 meses depois. Segurem-se, que isto vai ser longo.

 

De forma geral, fomos noivos muito relaxados e descomplicados. Sabíamos o que queríamos, contratamos uma wedding planner, e, a partir daí, a coisa fluiu com naturalidade. Deixem-me, antes de mais, desconstruir dois mitos: wedding planner não é só para ricos - conseguimos preços muito acessíveis - e vale MUITO a pena. A cargo dela ficou a quinta, alimentação, animação da festa, animação infantil, decoração, fogo, flores, igreja, estacionário. Do nosso lado ficou a música da igreja, a parte burocrática da coisa, roupas, lua de mel, convites e pouco mais.

Depois de alinharmos o serviço, em Novembro, não voltamos a falar até ao final de Janeiro do ano seguinte. Criamos um board no pinterest, e lá íamos partilhando ideias e inspirações. Chegados ao fim de Janeiro, fomos convidados a participar no showroom e degustação promovido pela nossa planner. Não tínhamos contrato assinado, nem nada que nos vinculasse a ela, no entanto abriu-nos as portas da sua exposição e convidou-nos para uma espécie de casamento - a nós e mais 8 convidados à nossa escolha.

No showroom estavam disponíveis várias mesas, cada uma com seu estilo. Pedi autorização, e fotografei pormenores que gostava: a toalha desta mesa, os talheres daquela, arranjos de flores assim. Seguimos depois para a degustação. Connosco levávamos os padrinhos de casamento e do monstrinho. Aproveitamos a ocasião para começar a entregar os convites para damas de honor e cavaleiros de honra. Se acham que é cheesy, esperem até ver os pedidos:

 

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Para elas, balões cheios de confetis e um pequeno papelinho questionando se queria ser minha dama de honor.

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Para eles, um laço que obriguei a usar no dia.

 

Dizia eu, começamos a entregar nesse dia, e continuamos nos que se seguiram. Beijos, abraços (naquela altura em que nos podíamos abraçar... lembram-se?), sorrisos, foi giro.

Avançamos para a degustação, e devo dizer-vos que comi mais neste dia do que no meu casamento - que cliché. Chegamos à quinta onde iríamos casar, e estava montado todo um casamento. A ideia era dar a conhecer aos noivos desse ano os serviços disponíveis. Fotógrafos, agências de viagens, animadores, músicos, insufláveis, you name it. E depois, uma pequena amostra dos pratos disponíveis: entradas cá fora, entradas na mesa, três pratos de carne, três pratos de peixe, sobremesas, bolo de noiva, vinhos. Fomos lá almoçar, e nesse dia não consegui jantar. Seguiu-se a demonstração do fogo e um desfile de noivas. Estava tudo maravilhoso, foi um dia bem passado, e conseguimos ficar com uma ideia das escolhas que poderíamos fazer.

Dias depois reunimos com ela para assinar o contrato e fazer escolhas. E, meus amigos, nessa altura já sabíamos tudo o que queríamos: quais eram os pratos, a animação, as diversões para as crianças, o fogo... tudo! Deixamos tudo definido, formalizamos, e fomos à nossa vida. E não falamos mais até Junho ou Julho.

A cerca de dois meses do casório, combinamos encontrar-nos para acertar detalhes. Falamos sobre decoração, vimos as ideias que nos foram propostas, confirmamos ementas. Tratamos do estacionário (eu tinha feito um esboço em casa do que queria), falamos sobre flores. Reunimos ainda penso que mais uma vez para fechar pontos pendentes. Depois disso, passei na quinta na quarta-feira antes do casamento (que seria no sábado) para deixar alguns elementos decorativos. Falaram-me de copos, que eu tinha escolhido em rosa e achavam que ficariam melhor transparentes. Concordei, e segui a minha vida. Voltamos a ver-nos na sexta-feira ao final do dia, fui à igreja treinar a entrada com as minhas damas de honor e padrinhos do meu filho, e elas foram levar a decoração. E depois no sábado, quando me levaram o ramo a casa. E foi isto. Toda a organização de um casamento, resumida em meia dúzia de parágrafos. Parece fácil? É porque foi.

 

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publicado às 16:38

Cagadelas ao domicílio

por Mia, em 26.05.20

Voou até aqui uma pomba (nunca tinha visto por estas bandas), esteve um bocado ao pé de nós, mandou a bela da cagadela na piscina e foi à sua vida. Aposto que já tinha saudades de defecar em humanos.

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- mamã, podes vir bincá comigo?
- a mamã hoje tem que trabalhar um bocadinho 
- puque tens que tabaiá?
- para ganhar dinheiro, para depois podermos comprar brinquedos
- o [monstrinho] não qué compá binquedos 

- não queres brinquedos?

- não, queio que a mamã vá bincá comigo

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Depois de 10 anos a conduzir o meu velhote - amor de carro, nunca me deixou na mão, mas já levava 250.000km no lombo e uma segurança duvidosa - em Janeiro comprei um carro novo...

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... que está parado na garagem há dois meses.

 

 

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O homem saiu para buscar comida, e eu ia tomar um duche quente, na esperança de aliviar o trapézio e relaxar um pouco. Dispo-me, entro no wc, e lá estava ela esparramada no meu chuveiro: uma centopeia do tamanho do meu indicador (talvez maior, se contarmos com a bigodaça). Comecei por dar três passos atrás, mas rapidamente concluí que se fugisse ela ia fazer o mesmo, e depois como é que eu ia conseguir dormir com aquele mutante à solta??

Fui buscar um sapato. E vestir-me, porque vai que ela saltava para mim? entro no WC novamente, munida de um pequeno stiletto, e rapidamente me apercebo de que a puta era maior do que a sola do meu sapato. Mais ainda, estava junto à parede. Com aquelas patas todas, facilmente trepava pela parede e se enfiava na minha toalha de banho. Pânico, drama, horror. Pensa rápido, Mia. O insecticida está na outra ponta da casa, não posso perder contacto visual por tanto tempo. Um passo atrás, e agarro uma sapatilha do homem. Um passo ao lado, e pego no frasco da laca. A minha mãe diz que a embalsamei, mas digo-vos que ainda deu luta. Borrifei-a várias vezes, ela tentou fugir mas espatifei-a com o sapato. Patas por todo o lado, algumas ainda a mexer depois de separadas do corpo, mas finalmente ganhei a luta. Deixei o cadáver para o homem buscar, vesti o pijama e esqueci o banho. Quem diz que a vida no campo é tranquila não faz a mais pálida ideia.

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Quando a quarentena começou, refugiei-me na comida e no conforto de estar em casa. Nunca estive sem trabalhar, tenho até maior carga do que anteriormente, mas havia sempre tempo para um docinho, um bolo, umas tapas, um chocolate. Apesar de não se reflectir no peso e até estar mais leve, rapidamente percebi que aquele nível de lontrice iria ter consequências pesadas.

De modo que deitei mãos à obra. Subscrevi o programa LesMills on demand e em março treinei 3 a 4 vezes por semana. Comecei a ver a balança subir, mas a fita-métrica a apertar, e, mais do que isso, os ataques de pânico a diminuir e um maior bem estar, de forma geral. Mas não chegava. Sou teimosa como uma mula, e assumi o auto-desafio de terminar a quarentena melhor do que comecei. O meu "quarentena body" havia de fugir à regra dos gordos da quarentena.

Em abril, estabeleci a meta dos 20 treinos, e cumpri 22. Estava lançada, as diferenças começavam a ser visíveis, os treinos começaram a ser mais demorados e a contemplar outras áreas. À medida que o corpo ia respondendo, comecei a achar que era importante tratar também a mente e incorporei uma vertente de pilates no final de cada treino. E foi assim que dei cabo de tudo.

Adoro pilates e exercícios de flexibilidade, mas odeio, com todas as minhas forças, sun salutations. E aparentemente o ódio é recíproco. Numa passagem a prancha, senti um pequeno esticão no trapézio. Ignorei porque não doeu assim tanto, continuei o treino. Ao tomar banho, baixou em mim aquela enxaqueca básica: pontos de luz, visão cortada, seguidos de dor de cabeça localizada, enjoos, enfim. Deitei-me pouco depois das 21h, e acordei na manhã seguinte ainda com dor de cabeça, e agora também no ombro. Esta última foi piorando. O trapézio inchou, a dor alastrou ao braço, pescoço, costas, cabeça. Mais um dia, e piorou novamente. Comecei a ver a vida a andar para trás. Não queria ir às urgências, porque pandemia, fiz teleconsulta. Anti-inflamatório de 8h/8h, e uma dor que não passava por mais de 6h seguidas. Rendi-me às evidências e rumei ao hospital - e isso dá "sumo" para um post inteiro. Mais uma catrefada de medicação, diagnóstico de trapézio distendido e de volta a casa. Estou finalmente melhor, mas com ordem de descanso e não fazer esforços. E o que me enerva mais é que não vou conseguir cumprir o auto-desafio de 25 treinos este mês (parei nos 2). Creio que, para além do trapézio, também tenho a cabeça estragada.

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publicado às 11:57

Pequeno papagaio

por Mia, em 07.05.20

- "mamã, está tudo bem contico? Espéio qui xim"

- "não conxégo"

- "o [monstrinho] puseu água da piuinha no poti"

- "mamã, não te piocupes"

- "aicótomo" [helicópetro]

- "fiaíco" [frigorífico]

- "camiosa" [camisola]

- "tétoscópio" [estetoscópio] 

- "temeióda" [telemóvel]

- "o [monstrinho] adóia a mamã"

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Uma versão adaptada pelo colégio, para os alunos da creche. Resultou bem durante uns 3 minutos.

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Desfraldar ou não desfraldar

por Mia, em 06.05.20

Pequeno monstrinho conta com dois anos e uns meses (nove, contei pelos dedos), e usa fraldas. O que, aparentemente, é um choque para muito boa gente. A verdade é que todas as transições na vida dele aconteceram de forma muito natural e sem forçarmos: deixar a chupeta, a mama, dormir a noite toda, entrar para o colégio, enfim. Aliando a isso o facto de sermos acompanhados por uma educadora que defende que cada criança deve seguir o seu ritmo, o desfralde nunca foi grande preocupação. 

Até há uns meses.

Num grupo de mães do Facebook, alguém questionou se seria verdade que a partir dos 3 anos os infantários não aceitavam crianças de fralda. Achei a pergunta parva, mas, qual não foi o meu espanto quando começaram a chover comentários a confirmar. Como assim tem que ir sem fralda? Até agora era quando estivesse preparado, e de repente em Setembro já não pode usar fralda? Comecei a observar e apercebi-me que quase todos os meninos da sala dele tinham deixado as fraldas, e questionei a educadora. Que não, o colégio aceitava meninos com fralda na sala 3, que o monstrinho ainda não dava sinais de estar pronto, que não me preocupasse.

E depois entramos em quarentena.

E veio um e-mail a sugerir que aproveitássemos este tempo para começar o desfralde. Primeiro, como assim "este tempo"? Eu estou a trabalhar 10h-12h por dia, qual tempo??? E depois, onde é o botão que se carrega para a criança perceber que é para ir ao pote?

Pusemos o bacio à disposição e ele ignorou por uns tempos. Um belo dia, começou a perceber que conseguia "pôr água da piuinha" lá. E quando lhe sugerimos que o faça, ele vai. Mas não tem essa iniciativa, não sei como fazer com que tenha o instinto de ir ao pote quando tem vontade. Será que não está preparado? Será que estou a fazer algo errado? Sinto que o meu livro de parentalidade não tinha este capítulo. Alguém tem dicas ou sugestões para partilhar comigo? Please?

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Há coisa de duas semanas tivemos a visita de uma cobra.

 

U

M

A

 

 

C

O

B

R

A

 

Na nossa lavandaria, a fazer companhia aos gatos, na maior descontração. Hiperventilaram só de ler? Imaginem eu. 

Será que estamos em boa fase para mudar de casa???

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Não tenho cabelos brancos, o que significa que, ao 58º dia de isolamento, também não tenho raízes.

 

Já das unhas, não vamos falar.

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publicado às 10:10

Dia 16 de isolamento

por Mia, em 25.03.20

Avisei o meu filho que ia ficar de castigo e ele simplesmente levantou-se e foi se sentar no cantinho à espera que lhe déssemos o ok para sair. Já nem tenta argumentar.

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Ginásio à hora de almoço.

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publicado às 08:00


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