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Tal e qual

por Mia, em 28.02.17

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E quando todos, mas mesmo TODOS apostavam na menina, vai o médico e diz que temos uma pilinha. Tomem lá que é para aprenderem.

 

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Partir um dente a dormir. Como? Bruxismo, despoletado pelos picos de stress e ansiedade.

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Porque quando estamos no nosso estado normal é um abuso, mas quando estamos inchadas que nem um porco na altura da matança já é na boa.

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Chorar, com soluços e tudo, porque te apetece MUITO uma pizza de um sítio específico, e o homem acaba de te dizer: "ok, vamos lá buscar a estúpida da pizza".

 

Não são modos de se falar!!!

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No centro de saúde, peço para actualizarem os meus contactos, uma vez que ainda pertencia ao agregado familiar do meu pai e, consequentemente, ele era notificado de todas as minhas marcações, e eu não.

Bla bla bla, muitos "não dá", muita insistência, e mil burocracias depois - nem vou dissecar mais isto que sofro dos nervos - finalmente acedem a preencher os meus dados. Ao terminar, a funcionária repara no homem ao meu lado e pergunta-me se o meu marido também se quer inscrever no centro de saúde. Digo que não, ela escreve mais qualquer coisa, e mostra-me a folha com os dados para eu confirmar.

Qual não é o meu espanto quando reparo que, onde deveria estar o meu nome, aparece: "Cônjuge de 01". Ao questionar porquê, a explicação é muito simples: pois que um dia o meu homem pode querer inscrever-se no centro de saúde, e, evidentemente, ele deverá ser o  primeiro elemento da família, mas afinal quem é que manda lá em casa???
Até lá, eu sou o nº 2, e deixo de ser a Mia, sou o "Cônjuge de 01", pois com certeza, onde já se viu mulher ter nome?

Portanto, uma pessoa deixa de "pertencer" ao pai e tem obrigatoriamente que "pertencer" a um marido. E se ele não existir, deixa-se ali o lugar aberto, à espera, Deus nos livre de uma mulher ser dona e senhora da sua vida.

Eu achava que o meu banco era estúpido e machista por dirigir toda a correspondência da NOSSA conta a ele, por as MINHAS transferências assumirem o nome DELE, por apenas lhe ligarem A ELE no aniversário, etc. etc.  Mas ser passada para segundo plano porque existe a hipótese de um homem, um dia, eventualmente, querer partilhar o médico de família comigo... isto ultrapassa todos os limites do razoável.

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Resumo das primeiras 10 semanas:

Enjoo, enjoo, enjoo, ai meu Deus estou tão agoniada, enjoo, enjoo, não aguento, enjoo, fome extrema, tenho que comer , se não comer imediatamente morro, <pausa para comer uma quantidade mínima>, enjoo, azia, enjoo, azia, azia, azia, enjoo, enjoo, enjoo. Repeat.

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 Obrigada sapito, és sempre um fofo.

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Acordo estremunhada, a meio da noite, depois de um pesadelo horrível. Tento virar-me para abraçar o meu homem: não consigo, doem-me as mamas. O desgraçado nem se mexe, eu aqui a sofrer e ele nada. Tento novo abraço: até me vêem as lágrimas aos olhos com as dores. Bem, afinal não foi um pesadelo assim tão mau. Volto a dormir.

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10 semanas de gravidez*, tudo ainda em segredo absoluto, e de repente: Não tenho NADA para vestir sem que toda a gente se aperceba que estou grávida.

 

 

*nota: este post foi escrito há mais de um mês atrás. No entanto o drama persiste.

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Três palavrinhas para vocês: sistema imunitário debilitado.

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publicado às 01:57

Possivelmente. Se me apetecer.

Sucede que tenho tentado, no meio dos meus amigos e família, não ser uma daquelas grávidas insuportáveis cujo mundo gira à volta da cria e de todo o maravilhoso processo que é por uma criança no mundo. Acho que tenho conseguido, contudo depois sobram-me parvoíces para debitar sobre o assunto, e ninguém para as ouvir.

Vai daí, e dado que o blog é meu e escrevo nele o que me apetecer, pois que sim, é bem provável que daqui até ao infinito comecem a deitar bebés pelas orelhas.

Desculpem lá qualquer coisinha.

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Em primeiro lugar, e salvo aqueles momentos em que de repente se me dá um mini-ataque de pânico porque penso "omg esta criança vai ter que sair daqui... como???", tenho evitado pensar nesse assunto. Sou pessoa que sofre dos nervos, e parir não é algo que me entusiasme por demais.

 

Adiante, respondi aquilo que tenho pensado cá para comigo já há muitos anos: preferir preferir, era uma cesariana, porque tenho pouca fé em mim e acho mesmo que não aguento um parto natural. Não sou capaz, pronto, não confio. No entanto um parto natural é melhor para o bebé, dizem. E para a mãe também. Se o natural é o melhor para o bebé, pois que assim seja. Gostava muito de o evitar, mas a menos que haja algum motivo médico para o fazer, seguirei para o natural.

 

 

Choque.

Escândalo.

Indignação.

 

 

Que eu não sei o que digo, que sou uma maluquinha, que um parto natural é do melhor que há.

 

Ora, a ver se a gente se entende.

Eu disse que, salvo indicações médicas em contrário, iria por essa via, pois disse?

E que sabia muito bem que era o melhor para o bebé, certo?

Então, mas mesmo assim, não posso dizer que explulsar um ser humano pelo pipi é coisa que não me agrada por demais? Hum?

Não chega fazê-lo, tenho também que dizer amén com tudo e não posso ter opinião, é isso?

 

 

Alguém me ajude, porque ainda nem pus o puto cá fora e aparentemente já estou a falhar nisto da maternidade.

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Quem tem família tem tudo #2

por Mia, em 15.02.17

Avó, depois de saber da gravidez:

 

Eu por acaso ainda na semana passada disse ao teu avô: a Mia está a ficar tão gorda!

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Apetite de grávida: vontades loucas de comer algo específico, seguidas de "nunca mais quero ver esta comida à frente. Nunca."

 

 

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Quem tem família tem tudo #1

por Mia, em 13.02.17

"Não tinha reparado que estavas grávida porque tu também sempre foste larga de anca".

 

Há muita coisa que eu fui ou sou. Larga de anca nunca foi uma delas...

Papai, a deitar abaixo a minha autoestima desde 1986 <3

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Querido acne:

 

Olá, como tens passado? Folgo em saber que afinal sabias da minha existência. Onde andavas tu na adolescência, quando todas as minhas amigas tinham a cara em obras - claro sinal de entrada na idade adulta - e eu andava por aí de cara lavadinha?? Aí não quiseste tu saber de mim, não foi?

 

Agora é tarde.

 

Deixa-me. Baza. Desaparece.

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Fulaninha 'desamiga' pessoa. A pessoa sabe lá quando ou porquê, tampouco lhe importa. Ri-se, contudo, ao ver que a criatura também a bloqueou. Acaso achava, esta alminha, que é assim tão importante que mereça um segundo de atenção?

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O tempo passou mas o medo não.

por Mia, em 09.02.17

Esperamos até à eco do primeiro trimestre para contar às pessoas. Foi difícil, mas com o aborto ainda muito presente, e todos os dramas e comentários que isso nos trouxe, achamos que seria mais seguro aguardar.

Pelo meio muita ansiedade, muito medo, vou vos poupar os detalhes. Acho que o pior foi até às nove semanas, altura em que no passado soube que tinha perdido o outro bebé. Desfiz-me num choro simultaneamente nervoso e aliviado, enquanto via o meu filho a acenar-me do outro lado do ecrã e ouvia aquele pequeno coraçãozinho a bater.

 

Tão cliché e tão sentido.

 

Estamos nas 14 semanas, e continuo com medo. Já contamos à família e amigos, até porque é cada vez mais evidente, no entanto continuo com aquele medo: e se corre mal? Acho que depois de se passar por isso, nunca mais se consegue viver as coisas com a mesma tranquilidade. A barriga cresce, o bebé cresce, e eu continuo sem conseguir visualizar a coisa a acontecer... Serei normal? Estará tudo bem? Será que estou a fazer tudo o que é suposto? Conseguirei por esta criança no mundo em segurança?

 

Sou, neste momento, um saco de dúvidas. Ainda por cima um saco gordo.

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02.12.2016

por Mia, em 08.02.17

Dia em que o meu filho nasceria. Acordo cedo, apesar de estar de férias. Não me sinto muito normal, não sei explicar. Tiro a temperatura, 36.8º, tão alta para mim e já há tantos dias. São da cama devagarinho para não o acordar. Contorno caixotes, tropeço em coisas aleatórias, tremo de frio, raios partam os homens da obra que nem o puto do aquecimento terminaram e já cá estamos há quase uma semana!

 

 

És uma mulher ou és um rato?, penso. Sou um rato, que pergunta. Mas só por hoje vou engolir o medo.

 

 

Entro na cozinha e começo a abrir caixas e caixinhas. Nada. Procuro nas da sala, nada. Entro na lavandaria. Parece impossível, ando há dias a tropeçar em loiça descartável e HOJE não a encontro? Vasculho desenfreadamente pelo meio dos caixotes, olha copos de champanhe descartáveis! Hão-de servir. Voo para a casa de banho. As mãos tremem-me quando mergulho a tirinha no copo. Uma risca. Ok, espera mais um pouco. Os três minutos parecem-me três horas, mas de repente lá está ela, a segunda risca, nem consigo acreditar!

 

Acalmo-me. É muito clara, se calhar não é verdade, diz a vozinha na minha cabeça. Não pode ser, racionalizo, não há falsos positivos.

 

 

Entro no quarto de rompante e acordo-o: acho que estou grávida.

Desperta de imediato, e senta-se na cama: o quê??

Explico. Peço-lhe que vá à farmácia comprar outro teste, e ele vai.

Sinto que demorou três dias, mas ele diz que foram 20 minutos.

 

Mais um xixi, mais uma voltinha, mais duas riscas.

 

Inspiro. Não sei se estou contente ou se estou em pânico.

 

Estou grávida.

 

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Bom fim de semana

por Mia, em 03.02.17

A tempestade desta noite fez-me doer a cabeça. Não sei se há uma explicação científica para isso ou se estou a inventar, mas acordei com a mioleira a estourar e vou culpar a tempestade.

 

Nem me importa se faço sentido.

 

Doí-me a cabeça desde que acordei e nem o ben-u-ron que enfiei goela abaixo me ajudou. Estou maldisposta e até ligeiramente enjoada, e só queria encostar-me um bocadinho.

Hoje está a ser um dia de cão, e nem o facto de ser sexta-feira está a ajudar a atenuar a neura.

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