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Ironia

por Mia, em 16.05.17

A mesma pessoa, momentos depois, perguntar-me a respeito de um possível tratamento para a doença crónica do seu animal de estimação. E a vontadinha de o mandar beber água do luso???

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Pérolas a porcos

por Mia, em 16.05.17

Tentar usar lógica com um anti-vaxxer que argumenta que as doenças não foram erradicadas pelas vacinas, mas sim pela água potável.

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Karma

por Mia, em 15.05.17

Não sei se acontece convosco, mas comigo é recorrente: naqueles momentos em que tenho a arrogância de julgar os outros sem saber, em que cuspo para o ar do alto da minha prepotência, acaba, invariavelmente, por me cair na cabeça. Como naquele dia em que chamei maçaricas às duas miúdas que enfiaram o carro no meio de uma rotunda, sem saber como nem porquê, e nem 10 minutos depois estava quase a voar para fora da autoestrada. Ou quando, há uns dois meses, critiquei aquela colega que foi ter o bebé ao privado quando temos uma maternidade tão boa na nossa cidade, e agora estou aqui cheia de dúvidas. Coisa engraçada, a vida.

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O berço

por Mia, em 15.05.17

Não foi amor à primeira vista, não foi uma decisão fácil. Havia muitas coisas a considerar, e se há coisa que este puto há de aprender cedo na vida é que a mãezinha dele é uma tola obcecada e lê mil e uma reviews antes de tomar uma decisão. Mas hey, estamos a falar dos primeiros dias do monstrinho. Não poderia ser uma cama qualquer, certo??

 

A primeira opção que consideramos foi este:

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Simples, com a rede lateral que permite espreitar sem necessidade de nos levantarmos, e com rodinhas para poder levar pela casa fora, pareceu-nos uma boa escolha. De bonus, o padrão matchy-matchy com a decoração. Estava quase quase decidido, até começarmos a olhar para os co-sleeping.

 

A ideia de o ter ali ao lado nos primeiros tempos, à distância da minha mão, parecia-me boa. No entanto os mais rígidos não me inspiravam confiança:

 

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Não sei explicar, pareciam-me desconfortáveis, por isso partimos em busca de melhores opções. É claro que toda a gente já ouviu falar no next-to-me, o berço do momento, mas quando vi este no site da Zippy, pareceu-me absurdo pagar mais pelo da Chicco:

 

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Afinal, era a mesma coisa, não é? Não. Não é. Uma visita ao Toys'r'us onde estavam ambos em exposição, lado a lado, mostrou-me que as diferenças em termos de robustez e segurança eram gritantes.

Seguimos, sem sombra de dúvida para o next-to-me:

 

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Optamos pela versão mais antiga em vez da que foi lançada mais recentemente. Para além da diferença óbvia de preço, experimentei os dois em exposição e o método de abertura lateral deste pareceu-me mais prático. Entretanto já o temos em casa, a montagem foi super fácil e corresponde às expectativas - até ver, enquanto não tem uso. O ponto mais negativo? Encontrar lençóis elásticos que lhe sirvam, raça do bicho é grande pra xuxu!

 

 

 

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Ódios de estimação

por Mia, em 13.05.17

Aquelas páginas de Facebook que vendem coisas mas não colocam preços. Piora naqueles casos em que quando alguém pergunta o valor em comentário respondem "mande mensagem privada". Quando me sai uma dessas, é certinho que não vou lá comprar nada. Se vejo um artigo do qual gosto, quero saber o preço no momento. Não quero deixar um comentário ou mensagem e ter que esperar pela resposta. Menos ainda quero que toda a minha rede fique a saber que eu estou interessada naquele artigo. Em boa verdade vos digo que já muitas compras por impulso foram impedidas por este tipo de abordagem.

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Futilidades

por Mia, em 12.05.17

Não gosto do meu corpo de grávida.



Não me levem a mal. Adoro que o meu corpo esteja a gerar o filho que sempre quis ter, fico-lhe grata por estar a reagir bem e não trocaria este momento por nada.



Mas sinto-me disforme. Ainda que até às 27 (ou 29) semanas tenha aumentado "apenas" 5kg, acho que estão mal distribuídos. A minha barriga de grávida não aparenta o tempo que tem, o meu peito está tão inchado que chega a ser ridículo, e o facto de não ser propriamente alta e não ter engordado da cintura para baixo faz com que me assemelhe a um barril com pernas.


Não me sinto bonita.
Não me sinto grávida, sinto-me gorda.


Estou imensamente feliz, mas o meu corpo não corresponde ao que pensava que seria, e isso, ainda que não me tire o sono, deixa-me triste.

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Obrigada Sapo!

por Mia, em 12.05.17

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publicado às 14:29

Aquela pergunta recorrente desde o início da gravidez: "ainda estás a trabalhar?", seguida do olhar de reprovação quando digo que sim, e meia dúzia de sugestões desnecessárias sobre o que dizer à médica para ir para casa com gravidez de risco.

 

 

Tenho quase a certeza que, se dissesse que não, ia na mesma levar com o olhar reprovador e mil histórias sobre como pessoa X, Y e Z trabalharam até parir.

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Quando fiz a ecografia do primeiro trimestre, às 13 semanas e 6 dias (gosto de viver no limite), ajustaram-me o tempo de gravidez para as 12 semanas. A DPP foi calculada com base nisso, e siga p'ra bingo. De repente estava menos grávida do que antes, mas pronto, é porque era assim.

 

Desde então, todos os meses as medições davam um pouco mais do que o meu tempo "oficial". Ontem, depois de medir e voltar a medir (peso, cabeça, fémur, barriga...) a obstetra não conseguiu negar mais:

Fui fazer uma eco de rotina às 27 semanas, e saí de lá com 29.

 

 

Que. Loucura.

 

Isto é normal? Não é normal.

Sempre ouvi dizer que depois da 1ª eco não se mexia mais no tempo, e agora isto?

É que às 13 semanas, andar uma para a frente ou uma para trás até se aguenta bem. Mas agora? Já tão perto do fim? Como assim, de repente são 29? Não estou preparada para estar grávida de 29 semanas. Tenho tirado as fotos semanais sempre certinhas, e agora faço o quê com estas duas semanas que me roubaram? E devia ter começado o curso de preparação às 28, agora já são 29 como? E as malas, senhores, as malas têm que estar feitas às 30 e eu ainda nem lavei aquela que será a primeira roupinha do puto! E estive aqui a planear um bebé de Agosto, e agora o puto nasce-me em Julho, como assim? E o baby shower, que ainda nem decidi se queria ou não? E ainda tenho coisas por comprar, mas andamos a brincar ou quê?

 

Pode parecer que sou um bocado stressada. Tal deve-se ao facto de eu ser, efectivamente, uma pessoa muito stressada. Se não der notícias nos próximos tempos, já sabem: estou ali no cantinho, a hiperventilar.

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Agora a sério: esta coisa de estar sempre sem fôlego e com falta de ar como se me estivesse a afogar, é mesmo MESMO até ao final da gravidez????

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A escolha do carrinho

por Mia, em 11.05.17

Foi fácil. Procuravamos um que fosse funcional e prático, e não queríamos uma coisa absurdamente cara. Acho lindos os carrinhos "da moda", babo-me particularmente para os Quinny, mas o preço pareceu-nos exagerado. Sendo realistas: a criança nasce em agosto, estará o verão perto do fim. Eu sou pessoa que aprecia bastante estar por casa, e conto no verão ter o jardim e piscina terminados (é começar a rezar a todos os santinhos...), portanto iremos fazer assim tantas caminhadas que justifiquem o investimento avultado num carrinho inicial? Achamos que não.

 

Vou confessar: cá por casa temos um fraquinho pela chicco. Por isso demos uma vista de olhos e acabamos por decidir por um trio básico:

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Experimentamos em loja e achamos a condução muito leve. Por ser da coleção do ano passado, foi barato. Não tem grandes mariquices, cumpre as normas de segurança, monta-se e desmonta-se com uma facilidade incrível (depois de lhe apanhar o jeito) e não ocupa muito espaço. A melhor parte? Se nos fartarmos, se depois quisermos investir num carrinho melhor para o verão seguinte, se um dia tivermos um segundo filho e nos apetecer trocar, trocamos, sem remorsos!

 

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Com mais de seis meses e meio de gravidez, nunca me foi oferecida prioridade em qualquer estabelecimento. E não, não  estou a exagerar. Quando digo nunca, quero dizer nem uma única vez.

 


De uma forma geral, sinto que não preciso da prioridade, é verdade, e por isso apenas uma vez a pedi. Normalmente não me sinto pesada, não ando "à pato", não sinto que esteja menos capaz de aguentar uma fila do que as outras pessoas, e por isso tento não me chatear com isto, o que não quer dizer que seja bem sucedida. A prioridade de uma grávida é um direito, e não deveríamos ter que implorar por ele.

 


Não vou falar daquele dia em que, com dois meses de gravidez, estava enjoadíssima e com tonturas e ninguém me deu a vez na fila nem eu tive coragem de pedir porque "não se vê que estou grávida" e não queria ser maltratada, ou daquela outra vez, mais ou menos pela mesma altura, em que me pediram que cedesse lugar na fila do supermercado porque a senhora atrás de mim trazia uma criança que tinha seguramente uns 3 anos e dormia tranquilamente no carrinho, e eu cedi também, pelo mesmo motivo. Ignoremos o facto de ser completamente impossível obter atendimento prioritário nos primeiros meses da gravidez, mesmo sendo por vezes a altura em que estamos pior.

 


Queixo-me do agora.

 


Queixo-me daquele dia em que esperei, seguramente, meia hora na Caixa Geral de Depósitos, enquanto o funcionário atendeu lentamente toda a gente que estava à minha frente e mais uns quantos amigos/conhecidos que chegaram depois de mim, mesmo tendo olhado para a minha barriga, mesmo estando eu com uma mão na barriga e outra nas costas, que me doíam.

Queixo-me de todas as viagens que fiz no metro de Lisboa ao longo de uma semana, em que ninguém me cedeu lugar, apesar de várias pessoas terem olhado. Mais ainda, queixo-me daquela mãe que incentivou, à entrada do metro cheio, a filha a empurrar-me para passar (não estou a gozar, ela disse mesmo "empurra!"), e que ainda me olhou com cara de poucos amigos quando pus o braço de forma a proteger a barriga e lhe disse, furiosa, CUIDADO. No limite do ridículo, queixo-me daquele anormal que, nos 2 segundos que levei a virar-me e posicionar o rabo para me sentar na cadeira, se sentou no meu lugar (!!!!!) - aí não me contive e mandei-o sair. E se não tivesse saído, juro que me sentava no colo dele.

Queixo-me de todos os fins de semana fazer compras no Continente e nunca, uma única vez, me terem chamado para a frente da fila, fosse esta pequena ou gigante.

Queixo-me daquele dia em que fui ao hospital e, numa sala cheia de grávidas e acompanhantes, com todos os lugares ocupados, nenhum acompanhante fez menção de se levantar para me dar o lugar. Pior, queixo-me de, nesse dia, ter tido que pedir a uma das grávidas que fizesse o favor de desocupar a cadeira onde tinha a mala dela, para que eu me pudesse sentar, porque se estivesse à espera que ela tomasse a iniciativa bem que ficava em pé.


Queixo-me de, no mesmo hospital, quase me terem deixado de fora de um elevador com indicação expressa de prioridade, mesmo que a maioria das pessoas que lá entrou fosse apenas subir um andar (eu ia subir 5) e pudesse perfeitamente ir pelas escadas.

 


Queixo-me destas situações, e poderia ficar aqui o dia todo a contar-vos outras semelhantes que acontecem todos os dias. O atendimento prioritário é obrigatório mas não devia ser, deveria ser senso comum. E o mais triste é que, sendo obrigatório, não é respeitado.

 


Mas se não precisas de prioridade, porque te queixas?

 


Porque tenho direito a ela. Não me interpretem mal, se estiver numa fila e me sentir bem, mesmo que me sugiram passar à frente não irei aceitar. Gravidez não é doença, dizem os antigos, e não tenho qualquer intenção de usufruir desse direito se não necessitar. Mas é obrigação, pelo menos, de quem está a atender ao público, questionar.

 

Uma grávida que está cansada, com dores, indisposta, ou simplesmente mais sensível, não devia precisar de mendigar por atendimento prioritário. Não devia precisar de passar à frente de uma fila que por vezes parece infinita enquanto pede licença e leva com olhares de ódio e comentários foleiros, para chegar ao início e pedir se por favor pode usufruir do seu direito. Não devia ter medo de pedir à pessoa da frente que lhe cedesse o lugar - quantas vezes fiquei calada porque tinha quase a certeza de que se pedisse ia dar confusão e me arriscava até a levar uns sopapos? - deviam ser as pessoas responsáveis pelo atendimento a garantir que isso acontece.

Não está bem, e é de uma falta de respeito atroz. Nunca, em toda a minha vida, me senti menos respeitada do que desde que estou grávida. E acho que isso diz muito sobre a nossa sociedade.

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E finalmente voltei a dormir

por Mia, em 09.05.17

 Cá por casa agora é assim, partilhamos a cama. Eu, ele, e ela.

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... no duche, vês um gafanhoto do lado de dentro da janela, e não saltas, não gritas, não lhe atiras com o champô... apenas continuas tranquilamente a tomar banho.

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Uepa!

por Mia, em 08.05.17

Capture.PNG

 

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publicado às 14:01

Depois de uma hora a tentar argumentar com o responsável pela empresa "chave na mão" que contratamos, só me consigo lembrar daquela frase:

"nunca discutas com um idiota, ele rebaixa-te ao nível dele e depois vence-te pela experiência"

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Mas não sou, por isso que se lixe, cá vai: pequeno monstrinho vai usar algumas coisas em segunda mão.

 

Por favor, tentem conter o choque.

 

A coisa começou com umas roupitas e acessórios emprestados por familiares, mas fugiu ao meu controle quando conheci esta loja.



Confesso: estou viciada, e não tenho vergonha de vos contar que já visitei quatro diferentes e estou lá quase todos os fins de semana - não tenho emenda.

 


O conceito é simples: a loja compra e vende coisas usadas. E há de tudo, claro, como na farmácia.

Se, por um lado, vejo algumas coisas mais "rançosas" que me fazem torcer o nariz, não é menos verdade que tenho feito grandes achados, seja naquelas roupinhas iniciais que têm pouco ou nenhum uso (algumas ainda vêm com etiqueta), seja em acessórios-fetiche que por vezes compramos e afinal não são assim taaaoo espectaculares e acabamos por encostar depois de uma ou duas utilizações.


Se ainda não experimentaram, vão por mim, vale muito a pena.

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Há um ano celebramos entusiasticamente o dia da mãe. Estava grávida de dois meses, feliz como nunca tinha estado em toda a minha vida, e festejamos, só os dois, sem ninguém saber.

Ele escreveu-me um postal e comprou-me uma prenda, eu estava no céu, imensamente feliz - não sei se já disse. Mais tarde nesse dia oferecemos a cada uma das nossas mães isto, e assim contamos a novidade. Foi um dia bom, achei na altura, mas hoje não consigo olhar para trás e sentir o mesmo.


Foi um dia horrível, se pensar bem nisso.

 

O meu bebé, que celebrei nesse dia, já estava morto há 3 dias e eu nem tinha ideia. Na verdade só o soube passados ainda mais seis dias. Seis dias depois foi o pior dia da minha vida.


Odeio por isso o dia da mãe. Este ano todos à minha volta sabem que estou grávida, e mencionam carinhosamente que este é o meu primeiro dia da mãe, mas não é. Não quero comemorar, tenho medo desta data, por mim fazíamos de conta que não existia e voltávamos a falar para o ano. Pode ser?

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Sempre assumi que, quando engravidasse, teria a criança no hospital público. É aquela velha máxima, se foi suficiente para a minha mãe, para a minha sogra, para as minhas tias... também há de ser suficiente para mim, certo? A isto acresce que o hospital público da minha zona tem fama de ter uma excelente maternidade, e sempre assumi que iria por aí, nunca outra hipótese esteve em cima da mesa.

 

Mas entretanto... não chegava as coisas não terem corrido pelo melhor das vezes que lá fui. Sou uma curiosa e não descansei enquanto não esgravatei todas as histórias - boas e más - que podia sobre partos e atendimento naquele hospital. Depois claro, quanto mais sei, mais dúvidas tenho.

 

Decidi então fazer listas - prós e contras para cada hospital.

 

Comecemos pelo positivo de parir no público:

  • Dizem que o hospital tem excelentes condições.
  • A opinião, de uma forma geral, é de que os partos ainda que não corram sempre bem, têm um final feliz.
  • Os quartos são individuais e o pai pode passar a noite (no entanto os horários são mais restritos).
  • O parto é gratuito.
  • Dispõe de cuidados intensivos (para ele e para mim).

 

 

Por outro lado:

  • Obter informações sobre o hospital (visita à maternidade, curso de preparação e quaisquer dúvidas, só arrancado a ferros e com muito mau feitio).
  • A minha obstetra não poderá acompanhar o parto, nem o pós.
  • Más experiências com o SNS levam-me a duvidar da competência dos médicos que lá trabalham.
  • Ainda que sejam competentes, a falta de cuidado e humanidade na forma como tratam os pacientes assusta-me.
  • Dependendo de quanto tempo demorar o parto, posso passar por várias "mãos": diferentes médicos, enfermeiros, etc, e vai-se a ver e ninguém está a acompanhar o caso devidamente.
  • As indicações são claras: uma cesariana só é efetuada em ultimo recurso. Nem que isto implique o uso de fórceps e ventosas, e colocar a mãe e o bebé em stress e sofrimento mais tempo do que o recomendável.
  • Estagiários. Estagiários a examinar o parto, estagiários a fazer o toque, estagiários que nunca vi mais gordos nem conheço de parte alguma a invadir a minha privacidade e o meu corpo, sem ter a hipótese de recusar.
  • O estacionamento é pago (ou então temos que deixar o carro onde Judas perdeu as botas)

 

 

no privado, as vantagens são:

  • Seria a minha obstetra a fazer o parto, e a acompanhar o pós-parto.
  • Há todo um cuidado, atenção e conforto na forma como se lida com os pacientes.
  • A visita à maternidade é bem planeada e incentivada.
  • A informação é de que os partos são mais simples e descomplicados.
  • Posso fazer lá o curso, gratuitamente, e ser acompanhada pelas mesmas enfermeiras que assistirão ao parto.
  • Excelentes instalações.
  • Os quartos são individuais e o pai pode passar a noite, com maior liberdade de horários.
  • Em caso de complicações, não se arrisca e avança-se para uma cesariana.
  • Não deixam a mãe em sofrimento à espera que o parto natural se dê.
  • O estacionamento à porta é gratuito.

 

 

Mas por outro lado:

  • Tem custos - ainda que o seguro comparticipe perto de 90%, o restante tem que ser suportado por nós.
  • O hospital não dispõe de cuidados intensivos neonatais. Caso haja algum problema, o bebé terá que ser transferido para o público. O mesmo acontece se o problema for comigo.
  • Há todo o preconceito associado a optar pelo público: és mimada, cagarolas, queres é fazer uma cesariana.

 

 

Posto isto não sei. Sendo totalmente honesta, estou inclinada para o privado, parece-me mais cómodo, mais simples, e acima de tudo mais seguro. O meu maior medo de seguir esta opção era a questão de transferência do pequeno para o público se alguma coisa correr mal, mas, ao expor esta situação à minha médica, ela sossegou-me dizendo: "é claro que aqui não arriscamos tanto que as coisas corram mal". Mas pode acontecer. Pode sempre acontecer.

 

Sou caguinchas, é verdade. Sou fisicamente fraca (sou menina para desmaiar de nervos) e emocionalmente já fui mais estável. Tenho muito medo, cada vez mais, sou assaltada por cenários escabrosos com frequência e preciso de calma, tranquilidade e de ter perto de mim alguém que me sossegue e compreenda. No fundo preciso de ser bem tratada, e acho que no público não vou ser.

 

E vocês? O que fariam (ou fizeram)?

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Não tenho uma barriga aceitável

por Mia, em 04.05.17

Drama.

Choque.

Horror.

 

Com 6 meses e picos de gravidez, não tenho uma barriga grande.

Peço imensa desculpa a todos pela desilusão, sei que estou a defraudar expectativas. Sei que devia já ter engordado uns 20 kg para que pudessem dizer-me que tenho que ter cuidado e que gravidez não é desculpa para me desleixar.

Não vou mentir: sinto-me tão culpada sempre que como uma pratada de brócolos que depois me vejo impelida a morfar uma taça de gelado de sobremesa. Mas nem assim. Raça do puto até cresce bem e está dentro dos parâmetros normais, mas não ocupa muito espaço, o que querem?

 

Vejo bem os olhares de reprovação. Faço me de surda mas oiço os comentários sobre como fulana tem uma barriga maior que a minha e está de menos um mês, e doí-me. Gostava muito de parecer mais grávida e não só alguém que comeu demasiado ao jantar, mas já não sei o que fazer. Quem diria, com um início tão promissor, inchada que nem um porco logo às 8 semanas, que por esta altura teria uma mini-pança. Sou uma vergonha para todas as mulheres, bem sei, desculpem qualquer coisinha.

 

Vou agora jantar ao McDonald's, só a ver se consigo melhorar isto.

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