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Story of my life.

por Mia, em 11.06.18

Quem nunca foi às compras de óculos de massa, cabelo apanhado num coque, carregando orgulhosamente um pack de papel higiénico e depois deu de caras com o ex nas escadas rolantes, que atire a primeira pedra.

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Pequeno monstrinho aprendeu a dizer que não com a cabeça, quando não quer comer alguma coisa (ultimamente é a sobremesa). Não resultando, e se tentamos enfiar-lhe a fruta pela goela abaixo, começa a forçar o vómito. Não contente com a tentativa, ontem conseguiu mesmo e tomamos todos banho de sopa vomitada. Adorável.

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É um assunto sobre o qual não tenho uma opinião muito firme. Não mostro a cara do meu filho nas redes sociais - apesar de as ter privadas e nunca adicionar desconhecidos - não por não concordar com isso, mas porque o pai não quer. E o filho é dos dois, portanto respeito.

 

Postei, salvo erro, três fotografias do miúdo com a cara visível. Uma quando nasceu, porque sejamos realistas, os bebés quando nascem são todos mais ou menos iguais e havia um batalhão de gente curiosa por ver o menino, porque não? Outra no Natal. Porque era Natal, porque eu fazia anos, porque me apeteceu. E por último no dia do pai, postei uma foto do monstrinho com o pai porque achei que seria uma homenagem bonita e a foto tinha 6 meses, já nem parece ele.

 

Publico regularmente as aventuras do meu pequeno pinguim, mas sempre com a cara oculta, no entanto é um tema que me intriga. Fará sentido este tipo de protecção? Não discuto aqui a exposição absurda a que algumas crianças são sujeitas (ninguém precisa de ver a criança no banho, a chorar, em biquíni. Nem a criança deve, a meu ver, ser utilizada para publicitar marcas/produtos). Falo de uma coisa mais simples. Haverá assim tanto mal se, num aniversário, houver uma fotografia de grupo e o meu filho lá estiver? Não expomos as nossas crianças diariamente só por saímos de casa? Pergunto porque quero, genuinamente, saber a resposta.

Na minha opinião que, como disse, é pouco firme, aplica-se a regra do bom senso. Não acho que seja dramático mostrar os filhos a um mundo restrito desde que não se publiquem situações embaraçosas, detalhes sobre hábitos e localização da criança, e, obviamente, autorizado por ambos os pais. A partir do momento que a criança tenha opiniões, é imprescindível tê-las em consideração, como é óbvio - a nossa vaidade pelos nossos filhos não pode nunca sobrepor-se ao seu bem estar.

E vocês? O que pensam deste assunto?

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Mas depois uma pessoa chega ao colégio e procura-o com os olhos, e aquele momento, aquele segundinho em que ele se apercebe que a mãe está ali, o brilhozinho nos olhos, o sorriso de orelha a orelha, o caminhar desajeitado para mim, eh pá isso é vida.

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E aquelas pessoas que vêem uma pessoa atarefada a fazer uma manobra apertadíssima para enfiar o carro no buraco de uma agulha e acham que esse é mesmo o momento perfeito para se atravessarem atrás?

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Estava a ser um belo dia até que

por Mia, em 05.06.18

- D. Mia, por acaso costuma abrir as janelas à noite?

- Nem costumo, mas ontem abri com os estores fechados para arejar a casa.

- Pois, é que acabei de matar uma lagartixa.

- Dentro de casa?

- Sim.

- Em que divisão?

- No seu quarto.

- No meu quarto... onde eu durmo?

- Sim.

 

Se não foi desta que desisti da casa, acho que é para a vida.

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10 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.06.18

É incrível como o tempo passa tão mais depressa cá fora. Parece que estive grávida mil anos e que ainda ontem estava, e afinal ele já está cá fora há mais tempo do que esteve lá dentro, como é possível?



Os nove meses trouxeram o início da creche, e um turbilhão de mudanças, é incrível como todos os dias têm alguma novidade. Também parece que lhe mudaram as pilhas, monstrinho ganhou uma energia inesgotável, e o meu cansaço cresce proporcionalmente ao entusiasmo dele.



Pequeno monstrinho gatinha a alta velocidade e por todo o lado. Atira os brinquedos, vai buscar, atira de novo, repete. Explora tudo e já não acha grande piada a estar no parque. Gatinha, pára, senta-se, bate palminhas, uma risota. Desde que aprendeu a gatinhar, passou a esforçar-se menos para andar. Põe-se em pé com facilidade e dá uns passitos, mas quando começa a cansar vai facilmente para a posição de gatas e pronto. Agarra tudo, tem especial apetência para aquilo que não pode mexer: fios, comandos, gavetas, electrodomésticos. Já fizemos o baby proofing da casa toda, e ainda assim volta e meia lá vai uma testa contra um móvel. É a vida.


Continuamos a explorar o mundo alimentar. Carne, peixe, gema de ovo, começaremos com a clara aos 10. Também a fruta foi liberalizada (com algumas excepções) e até ver marcha tudo menos abacate - quem o pode censurar? Mostrou alguma resistência à manga mas ultrapassamos. A grande surpresa foi a papaia que comeu como se nunca tivesse comido outra coisa na vida. Começamos a experimentar com texturas: arroz, batata cozida esmagada, peixe e frango cozido, vegetais - torce o nariz mas vai comendo. No colégio dão lhe pão para roer e eu deixo, apesar de em casa não ter muito esse hábito (principalmente por medo que se engasgue). Estou mais relaxada e menos fundamentalista no que toca a este assunto: volta e meia marcha uma bolacha Maria, e se tiver que comer fruta em boião uma ou outra vez, não morre ninguém.


Bate palminhas o tempo todo e a pedido. Quando está com sono e não quer dormir, começa com as palminhas também, às vezes mesmo com os olhos fechados. Faz os gestos d'a galinha põe o ovo, e das doidas andam as galinhas, é uma alegria. Mão morta mão morta vai bater àquela porta também é um hit cá de casa. Dança quando ouve música e sorri quando reconhece as suas favoritas. Aprendeu a apontar e anda sempre com o dedinho em riste. Se apanha um objecto com botões vai logo carregar em todos com o dedito esticado, e nos telemóveis e tablets tenta usar o touch - não sei como aprendeu porque em casa não costuma propriamente brincar com isso.

Já cá cantam dois dentinhos em baixo - um mais saído do que o outro - que felizmente não nos deram grandes chatices. Continua a adorar o banho e a piscina, é meio arraçado de peixe. É o bebé mais sociável que alguma vez vi: sorri e gargalha para toda a gente, atira-se para o colo de qualquer pessoa. Na natação, toooodas as mães andam com ele ao colo na piscina, e ele todo contentinho com isso. No colégio, vira-me as costas e salta de imediato para a educadora, pequeno ingrato.


Está tão crescido que andamos a vestir-lhe maioritariamente roupa de 12 meses, alguma 12/18, e vimo-nos forçados a baixar o berço para o nível do chão, o que trouxe um novo desafio às nossas costinhas. Dormir também tem sido giro, agora não pára quieto e dormir de barriga para cima é para esquecer. Torce-se todo, dorme de lado ou de barriga para baixo com o rabinho empinado, feito patinho. Cobertores, mantas, saquinhos e afins também são para esquecer, liberta-se de tudo. A meio da noite, se acorda, senta-se de imediato. Depois meio tolo com o sono não percebe que pode deitar-se novamente e ou adormece sentado - true story - ou choraminga para o irmos deitar.


Expandiu o vocabulário para "tatata", "dadada", "bababa" e não se cala um minuto. A coisa mais semelhante com uma palavra que vai dizendo é "tatáta", quando lhe tento ensinar "batata". Brinca imenso, sozinho ou acompanhado. No colégio encontro-o muitas vezes sentado a brincar com outros meninos, e até já o apanhei de mão dada com uma miúda! Montei um pequeno parque infantil no jardim, e apesar de o escorrega não ter tido o impacto esperado - adora escala-lo, no entanto - o baloiço foi um sucesso. Temos aproveitado o sol para brincar no jardim e é uma delícia de se ver. Morre de medo da relva e por isso não sai da manta que colocamos para ele brincar, e nós aproveitamos o sossego!


Começou a brincar com objectos de encaixe e já vai empilhando argolas e metendo objectos dentro e fora de caixas. Livros de bebé também são um grande hit cá por casa, folheia-os atentamente - mesmo que estejam de pernas para o ar, e também acha piada às revistas da mãe. Dá os melhores abraços, estica os bracinhos e atira-se para o nosso colo. Mais fofo do que isso: ri-se imenso com as minhas palhaçadas, o que me faz sentir hilariante mesmo que esteja só a fazer barulhinhos com a língua.


Já percebe muito bem o não, tenho um tom muito específico para quando vai fazer asneiras e mal o ouve para de imediato. Gosto disso. Aprendeu a birra e aplica frequentemente se lhe tirarmos um objecto que queira. Às vezes é complicado manter a firmeza e não ceder à tentação de lhe dar para o calar, mas vamos conseguindo manter a coerência.

 

E o primeiro aninho que já está aí quase à porta???

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Bebé foi ao infantário

por Mia, em 01.06.18

Começamos a medo, mas agora que já passou um mês acho que é seguro dizer que o início correu bem.

 

Inscrevemos o monstrinho numa IPSS, e por isso só podia começar terminando a minha licença. Assim, o pai meteu três dias de férias para fazermos a transição da forma mais suave possível.

 

O primeiro dia foi doloroso... para mim. Fomos os dois levá-lo de manhã. Uns dias antes tinha ido só eu e ele falar com a educadora e ambientá-lo tanto quanto possível, e no primeiro dia reconheceu-a de imediato. Ela chamou-o, ele atirou-se para os braços dela, virou-me as costas e não voltou a olhar. Não vou mentir, deixei cair uma pequena lágrima no caminho para o carro.

 

Nesse dia (e nos três seguintes), ficou apenas até ao almoço, e depois o pai foi buscá-lo. Estava cheia de medo mas não lhe notei tristeza, receio, saudade. Notei no fim de semana seguinte que nos procurava constantemente com os olhos, e isso fez-me ter medo da semana que se avizinhava.

 

Na segunda feira deixei-o, para o primeiro dia completo fora de casa. Não se atirou do meu colo para a educadora, mas sorriu-lhe, e eu fiquei mais descansada. Beijinho beijinho, despedidas curtas, e lá me fui embora. E desde então - excepção feita para os dias em que esteve mais doentinho - tem sido assim. Fica bem, socializa com os outros meninos, não chora.

 

Em termos de desenvolvimento observamos uma mudança drástica. Se quando começou apenas ameaçava gatinhar, em menos de uma semana gatinhava a toda a velocidade, punha-se em pé sozinho e dava passos mais rápidos e coordenados. Também começou a bater palmas, a acenar, a fazer as coreografias das músicas.

 

Com os outros meninos também tem sido óptimo, estava com algum medo da novidade que seria ter que dividir a atenção, mas tem corrido bem. Ao terceiro dia a educadora informou-me que uma menina lhe tinha puxado o cabelo - pânico instantâneo, pois se esta criança nunca levou uma palmada, um gesto mais bruto, nada, como se ia defender? Bateu-lhe de volta. Assim. Um dia hei de lhe ensinar que as coisas não se resolvem com violência, mas por enquanto acho bom que ele aprenda a defender-se, é a vida.

 

No reverso da medalha, aquelas coisas menos boas que toda a gente sabe: galos, turras e arranhões, nódoas negras variadas por andar a rastejar no chão e toda uma panóplia de vírus para o menino e para a mamã. Ainda assim, acho que tem sido uma boa experiência, no momento certo.

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