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E eu pergunto: se o Estado nos permite ficar em casa apenas 4 a 5 meses remunerados com uma percentagem aceitável do nosso salário (a licença alargada é paga a 25%, o que não é aceitavel para muita, muita gente), como é que uma pessoa normal, com um salário normal cumpre com isto?

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13 comentários

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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 27.04.2017 às 14:39

Ontem a aula de preparação para o parto foi sobre amamentação. Estava a fazer contas de cabeça como cumpriria com isto, ele vai ficar os trinta dias depois dos meus 5 meses, também não cheguei lá. aceito sugestões. 
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De Mia a 27.04.2017 às 14:43

Pois, também não sei. Metes férias, se as tiveres e puderes gozar. Pedes licença alargada, se tiveres essa possibilidade. Senão, também não estou a ver...
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 27.04.2017 às 14:46

Queria gastar as férias todas no último mês, depois do mês dele, assim ficava connosco até ao fim do ano... Decisions, decisions 
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De Mia a 27.04.2017 às 15:00

Cá por casa decidimos pela licença alargada. Eu tiro os 5 meses e ele o 6º, durante esse mês tiro férias, e depois fico os 3 seguintes.
Partia-me o coração a ideia de o enfiar na creche aos 6 meses (ou antes, se quisermos fazer uma transição gradual), analisamos os prós e contras e decidimos por aí. Mas não foi uma decisão fácil. Felizmente podemos considerar essa opção, mas tenho perfeita noção de que essa não é a realidade da maioria. Mesmo com a licença partilhada até aos 6 meses, muitas mães não podem tirar férias nesse 6º mês, ou até gostariam de as poupar para um momento mais conveniente - é legítimo.

Acho engraçado como nos atiram com a responsabilidade da amamentação até aos 6 meses como se fossemos péssimas mães se não quiséssemos/pudéssemos cumprir, mas depois onde estão os meios para isso??
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 27.04.2017 às 16:24

É mesmo isso. Ela disse essa recomendação e não referiu minimamente como operacionalizar isso para quem vai trabalhar. quis perguntar mas estava indisposta ontem. Admiro a vossa opção, é uma decisão difícil e implica uma poupança prévia mas vai ser muito melhor para ele e para vocês. 
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De Mia a 27.04.2017 às 17:40

Choca-me que uma coisa tão básica como seguir as recomendações da OMS no início de uma vida seja tão difícil de conseguir. Nós tivemos a hipótese de tomar essa opção, mas nem todos podem sequer considerá-la. Uma mãe solteira que ganhe um salário médio (nem digo mínimo!), por exemplo, não tem a mínima hipótese de viver com 25% do seu salário durante 3 meses. Ou uma família em que ambos ganhem o salário mínimo, passará grandes dificuldades neste cenário. É absurdo.
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De Noqe a 27.04.2017 às 15:31

Podes sempre retirar o leite com a bomba e guardar no frigorifico ou congelar e assim o bebé continua a ser alimentado exclusivamente com leite materno só que atravês de biberão na ausência da mãe.
Sempre que o leite é guardado no figrorifico deve ser utilizado no prazo de 4 dias, se for congelado deve ser utilizado num prazo de 3 meses (o ideal), mas pode ir até 12 meses.
Espero que tenha ajudado!
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De Mia a 27.04.2017 às 15:38

Imaginando que a mãe não tem com quem deixar a criança, será que a creche terá esse cuidado? E se o bebé, começando a ser alimentado pelo biberão, passar a rejeitar a mama?
Sei que há alternativas, sei que não é o fim do mundo (nem que se desse o caso de ter que deixar de amamentar, de todo), mas esta é uma questão que deveria ser revista.
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De Noqe a 27.04.2017 às 20:58

Eu nunca tive filhos, por isso não te posso dar a certeza, mas penso que se a creche for em condições devem ter esse cuidado, até porque a amamentação exclusiva até aos 6 meses é mesmo aconselhada.
O bebé depois do biberão não costuma rejeitar a mama.. pode sim é tornar-se mais complicado alimentar com o biberão e exigir um bocadinho mais de paciência, mas não é usual ele rejeitar a mama! Até porque bebés que chucham nas chupetas também não rejeitam (apenas se lhe for colocado a chupeta desde que nasceu, aí o bebé pode perferir o bico da chupeta à mama e torna-se mais dificil iniciar e manter a amamentação)!
Aquilo que eu disse é uma alternativa para não deixar de amamentar o bebé, mas eu também acho que esta questão deveria ser resolvida de forma às mães poderem amamentar os seus filhos o máximo de tempo possível (é aconselhado até aos 6 meses, mas pode amamentar-se até muito mais tarde)! Até porque quanto mais tarde foram dados bicos arteficieais (bico de biberão, chupeta) ao bebé melhor, até se se poder evitar de todo melhor!

Eu falo com base em experincias que tive quando "trabalhei" num serviço de obstetricia. Mas existem casos e casos!
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De Mia a 28.04.2017 às 18:00

Fiz recentemente um workshop sobre amamentação, e uma das coisas para as quais chamavam a atenção era precisamente o uso de biberão como possível dificuldade para amamentar, recomendavam inclusive um específico por causa do formato da tetina que era "amiga da mama", e sei lá mais o quê, daí a minha dúvida. Depois além disto ainda há outros incómodos, nomeadamente a mulher ter que muitas vezes ir tirar leite à bomba para o wc para evitar "acidentes" (o que nem sempre é possível), para não falar de que - dizem - não é só o leite propriamente dito, mas também o contacto pele com pele e a ligação mãe-filho, etc.. tudo coisas que se perdem, e não devia!
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De Noqe a 27.04.2017 às 21:00

P.S e mesmo rejeitando a mama, é sempre bom colocar o bebé à mama mesmo que ele não mame, para estimular e aí podes retirar o leite e alimenta-lo só atravês do biberão e mesmo assim com leite materno!
É uma alternativa mais complicada, mas pode ser viável!
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De A Caracol a 27.04.2017 às 23:13

Não é fácil. Por questões de logística laboral (cenas do mercado de trabalho português...) fui trabalhar ao fim de 4 meses. Amamentei, em exclusivo, até aos 6. 5 e meio, se quiser ser precisa. Depois disso, introduzi uma refeição (sopa), continuando a manter o lanche (da tarde e da manhã) a leite materno. Não é fácil, não as melhores  condições laborais ou sequer compreensão dos patrões para isso,mas é possível. 😉
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De Mia a 28.04.2017 às 17:53

É exactamente esse o meu ponto.. não devia ser tão difícil, e as condições deveriam ser as mais adequadas, e iguais para todos.

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