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Entreter o puto com o iPad.

 

Mantenho a opinião de que não deve ser regra. Odeio ver crianças em restaurantes agarradas ao tablet/telemóvel, ou mesmo em casa, acho de uma falta de educação tremenda trazer gadgets para a mesa. Dizem as boas práticas da pediatria que se devem evitar ecrãs até aos dois anos. Por aqui, isso é impossível.

 

Começa pelas pessoas de fora, que lhe estão constantemente a enfiar os telemóveis pela cara adentro: olha os bonecos! Olha este vídeo de tu a comeres a sopa! Olha... o raio que vos parta a todos!

 

Depois, desperate times call for desperate measures. Se ele está mais chatinho, adoentado, ou se preciso de o entreter um bocado e não está a ser fácil, o tablet entra em acção. Tem um suporte para o colocar no parque (tecnicamente é um suporte de carro, mas uma mãe é mais ou menos um macgyver e adapta estas coisas), e volta e meia lá lhe ponho música com bonecada. Não acho que seja dramático. Não usamos às refeições (cá em casa temos a regra de não pegar nos telemóveis nem ligar a tv durante as refeições para conversarmos), não usamos no carro, não usamos a todo o momento. Mas usamos volta e meia. Durante o dia a televisão está desligada, mas se à noite estivermos a ver qualquer coisa e ele estiver na sala, não desligamos por isso. Se é o que tinha planeado? Nem por isso. Mas é o que funciona por aqui, dentro daquilo que acho razoável.

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publicado às 06:25


4 comentários

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De C. a 03.04.2018 às 18:30

Por acaso a coisa dos telemóveis/tablets é o que me acaba por incomodar mais com a criança.
A minha sobrinha chega ao ponto de se recusar a falar comigo porque a minha videochamada lhe interrompeu um vídeo... já lhe dei uma descasca enorme por causa disso, ela ficou a chorar e a mãe não gostou, mas também não me disse nada. 
Começou com o "não consigo fazer nada quando estou sozinha com a miúda, então dou-lhe o telemóvel" e o vício foi aumentando. Agora tanto a minha cunhada como o meu irmão lhe estão a tentar reduzir o tempo de antena e estão-se a ver gregos. Ela só tem 3 anos e 4 meses.
Mas concordo com a utilização pontual dessas coisas, acaba por ser inevitável. Agora todos os dias, é como estarmos a programar o cérebro da criança só para aquilo.
Boa sorte com esta parte da tecnologia!
Beijinhos
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De Mia a 06.04.2018 às 15:55

Acho que por vezes facilitamos e depois é complicado encontrar um ponto de equilíbrio. Por cá tento que ele se distraia mais com brinquedos do que com tecnologia. Nos raros dias de sol levo-o ao jardim, e em casa dou-lhe brinquedos com sons, cores, texturas, para explorar. Acho mais saudável do que estar sentado a olhar para o tablet, embora, claro, seja mais trabalhoso para quem toma conta. Volta e meia vê músicas no tablet. Uma vez por outra, nem sempre ligo todos os dias. Gostava que o meu filho não fosse uma daquelas crianças que precisa de um gadget para se comportar.
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De Sonhadora a 04.04.2018 às 15:48

Cheguei a ter grandes discussões com a minha mãe por causa do tablet, ela não vê mal nenhum, já eu acho que era completamente dispensável. Era algo que queria adiar o mais possível. Não sendo uma pessoa fundamentalista, lá me resignei e deixo-o ver na casa da avó (também não dá para controlar o que os avós fazem nas minhas costas, lol), cá em casa é muito raro, meto apenas no canal dos bonecos para ele se entreter um pouco mas rapidamente se farta daquilo. Tento seguir a regra da moderação, nada em excesso faz mal :)
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De Mia a 06.04.2018 às 15:51

Concordo em absoluto com a ultima frase. Acho que a chave é mesmo a moderação, nem sempre nem nunca!

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