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Da frustração

por Mia, em 01.04.15

Desde pequena que tenho falta de dentes - 8 para ser exacta - e os poucos que tenho sempre foram tortos e muito espaçados. Para além do óbvio impacto estético, isto causava-me problemas de mastigação, e muito cedo me foi diagnosticada a necessitade de fazer tratamento ortodôntico.

 

Por coisas da vida, os meus pais nunca o fizeram enquanto eu era criança/adolescente, portanto quando comecei a trabalhar e a sustentar-me, foi o meu primeiro investimento: tratar da minha saude dentária. Quase quatro anos, 6 aparelhos, uma cirurgia e muitas dores depois, o tratamento ficou completo e foi uma das minhas maiores vitórias (não é fácil, a sério que não é fácil ser adulta e levar com estas merdas).

 

Tinha, contudo, um senão: para garantir que os dentes ficavam quietinhos e bonitinhos no sítio certo teria que utilizar um aparelho de contenção para o resto da vida, durante a noite. Tudo bem, piece of cake, houve uma fase do tratamento em que tinha que usar esse aparelho dia e noite até mesmo para comer, por isso dormir com ele não era o fim do mundo.

 

Pois então usei. Todas as noites, sem excepção. Passou-se um ano. Há semanas dei conta que se me abriu um espaço entre os incisivos centrais. E forma de corrigir? Pois, não há.

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publicado às 12:15


4 comentários

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De Anónimo a 02.04.2018 às 02:59

Bem, acabaste de arruinar o pouco que de positivo havia na imagem que fazia de ti. Já te imaginava uma pessoa baixa, atarracada, vergada pelo cansaço da frustração persistente e pelo esforço de ter de arrastar o peso do próprio corpo gordo, qual bola mal cheia e deformada que já não rebola bem. Mas que serias pelo menos uma rapariga de cara agradável, daquela tosca e modesta beleza da província, não contaminada em excesso pela labreguice emigrante que um teu antepassado recente teve o descuidado de introduzir na tua família.


E agora dizes-me que tens boca de lampreia. Foda-se.
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De Mia a 02.04.2018 às 09:37

Fogo xuxu, logo eu que sou tão esbelta e elegante, nascida e criada na metrópole e - imagine-se! - sem um único emigrante na família (não que isso fosse vergonha alguma). Entristece-me o coração ver que tenho seguidores que fazem uma ideia tão errada de mim, e que ainda por cima não sabem ler - uma pessoa aqui a contar que tem os dentes direitinhos agora... Mas dizia eu, entristece-me quase na mesma medida em que acho patético alguém que pensa assim tão mal de mim estar a dedicar a madrugada de um domingo de páscoa a ler posts de há três anos atrás e a pensar como serei. Aposto que desse lado está uma gorda com um balde de gelado. Ou um homem com uma pila mínima que não consegue satisfazer a mulher - não quero discriminar. Anyway, não se preocupe xuxu, tenho a certeza que dias melhores virão para si. Cá beijinho.
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De Anónimo a 03.04.2018 às 04:42

Não queres discriminar, mas nem te deste ao trabalho de, pelo menos, percorrer a lista toda dos estereótipos bacocos. Ficaste-te pela tipa gorda que enfarda gelado e pelo mini-pila a seu lado, que, naturalmente, são os casos que tu conheces da tua própria vida.
Olha, "xuxu", tempos houve em que fui seguidora mais ou menos assídua deste teu blog, e, de facto, aproveitei uma madrugada para voltar a espreitar e ver se ainda existia. Mas não foi a madrugada de Páscoa (vê lá bem); na verdade, a ideia ocorreu-me de repente na sequência de uma conversa durante o jantar de Páscoa, precisamente. Sei que gostavas de implicar que sou uma triste por não ter onde estar no domingo, mas trocaste os dias. Provavelmente o que te fez confusão foi ser uma madrugada antes de um dia de trabalho para as pessoas como tu, mas eu já me libertei desses constrangimentos.
(Aliás, não deixa de ser irónico vires criticar as horas a que escrevi a mensagem, quando tu claramente é que vens todas as manhãs ver se alguém te deixou um post encorajador com uma migalha de auto-estima para conseguires enfrentar mais um dia.)
E foi então que constatei, com tristeza e repugnância, que este antro de auto-comiseração continua na mesma, ou ainda pior. Já dava para ver antes, pela maneira como escreves, que és uma daquelas gordas frustradas, mas, tanto tempo depois, fiquei com curiosidade e esperança que a fúria que mostravas aqui te tivesse levado a algum lado.

Portanto, olha, continua a comer gelado, a produzir criaturas como tu e a chupar a pilinha desse falhado que tens ao teu lado. Pelo menos já não tens tantos dentes a atrapalhar.
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De Mia a 03.04.2018 às 09:56

Estereótipo ou não, parece que atingi aí um ponto sensível, não foi gordita?
Ora bem, o comentário de cima foi deixado no dia 2/4 de madrugada, portanto para mim o que aconteceu foi: a anónima fofinha, amargurada triste e só e com uma overdose de açúcar causada pela quantidade excessiva de amêndoas que comeu, resolveu vir aqui destilar ódio pelo assunto que lhe ficou a bailar na cabeça desde o jantar. Menos, santinha, menos. Pode voltar por onde veio, e de caminho leve essas suas opiniões patéticas e ignorantes e enfie-as... olhe, onde quiser e lhe der prazer!
E hoje ainda voltou? Que triste vida a sua. Já agora, há de me explicar porque é que trabalhar é uma coisa assim tão constrangedora para si. É fraquinha no que faz, é? Ou tem vergonha que as pessoas vejam o seu trombil? Na volta é por ser uma pessoa socialmente inapta - sim, porque quem consegue vir aqui destilar tanto ódio por um desconhecido (apesar da tristeza e repugnância que sente em por os cascos no meu ilustre estabelecimento), não pode bater bem da mona. Olhe, não me explique, porque na verdade não quero saber. Já agora, não se dê ao trabalho de voltar nem responder, porque neste antro mando eu, não é verdade? E a menos que o seu próximo comentário seja a dizer que sou lindíssima (ou qualquer outro elogio, hoje estou generosa), não vai nem ver a luz do dia. Isto, minha linda, é uma pessoa bem resolvida. Vá resolver as suas frustrações e destilar o seu ódio para outro lado, e depois se quiser passe cá, que tomamos um cafézito.

P.S: se tiver com quem e capacidade para, experimente fazer uns putos e chupar umas pilas. Vai ver que é giro.

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