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Hum.

 

A sério? Mas isso é errado porquê?

Leio muito. Muito mesmo. O desenvolvimento da criança e psicologia infantil são temas que me interessam, e mais do que isso, que me dão prazer explorar. Neste primeiro ano do meu filho, sei as guidelines para cada mês, o que se está a passar com o corpo dele, como se está a desenvolver o seu cérebro, e que mudanças esperar. E gosto de saber isso, para o poder estimular da melhor forma.

 

Por exemplo: nos primeiros tempos da criança, não tem qualquer interesse colocá-lo no ginásio de chão, apresentar-lhe bonecos coloridos, enfiá-lo na espreguiçadeira. O melhor nessa altura são contrastes preto/branco, e foi isso que ofereci ao monstrinho nesse momento.

Não tenho o propósito de criar um Einstein, já aqui disse milhões de vezes. Mas se hoje em dia temos imensa informação ao nosso dispor e podemos ajudar a que os nossos filhos se desenvolvam da melhor forma, porque não fazê-lo?

Se eles aprendem a um ritmo mais rápido ou mais lento, isso é outra história. Há coisas que seriam expectáveis aos quatro meses que o meu filho não faz, e por outro lado faz algumas que só esperava mais lá para a frente. Como todas as crianças. Não há mal nenhum nisso. Mas eu sinto que é meu dever enquanto mãe, incentivá-lo e estimula-lo de acordo com a idade.

 

A pessoa que disse a frase do título acha que eu sou obcecada. Que não deveria ler tanto. Que não há qualquer interesse em procurar saber o que é melhor para a criança em cada idade. Que se deve deixar os putos sentados em frente à televisão e esperar pelo melhor.

 

Eu acho que ela está errada.

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4 comentários

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De Anónimo a 15.02.2018 às 15:21

A pessoa está completamente errada, nós pais devemos estar informados do que é expectável em cada fase até porque é aí que podemos detectar possíveis problemas de desenvolvimento. Mesmo sabendo que cada criança tem o seu ritmo e que há crianças que fazem as coisas mais cedo que outras devemos estar atentos ao não fazer de todo, às dificuldades apresentadas e aos períodos de tempo/desenvolvimento em que a criança já deveria fazer outras coisa principalmente ao nível da fala da motricidade grossa e motricidade fina, pois se houver alguma patologia associada ou necessidade de ajuda especializada quanto mais cedo melhor. É muito normal ver-se crianças de 3/4 anos que já deviam falar correctamente e fazer frases completas correctas e conversa correcta(de acordo com a idade é claro) e os pais acharem normal e não procurarem sequer uma opinião especializada.  
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De Mia a 19.02.2018 às 10:11

Concordo totalmente. Vejo pais que não têm a mínima noção do que os filhos deveriam estar a fazer, outros até que incentivam comportamentos que já deveriam ter abandonado - por exemplo, falar à bebé e pronunciar as palavras de forma errada porque "é giro". Não acho que seja uma obsessão, mas sim um cuidado.
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De angelasoeiro a 15.02.2018 às 16:09

Eu acho que não há mães erradas, pura e simplesmente. Nós melhor do que ninguém conhecemos os nossos bebés. Eu deixo a Maria ver bonecos, gosto de a ver olhar perdida para a tv e a sorrir quando lá vêm as musicas. Acho que ajuda a estimular, mas não abuso e não a deixo lá o dia todo. Ela agora adora brincar no ginásio, e tenta agarrar os brinquedos, vou intercalando estas actividades todas entre as sestas. Tenho colegas que não deixam os miúdos ver tv - embora usem o tablet para facilitar as refeições e eu não tenho nada contra. Eles lá sabem o que melhor funciona com o deles. Tenho outros que acham um piadão a miúda ver tv. Confesso que leio cada vez menos e pela minha experiência, a nossa intuição e o que conhecemos do nosso bebé é o mais importante :) 
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De Mia a 19.02.2018 às 10:07

Concordo que cada pai sabe o que é melhor para o seu filho, e não sou de extremismos. Se o meu filho estiver insuportável na hora da sopa, ligo o tablet - já aconteceu meia duzia de vezes. Por norma não ligo a tv durante o dia porque quero que ele se habitue a brincar e quero um ambiente calmo em casa, mas à noite se estivermos a ver, ele vê connosco, ou se ele estiver mais chatinho. No entanto acho que se temos conhecimento ao nosso dispor, o devemos usar para nosso proveito, para tentar fazer o melhor pelos nossos filhos. Não critico quem não o faça, mas acho que não devo ser criticada por fazê-lo.

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