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Fechando o ciclo

por Mia, em 10.08.18

Nunca fui de me queixar muito aqui do meu trabalho, ou pelo menos de entrar em grandes pormenores, por variadíssimos motivos. Fosse por receio de ser lida pelos olhos errados, por considerar falta de profissionalismo fazê-lo, por não gostar de cuspir no prato onde como, por questões de confidencialidade, às vezes até mesmo por preguiça.

 

 

A verdade é que gosto bastante do que faço, mas essa paixão foi-se desvanecendo por questões de fraca gestão. Por muito profissional, competente ou talentosa que uma pessoa seja, é facto que, tal como se deixarmos de regar uma planta ela morre, se não compensarmos devidamente uma pessoa, a chama vai-se. Vale para todos os campos da nossa vida, e nem sempre é dinheiro.

 

 

No meu caso, nunca pedi mais dinheiro, pedi hierarquia. Queria estar ao nível dos colegas que faziam o mesmo (ou menos) do que eu. Para terem uma pequena contextualização: há 6 anos que tenho funções de gestão de equipas. Equipas que me são hierarquicamente superiores. Estando numa organização multicultural, focada numa realidade em que as mulheres já partem em desvantagem e a posição na empresa é sobrevalorizada, fazer valer a minha vontade enquanto líder foi sempre mais complicado do que teria que ser.

 

 

Hierarquia. Ao longo dos anos, foi a única coisa que fui pedindo. Em troca dei cargos muito acima do que vinha no meu recibo do vencimento, executados com sucesso. Dei noites, fins de semana, viagens pelo mundo. Tempo e dedicação pessoal, engolir mais sapos do que o meu eu adolescente alguma vez aceitaria. Dei horas, dias, semanas, investidos em formação e aquisição de conhecimento, mais tarde usados para melhorar os processos e metodologias da empresa. Recebi palmadinhas no ombro, elogios, reconhecimento dos meus colegas e chefias, mais trabalho, cada vez mais desafiante. Mas não recebi o que pedia e considerava justo.

 

 

A vida é como é, quem não está bem muda-se e é tempo de perseguir outra oportunidade que (espero) será melhor para mim. E vou, claro, mas não deixo de sair com um amargo de boca. Não deixo de pensar que o meu emprego dos últimos 8 anos, do qual eu gostava e onde me sentia já parte da família, não tinha que deixar de o ser, se as coisas tivessem sido geridas de uma melhor forma. Saio entusiasmada pelo novo desafio que se avizinha e oportunidades que me vai proporcionar, mas saio também um pouco triste.

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6 comentários

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De Hikarry a 10.08.2018 às 11:17

Boa sorte no novo desafio 
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De Mia a 10.08.2018 às 11:53

Obrigada :)
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De Nuvem a 10.08.2018 às 11:20

vai correr bem minha querida! vais ver!
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De Mia a 10.08.2018 às 11:53

Obrigada! *
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De Happy a 10.08.2018 às 17:33

É normal teres esses sentimentos, mas boa sorte!
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De Mia a 13.08.2018 às 10:45

:) obrigada!

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