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Nunca pensei que fosse desta forma.

Sempre tive medo de morrer, desde que me lembro. Mas era um medo mais focado na dor de morrer propriamente dita, nunca no mundo que deixaria para trás. Mas agora este pensamento não me larga. Talvez a esse tal aumento de consciência se tenha juntado a morte de um familiar e doença oncológica grave de outro, nos últimos meses, e essa mistura tenha provocado aqui qualquer coisa em mim. A verdade é que não há dia que não pense na minha morte antes do tempo. Em tudo o que iria perder. Em como o mundo continuaria sem mim. Quem cuidaria do meu filho? Sim, ele tem pai, mas mãe é mãe. Será que alguém trataria dele como eu faço? Como seria para ele viver sem mãe desde tão novo? Não penses assim, penso. Esquece isso. Não se passa nada. Pois. Mas como tiro esta angústia aqui do meu peito?

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publicado às 09:02


6 comentários

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De Happy a 16.08.2018 às 11:12

Sempre viajei bastante e sem medo. A primeira vez que tive medo foi quando estava grávida. Porque não seria só eu. Nos primeiros tempos depois de ele ter nascido, esse sentimento também me invadia, depois habituas-te. Custa sempre pensar nisso, mas passas melhor.
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De Mia a 03.09.2018 às 11:25

Tenho passado mesmo uma fase difícil cm estes pensamentos. Atormentam-me mesmo e ainda não aprendi a lidar, mas com tempo acredito que vá lá... (espero!)
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De Bast a 17.08.2018 às 12:15

Ando com isso enfiado na cabeça ainda desde a gravidez... pior: sei exactamente o que ela iria sentir porque eu passei por isso. A minha morreu quando era criança... e minguém leva a sério este meu medo. Primeiro eram as hormonas, agora sou eu que sou uma dramática. Seja como for, é um medo que tenho e penso nele demasiadas vezes. E não devia, eu sei. A minha realidade também não ajuda muito
https://angelasoeiro.blogs.sapo.pt/20-anos-462497 
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De Mia a 03.09.2018 às 11:27

Não fazia ideia, lamento muito! Não consigo imaginar o que será essa perda, e vivo aterrorizada com a possibilidade de isso acontecer ao meu filho.
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 17.09.2018 às 17:22

passei uma boa parte da adolescência obcecada com a mortalidade da minha mãe, cheia de medo. curiosamente agora não sinto isso comigo própria embora pense algumas vezes. 
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De Mia a 22.09.2018 às 11:34


Também, não tanto na adolescência mas na infância. Na escola faziam-nos aquela lavagem cerebral sobre como o tabaco mata, e ambos os meus pais eram fumadores (agora só a minha mãe continua, mas infelizmente fuma pelos dois). Morria de medo que lhes acontecesse alguma coisa.

Hoje tenho dias em que estou completamente obcecada com a ideia da minha morte e nem consigo funcionar direito. Espero que seja ultrapassável, com o tempo.

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