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No centro de saúde, peço para actualizarem os meus contactos, uma vez que ainda pertencia ao agregado familiar do meu pai e, consequentemente, ele era notificado de todas as minhas marcações, e eu não.

Bla bla bla, muitos "não dá", muita insistência, e mil burocracias depois - nem vou dissecar mais isto que sofro dos nervos - finalmente acedem a preencher os meus dados. Ao terminar, a funcionária repara no homem ao meu lado e pergunta-me se o meu marido também se quer inscrever no centro de saúde. Digo que não, ela escreve mais qualquer coisa, e mostra-me a folha com os dados para eu confirmar.

Qual não é o meu espanto quando reparo que, onde deveria estar o meu nome, aparece: "Cônjuge de 01". Ao questionar porquê, a explicação é muito simples: pois que um dia o meu homem pode querer inscrever-se no centro de saúde, e, evidentemente, ele deverá ser o  primeiro elemento da família, mas afinal quem é que manda lá em casa???
Até lá, eu sou o nº 2, e deixo de ser a Mia, sou o "Cônjuge de 01", pois com certeza, onde já se viu mulher ter nome?

Portanto, uma pessoa deixa de "pertencer" ao pai e tem obrigatoriamente que "pertencer" a um marido. E se ele não existir, deixa-se ali o lugar aberto, à espera, Deus nos livre de uma mulher ser dona e senhora da sua vida.

Eu achava que o meu banco era estúpido e machista por dirigir toda a correspondência da NOSSA conta a ele, por as MINHAS transferências assumirem o nome DELE, por apenas lhe ligarem A ELE no aniversário, etc. etc.  Mas ser passada para segundo plano porque existe a hipótese de um homem, um dia, eventualmente, querer partilhar o médico de família comigo... isto ultrapassa todos os limites do razoável.

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6 comentários

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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 24.02.2017 às 11:33

Olha a coincidência, estava para falar dessa coisa, porque estive a ler na diagonal os posts do facebook. Estou aqui com uma revolta de fígado, para elas feminismo é mesmo o contrário de machismo. Burras. Contacta-as, porque com a tua história têm logo trinta e cinco mini avc's. 
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De Mia a 24.02.2017 às 12:08

São movimentos como o delas que fazem com que cada vez mais as pessoas associem a palavra "feministas" a "maluquinhas"... Normalmente nem sou de me indignar por dá cá aquela palha, mas isto achei ridiculo!
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 24.02.2017 às 13:30

Essa funcionária é que precisa de uma actualizaçãozinha, ou zona porque isso parece saído duma rábula. 
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De Mia a 24.02.2017 às 13:36

E eu abreviei, porque isto foi só uma pequena parte... e o que se passou a seguir, bem, um dia destes com mais tempo conto aqui, mas abreviando a incompetência: o centro de saúde negou-me o direito a ser seguida num hospital publico e mandou-me ir para o privado se quisesse. Bonito, não é??
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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 24.02.2017 às 13:50

Então se calhar a funcionária tem uma formação à medida desse centro de saúde... 
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De Mia a 01.03.2017 às 13:51

Pois, é mesmo isso...

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