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É um assunto sobre o qual não tenho uma opinião muito firme. Não mostro a cara do meu filho nas redes sociais - apesar de as ter privadas e nunca adicionar desconhecidos - não por não concordar com isso, mas porque o pai não quer. E o filho é dos dois, portanto respeito.

 

Postei, salvo erro, três fotografias do miúdo com a cara visível. Uma quando nasceu, porque sejamos realistas, os bebés quando nascem são todos mais ou menos iguais e havia um batalhão de gente curiosa por ver o menino, porque não? Outra no Natal. Porque era Natal, porque eu fazia anos, porque me apeteceu. E por último no dia do pai, postei uma foto do monstrinho com o pai porque achei que seria uma homenagem bonita e a foto tinha 6 meses, já nem parece ele.

 

Publico regularmente as aventuras do meu pequeno pinguim, mas sempre com a cara oculta, no entanto é um tema que me intriga. Fará sentido este tipo de protecção? Não discuto aqui a exposição absurda a que algumas crianças são sujeitas (ninguém precisa de ver a criança no banho, a chorar, em biquíni. Nem a criança deve, a meu ver, ser utilizada para publicitar marcas/produtos). Falo de uma coisa mais simples. Haverá assim tanto mal se, num aniversário, houver uma fotografia de grupo e o meu filho lá estiver? Não expomos as nossas crianças diariamente só por saímos de casa? Pergunto porque quero, genuinamente, saber a resposta.

Na minha opinião que, como disse, é pouco firme, aplica-se a regra do bom senso. Não acho que seja dramático mostrar os filhos a um mundo restrito desde que não se publiquem situações embaraçosas, detalhes sobre hábitos e localização da criança, e, obviamente, autorizado por ambos os pais. A partir do momento que a criança tenha opiniões, é imprescindível tê-las em consideração, como é óbvio - a nossa vaidade pelos nossos filhos não pode nunca sobrepor-se ao seu bem estar.

E vocês? O que pensam deste assunto?

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Não se atropelem, cabemos todas

por Mia, em 10.04.18

Tem dias em que esta coisa da maternidade parece uma corrida. Muita pressa para tudo, uma competição desmedida para ver qual macaquinho bebé faz a maior habilidade e em primeiro lugar. Não contem comigo para essas merdas.

 

Quando falo com uma outra mãe e conto qualquer coisa que o meu filho fez, estou genuinamente a querer partilhar uma coisa que é importante para mim. Foco no para mim, porque tenho perfeita noção que o facto de o meu filho ter aprendido a virar a chupeta ao contrário não é tão interessante para o resto do mundo como se poderia pensar. Mas, dizia eu, partilho porque quero partilhar. E não raras vezes a dita mãe (nenhuma específica, pode ser qualquer uma) atira-me com  uma habilidade do seu rebento que, claro, tem que ser muito melhor do que o que eu acabei de contar.

 

Sosseguem a passaroca.

 

Somos todas diferentes, os nossos filhos são todos diferentes. Uns são melhores numas coisas e outros noutras, algumas mães agem de determinada forma, e outras de outra, e isso não é giro? Porque não podemos apoiar-nos, em vez de entrar nesta competição desmedida?

 

Tenho aqui ao lado uma mãe de um bebé um mês e meio mais velho do que o meu. Falamos bastante sobre as nossas crias, partilhamos experiências, fotos e vídeos das gracinhas que eles fazem. Provavelmente não podíamos ser mais diferentes, logo desde os primórdios da gravidez: ela foi seguida no público e eu fui parir ao privado. Ela teve uma gravidez de risco e eu tive uma gravidez normalíssima. O meu filho nasceu de cesariana "electiva" e ela teve um parto natural. O filho dela tomou suplemento desde cedo, o meu mamou em exclusivo até aos quatro meses. Por outro lado o meu deixou a mama aos cinco e ela continua na luta. O meu filho é um badocha, o dela é todo fit. A minha criança vai já para a creche, a dela não. O meu filho dorme a noite toda desde que tem um mês e meio, esta desgraçada já não se lembra o que é dormir mais do que duas ou três horas seguidas. O filho dela diz mamã, olá e bate palminhas, e o meu nem tenta falar, e palminhas é quando lhe apetece. O meu filho dorme no quarto dele há dois meses, e ela partilha a cama com o dela. Ela não dá o tablet ao bebé, o meu leva com bonecos volta e meia quando está mais chato. Somos diferentes. Somos ambas boas mães, não tenho a menor dúvida disso, e mais importante do que isso: não nos atropelamos. Pelo contrário. Já perdi a conta às vezes que lhe enviei mensagens que começavam com: já alguma vez te aconteceu <inserir aqui qualquer dúvida existencial sobre bebés>? E fico genuínamente contente quando ela me conta/mostra uma nova habilidade deste bebé que acompanho desde que era ainda um projecto. Não era giro se pudéssemos interagir assim umas com as outras, sem apontar de dedos, sem competição, sem ódio?

 

Já vieram aqui apontar-me posts de outras mães que fazem qualquer coisa que eu critiquei aqui, e também já vi o meu blog mencionado noutros naquela de: olha-me esta puta que faz o oposto do que tu fazes. Caguem nisso.

 

As nossas escolhas, condicionadas ou não, são as que consideramos melhores para os nossos filhos, e nenhuma de nós é melhor ou pior por isso. E isto é assim com todas as mães. Nenhuma mãe toma uma decisão sobre a educação do seu filho enquanto pensa: vou fazer desta forma porque é uma merda e vai ser mau para ele. Fazemos o que sabemos e podemos. E se calhar estava na altura de deixarmos o ódio e a inveja um bocadinho de lado, aceitarmos as nossas diferenças, e aproveitar. Ou não estamos todas no mesmo barco?

 

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Então Mia, como é que ele lidou com a separação?

 

Nem notou.

 

Há uma razão para os pediatras recomendarem a mudança de quarto aos seis meses. Os bebés são ainda tão pequeninos, não têm ansiedade de separação e não sentem a mudança. No nosso caso, a alteração impunha-se por mais um motivo: o berço que temos no quarto só dá até aos 9kg/6 meses, e o monstrinho pesa já 8,5kg. Não podíamos deixá-lo lá muito mais tempo, e não quisemos deixar a mudança para o limite.

 

Então como foi?

No dia, deitamos o bebé na cama de grades do quarto dele, e fomos para o nosso. E ele dormiu. Já eu, passei a noite em claro. Não sei o que me parece, olhar para o berço vazio ao meu lado. Contei as horas todas, sempre atenta ao monitor e a vigiar cada movimento dele. Fui lá três vezes resgatar a chupeta perdida, e de manhã, mal ele manifestou sinais de acordar, levei-o para a nossa cama. Não tenho emenda.

A segunda noite foi melhor. Descansei, e quando lhe caiu a chupeta pela segunda vez rosnei ao pai um vai lá tu, e a coisa resolveu-se. Dormimos os dois tranquilos até às 9h - eu e o pequeno, que o desgraçado do pai teve que ir trabalhar.

 

Entretanto, esta questão da chupeta perdida começa a tornar-se um incómodo. Já era pouco agradável quando ele estava ao alcance de um braço, e agora que nos obriga a levantar o traseiro piorou um pouco. Em conversa com o pediatra, sugeriu-nos tirar a chupeta à noite. Deixá-lo usar de dia, e até para adormecer, mas depois acabar com isso. Ora, o problema é que ele até adormece sem a chupeta, mas depois se dá pela falta dela é o cabo dos trabalhos. Alguém desse lado já passou pelo mesmo? Querem partilhar truques e soluções milagrosas comigo?

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Explico. Adoro estar em casa com o meu filho, e por mim fazia disto vida. Quando voltar a trabalhar, ele vai ter que ir para o colégio, e acho que, com 6 meses, ainda é cedo para entregar a minha criança a um estranho.


MAS.


Há sempre um mas.


Nesta fase ele desconhece o significado de ansiedade de separação. Fica com qualquer pessoa. Não estranha ninguém. És um fácil, digo-lhe tantas vezes, dá conversa a todos e se estivermos com muita gente nem quer saber de mim ou do pai, é imediatamente atraído para as caras novas. Seria mais fácil habitua-lo à rotina de infantário neste momento? Será que o prolongar da licença foi realmente por ele, ou terá sido mais uma forma de tentar adiar a minha própria ansiedade de separação? Dúvidas, toda eu sou dúvidas.

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Robôs de cozinha para fazer comida de bebés, sim ou não?

 

Ponderamos comprar uma Bimby, uma Yammi ou aquela semelhante do Lidl, mas confesso: não só não percebo nada de robôs de cozinha como acho que são caros e que não lhes darei o devido uso. Na verdade nunca senti falta de um até agora: faço as piores sopas de sempre, e temo pelo apetite do monstrinho. Vai daí que resolvemos espreitar os robôs especializados em comida de bebé. Alguém desse lado já usou? Funciona bem? Vale a pena ou é dinheiro deitado ao lixo e mais vale avançar logo para uma coisa mais potente?

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Em criança tinha um livro que contava a história de dois esquilos que, durante o outono, armazenavam bolotas para passarem um inverno sossegado e longe do frio, dentro do seu tronco. O inverno era ilustrado por uma imagem dos esquilos quentinhos, dentro do tronco e junto a uma lareira, a comer as suas bolotas, e recordar essa imagem ainda hoje me traz conforto.

 

Lembro-me tantas vezes desta história que não pode ser normal, e, de certa forma, fiz disso modo de vida. Tenho sempre coisas "de reserva" em casa. Água, produtos de higiene, alimentos. Desperdiço imenso dinheiro e deito fora coisas com validade expirada à conta desta minha mania de comprar tudo a mais. No verão compro roupa de inverno, no inverno compro roupa de verão. Coisas de que muitas vezes não preciso ou que nem irei usar. Tenho um par de sapatos de cada cor, apesar de alguns nunca terem sido usados, porque pode dar jeito. Tenho dois armários cheios de casacos, de todas as cores e feitios, mas depois uso sempre os mesmos dois ou três. Possuo uma coleção invejável de lenços, cachecois, luvas e chapéus, apesar de raramente usar. O princípio é sempre o mesmo: ter tudo aquilo de que irei precisar, à mão, de reserva para um dia de chuva. Vocês percebem. Não?

 

Isto leva-me à minha mais recente obsessão: armazenar leite materno. Mas Mia, falta-te leite? Vais sair e deixar o miúdo com alguém? Vais voltar ao trabalho? Estás a antecipar morrer? Não, não, não, e credo, não!

 

Sou parva. Quero armazenar leite porque sim. Porque pode dar jeito. Porque pode fazer falta. Porque... sei lá!

 

Sucede que não tenho assim tanto leite. As minhas skills de vaca leiteira deixam muito a desejar, sou uma vaquinha fraquinha fraquinha, e apesar de produzir o necessário para este texuguinho estar a crescer a olhos vistos, não consigo encher sequer um biberão por dia se tirar com a máquina. Algo que me preocupa e francamente chateia. Apesar de não precisar. Apesar de ser só uma mania parva. Apesar de nem sequer conseguir vislumbrar uma situação próxima para a qual necessitaria de leite extra. "Tens é demasiado espaço no congelador", estarão vocês a pensar. É provável que sim. Mas antes enchê-lo de leite do que ocupá-lo com gelados...

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Às vezes tenho dificuldade em entender onde fica a linha que separa o que é aceitável escrever num blogue, daquilo que é demasiada informação, que não é prudente ou bonito partilhar. Se, por um lado, este blog funciona como uma espécie de diário para mim, um sítio onde posso vomitar ideias e teorias escondida atrás do meu anonimato, por outro tenho muitas vezes receio de estar a falar mais do que devia, de me expor demasiado, ou simplesmente - admito - que escreva coisas que não são bonitas de ler. A título de exemplo: tenho há mais de um mês um texto nos rascunhos cuja escrita me ajudou bastante porque me permitiu arrumar ideias e perceber melhor a situação que estava a viver. Gostava de o ter publicado porque teria apreciado ler outras opiniões e quem sabe a perspectiva de quem está de fora. Cheguei, inclusivamente, a tê-lo agendado, mas entretanto cancelei a sua publicação. O texto era sobre uma situação familiar, e comecei a pensar no que sentiria a pessoa visada se o lesse, e, ainda que isso tivesse uma probabilidade infima de acontecer, acabei por optar por não o publicar. Não sei se fiz bem ou mal, mas decidi assim. E vocês? Escrevem sem filtro ou pesam o impacto das vossas palavras? Onde traçam o limite?

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Sobre o agendamento de posts

por Mia, em 23.10.17

Este blog vive de posts agendados, não é segredo. Desde que fui mãe, o tempo não abunda, e quando me sento em frente ao pc as palavras escorrem-me por entre os dedos e dou por mim a agendar semanas de posts. Há, no entanto, uma questão que me consome: e se me acontece alguma coisa entretanto? E se a vida muda, e se as coisas correm mal, e se - Deus me livre - morro? O blog continua vivo, alheio ao drama, a retratar episódios de quando a vida era boa? Às vezes deixo-me atormentar por coisas parvas - esta é uma delas. Alguém igualmente dramático desse lado?

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Pessoas que têm/tiveram bebés pequenos, cheguem-se aqui:

Como é que se vai ao supermercado? Hum? Se tiverem que ir sozinhas com o puto e precisarem de trazer mais do que duas ou três coisas, como é que fazem essa proeza? Conduzir um carrinho de bebé e um carrinho de compras ou cesto em simultâneo é humanamente impossível - e quem disser o contrário está a mentir!!! Aquelas cadeirinhas que alguns supermercados têm nos carrinhos são demasiado instáveis para um bebé tão pequeno. Slings/cangurus e afins são uma boa ideia, mas as minhas costinhas não aguentam assim tanto tempo. Então digam-me: qual é a alternativa??

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O que eu quero mesmo saber é:

por Mia, em 20.09.17

Vocês, enquanto mulheres/esposas/mães/whatever, levariam a mal a "oferta" (chamemos-lhe assim)?

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"Aconteceu a uma amiga"

por Mia, em 20.09.17

Façamos em conjunto um pequeno exercício: ora suponham que o vosso marido chega a casa ao fim do dia e vos atira para cima esta brilhante novidade: "a minha mãe ligou para avisar que ela e uma amiga amanhã vêm cá limpar a casa".

 

Sendo que:

a) "amanhã" é fim de semana, e calha de vocês até poderem eventualmente ter outros planos que não passariam por limpar a casa

b) a casa não está propriamente imunda, dado que a empregada, apesar de ter faltado nessa semana, tem tratado das limpezas semanalmente

c) ninguém vos pediu opinião, apenas apresentaram o facto consumado

 

 

Qual seria a vossa reacção?

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Pergunto

por Mia, em 13.07.17

Como é que uma mãe de primeira viagem que não tenha outro acompanhamento além do providenciado pelo SNS está tranquila num momento destes?

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Sempre assumi que, quando engravidasse, teria a criança no hospital público. É aquela velha máxima, se foi suficiente para a minha mãe, para a minha sogra, para as minhas tias... também há de ser suficiente para mim, certo? A isto acresce que o hospital público da minha zona tem fama de ter uma excelente maternidade, e sempre assumi que iria por aí, nunca outra hipótese esteve em cima da mesa.

 

Mas entretanto... não chegava as coisas não terem corrido pelo melhor das vezes que lá fui. Sou uma curiosa e não descansei enquanto não esgravatei todas as histórias - boas e más - que podia sobre partos e atendimento naquele hospital. Depois claro, quanto mais sei, mais dúvidas tenho.

 

Decidi então fazer listas - prós e contras para cada hospital.

 

Comecemos pelo positivo de parir no público:

  • Dizem que o hospital tem excelentes condições.
  • A opinião, de uma forma geral, é de que os partos ainda que não corram sempre bem, têm um final feliz.
  • Os quartos são individuais e o pai pode passar a noite (no entanto os horários são mais restritos).
  • O parto é gratuito.
  • Dispõe de cuidados intensivos (para ele e para mim).

 

 

Por outro lado:

  • Obter informações sobre o hospital (visita à maternidade, curso de preparação e quaisquer dúvidas, só arrancado a ferros e com muito mau feitio).
  • A minha obstetra não poderá acompanhar o parto, nem o pós.
  • Más experiências com o SNS levam-me a duvidar da competência dos médicos que lá trabalham.
  • Ainda que sejam competentes, a falta de cuidado e humanidade na forma como tratam os pacientes assusta-me.
  • Dependendo de quanto tempo demorar o parto, posso passar por várias "mãos": diferentes médicos, enfermeiros, etc, e vai-se a ver e ninguém está a acompanhar o caso devidamente.
  • As indicações são claras: uma cesariana só é efetuada em ultimo recurso. Nem que isto implique o uso de fórceps e ventosas, e colocar a mãe e o bebé em stress e sofrimento mais tempo do que o recomendável.
  • Estagiários. Estagiários a examinar o parto, estagiários a fazer o toque, estagiários que nunca vi mais gordos nem conheço de parte alguma a invadir a minha privacidade e o meu corpo, sem ter a hipótese de recusar.
  • O estacionamento é pago (ou então temos que deixar o carro onde Judas perdeu as botas)

 

 

no privado, as vantagens são:

  • Seria a minha obstetra a fazer o parto, e a acompanhar o pós-parto.
  • Há todo um cuidado, atenção e conforto na forma como se lida com os pacientes.
  • A visita à maternidade é bem planeada e incentivada.
  • A informação é de que os partos são mais simples e descomplicados.
  • Posso fazer lá o curso, gratuitamente, e ser acompanhada pelas mesmas enfermeiras que assistirão ao parto.
  • Excelentes instalações.
  • Os quartos são individuais e o pai pode passar a noite, com maior liberdade de horários.
  • Em caso de complicações, não se arrisca e avança-se para uma cesariana.
  • Não deixam a mãe em sofrimento à espera que o parto natural se dê.
  • O estacionamento à porta é gratuito.

 

 

Mas por outro lado:

  • Tem custos - ainda que o seguro comparticipe perto de 90%, o restante tem que ser suportado por nós.
  • O hospital não dispõe de cuidados intensivos neonatais. Caso haja algum problema, o bebé terá que ser transferido para o público. O mesmo acontece se o problema for comigo.
  • Há todo o preconceito associado a optar pelo público: és mimada, cagarolas, queres é fazer uma cesariana.

 

 

Posto isto não sei. Sendo totalmente honesta, estou inclinada para o privado, parece-me mais cómodo, mais simples, e acima de tudo mais seguro. O meu maior medo de seguir esta opção era a questão de transferência do pequeno para o público se alguma coisa correr mal, mas, ao expor esta situação à minha médica, ela sossegou-me dizendo: "é claro que aqui não arriscamos tanto que as coisas corram mal". Mas pode acontecer. Pode sempre acontecer.

 

Sou caguinchas, é verdade. Sou fisicamente fraca (sou menina para desmaiar de nervos) e emocionalmente já fui mais estável. Tenho muito medo, cada vez mais, sou assaltada por cenários escabrosos com frequência e preciso de calma, tranquilidade e de ter perto de mim alguém que me sossegue e compreenda. No fundo preciso de ser bem tratada, e acho que no público não vou ser.

 

E vocês? O que fariam (ou fizeram)?

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E eu pergunto: se o Estado nos permite ficar em casa apenas 4 a 5 meses remunerados com uma percentagem aceitável do nosso salário (a licença alargada é paga a 25%, o que não é aceitavel para muita, muita gente), como é que uma pessoa normal, com um salário normal cumpre com isto?

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Opiniões precisam-se

por Mia, em 23.03.17

Criopreservação de células estaminais: sim? Não? Porquê?

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O tempo passou mas o medo não.

por Mia, em 09.02.17

Esperamos até à eco do primeiro trimestre para contar às pessoas. Foi difícil, mas com o aborto ainda muito presente, e todos os dramas e comentários que isso nos trouxe, achamos que seria mais seguro aguardar.

Pelo meio muita ansiedade, muito medo, vou vos poupar os detalhes. Acho que o pior foi até às nove semanas, altura em que no passado soube que tinha perdido o outro bebé. Desfiz-me num choro simultaneamente nervoso e aliviado, enquanto via o meu filho a acenar-me do outro lado do ecrã e ouvia aquele pequeno coraçãozinho a bater.

 

Tão cliché e tão sentido.

 

Estamos nas 14 semanas, e continuo com medo. Já contamos à família e amigos, até porque é cada vez mais evidente, no entanto continuo com aquele medo: e se corre mal? Acho que depois de se passar por isso, nunca mais se consegue viver as coisas com a mesma tranquilidade. A barriga cresce, o bebé cresce, e eu continuo sem conseguir visualizar a coisa a acontecer... Serei normal? Estará tudo bem? Será que estou a fazer tudo o que é suposto? Conseguirei por esta criança no mundo em segurança?

 

Sou, neste momento, um saco de dúvidas. Ainda por cima um saco gordo.

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Como é que se faz para extreminar formigas sem usar daqueles insecticidas que limpariam o sebo também aos gatos?

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Duvida existencial

por Mia, em 22.08.16

Quem é que ensinou aos nossos emigrantes que quando falam em "francês" têm que esganiçar a voz como se lhes estivessem a picar o cu com uma agulha?!

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E truques para manter as pestanas reviradinhas sem fazer permanente, alguém sabe? Hoje acordei atormentada com isto.

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publicado às 14:48

Eu explico:

por Mia, em 24.10.15

Voltei a um sítio onde fui feliz. Estava vazio, como eu sabia que estaria. As pessoas que partilharam esses momentos comigo seguiram o seu caminho, tal como eu, o sítio foi literalmente abandonado, o café da esquina fechou, a loja de baixo também, a rua estava deserta. A vida não pára e todos avançamos, eu incluída, e estou feliz, não é por aí. Mas procurar rever uma memória - que era, de todo, impossível de reencontrar - e encontrar um vazio só me provocou tristeza.

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