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8 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.04.18

Oito meses que passaram a voar. Antes de ele completar nove estarei já a trabalhar, e se por um lado anseio por esta nova experiência que vai ser a entrada na creche, por outro a ideia deixa-me petrificada.

 

Pequeno monstrinho está enorme e super activo. De um momento para o outro, parece que lhe trocaram as pilhas por umas novas e não pára um segundo. Já tem uma rotina mais ou menos certa: acorda pelas 9h, dorme uma sesta ao fim da manhã, almoça, brinca, dorme um pouco de tarde, lancha, brinca mais um pouco, dorme 30 min antes do jantar, janta, fica um bocadinho connosco e depois dorme até ao dia seguinte. Ah, pelo meio há banhos e essas coisas. Passa bastante tempo acordado durante o dia, chega a estar 3h seguidas.

Na maior parte dos dias, não exige muita atenção. Compramos-lhe um parque e ele fica sossegado a brincar lá durante imenso tempo, ninguém o ouve piar. Descobriu que se consegue por em pé e há momentos em que não quer mais nada e quando tentamos que se sente estica os joelhos e recusa.

Não tem medo de nada. Atira-se, rebola, trepa pelas coisas. Deita a mão aos gatos, cães, vai ao colo de qualquer pessoa. Ri-se muito e gargalha com facilidade. Adora fazer "aviãozinho" e ver pessoas aos saltos é gargalhada certa.

Começou a ter pesadelos e volta e meia chora de noite - nada que um miminho não resolva. Ganhou imenso cabelo e até já lhe fiz uma mini crista um dia destes, pobre criança. Volta e meia já anda na cadeirinha de menino crescido quando vamos a qualquer lado.

Experimentou peixe pela primeira vez e, como tudo aquilo que mete à boca, adorou. Continua a trincar tudo e a babar-se imenso, mas não há sinal de dentes. Está gordinho e bochechudo. Agarra tudo o que apanha à frente, é um perigo. Aprendeu o não, mas ainda estamos a aperfeiçoar a coisa.

Brinca muito, e começa a abanar os brinquedos e bater com uns nos outros para fazer sons. Quando atira alguma coisa ao chão, fica a olhar para onde caiu muito atento.

Dá muitos beijinhos (daquela forma tosca que parece que nos vai comer a cara) e abracinhos. A última habilidade que andamos a treinar: eu peço-lhe a chupeta a ver se ele dá - às vezes dá, outras manda-me dar uma curva.

Bate palminhas (com ajuda) e se conseguir agarra as nossas mãos e bate também enquanto faz "eeeehhhhhh!!!!!".

Continua a palrar imenso, mas nada em concreto. Diz o nome dele e há dias soltou um papapapapa que foi logo censurado: ou é mamã ou não é nada. Faz bolhinhas e barulhinhos com a língua, adorável especialmente quando está a comer. Falando em comer, tem o estômago furado. Não quer nunca deixar de comer, nunca encontrei o fim do estômago desta criança. Come, come, come, e no fim ainda chora porque comeria mais. Confesso que às vezes me custa não lhe dar segunda dose, parece que o estou a deixar à fome, mas não pode mesmo ser senão o puto ainda rebenta!

Dizem que não há nada que nos relembre mais a passagem do tempo do que uma criança, e isso é das maiores verdades que ouvi. Meu pequeno monstrinho, oito meses.

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Aprendeu o "não"

por Mia, em 16.03.18

Dizem os livros que os seis meses é a altura de introduzir o "não" na vida dos bebés. Tentei, mas não me ligava nenhuma, até à semana passada.

 

Sentado no meu colo, viu um tubo de creme de mãos e pegou nele. Levou à boca e eu disse "não". Firme, séria, enquanto abanava o dedo. Tirou o tubo da boca e olhou para mim. Repetiu, novo não. Tirou, olhou para mim, fez beicinho. Tentou de novo, mais uma vez "não". Desatou num pranto.

 

Assim.

 

Não lhe toquei, não lhe tirei o creme, mas disse-lhe que não podia fazer algo que queria. É claro que me partiu o coração vê-lo a chorar, mas senti que foi uma vitória. Dei-lhe um abracinho para o consolar, enquanto lhe dizia: podes brincar, mas não podes por na boca (sei lá se ele entende!).

 

Passadas algumas horas, sentados no trocador depois de mudar a fralda, tentou agarrar o creme das assaduras e por na boca. Novo não, novo beicinho, nova tentativa, novo não, choro, abraço - podes brincar, mas não podes por na boca.

 

Agora, sempre que vê um tubo de creme, pega e brinca, enquanto vai deitando o olho para ver a minha reação. Não mete à boca. Quando começa a aproximar da boca e eu faço cara séria, mesmo sem dizer que não, atira-se para me dar um abracinho e sorri. Quando está a fazer algo e eu digo que não, fica a olhar para mim, muito sério, e raramente continua.

 

Há quem seja da opinião de que é muito cedo, que a educação se dá mais tarde, que estou a ser ditadora. Eu acho que as crianças precisam tanto de regras e de estrutura como de amor e carinho, desde o primeiro momento. E vocês, acham o quê?

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... vais dar com o teu filho a bater com dois cubinhos de plástico um no outro e a soltar gritinhos histéricos com o barulho, e ficas em êxtase. As mães vão perceber logo, mas para quem não entende: esta coisa de ver um ser que começou por ser uma ameba apática sem reacção a nada, passar a interagir com objectos, a começar a descobrir relações causa-efeito, e a reagir-lhes, tem qualquer coisa de espetacular.

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Portantos

por Mia, em 09.03.18

A criança nasce e uma pessoa todos os dias lhe repete: mamamamamamamamamamamamama, na esperança de uma mamã como primeira palavra. Pois que o puto começa com as consoantes e diz o quê? Pensaram papapapapapa? Nada disso. Diz a abreviatura do nome dele, ora essa, cá dar prioridade aos outros...

 

 

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Levantou-se!

por Mia, em 09.03.18

Como assim? Como é que isto aconteceu, quando é que o meu bebé começou a ser um menino, ninguém me deu aviso prévio.

 

Estava com ele no sofá, sentado sobre a minha perna, com os pés apoiados no sofá, a observar os gatos. Fica todo excitado e ri-se imenso sempre que os vê, mas com a gata é um êxtase diferente. Mas dizia eu, lá estávamos nós sentadinhos no sofá, a gata lá no fundo da sala, o miúdo a abanar braços e pernas de alegria, e não tem mais nada, segura uma mão no meu braço, apoia os pés no sofá, e... põe-se em pé! Assim, como se nunca tivesse feito outra coisa a vida toda.

 

Juro pelas alminhas que isto aconteceu assim, tal e qual.

 

E agora que descobriu isto, não quer outra coisa. É vê-lo a levantar-se como uma mola, feliz com o seu feito - é claro que já fiz uns 200 vídeos para não me acusarem de ser uma exagerada. É agora que vem a parte difícil, não é? Estou tentada a comprar um rolo de plástico-bolha e fazer dele uma bolinha...

 

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7 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.03.18

Caramba, eu sei que estou sempre a dizer o mesmo, mas para onde foi o tempo? Pequeno monstrinho está enorme e pesado. Já se senta bem sem suporte, ainda que volta e meia caia para o lado. O grande feito deste mês foi aprender a colocar a chupeta sozinho, o que nos tem valido noites inteiras de descanso - algumas, não todas. Compramos um parque e tem passado algum tempo lá a brincar. Entretém-se bem sozinho, mas já começa a ficar mais birrento e chatinho e a exigir a presença de pessoas. Às vezes é capaz de estar a brincar bem sozinho, mas se nos vê começa a choramingar por atenção - sabe muito! Tentamos introduzir as palminhas e o adeus, sem sucesso. Adora ver-nos a bater palmas e ri-se se o fizermos com as mãozinhas dele, mas não o faz sozinho. Também não diz adeus quando pedimos, mas volta e meia acena, só porque sim. Aprendeu a dançar com a cabeça, abana-se todo e ri-se. Não tem a mínima vontade de gatinhar. Já rebolar, é um fartote e a muda da fralda tornou-se toda uma aventura - rebola para um lado e para o outro tentando apanhar tudo o que estiver à volta dele. Começa a fazer algumas birras, e eu começo a ter necessidade de às vezes me afastar um pouco e respirar fundo - a brincar, já são 10 meses enfiada em casa e começo a dar mostras de cansaço. Tem dias melhores e piores, como nós, mas as segundas feiras são, também para ele, particularmente difíceis. O fim de semana é muito agitado, sempre com o pai por perto e a percorrer a família toda, e à segunda feira tem chorado histericamente ao fim do dia. Suponho que seja uma espécie de descarga emocional. Continua a ter um sorriso fácil, mas já o sinto mais desconfiado com estranhos. Faz os barulhinhos mais fofos e agora aprendeu a brincar com cuspe, adorável. Come muito bem, e se demoramos muito entre colheradas vai atrás da colher de boca aberta. Adora os gatos, ri-se assim que os vê e se conseguir alcança-los, puxa-lhes o pelo. Eles deixam, o que é giro de se ver, porque são animais que normalmente não dão confiança a ninguém. Já tem mais cabelo ainda que continue a ser pouco. Continua gorducho. Temos ido à natação e sinto que está mais à vontade dentro de água, principalmente com água na cara. Estamos a menos de dois meses de começar a creche e, apesar de ainda me custar a ideia, sinto que o meu bebé é cada vez mais um menino e vai estar preparado quando chegar o momento.

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Começamos pelas sopas. Há pediatras que preferem começar pelas papas, outros pelas sopas, o nosso achou melhor assim. Fiz então aquela primeira sopa horrorosa sem nada: batata, cenoura, umas folhas de alface, e um fio de azeite em cru.

 

O que é que acontece quando se dá alimentos com consistência de puré a uma criança que só sabe beber leite? Javardice. Muita javardice.

 

No primeiro dia valeu tudo: cantigas, palminhas, iPad com a pequena sereia a bombar. Era uma colher de papa, e chupeta na boca para ele nao cuspir. Ah, mas não se deve fazer isso. Caguei.

 

Acabamos a refeição com metade da sopa na babete, no tabuleiro, no chão, no cabelo dele, no meu cabelo, dentro das orelhas, sei lá. A outra metave ficou-lhe no estômago, e considerei-me vencedora.

 

No segundo dia, tudo mudou! Já engolia melhor, e alambazou-se com um prato de sopa enquanto o diabo esfrega um olho. Sem musica, sem iPad, sem chupeta, sem nada. Desde então tem sido assim, tudo o que lhe damos ele come bem, minha betoneirazinha, e já conseguimos fazer refeições inteiras sem a casa ficar a parecer um campo de batalha.

 

Já provou couve branca, alface, alho francês, couve flor, brócolos, abóbora, repolho, maçã, pêra e banana - para além da batata e cenoura, claro, e por enquanto não se mostra esquisitinho com nada. Diz a minha sogra que nós não merecíamos um bebé tão fácil (tanto eu como o pai eramos um terror para comer). Estou tentada a dar-lhe razão!

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Então Mia, como é que ele lidou com a separação?

 

Nem notou.

 

Há uma razão para os pediatras recomendarem a mudança de quarto aos seis meses. Os bebés são ainda tão pequeninos, não têm ansiedade de separação e não sentem a mudança. No nosso caso, a alteração impunha-se por mais um motivo: o berço que temos no quarto só dá até aos 9kg/6 meses, e o monstrinho pesa já 8,5kg. Não podíamos deixá-lo lá muito mais tempo, e não quisemos deixar a mudança para o limite.

 

Então como foi?

No dia, deitamos o bebé na cama de grades do quarto dele, e fomos para o nosso. E ele dormiu. Já eu, passei a noite em claro. Não sei o que me parece, olhar para o berço vazio ao meu lado. Contei as horas todas, sempre atenta ao monitor e a vigiar cada movimento dele. Fui lá três vezes resgatar a chupeta perdida, e de manhã, mal ele manifestou sinais de acordar, levei-o para a nossa cama. Não tenho emenda.

A segunda noite foi melhor. Descansei, e quando lhe caiu a chupeta pela segunda vez rosnei ao pai um vai lá tu, e a coisa resolveu-se. Dormimos os dois tranquilos até às 9h - eu e o pequeno, que o desgraçado do pai teve que ir trabalhar.

 

Entretanto, esta questão da chupeta perdida começa a tornar-se um incómodo. Já era pouco agradável quando ele estava ao alcance de um braço, e agora que nos obriga a levantar o traseiro piorou um pouco. Em conversa com o pediatra, sugeriu-nos tirar a chupeta à noite. Deixá-lo usar de dia, e até para adormecer, mas depois acabar com isso. Ora, o problema é que ele até adormece sem a chupeta, mas depois se dá pela falta dela é o cabo dos trabalhos. Alguém desse lado já passou pelo mesmo? Querem partilhar truques e soluções milagrosas comigo?

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Monstrinho foi à natação

por Mia, em 07.02.18

A pediatra autorizou a partir dos três meses, mas queríamos esperar até aos seis e até começar a primavera para dar início, no entanto comecei a fazer pesquisa na semana passada. Queria uma piscina sem cloro, por causa da pele e coisa e tal, e aqui na zona só havia um ginásio com outro tipo de tratamento de água. Fomos então saber condições. 30€ por mês, pareceu-me excessivo mas consideraria, só que depois veio o extra: claro que um dos pais teria que se inscrever também no ginásio, porque vão usar a nossa piscina e tomar cá banho, ora então acresce a módica quantia de 60€, perfazendo um total de 90€ para o menino ir nadar em águas sem cloro. Quatro vezes por mês.

 

Abusivo.

 

Lembramo-nos então que aqui a 2 minutos de casa há piscinas municipais. Fomos perguntar, e a diferença de preços era brutal - 18€/mês, e vai na mesma um de nós com ele para a água. No entanto, disseram-nos que não o inscrevêssemos. Que não ia gostar. Que não ia aguentar a aula. Que era muito pequeno. Que era asneira colocá-lo numa piscina tão novo. Convidaram-nos a experimentar uma vez, e decidir depois se continuavamos ou não, e assim fizemos.

 

Antes de continuar, explico-vos que não decidi por o menino na natação só porque sim. Em primeiro lugar, porque temos uma piscina em casa. E com toda a vigilância, com toda a segurança, com todas as barreiras, basta um momento de distracção que os acidentes acontecem. Em segundo lugar, achei que ele estava preparado. Sim, tem só seis meses. Mas é um menino activo, grande, com muita força muscular. É uma criança que está bem em todo o lado, muito curioso, que não se aborrece com facilidade, e que adora água desde que nasceu. Achei que ele ia delirar com a piscina, senti que era o momento certo, e não me enganei.

 

No sábado lá fomos nós, de fralda impermeável, com os calções de banho mais fofos e uma mini touca. Caguei nos tampões de ouvidos porque não lhos consegui enfiar. Ao entrar na água estranhou, mas 10 segundos depois já estava a chapinhar. Foi ao colo do professor, que o ajudou a boiar, na maior. Brincou com uma menina que lá estava, com os brinquedos da água, e até nadou ao colo de outra mãe. Ficamos imenso tempo os dois na água, ele encostadinho a mim enquanto o deslizava pela água, parecia que estava num spa. Vê-lo tão relaxado fez-me sentir que tomei a decisão certa. O professor explicou-nos que ele não aprenderá a nadar tão cedo, claro, mas o objectivo é que não tenha medo de água. Saímos da aula 10 minutos antes do fim, por recomendação do professor, mas acho que se dependesse do monstrinho ainda lá estávamos.

 

No final, a parte mais complicada: sair da água e tratar dele e de mim em toda a confusão que é um balneário, sem o pai para ajudar. Felizmente as outras mães foram impecáveis e todas deram uma mãozinha, e a coisa compôs-se. Quando o pus no ovo ele estava tão cansado e tão relaxado que aterrou imediatamente! Agora estamos a vigiar se a pele faz alguma reacção ao cloro, mas até ao momento tudo pacífico. Fiz a inscrição, e a partir de agora vamos começar com a natação "a sério".

 

Mães dos blogs, e vocês? Já se meteram nesta aventura?

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6 meses depois: a mãe

por Mia, em 04.02.18

A mãe está feliz. Nunca fui tão feliz como neste momento. Ser mãe é tudo o que eu imaginava, e mais um pouco. Sim, eu sei, estar em casa ajuda, não ter grandes problemas neste momento ajuda, ter um bebé fácil ajuda. Tenho noção disso, e valorizo a minha sorte todos os dias. Todinhos.

 

Tenho cada vez mais confiança na mãe que sou, e acho que isso se reflete bem no meu filho. Acredito que, em parte, o facto de ele ser uma criança calma e feliz é minha responsabilidade. O resto é sorte, não sei se já disse.

 

A Mia mulher também está diferente. Já aqui tinha falado sobre isso: gosto mais do meu corpo desde que fui mãe. De repente, não me incomoda aquele pneuzinho, ou o pêlo que escapou à depilação. Não deixo de entrar nas fotos porque me sinto gorda. Aliás, não me sinto gorda - mas estou. Já não me visto só de preto nem compro tudo em tamanho L para esconder o corpo. Estou feliz e isso nota-se na minha imagem: dizem-me que estou mais luminosa, e sei que é verdade.

 

Mas gostar de mim não é sinónimo de desleixo! Pelo contrário. Inscrevi-me num ginásio e estou a fazer dieta, seguida por uma nutricionista. Deixo o monstrinho com o pai e faço pilates duas vezes por semana, e surpresa! As minhas dores de costas quase desapareceram. Pela primeira vez na minha vida, estou a fazer as coisas com calma. Não quero perder peso para ontem, não quero planos de treino mirabolantes nem dietas restritas que não vou cumprir. Vamos andando devagarinho, os resultados vão aparecendo, e eu estou bem com isso.

 

Então e o casal? Nunca estivemos tão bem. Falamos muito, fizemos cedências de parte a parte, e conseguimos ultrapassar o afastamento inicial. Sinto que não reencontramos o nosso equilíbrio, mas criamos um novo, melhorado. Temos uma nova dinâmica, somos três agora, mas continuamos a ser um casal. Ter tirado férias no mês de licença dele ajudou a fortalecer o que já estava bom. Foi um mês de namoro a três, e foi maravilhoso. Fosse eu milionária e fazia disto vida. Ele também está mais confiante no papel de pai e isso desarma-me. Derrete-me o coração vê-los juntos, conseguiria passar horas nisso.

 

Confesso que estou surpreendida, e, porque não dizê-lo, orgulhosa da pessoa que sou neste momento. Não me imaginava tão calma, e com a vida tão controlada como está neste momento. Sou feliz.

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6 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.02.18

MEIO ANO. Que loucura, parece que foi ontem.

 

Pequeno monstrinho é um bebé feliz. Não há outra forma de o descrever. Sempre risonho, sempre bem disposto. Sorri para estranhos, sorri ao acordar, gargalha com a maior facilidade. É um gosto conviver com esta criança.

Continua a ser um bebé muito calmo e tranquilo. Faz as suas sestas durante o dia e dorme bem à noite. Vamos tentar mudá-lo de quarto hoje, e ver como corre. Já praticamente não mama. Iniciou a alimentação diversificada, e adora tudo o que come, seja sopa - sem sal, blhéc - fruta, papa ou iogurte. Agora que já sabe engolir direitinho, come num instante e sem fazer grande chavascal. A mãe e o pai agradecem. Descobriu que os gatos existem e é o delírio quando os vê: abana braços e pernas e faz barulhinhos. Falando em barulhinhos, não se cala! Está sempre a palrar, nada com sentido, claro, mas tem piada vê-lo a explorar os sons que consegue fazer. Descobriu que tem pés e agora estão sempre na boca. Se tiver sapatos, não descansa enquanto não os tirar e puser os pés na boca. Aliás, tudo o que agarra vai directo para a boca. Não há nem sinal de dentes, por enquanto. Teve a primeira virose aos cinco meses e meio: uma pequena constipação que curou em poucos dias, nada de grave. Senta-se muito bem com apoio, e mais ou menos sem - volta e meia ainda cai. Faz força para se sentar sozinho, tem cada vez menos paciência para estar deitado, e adora por-se de pê. Quando em pé, começa a dar uns passinhos, mas tentamos não incentivar isso porque ainda não tem força suficiente nas pernas. Adora o banho e já brinca com a sua baleiazinha quando vai para a banheira. Tenta dar beijinhos, mas é tão desajeitado que acaba, invariavelmente, por nos comer a cara. Agarra tudo, brinca imenso, carrega em botões, roda as pecinhas de rodar, puxa as alavancas que são de puxar. Está sempre atento a tudo, se estivermos na rua parece um catavento, sempre a querer apanhar tudo o que passa à volta dele. Se estivermos num sítio com pessoas a passar, sorri para cada uma delas. Começa a reclamar quando lhe tiram os brinquedos ou quando não lhe dão o que quer. Quando tem fome, reclama entre colheradas de sopa. Já olha quando o chamamos, apesar de não responder a um nome em específico - mea culpa, chamo-lhe mil coisas diferentes. Se me esconder e depois aparecer, gargalha todas as vezes - dantes se me escondia ele passava a dar atenção a outra coisa qualquer. O homem diz que nos saiu o jackpot, e eu concordo, é um bebé mesmo bom, nem acredito que tem meio ano!

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5 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.01.18

Está cada dia mais menino e menos bebé. Continua sorridente e bem disposto, distribui sorrisos por toda a gente, seja quem vê todos os dias ou um desconhecido que lhe fale no meio da rua. Palra imenso, e começa a experimentar com a voz: gritinhos, guinchos, sons diferentes. Dá muitas gargalhadinhas, e tem imensas cócegas. Adora o pai e desfaz-se em sorrisos para ele. Já não mama em exclusivo - conversa para outro post - e tem uma paixão pelo biberão: agarra-o com as duas mãos e já o sabe meter na boca. Começou a querer sentar-se e já se aguenta bastante bem sozinho ou a segurar-se com as mãos à frente. Brinca imenso! Bate e puxa os brinquedos suspensos, agarra os que estão à sua volta e abana-os para fazerem barulho. Tenta alcançar quando lhe damos alguma coisa, apesar de nem sempre conseguir. Transfere objectos de uma mão para a outra e tenta comer TUDO. Morde imenso os brinquedos e as pessoas, mas não acha piada aos mordedores. Estando deitado, faz força para se sentar, apesar de ainda precisar de uma pequena ajuda. Também tenta por-se de pé, e se apanha uma superfície dura debaixo dos pés, começa a dar passinhos, um apressado! Dar banho agora é uma aventura: chapinha imenso com as mãos e os pés, e fica tudo molhado. No Natal delirou com os presentes: rasgávamos um bocadinho de papel e dávamos-lhe o resto e, com alguma ajuda, desembrulhou as prendas todas. O preferido do momento é este andador - apesar de ainda não o usar para andar, adora mexer nos botões todos. Já ajuda na hora de mudar da fralda e trocar de roupa: segura nos pezinhos para eu lhe limpar o rabiosque, e estica os bracinhos para vestir as camisolas. Deixou de achar piada a rebolar, e agora quando o deitamos só quer levantar as perninhas e abanar braços e pernas. De barriga para baixo, rasteja para trás que é uma maravilha, meu pequeno caranguejo! Adora ver-se ao espelho. Aprendeu recentemente a baloiçar e é um perigo tê-lo no colo agora. Agora que estamos os dois em casa (o pai de licença e eu de férias), passamos largos momentos os três no mimo. Ele explora as nossas caras com as mãozinhas e tenta agarrar-nos os olhos, o nariz, a boca, os cabelos... uma doçura! Não teve - até ver - regressão de sono, e começa a ter cada vez mais horários e rotinas. Há tempos diziam-me que os miúdos só tinham piada a partir dos 3 anos, e não podia discordar mais: cada dia com este bebé é único e maravilhoso.

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4 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.12.17

Não me canso de repetir este cliché: o tempo passa a voar. Se por um lado parece que ele sempre fez parte da minha vida, por outro sinto que está tudo a acontecer tão rápido que é assustador.

 

Pequeno monstrinho de monstrinho não tem nada. Continua a ser um bebé adorável, e não é por ser meu, mas juro que nunca vi bebé assim: sempre a sorrir. Está quase sempre bem disposto, e agora além de sorrir "em mute" também começa a dar pequenas gargalhadas cada vez mais frequentemente - parece um bonequinho daqueles que chiam quando se apertam. Adora que lhe deitem a língua de fora e façam barulho, e ultimamente ri-se às gargalhadas quando o pai lhe fala "baleiês" ou quando dançamos em frente ao espelho. Começou neste último mês a agarrar objectos, e às vezes a levá-los à boca. Se lhe estendemos um brinquedo, vai instintivamente buscá-lo com a mão direita. Se lhe coloco algum objecto na mão esquerda fica confuso, mas passa-lhe rápido. Se colocar um brinquedo em cada mão, bloqueia, coitadinho, acho que é demasiada informação ao mesmo tempo. Adora a sua girafa, é sem sombra de dúvida o preferido cá em casa. Também já aprendeu que se bater nos brinquedos suspensos eles fazem barulho, e por isso vai sempre lá com as mãozinhas. Com os pés ainda não consegue, só com uma ajudinha nossa - ri-se imenso se lhe brincarmos com os pés. Ganhou cócegas: vestir é uma alegria agora, porque basta tocar-lhe no pescoço ou debaixo dos braços para se desmanchar a rir. Outra animação ao vestir é o facto de ter começado a dar à perna. Está sempre a "correr" com os pezinhos no ar. Quando está deitado, começa a tentar fazer força para se sentar, e se lhe dermos os dedos ele agarra-os com as mãozinhas e iça-se até ficar quase sentado. Quando o levantamos, tenta sempre por-se em pé, e se o segurarmos aguenta-se bastante tempo. Tem uma obsessão por vermelho - raça do puto ainda vai ser do benfica. É imediatamente atraído para qualquer coisa vermelha que esteja no seu raio de visão, e consegue ficar largos minutos a fixá-la. Adora a pequena sereia - talvez pelo cabelo vermelho? - e se pusermos a música a tocar é certinho que vai ficar caladinho. Começou a ser mais chatinho para comer - aborrece-se a meio e choraminga, afasta a mama, chega mesmo a fazer birras. É um pouco stressante porque às vezes tenho medo que não coma o suficiente. Continua a dormir a noite inteira, mas faz cada vez menos sestas durante o dia - várias micro-sestas de poucos minutos e uma ou duas "grandes" de meia hora, às vezes uma hora. Começa a reagir a caras que não conhece, a pessoas que falam muito alto e a muita gente de volta dele: chora e procura-me com os olhitos. Também começa a atirar-se na minha direcção quando quer colo. Gosto, mas tenho medo que se torne demasiado dependente de mim. Desde o início dos três meses que veste roupa de seis. Não pensem que digo isto com vaidade - aliás, nunca entendi as mães que se gabam de os filhos vestirem acima da idade. Gosto que ele esteja a crescer bem, claro, mas chateia-me que de repente roupa que mal usamos já não lhe sirva. Além disso, tenho roupa de 9 meses / 1 ano que lhe ofereceram e eu fui comprando a pensar na primavera/verão, e pelo andar da carruagem nunca vai ver a luz do dia. Continua a gostar do banho e torna-se cada vez mais difícil usar a banheira pequenina ou mesmo a shantala, no entanto ele ainda não se senta bem o suficiente para começarmos a usar a grande. Começa, por vezes, a reclamar nas viagens de carro. Para já resolvemos o problema com este brinquedo pendurado na almofada do banco - ele distrai-se com as luzes e a música - mas não sei durante quanto tempo vai funcionar. Também durante os passeios por vezes já se aborrece e pede colo. Andamos sempre com o marsúpio atrás, e por enquanto tem resolvido - desde que não fique muito tempo parada. Começamos a ter rotinas, mas nada de muito rígido - quando parece que a coisa entra em piloto automático, acontece sempre qualquer coisa que nos vem baralhar o esquema. Na última consulta deparamo-nos com uma situação que não é normal, e estamos a aguardar por exames para ter um diagnóstico mais acertado, por isso este novo mês está a começar de forma menos tranquila. Eu que estava ansiosa pelo que vem aí: as papas, começar a sentar, começar a interagir mais connosco, etc., agora só quero agarrar o presente e aproveitar o meu pequeno ao máximo.

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Se eu fosse rica

por Mia, em 09.11.17

Ficava mais tempo com o meu filho. A coisa mais maravilhosa a que assisti em toda a minha vida é esta que acontece aqui em minha casa todos os dias: vê-lo evoluir de bebé para menino. Morro um bocadinho por dentro de cada vez que me lembro que dentro de seis meses ele irá para a creche e eu vou perder tanto. Estar em casa com um bebé é não comer, não dormir, andar sempre de fato de treino e de cabelo apanhado, mas é muito mais. É ter estado lá na primeira gargalhada. É saber de cor o dia em que ele olhou para o mobile com fascínio pela primeira vez. É ter assistido ao primeiro rebolar, ou ao momento em que ele descobriu que tem mãos. Saber que foi ontem - literalmente, ontem - que ele percebeu que se bater na bola com a mão esquerda ela mexe e faz barulho. E ter visto passo a passo, hoje, quando lhe troquei a bola de lado, todo o processo de redescoberta, agora com a mão direita. Ver esta criança a crescer de dia num processo tão simples, tão natural, tem ao mesmo tempo qualquer coisa de magnífico. Ai se eu fosse rica.

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3 Meses depois: o bebé

por Mia, em 04.11.17

Está cada dia mais bonito e interage cada vez mais connosco. Tem um despertar muito bem disposto quando espontâneo, e gosta de gastar alguns minutos a espreguiçar-se e a fazer caretas. Depois brinda-nos com largos sorrisos. Aliás, ri-se muito e o tempo todo, é um bebé tremendamente bem disposto - não sei a quem sai. Por outro lado, odeia ser acordado, se acontece, fica rezingão o resto do dia. Aprendeu a agarrar coisas: os lençóis, as fraldas, a babete, a mama. Também começa a levar as coisas à boca, principalmente as suas próprias mãos, habilidade que nos trouxe uma nova tarefa: passar o dia a tirar cotão de todo o lado. Está tão comprido que não cabe deitado na banheira pequenina, e já fica com os pés de fora da espreguiçadeira. Continua a adorar o banho e agora choraminga quando o tiramos da banheira. Experimentou a shantala e gostou muito, mas é complicado para nós utilizá-la porque ele é gordinho e temos que lavar bem todas as dobrinhas. Por falar em gordinho: na ultima pesagem, aos 2 meses e meio, já somava 6,150kg. Dorme a noite inteira, desde as 23h/00h até às 7h/8h. Fixa muito o olhar nas pessoas e nos brinquedos, seguindo-os para todo o lado. Também está sempre muito atento aos sons. Gosta que lhe cantem e ri-se muito quando fazemos a bicicleta, lhe comemos os pezinhos ou fazemos caretas. Ri-se imenso quando lhe digo que o pé cheira a chulé, ou que o vou comer. Reconhece a voz da mãe e do pai e arrebita logo as orelhas se, estando com outra pessoa, nos ouve. Já começa a manifestar vontades e preferência por pessoas: se está no colo de outra pessoa e quer vir ao meu, começa a atirar-se na minha direcção e a choramingar (adoro, mas tento dar-lhe espaço quando está com outras pessoas, para não se tornar uma daquelas crianças que só está bem com a mãe). Tem muita força na cabeça mas pouco controlo, o que faz com que tenhamos que ter sempre mil cuidados para não levar uma cabeçada. Já deu algumas mini gargalhadas, mas ainda não o faz com frequência. Deu um salto de crescimento tão grande que já não sei o que lhe serve, o que está pequeno, e o que está grande. O tempo bipolar também não ajuda ao drama da roupa. Continua a adorar andar de carro, fica calminho e observador, e agora já não dorme o tempo todo. Também nos passeios já se mantém bastantes vezes acordado: observa tudo e sorri imenso quando falam com ele, mesmo que sejam desconhecidos. Já saímos mais vezes de casa, aliás, implementamos a rotina de jantar fora uma vez por semana. Adora tummy time, e já consegue rebolar estando de barriga para baixo para a posição de costas no chão. Creio que não entende muito bem o que se passa porque invariavelmente fica ali deitado de costas com ar meio confuso. Todos os dias ao fim da tarde estendo o ginásio no chão da sala e deitamo-nos os dois a brincar. Já começa a tentar chutar os brinquedos suspensos, e, estando deitado com apoio nas costas, faz esforço para se levantar - apesar de não conseguir. Às vezes, quando está de barriga para baixo, ergue o tronco com os braços e, com as pernas, tenta impulsionar-se para a frente - deve querer ir a algum lado. Está mais fiteiro para dormir, e pede muitas vezes colo quando tem sono, para adormecer passado um ou dois minutos. E nós damos, claro. Até há cerca de uma semana, continuava a bolçar imenso e a vomitar algumas vezes. Consultamos outro pediatra para segunda opinião e o veredicto é o mesmo: é um "bolçador", não é motivo para preocupação. Entretanto isso já acalmou, e voltamos ao registo "baba infinita" e bolinhas. Também faz barulhinhos com a língua e ri-se imenso - vai ser lindo quando começarmos com as sopas. Às vezes, durante o dia, faz sestas já na cama de bebé crescido. Entretém-se muito bem sozinho, desde que nos veja por perto. Continua a ser um bebé maravilhoso, somos tão incrivelmente sortudos e felizes que nem consigo acreditar.

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2 Meses depois: o bebé

por Mia, em 04.10.17

Tão cliché mas tão verdade: passou a voar.

 

De repente, o bebé tem dois meses e já não é um recém nascido. É um simpático bem disposto (na maioria dos dias). Ri-se imenso, e uma vez juro que dobrou o riso, apesar de ninguém acreditar em mim. Espalha charme por onde passa com o seu sorriso fácil, basta alguém sorrir para ele que recebe logo um de volta. Já vira a cabeça em direcção aos sons. Interessa-se mais pelos brinquedos, apesar de ainda não lhes tentar chegar com as mãos. Consegue ficar imenso tempo a olhar para os bonecos que lhe penduro em cima da cabeça e a "falar" com eles ou a sorrir. Já faz imensos sons: guinchinhos, gritinhos, uis e ais, e aquela espécie de riso que vem da garganta, é amoroso. Aprendeu também a fazer cuspe, e não só se baba imenso como ainda faz bolinhas, o glamour. Deita muito a língua de fora - já lhe disse que me respeite, que sou mae dele! Às vezes arrepia-se. Tivemos que trocar o berço de lado porque dormia sempre para a direita, e agora acho que a coisa já está mais equilibrada. Pesa quase 6kg e continua a engordar a olhos vistos. Já teve cólicas algumas vezes e não foi nada bonito. Ganhou pestanas - tantas e tão compridas! - e está cada dia mais loirinho, alguém adivinhava que eu, tão morena, havia de ter um filho assim tão clarinho?! Tem imensa força nas pernas e braços, o que nos obriga a toda uma outra logística na muda da fralda, para ele não se magoar com o impulso que dá nos pezinhos ou quando tenta atirar a cabeça para a frente. Segura muito bem a cabeça. Já dormiu mais de 6h seguidas por duas vezes, mas o mais normal são dois blocos nocturnos de 4 ou 5h + 3 ou 4h - e não estamos mal. Gosta mais de mim do que de qualquer outra pessoa - digo-o sem falsas modéstias porque se nota a milhas a diferença de expressão quando me aproximo, os sorrisos que faz quando lhe falo, ou simplesmente a forma como se acalma se estiver a chorar no colo de alguém e eu me chegar a ele. Adora que lhe cante, e se acompanhar de coreografia delira e fica meio histérico. Já reconhece o som da caixinha de música e adormece quase instantaneamente quando a ponho a tocar. Dorme com o seu cãozinho "bóbi", um doudou da Primark com nós nas pontas, que ele gosta de apertar para adormecer. Bolça e vomita com mais frequência do que seria expectável, apesar de aparentemente não haver uma causa clínica. Já teve que passar uma noite no hospital por causa disto, um susto a não repetir! Adora tomar banho e eu não vejo a hora de ele se sentar e brincar na banheira. Também gosta muito de andar de carro e de passear - vai sossegadinho a observar tudo, ou a dormir. Continua a ter o narizito entupido regularmente. Já foi ao brunch, jantar fora e ao supermercado com os pais. Está tão crescido que muita roupa já não lhe serve, e nem tivemos oportunidade de usar - vivendo e aprendendo. Já deixamos as chupetas de recém nascido e começou a usar as de "bebé crescido". Começa a passar mais tempo acordado durante o dia, e consequentemente mais exigente de atenção e mais "chatinho". Tem cada vez mais ar de menino malandro, apesar de ainda ser um bebé muito calminho. Adora que lhe digam que está bonito - pelo menos ri-se imenso com isso. A mamã diz-lhe todos os dias que o adora, e ele responde, invariavelmente, com um sorrisão - e todas as partes menos boas são imediatamente apagadas da memória.

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Só para saber

por Mia, em 28.09.17

Nota-se muito que tenho vindo a escrever posts para um dia, numa futura gravidez, vir cá ler e recordar-me de como foi este momento?

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O meu pequeno monstrinho

por Mia, em 20.09.17

Cá em casa também se dá por meu amor. Pintainho. Meu peixinho. Pequeno pónei. Budinha. Gordito. Pequeno buldogue. Bulldoguezinho. Pequeno panda. Texuguinho. Pinguim. Baby boy. Bebé. Amorzinho da mãe. Bochechas. Velhote. Meu velhote desdentado. Babe. Borracholas.

 

Ocasionalmente também o trato pelo nome dele.

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Derreto-me

por Mia, em 18.09.17

Quando acaba de mamar e fica "bêbado de leite"

 

milk drunk.jpg

(não é o meu, mas é tal e qual)

 

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1 Mês depois: a mãe

por Mia, em 16.09.17

Este post já vem um pouco depois do mês, mas também isso traduz o que é ser mãe: prioritizar tudo e fazer as coisas quando dá.

 

Então Mia, como te estás a dar com isto de ser mãe?

Bitch please:

Ok, se calhar não está tuuuudo controlado. Não sou a mãe perfeita. Nem a super mulher (um choque, eu sei). Há dias em que não consigo fazer tudo, outros rendem mais. Cada dia é diferente, não existe uma rotina rígida nem bem estabelecida, e eu estou a aprender a lidar com isso.

 

Neste primeiro mês, aprendemos a descomplicar o bebé: amamentar já não custa tanto. Tirar leite já não é dramático. Já lhe visto qualquer coisa sem medo de o partir - até mesmo aquelas camisolas que entram pela cabeça. As fraldas mudam-se em piloto automático. Forço-me a não pensar nos dramas da vida (e se um dia ele tiver uma febre? e quando cair pela primeira vez? e se alguém algum dia o tratar mal?). Aos poucos, as coisas vão sendo menos difíceis.

 

Eu também estou melhor. O corpo recuperou bem do parto, e apesar de ainda não ter reavido a sensibilidade na zona da cicatriz (dizem que pode demorar até um ano), não tive problemas de maior com a parte física da coisa. Emocionalmente também me sinto bem. Já não choro todos os dias. Na verdade não me lembro quando chorei pela última vez, o que só pode ser bom sinal.

 

Morria de medo de estar sozinha em casa com o bebé, mas de repente já estamos nessa vida há mais de duas semanas e tem corrido tudo bem. Ele está bem alimentado, a crescer bem, a cumprir com as metas de desenvolvimento esperadas. É um risonho bem disposto. A casa está limpa e arrumada. A roupa está lavada, passada e arrumada nos armários. As camas são feitas de lavado, as toalhas e tapetes são trocados com a frequência normal. Já consigo tomar banho todos os dias quando estou sozinha com ele (no início era só à noite, quando o pai chegava), e não me esqueço de lavar os dentes (aconteceu). Já fui à depilação e à manicure, e nos melhores dias até me dou ao luxo de gastar algum tempo a esticar o cabelo - lá porque estou sozinha em casa não quer dizer que tenha que parecer um ogre. Já não passo os dias de pijama. Tenho cozinhado o almoço todos os dias, e às vezes o jantar. Já fui às compras. Comecei a organizar o álbum de gravidez. Consegui até ler algumas revistas. Nos melhores dias, sento-me com um café e um chocolate e gasto alguns momentos a escrever aqui no estaminé, e a agendar posts. Não tenho as leituras de blogues em dia, mas lá chegaremos. Aos poucos, a vida começa a ganhar rotinas e uma sensação de normalidade, ainda que seja um novo normal.

 

Acima de tudo, já não tenho tanto medo, o futuro (e o presente) já não me assusta (tanto), e começo a acreditar que tenho a coisa - de alguma forma - controlada.

 

E o casal?

Ainda não reencontramos o nosso equilíbrio. Gostava de dizer que tem sido tudo um mar de rosas, mas não seria verdade. O nascimento do pequeno monstrinho despertou nas pessoas à nossa volta uma ligeira obsessão. Limites foram ultrapassados, e isso mexeu com a nossa estabilidade conjugal. Mas sobre isso falarei, talvez, depois. Por enquanto esforçamo-nos por reagrupar adaptar a nossa relação à nova realidade. E acredito que correrá tudo bem, sei que ambos estamos a dar o nosso melhor, e isso basta-me. O resto vem com o tempo.

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