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Silly season

por Mia, em 15.08.18

O meu filho lambeu o gato.

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Cuteness overload

por Mia, em 08.08.18

Quando ele agarra nas sapatilhas e as pousa em cima dos pés. Quando pega na escova e "penteia" o cabelito. Quando pega no comando de brincar e encosta ao ouvido dizendo "tá?". Quando gatinha atrás dos gatos pela casa fora dizendo "olá olá olá" e dando guinchinhos. Quando sorri com os olhos fechadinhos e mostra os dois dentinhos que tem à frente.

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1 ano depois: o bebé

por Mia, em 04.08.18

Um ano. Um ano inteiro. Parece que ainda há dias estava grávida, mas ao mesmo tempo não sei já como era a vida antes dele. Um ano incrivelmente feliz, apesar de nem tudo serem sempre rosas. Um ano a dar graças todos os dias pela criança maravilhosa que me calhou e pela sorte que temos.


Pequeno monstrinho, de pequeno não tem nada. Está muito comprido e menos rechonchudo, ainda que continue com aquela barriga deliciosa de bebé e aquelas coxinhas cheias de pregas. Tem olhos castanho-mel como o pai, que com o sol ficam meio esverdeados, e agora com o verão está cada vez mais loirinho - engraçado sendo eu morena de olhos escuros como me foi calhar uma cria tão pálida e "deslavada".


Como todas as crianças, desenvolve-se ao seu ritmo. E nós apoiamos, sem pressas. Notamos que é um bebé com maior competência para o desenvolvimento da componente física: começou cedo a segurar a cabeça, com 5 meses já pressionava as pernas contra o chão e tentava andar se o segurássemos, sentou mais cedo do que é habitual. Começou a gatinhar perto dos 9 meses, e com isso deixou de querer andar por uns tempos. Agora levanta-se e anda agarrado às coisas, às pessoas, ao andador. Se o deixamos em pé fica com medo e senta-se.


Por outro lado, não mostra grande interesse em falar. Diz muito "papá", mas desconfio que ainda sem perceber bem o sentido porque tanto diz quando vê o pai chegar a casa, como quando está comigo. "Oiá" (olá) é cada vez mais frequente. Volta e meia solta um aba (água), bebé, ou a alcunha que lhe chamamos, mas é complicado perceber ainda se é por acaso ou intencional. Temos tempo e tentamos não sobre-estimular. De resto, os habituais "tatata", "dadada" ou "bababa". Mamã nicles, pequeno ingrato.


Começa a interagir com objectos e é delicioso de ver. Leva a colher à boca (toda torta, metade da comida cai pelo caminho), e se pedir "dá papinha à mamã" põe-me a colher na boca, ou apanha comida com a mão para por na minha - é um bebé tão meiguinho. Dá miminho, diz xau-xau. Se lhe dermos a escova, tenta pentear o cabelo. Se dermos o telefone, coloca-o no ouvido. Estas pequenas aprendizagens acontecem todos os dias e enchem-nos de orgulho - os pais desse lado vão perceber.


Continua a ser um bebé muito musical, dança imenso, faz coreografias que aprende na escola. Aponta para todo o lado e adora ver fotografias e apontar para as pessoas. Se lhe pergunto "onde estão os olhinhos da mamã?" enquanto pisco os olhos, ele aponta para eles e diz "qui". O nariz da mamã também funciona. A partir daí perde o foco e é só risota. Adora sons de animais, especialmente o porco. Se perguntar como faz o leão levanta as mãozinhas - o gesto que eu costumo fazer para imitar o leão.


As rotinas desta criança são um dos meus maiores orgulhos enquanto mãe. Monstrinho segue uma rotina sem grandes desvios todos os dias, e acredito que isso contribua para o seu crescimento saudável e sem grandes picos de humor. Continua a comer bem, e agora depois da sopa damos-lhe um pequeno prato com comida "normal", e ele vai experimentando. É engraçado ver as reacções a cores, texturas e sabores. Deixamos que explore com as mãos e talheres, e temos notado grande evolução ao longo do tempo. No colégio dizem que ele é um "legumeiro", e é verdade: adora brócolos, ervilhas, feijão, espinafres.

 

As noites são simples e pacíficas, o que ajuda muito também ao nosso equilíbrio. No final de jantar toma banho, veste o pijama, contamos as luzinhas do quarto. Beijinho ao pai, beijinho à mãe, bons sonhos, e deita-se o menino no berço, no quarto dele, às escuras. Fechamos a porta e vamos à nossa vida. Na maior parte dos dias está cansado e adormece de imediato. Outras vezes dá umas voltinhas na cama, acabando por adormecer também. Não há choros, não há birras, não há necessidade de o adormecer. Esta rotina não foi fácil, claro. Custou-nos muitas noites de experiência, algumas regressões. Encontrar o equilíbrio entre proporcionar conforto ao bebé, não o deixando chorar ou sentir abandono, e ao mesmo tempo dar-lhe autonomia não é fácil, e aqui o colégio ajudou muito. 20h30/21h temos a criança na cama lavada, alimentada e cheirosa. E isso é espectacular.


A nível de personalidade, notamos algumas diferenças nos últimos meses. Continua a ser bastante sociável, mas dentro da sua zona de conforto. Já não se atira para desconhecidos, pede mais a mãe e o pai, e muitas vezes não quer ir ao colo de outras pessoas. Tentamos respeitar ao máximo - uma criança não é um brinquedo e também tem vontade própria! No entanto continua a sorrir para toda a gente, agora muitas vezes acompanhado do aceno e do 'oiá'.


Brinca muito, e muito bem sozinho. Tem uma obsessão por tudo o que não seja brinquedo: comandos, chinelos, fios, ratos, revistas, livros, molduras. Gosta cada vez menos de ficar preso no parque, só está bem a andar ou gatinhar pela casa fora. Persegue os gatos e ri-se imenso. Há dias levou uma patadinha de um e ficou um pouco sentido, coisa que durou uns 30 segundos mas não foi suficiente para o deixar com medo. Anda muito de triciclo, cavalo de baloiço (no nosso caso zebra de baloiço). Adora brincar com jogos de encaixe, bolas, e basicamente qualquer coisa que faça som.


365 dias deste pequeno monstrinho que há um ano atrás, exactamente a esta hora, saía da minha barriga para este mundo. 365 dias desde que nos fez mãe e pai - um dia hei de vos falar sobre isso - desde que se tornou o centro do nosso universo (não o era já, mesmo antes de nascer?). 365 dias de felicidade, cada um deles. Parabéns, meu amor.

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11 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.07.18

Baby faz onze meses. ON-ZE-ME-SES.

 

* pausa para respirar fundo *

 

Está uma verdadeira esponja, aprende tudo o que lhe ensinamos: coreografias de músicas, fazer miminho, dançar o vira, fazer não com o dedinho, apontar para o que quer. Começou a comer connosco à mesa, no seu prato. No colégio dizem que come de colher, mas em casa vai mesmo com a mão. Continua muito simpático, ainda que tenha começado a mostrar alguma desconfiança perante desconhecidos. É um bebé muito musical: mal ouve música começa a abanar o rabo e/ou a cabeça, e a fazer gestos com a mão. Acena da forma mais fofa para dizer adeus. Faz muita companhia: anda de gatas atrás de nós pela casa toda, o tempo todo. Experimentou o triciclo e adora, apesar de ainda não se conseguir movimentar nele - fica só sentadinho a carregar nos botões musicais.
Põe-se de pé com facilidade, e anda muito bem agarrado à mobília, ao andador ou às pessoas, ainda que se farte rapidamente e volte a gatinhar. Brinca com objectos de encaixe com uma facilidade cada vez maior, e já enfia as argolas na pirâmide ou as formas da bola nos buraquinhos certos. Também abana objectos para fazer som, aperta os que chiam, roda os que são de rodar, põe e tira peças que são de encaixar - acho formidável a forma como as crianças percebem tão rapidamente para que serve um objecto.
Come cada vez mais as mesmas coisas que nós, e demonstra especial preferência por legumes - filho do pai dele. Tem um objecto de estimação: um garfo de plástico que leva para todo o lado, vá-se lá entender.
Reconhece cada vez mais as pessoas, notamos isso pela forma como sorri ao ver uma cara conhecida e imita gestos que associa a cada um - por exemplo, ao ver o meu avô põe imediatamente os braços no ar, gesto que ele faz recorrentemente.
Explora cada vez mais a birra como forma de fazer valer a sua vontade quando é contrariado, e é para nós um verdadeiro desafio manter a seriedade nessas alturas.

Não acredito que dentro de um mês faz um ano deste monstrinho que parece que nasceu ontem mas ao mesmo tempo parece ter estado sempre nas nossas vidas.

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Mas depois uma pessoa chega ao colégio e procura-o com os olhos, e aquele momento, aquele segundinho em que ele se apercebe que a mãe está ali, o brilhozinho nos olhos, o sorriso de orelha a orelha, o caminhar desajeitado para mim, eh pá isso é vida.

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10 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.06.18

É incrível como o tempo passa tão mais depressa cá fora. Parece que estive grávida mil anos e que ainda ontem estava, e afinal ele já está cá fora há mais tempo do que esteve lá dentro, como é possível?



Os nove meses trouxeram o início da creche, e um turbilhão de mudanças, é incrível como todos os dias têm alguma novidade. Também parece que lhe mudaram as pilhas, monstrinho ganhou uma energia inesgotável, e o meu cansaço cresce proporcionalmente ao entusiasmo dele.



Pequeno monstrinho gatinha a alta velocidade e por todo o lado. Atira os brinquedos, vai buscar, atira de novo, repete. Explora tudo e já não acha grande piada a estar no parque. Gatinha, pára, senta-se, bate palminhas, uma risota. Desde que aprendeu a gatinhar, passou a esforçar-se menos para andar. Põe-se em pé com facilidade e dá uns passitos, mas quando começa a cansar vai facilmente para a posição de gatas e pronto. Agarra tudo, tem especial apetência para aquilo que não pode mexer: fios, comandos, gavetas, electrodomésticos. Já fizemos o baby proofing da casa toda, e ainda assim volta e meia lá vai uma testa contra um móvel. É a vida.


Continuamos a explorar o mundo alimentar. Carne, peixe, gema de ovo, começaremos com a clara aos 10. Também a fruta foi liberalizada (com algumas excepções) e até ver marcha tudo menos abacate - quem o pode censurar? Mostrou alguma resistência à manga mas ultrapassamos. A grande surpresa foi a papaia que comeu como se nunca tivesse comido outra coisa na vida. Começamos a experimentar com texturas: arroz, batata cozida esmagada, peixe e frango cozido, vegetais - torce o nariz mas vai comendo. No colégio dão lhe pão para roer e eu deixo, apesar de em casa não ter muito esse hábito (principalmente por medo que se engasgue). Estou mais relaxada e menos fundamentalista no que toca a este assunto: volta e meia marcha uma bolacha Maria, e se tiver que comer fruta em boião uma ou outra vez, não morre ninguém.


Bate palminhas o tempo todo e a pedido. Quando está com sono e não quer dormir, começa com as palminhas também, às vezes mesmo com os olhos fechados. Faz os gestos d'a galinha põe o ovo, e das doidas andam as galinhas, é uma alegria. Mão morta mão morta vai bater àquela porta também é um hit cá de casa. Dança quando ouve música e sorri quando reconhece as suas favoritas. Aprendeu a apontar e anda sempre com o dedinho em riste. Se apanha um objecto com botões vai logo carregar em todos com o dedito esticado, e nos telemóveis e tablets tenta usar o touch - não sei como aprendeu porque em casa não costuma propriamente brincar com isso.

Já cá cantam dois dentinhos em baixo - um mais saído do que o outro - que felizmente não nos deram grandes chatices. Continua a adorar o banho e a piscina, é meio arraçado de peixe. É o bebé mais sociável que alguma vez vi: sorri e gargalha para toda a gente, atira-se para o colo de qualquer pessoa. Na natação, toooodas as mães andam com ele ao colo na piscina, e ele todo contentinho com isso. No colégio, vira-me as costas e salta de imediato para a educadora, pequeno ingrato.


Está tão crescido que andamos a vestir-lhe maioritariamente roupa de 12 meses, alguma 12/18, e vimo-nos forçados a baixar o berço para o nível do chão, o que trouxe um novo desafio às nossas costinhas. Dormir também tem sido giro, agora não pára quieto e dormir de barriga para cima é para esquecer. Torce-se todo, dorme de lado ou de barriga para baixo com o rabinho empinado, feito patinho. Cobertores, mantas, saquinhos e afins também são para esquecer, liberta-se de tudo. A meio da noite, se acorda, senta-se de imediato. Depois meio tolo com o sono não percebe que pode deitar-se novamente e ou adormece sentado - true story - ou choraminga para o irmos deitar.


Expandiu o vocabulário para "tatata", "dadada", "bababa" e não se cala um minuto. A coisa mais semelhante com uma palavra que vai dizendo é "tatáta", quando lhe tento ensinar "batata". Brinca imenso, sozinho ou acompanhado. No colégio encontro-o muitas vezes sentado a brincar com outros meninos, e até já o apanhei de mão dada com uma miúda! Montei um pequeno parque infantil no jardim, e apesar de o escorrega não ter tido o impacto esperado - adora escala-lo, no entanto - o baloiço foi um sucesso. Temos aproveitado o sol para brincar no jardim e é uma delícia de se ver. Morre de medo da relva e por isso não sai da manta que colocamos para ele brincar, e nós aproveitamos o sossego!


Começou a brincar com objectos de encaixe e já vai empilhando argolas e metendo objectos dentro e fora de caixas. Livros de bebé também são um grande hit cá por casa, folheia-os atentamente - mesmo que estejam de pernas para o ar, e também acha piada às revistas da mãe. Dá os melhores abraços, estica os bracinhos e atira-se para o nosso colo. Mais fofo do que isso: ri-se imenso com as minhas palhaçadas, o que me faz sentir hilariante mesmo que esteja só a fazer barulhinhos com a língua.


Já percebe muito bem o não, tenho um tom muito específico para quando vai fazer asneiras e mal o ouve para de imediato. Gosto disso. Aprendeu a birra e aplica frequentemente se lhe tirarmos um objecto que queira. Às vezes é complicado manter a firmeza e não ceder à tentação de lhe dar para o calar, mas vamos conseguindo manter a coerência.

 

E o primeiro aninho que já está aí quase à porta???

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Bebé foi ao infantário

por Mia, em 01.06.18

Começamos a medo, mas agora que já passou um mês acho que é seguro dizer que o início correu bem.

 

Inscrevemos o monstrinho numa IPSS, e por isso só podia começar terminando a minha licença. Assim, o pai meteu três dias de férias para fazermos a transição da forma mais suave possível.

 

O primeiro dia foi doloroso... para mim. Fomos os dois levá-lo de manhã. Uns dias antes tinha ido só eu e ele falar com a educadora e ambientá-lo tanto quanto possível, e no primeiro dia reconheceu-a de imediato. Ela chamou-o, ele atirou-se para os braços dela, virou-me as costas e não voltou a olhar. Não vou mentir, deixei cair uma pequena lágrima no caminho para o carro.

 

Nesse dia (e nos três seguintes), ficou apenas até ao almoço, e depois o pai foi buscá-lo. Estava cheia de medo mas não lhe notei tristeza, receio, saudade. Notei no fim de semana seguinte que nos procurava constantemente com os olhos, e isso fez-me ter medo da semana que se avizinhava.

 

Na segunda feira deixei-o, para o primeiro dia completo fora de casa. Não se atirou do meu colo para a educadora, mas sorriu-lhe, e eu fiquei mais descansada. Beijinho beijinho, despedidas curtas, e lá me fui embora. E desde então - excepção feita para os dias em que esteve mais doentinho - tem sido assim. Fica bem, socializa com os outros meninos, não chora.

 

Em termos de desenvolvimento observamos uma mudança drástica. Se quando começou apenas ameaçava gatinhar, em menos de uma semana gatinhava a toda a velocidade, punha-se em pé sozinho e dava passos mais rápidos e coordenados. Também começou a bater palmas, a acenar, a fazer as coreografias das músicas.

 

Com os outros meninos também tem sido óptimo, estava com algum medo da novidade que seria ter que dividir a atenção, mas tem corrido bem. Ao terceiro dia a educadora informou-me que uma menina lhe tinha puxado o cabelo - pânico instantâneo, pois se esta criança nunca levou uma palmada, um gesto mais bruto, nada, como se ia defender? Bateu-lhe de volta. Assim. Um dia hei de lhe ensinar que as coisas não se resolvem com violência, mas por enquanto acho bom que ele aprenda a defender-se, é a vida.

 

No reverso da medalha, aquelas coisas menos boas que toda a gente sabe: galos, turras e arranhões, nódoas negras variadas por andar a rastejar no chão e toda uma panóplia de vírus para o menino e para a mamã. Ainda assim, acho que tem sido uma boa experiência, no momento certo.

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9 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.05.18

Nem sei por onde começar. Monstrinho está enorme, gordinho e bem disposto. Aos nove meses contamos com 9,5kg e 72cm de gente, e dores nas costas da família inteira.
É cada vez mais um menino e menos bebé. De repente, parece que lhe trocaram as pilhas e tem uma energia infinita. Não pára um segundo, só quer estar em pé, se o deitamos vira-se imediatamente de barriga para baixo e põe-se em posição de gatinhar - o que ainda não faz direito. Rasteja de marcha atrás, consegue virar-se para a direcção na qual se quer movimentar e mover-se à base do rastejanço até chegar onde quer. Começou a dar uns primeiros passos trapalhões e com ajuda, e agora quando está em pé abana o rabo para dançar, delicioso.
Continua a comer bem e dormir em condições, ainda que os dentes e uma pequena constipação nos tenham dado algumas noites menos tranquilas. Falando em dentes: tem meio dentinho à frente, está o ratolas mais fofo.
Palra imenso, nada com grande sentido ou significado. Ouve-nos muito atento quando falamos com ele, e gosta de alguns sons em particular, como por exemplo roncar como um porquinho - cortesia da palhaça da mãe. Bate palminhas com ajuda, bate com os brinquedos para fazer som, adora fazer "truz truz" na porta. Tem um fascínio por espelhos. Se escondemos algum brinquedo, vai à procura. Se pomos uma mão à frente de algo que quer, desvia-a. Agarra objectos mais pequenos com o indicador e polegar, numa pinça atrapalhada, e o esforço que coloca nisso é hilariante de ver. Descobriu o poder da birra como forma de conseguir o que quer, muito giro - só que não.
Com a chegada do bom tempo, brincamos muito no jardim e na rua. Temos uma manta que vai connosco para todo o lado e ele delicia-se a rebolar/gatinhar pela relva. Adora água, e se o levamos para junto da piscina não descansa até ter os pés e mãos lá dentro. Fomos fazer uma escapadinha a três a um sítio com piscina interior e estreamos a bóia para bebés - foi a loucura. Os guinchinhos histéricos e riso constantes mostraram-nos que adorou a liberdade de movimentos, e nós adoramos vê-lo assim.
A grande novidade veio no fim dos 8 meses: o começo da creche. Hei de detalhar mais o assunto, mas para já está a correr muito bem, ainda não tivemos uma lágrima que fosse (dele), fica bem com a educadora e ela diz que ele até a ajuda com os outros meninos porque senta-se sossegadinho a brincar e eles seguem-lhe o exemplo. Acredito que conviver com meninos da idade dele, com outros adultos, e seguir um plano de actividades pensadas para o estimular da melhor forma vai ser maravilhoso para ele. Meu pequeno monstrinho, tão crescido. Já vos disse hoje que o tempo passa demasiado depressa?!

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8 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.04.18

Oito meses que passaram a voar. Antes de ele completar nove estarei já a trabalhar, e se por um lado anseio por esta nova experiência que vai ser a entrada na creche, por outro a ideia deixa-me petrificada.

 

Pequeno monstrinho está enorme e super activo. De um momento para o outro, parece que lhe trocaram as pilhas por umas novas e não pára um segundo. Já tem uma rotina mais ou menos certa: acorda pelas 9h, dorme uma sesta ao fim da manhã, almoça, brinca, dorme um pouco de tarde, lancha, brinca mais um pouco, dorme 30 min antes do jantar, janta, fica um bocadinho connosco e depois dorme até ao dia seguinte. Ah, pelo meio há banhos e essas coisas. Passa bastante tempo acordado durante o dia, chega a estar 3h seguidas.

Na maior parte dos dias, não exige muita atenção. Compramos-lhe um parque e ele fica sossegado a brincar lá durante imenso tempo, ninguém o ouve piar. Descobriu que se consegue por em pé e há momentos em que não quer mais nada e quando tentamos que se sente estica os joelhos e recusa.

Não tem medo de nada. Atira-se, rebola, trepa pelas coisas. Deita a mão aos gatos, cães, vai ao colo de qualquer pessoa. Ri-se muito e gargalha com facilidade. Adora fazer "aviãozinho" e ver pessoas aos saltos é gargalhada certa.

Começou a ter pesadelos e volta e meia chora de noite - nada que um miminho não resolva. Ganhou imenso cabelo e até já lhe fiz uma mini crista um dia destes, pobre criança. Volta e meia já anda na cadeirinha de menino crescido quando vamos a qualquer lado.

Experimentou peixe pela primeira vez e, como tudo aquilo que mete à boca, adorou. Continua a trincar tudo e a babar-se imenso, mas não há sinal de dentes. Está gordinho e bochechudo. Agarra tudo o que apanha à frente, é um perigo. Aprendeu o não, mas ainda estamos a aperfeiçoar a coisa.

Brinca muito, e começa a abanar os brinquedos e bater com uns nos outros para fazer sons. Quando atira alguma coisa ao chão, fica a olhar para onde caiu muito atento.

Dá muitos beijinhos (daquela forma tosca que parece que nos vai comer a cara) e abracinhos. A última habilidade que andamos a treinar: eu peço-lhe a chupeta a ver se ele dá - às vezes dá, outras manda-me dar uma curva.

Bate palminhas (com ajuda) e se conseguir agarra as nossas mãos e bate também enquanto faz "eeeehhhhhh!!!!!".

Continua a palrar imenso, mas nada em concreto. Diz o nome dele e há dias soltou um papapapapa que foi logo censurado: ou é mamã ou não é nada. Faz bolhinhas e barulhinhos com a língua, adorável especialmente quando está a comer. Falando em comer, tem o estômago furado. Não quer nunca deixar de comer, nunca encontrei o fim do estômago desta criança. Come, come, come, e no fim ainda chora porque comeria mais. Confesso que às vezes me custa não lhe dar segunda dose, parece que o estou a deixar à fome, mas não pode mesmo ser senão o puto ainda rebenta!

Dizem que não há nada que nos relembre mais a passagem do tempo do que uma criança, e isso é das maiores verdades que ouvi. Meu pequeno monstrinho, oito meses.

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Aprendeu o "não"

por Mia, em 16.03.18

Dizem os livros que os seis meses é a altura de introduzir o "não" na vida dos bebés. Tentei, mas não me ligava nenhuma, até à semana passada.

 

Sentado no meu colo, viu um tubo de creme de mãos e pegou nele. Levou à boca e eu disse "não". Firme, séria, enquanto abanava o dedo. Tirou o tubo da boca e olhou para mim. Repetiu, novo não. Tirou, olhou para mim, fez beicinho. Tentou de novo, mais uma vez "não". Desatou num pranto.

 

Assim.

 

Não lhe toquei, não lhe tirei o creme, mas disse-lhe que não podia fazer algo que queria. É claro que me partiu o coração vê-lo a chorar, mas senti que foi uma vitória. Dei-lhe um abracinho para o consolar, enquanto lhe dizia: podes brincar, mas não podes por na boca (sei lá se ele entende!).

 

Passadas algumas horas, sentados no trocador depois de mudar a fralda, tentou agarrar o creme das assaduras e por na boca. Novo não, novo beicinho, nova tentativa, novo não, choro, abraço - podes brincar, mas não podes por na boca.

 

Agora, sempre que vê um tubo de creme, pega e brinca, enquanto vai deitando o olho para ver a minha reação. Não mete à boca. Quando começa a aproximar da boca e eu faço cara séria, mesmo sem dizer que não, atira-se para me dar um abracinho e sorri. Quando está a fazer algo e eu digo que não, fica a olhar para mim, muito sério, e raramente continua.

 

Há quem seja da opinião de que é muito cedo, que a educação se dá mais tarde, que estou a ser ditadora. Eu acho que as crianças precisam tanto de regras e de estrutura como de amor e carinho, desde o primeiro momento. E vocês, acham o quê?

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... vais dar com o teu filho a bater com dois cubinhos de plástico um no outro e a soltar gritinhos histéricos com o barulho, e ficas em êxtase. As mães vão perceber logo, mas para quem não entende: esta coisa de ver um ser que começou por ser uma ameba apática sem reacção a nada, passar a interagir com objectos, a começar a descobrir relações causa-efeito, e a reagir-lhes, tem qualquer coisa de espetacular.

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Portantos

por Mia, em 09.03.18

A criança nasce e uma pessoa todos os dias lhe repete: mamamamamamamamamamamamama, na esperança de uma mamã como primeira palavra. Pois que o puto começa com as consoantes e diz o quê? Pensaram papapapapapa? Nada disso. Diz a abreviatura do nome dele, ora essa, cá dar prioridade aos outros...

 

 

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Levantou-se!

por Mia, em 09.03.18

Como assim? Como é que isto aconteceu, quando é que o meu bebé começou a ser um menino, ninguém me deu aviso prévio.

 

Estava com ele no sofá, sentado sobre a minha perna, com os pés apoiados no sofá, a observar os gatos. Fica todo excitado e ri-se imenso sempre que os vê, mas com a gata é um êxtase diferente. Mas dizia eu, lá estávamos nós sentadinhos no sofá, a gata lá no fundo da sala, o miúdo a abanar braços e pernas de alegria, e não tem mais nada, segura uma mão no meu braço, apoia os pés no sofá, e... põe-se em pé! Assim, como se nunca tivesse feito outra coisa a vida toda.

 

Juro pelas alminhas que isto aconteceu assim, tal e qual.

 

E agora que descobriu isto, não quer outra coisa. É vê-lo a levantar-se como uma mola, feliz com o seu feito - é claro que já fiz uns 200 vídeos para não me acusarem de ser uma exagerada. É agora que vem a parte difícil, não é? Estou tentada a comprar um rolo de plástico-bolha e fazer dele uma bolinha...

 

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7 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.03.18

Caramba, eu sei que estou sempre a dizer o mesmo, mas para onde foi o tempo? Pequeno monstrinho está enorme e pesado. Já se senta bem sem suporte, ainda que volta e meia caia para o lado. O grande feito deste mês foi aprender a colocar a chupeta sozinho, o que nos tem valido noites inteiras de descanso - algumas, não todas. Compramos um parque e tem passado algum tempo lá a brincar. Entretém-se bem sozinho, mas já começa a ficar mais birrento e chatinho e a exigir a presença de pessoas. Às vezes é capaz de estar a brincar bem sozinho, mas se nos vê começa a choramingar por atenção - sabe muito! Tentamos introduzir as palminhas e o adeus, sem sucesso. Adora ver-nos a bater palmas e ri-se se o fizermos com as mãozinhas dele, mas não o faz sozinho. Também não diz adeus quando pedimos, mas volta e meia acena, só porque sim. Aprendeu a dançar com a cabeça, abana-se todo e ri-se. Não tem a mínima vontade de gatinhar. Já rebolar, é um fartote e a muda da fralda tornou-se toda uma aventura - rebola para um lado e para o outro tentando apanhar tudo o que estiver à volta dele. Começa a fazer algumas birras, e eu começo a ter necessidade de às vezes me afastar um pouco e respirar fundo - a brincar, já são 10 meses enfiada em casa e começo a dar mostras de cansaço. Tem dias melhores e piores, como nós, mas as segundas feiras são, também para ele, particularmente difíceis. O fim de semana é muito agitado, sempre com o pai por perto e a percorrer a família toda, e à segunda feira tem chorado histericamente ao fim do dia. Suponho que seja uma espécie de descarga emocional. Continua a ter um sorriso fácil, mas já o sinto mais desconfiado com estranhos. Faz os barulhinhos mais fofos e agora aprendeu a brincar com cuspe, adorável. Come muito bem, e se demoramos muito entre colheradas vai atrás da colher de boca aberta. Adora os gatos, ri-se assim que os vê e se conseguir alcança-los, puxa-lhes o pelo. Eles deixam, o que é giro de se ver, porque são animais que normalmente não dão confiança a ninguém. Já tem mais cabelo ainda que continue a ser pouco. Continua gorducho. Temos ido à natação e sinto que está mais à vontade dentro de água, principalmente com água na cara. Estamos a menos de dois meses de começar a creche e, apesar de ainda me custar a ideia, sinto que o meu bebé é cada vez mais um menino e vai estar preparado quando chegar o momento.

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Começamos pelas sopas. Há pediatras que preferem começar pelas papas, outros pelas sopas, o nosso achou melhor assim. Fiz então aquela primeira sopa horrorosa sem nada: batata, cenoura, umas folhas de alface, e um fio de azeite em cru.

 

O que é que acontece quando se dá alimentos com consistência de puré a uma criança que só sabe beber leite? Javardice. Muita javardice.

 

No primeiro dia valeu tudo: cantigas, palminhas, iPad com a pequena sereia a bombar. Era uma colher de papa, e chupeta na boca para ele nao cuspir. Ah, mas não se deve fazer isso. Caguei.

 

Acabamos a refeição com metade da sopa na babete, no tabuleiro, no chão, no cabelo dele, no meu cabelo, dentro das orelhas, sei lá. A outra metave ficou-lhe no estômago, e considerei-me vencedora.

 

No segundo dia, tudo mudou! Já engolia melhor, e alambazou-se com um prato de sopa enquanto o diabo esfrega um olho. Sem musica, sem iPad, sem chupeta, sem nada. Desde então tem sido assim, tudo o que lhe damos ele come bem, minha betoneirazinha, e já conseguimos fazer refeições inteiras sem a casa ficar a parecer um campo de batalha.

 

Já provou couve branca, alface, alho francês, couve flor, brócolos, abóbora, repolho, maçã, pêra e banana - para além da batata e cenoura, claro, e por enquanto não se mostra esquisitinho com nada. Diz a minha sogra que nós não merecíamos um bebé tão fácil (tanto eu como o pai eramos um terror para comer). Estou tentada a dar-lhe razão!

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Então Mia, como é que ele lidou com a separação?

 

Nem notou.

 

Há uma razão para os pediatras recomendarem a mudança de quarto aos seis meses. Os bebés são ainda tão pequeninos, não têm ansiedade de separação e não sentem a mudança. No nosso caso, a alteração impunha-se por mais um motivo: o berço que temos no quarto só dá até aos 9kg/6 meses, e o monstrinho pesa já 8,5kg. Não podíamos deixá-lo lá muito mais tempo, e não quisemos deixar a mudança para o limite.

 

Então como foi?

No dia, deitamos o bebé na cama de grades do quarto dele, e fomos para o nosso. E ele dormiu. Já eu, passei a noite em claro. Não sei o que me parece, olhar para o berço vazio ao meu lado. Contei as horas todas, sempre atenta ao monitor e a vigiar cada movimento dele. Fui lá três vezes resgatar a chupeta perdida, e de manhã, mal ele manifestou sinais de acordar, levei-o para a nossa cama. Não tenho emenda.

A segunda noite foi melhor. Descansei, e quando lhe caiu a chupeta pela segunda vez rosnei ao pai um vai lá tu, e a coisa resolveu-se. Dormimos os dois tranquilos até às 9h - eu e o pequeno, que o desgraçado do pai teve que ir trabalhar.

 

Entretanto, esta questão da chupeta perdida começa a tornar-se um incómodo. Já era pouco agradável quando ele estava ao alcance de um braço, e agora que nos obriga a levantar o traseiro piorou um pouco. Em conversa com o pediatra, sugeriu-nos tirar a chupeta à noite. Deixá-lo usar de dia, e até para adormecer, mas depois acabar com isso. Ora, o problema é que ele até adormece sem a chupeta, mas depois se dá pela falta dela é o cabo dos trabalhos. Alguém desse lado já passou pelo mesmo? Querem partilhar truques e soluções milagrosas comigo?

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Monstrinho foi à natação

por Mia, em 07.02.18

A pediatra autorizou a partir dos três meses, mas queríamos esperar até aos seis e até começar a primavera para dar início, no entanto comecei a fazer pesquisa na semana passada. Queria uma piscina sem cloro, por causa da pele e coisa e tal, e aqui na zona só havia um ginásio com outro tipo de tratamento de água. Fomos então saber condições. 30€ por mês, pareceu-me excessivo mas consideraria, só que depois veio o extra: claro que um dos pais teria que se inscrever também no ginásio, porque vão usar a nossa piscina e tomar cá banho, ora então acresce a módica quantia de 60€, perfazendo um total de 90€ para o menino ir nadar em águas sem cloro. Quatro vezes por mês.

 

Abusivo.

 

Lembramo-nos então que aqui a 2 minutos de casa há piscinas municipais. Fomos perguntar, e a diferença de preços era brutal - 18€/mês, e vai na mesma um de nós com ele para a água. No entanto, disseram-nos que não o inscrevêssemos. Que não ia gostar. Que não ia aguentar a aula. Que era muito pequeno. Que era asneira colocá-lo numa piscina tão novo. Convidaram-nos a experimentar uma vez, e decidir depois se continuavamos ou não, e assim fizemos.

 

Antes de continuar, explico-vos que não decidi por o menino na natação só porque sim. Em primeiro lugar, porque temos uma piscina em casa. E com toda a vigilância, com toda a segurança, com todas as barreiras, basta um momento de distracção que os acidentes acontecem. Em segundo lugar, achei que ele estava preparado. Sim, tem só seis meses. Mas é um menino activo, grande, com muita força muscular. É uma criança que está bem em todo o lado, muito curioso, que não se aborrece com facilidade, e que adora água desde que nasceu. Achei que ele ia delirar com a piscina, senti que era o momento certo, e não me enganei.

 

No sábado lá fomos nós, de fralda impermeável, com os calções de banho mais fofos e uma mini touca. Caguei nos tampões de ouvidos porque não lhos consegui enfiar. Ao entrar na água estranhou, mas 10 segundos depois já estava a chapinhar. Foi ao colo do professor, que o ajudou a boiar, na maior. Brincou com uma menina que lá estava, com os brinquedos da água, e até nadou ao colo de outra mãe. Ficamos imenso tempo os dois na água, ele encostadinho a mim enquanto o deslizava pela água, parecia que estava num spa. Vê-lo tão relaxado fez-me sentir que tomei a decisão certa. O professor explicou-nos que ele não aprenderá a nadar tão cedo, claro, mas o objectivo é que não tenha medo de água. Saímos da aula 10 minutos antes do fim, por recomendação do professor, mas acho que se dependesse do monstrinho ainda lá estávamos.

 

No final, a parte mais complicada: sair da água e tratar dele e de mim em toda a confusão que é um balneário, sem o pai para ajudar. Felizmente as outras mães foram impecáveis e todas deram uma mãozinha, e a coisa compôs-se. Quando o pus no ovo ele estava tão cansado e tão relaxado que aterrou imediatamente! Agora estamos a vigiar se a pele faz alguma reacção ao cloro, mas até ao momento tudo pacífico. Fiz a inscrição, e a partir de agora vamos começar com a natação "a sério".

 

Mães dos blogs, e vocês? Já se meteram nesta aventura?

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6 meses depois: a mãe

por Mia, em 04.02.18

A mãe está feliz. Nunca fui tão feliz como neste momento. Ser mãe é tudo o que eu imaginava, e mais um pouco. Sim, eu sei, estar em casa ajuda, não ter grandes problemas neste momento ajuda, ter um bebé fácil ajuda. Tenho noção disso, e valorizo a minha sorte todos os dias. Todinhos.

 

Tenho cada vez mais confiança na mãe que sou, e acho que isso se reflete bem no meu filho. Acredito que, em parte, o facto de ele ser uma criança calma e feliz é minha responsabilidade. O resto é sorte, não sei se já disse.

 

A Mia mulher também está diferente. Já aqui tinha falado sobre isso: gosto mais do meu corpo desde que fui mãe. De repente, não me incomoda aquele pneuzinho, ou o pêlo que escapou à depilação. Não deixo de entrar nas fotos porque me sinto gorda. Aliás, não me sinto gorda - mas estou. Já não me visto só de preto nem compro tudo em tamanho L para esconder o corpo. Estou feliz e isso nota-se na minha imagem: dizem-me que estou mais luminosa, e sei que é verdade.

 

Mas gostar de mim não é sinónimo de desleixo! Pelo contrário. Inscrevi-me num ginásio e estou a fazer dieta, seguida por uma nutricionista. Deixo o monstrinho com o pai e faço pilates duas vezes por semana, e surpresa! As minhas dores de costas quase desapareceram. Pela primeira vez na minha vida, estou a fazer as coisas com calma. Não quero perder peso para ontem, não quero planos de treino mirabolantes nem dietas restritas que não vou cumprir. Vamos andando devagarinho, os resultados vão aparecendo, e eu estou bem com isso.

 

Então e o casal? Nunca estivemos tão bem. Falamos muito, fizemos cedências de parte a parte, e conseguimos ultrapassar o afastamento inicial. Sinto que não reencontramos o nosso equilíbrio, mas criamos um novo, melhorado. Temos uma nova dinâmica, somos três agora, mas continuamos a ser um casal. Ter tirado férias no mês de licença dele ajudou a fortalecer o que já estava bom. Foi um mês de namoro a três, e foi maravilhoso. Fosse eu milionária e fazia disto vida. Ele também está mais confiante no papel de pai e isso desarma-me. Derrete-me o coração vê-los juntos, conseguiria passar horas nisso.

 

Confesso que estou surpreendida, e, porque não dizê-lo, orgulhosa da pessoa que sou neste momento. Não me imaginava tão calma, e com a vida tão controlada como está neste momento. Sou feliz.

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6 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.02.18

MEIO ANO. Que loucura, parece que foi ontem.

 

Pequeno monstrinho é um bebé feliz. Não há outra forma de o descrever. Sempre risonho, sempre bem disposto. Sorri para estranhos, sorri ao acordar, gargalha com a maior facilidade. É um gosto conviver com esta criança.

Continua a ser um bebé muito calmo e tranquilo. Faz as suas sestas durante o dia e dorme bem à noite. Vamos tentar mudá-lo de quarto hoje, e ver como corre. Já praticamente não mama. Iniciou a alimentação diversificada, e adora tudo o que come, seja sopa - sem sal, blhéc - fruta, papa ou iogurte. Agora que já sabe engolir direitinho, come num instante e sem fazer grande chavascal. A mãe e o pai agradecem. Descobriu que os gatos existem e é o delírio quando os vê: abana braços e pernas e faz barulhinhos. Falando em barulhinhos, não se cala! Está sempre a palrar, nada com sentido, claro, mas tem piada vê-lo a explorar os sons que consegue fazer. Descobriu que tem pés e agora estão sempre na boca. Se tiver sapatos, não descansa enquanto não os tirar e puser os pés na boca. Aliás, tudo o que agarra vai directo para a boca. Não há nem sinal de dentes, por enquanto. Teve a primeira virose aos cinco meses e meio: uma pequena constipação que curou em poucos dias, nada de grave. Senta-se muito bem com apoio, e mais ou menos sem - volta e meia ainda cai. Faz força para se sentar sozinho, tem cada vez menos paciência para estar deitado, e adora por-se de pê. Quando em pé, começa a dar uns passinhos, mas tentamos não incentivar isso porque ainda não tem força suficiente nas pernas. Adora o banho e já brinca com a sua baleiazinha quando vai para a banheira. Tenta dar beijinhos, mas é tão desajeitado que acaba, invariavelmente, por nos comer a cara. Agarra tudo, brinca imenso, carrega em botões, roda as pecinhas de rodar, puxa as alavancas que são de puxar. Está sempre atento a tudo, se estivermos na rua parece um catavento, sempre a querer apanhar tudo o que passa à volta dele. Se estivermos num sítio com pessoas a passar, sorri para cada uma delas. Começa a reclamar quando lhe tiram os brinquedos ou quando não lhe dão o que quer. Quando tem fome, reclama entre colheradas de sopa. Já olha quando o chamamos, apesar de não responder a um nome em específico - mea culpa, chamo-lhe mil coisas diferentes. Se me esconder e depois aparecer, gargalha todas as vezes - dantes se me escondia ele passava a dar atenção a outra coisa qualquer. O homem diz que nos saiu o jackpot, e eu concordo, é um bebé mesmo bom, nem acredito que tem meio ano!

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5 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.01.18

Está cada dia mais menino e menos bebé. Continua sorridente e bem disposto, distribui sorrisos por toda a gente, seja quem vê todos os dias ou um desconhecido que lhe fale no meio da rua. Palra imenso, e começa a experimentar com a voz: gritinhos, guinchos, sons diferentes. Dá muitas gargalhadinhas, e tem imensas cócegas. Adora o pai e desfaz-se em sorrisos para ele. Já não mama em exclusivo - conversa para outro post - e tem uma paixão pelo biberão: agarra-o com as duas mãos e já o sabe meter na boca. Começou a querer sentar-se e já se aguenta bastante bem sozinho ou a segurar-se com as mãos à frente. Brinca imenso! Bate e puxa os brinquedos suspensos, agarra os que estão à sua volta e abana-os para fazerem barulho. Tenta alcançar quando lhe damos alguma coisa, apesar de nem sempre conseguir. Transfere objectos de uma mão para a outra e tenta comer TUDO. Morde imenso os brinquedos e as pessoas, mas não acha piada aos mordedores. Estando deitado, faz força para se sentar, apesar de ainda precisar de uma pequena ajuda. Também tenta por-se de pé, e se apanha uma superfície dura debaixo dos pés, começa a dar passinhos, um apressado! Dar banho agora é uma aventura: chapinha imenso com as mãos e os pés, e fica tudo molhado. No Natal delirou com os presentes: rasgávamos um bocadinho de papel e dávamos-lhe o resto e, com alguma ajuda, desembrulhou as prendas todas. O preferido do momento é este andador - apesar de ainda não o usar para andar, adora mexer nos botões todos. Já ajuda na hora de mudar da fralda e trocar de roupa: segura nos pezinhos para eu lhe limpar o rabiosque, e estica os bracinhos para vestir as camisolas. Deixou de achar piada a rebolar, e agora quando o deitamos só quer levantar as perninhas e abanar braços e pernas. De barriga para baixo, rasteja para trás que é uma maravilha, meu pequeno caranguejo! Adora ver-se ao espelho. Aprendeu recentemente a baloiçar e é um perigo tê-lo no colo agora. Agora que estamos os dois em casa (o pai de licença e eu de férias), passamos largos momentos os três no mimo. Ele explora as nossas caras com as mãozinhas e tenta agarrar-nos os olhos, o nariz, a boca, os cabelos... uma doçura! Não teve - até ver - regressão de sono, e começa a ter cada vez mais horários e rotinas. Há tempos diziam-me que os miúdos só tinham piada a partir dos 3 anos, e não podia discordar mais: cada dia com este bebé é único e maravilhoso.

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