Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Nas minhas incursões pelo eBay e Ali Express, raramente compro trapinhos porque invariavelmente saem-me produtos de qualidade duvidosa, maus tecidos, tamanhos ridículos, etc. Uma ou outra vez experimentei comprar fatos de banho e o resultado foi quase sempre o mesmo: tecido fraco e sem forro, que dá para ver à transparência. Mas uma pessoa perdoa porque é boa gente, e também esperar o quê de um fato de banho de 5€?

 

Mas uma coisa é roupa dos chineses, outra muito diferente é roupa de lojas "a sério".

 

No inicio dos saldos, comprei um fato de banho na stradivarius. Triquini ou coisa que o valha, nada de mais, engraçadito, baratuxo e tal:

 

bañadores-de-stradivarius-portada.jpg

Chegado a casa, experimento, e qual não é o meu espanto quando verifico que é completamente transparente. Mas completamente. Uma coisa é aquele flagelo de uma pessoa dar um mergulho no mar e o tecido molhado perder opacidade, quem nunca teve uma wardrobe malfunction desse tipo que atire a primeira pedra. Mas seco?! Foi devolvido de imediato.

 

Mulher persistente que sou, tentei a Zara do meu coração. Bem sei que branco é sempre um risco, mas perdi-me de amores e chamei este fofinho para vir morar cá para casa:

0501018250_1_1_1.jpg

Mais uma encomenda, mais uma facada no meu coração. O desgraçado era ainda mais transparente do que o anterior, deixando muito pouco à imaginação.

Agora pergunto, serei eu demasiado pudica? Muito exigente? O resto do mundo sente-se à vontade a levar à praia fatos de banho transparentes? Ou terá sido isto concebido por cegos? Moral da história: ressuscitei o fato de banho velhinho de há dois anos, e não se fala mais no assunto.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

É uma coisa nova em mim, e começou na semana passada. Foi uma semana louca de trabalho, misturado com uma formação super complexa que ando a fazer, um miúdo constipado, e - a cereja no topo do bolo - a festa de aniversário do monstinho, nada de especial, um modesto lanchinho cá em casa para avós, tios e primos e meia dúzia de amigos, 70 pessoas coisa pouca (nem me digam nada).

 

Juntem a isto as temperaturas infernais dos últimos dias, e é a receita para o desastre.

 

Começou na sexta-feira ao final do dia. A trabalhar de casa, andava a saltitar entre a cozinha e o escritório, num frenesim louco: corre processo - mete bolo no forno - valida dados - verifica se está pronto, aproveita e bate umas claras para a mousse - envia report do dia - desenforma o bolo e vai fazendo as gelatinas. Uma loucura. Ao final do dia, comecei a sentir-me estranha. De imediato o pensamento pior assolou-me: vou ter um ataque qualquer e morrer aqui, e não vejo sequer o 1º aniversário do meu filho. Palpitações. Suores frios. Tonturas. Acho que tive um ataque de pânico.

 

Pedi ajuda e estive largos minutos debaixo do ar condicionado a tentar respirar lentamente. Não conseguia esvaziar o cérebro. Não conseguia respirar. Cenários horríveis passavam-me pela cabeça. Forcei-me a deitar um pouco, passei pelas brasas. Tentei relativizar a questão da festa: se não der, não deu. Em ultimo caso compra-se um bolo qualquer. Põe-se a vela num queque. Qualquer merda.

 

Acordei um pouco melhor, para piorar de seguida. Algo não estava bem, não sei apontar uma dor física, mas de alguma forma estava claramente incapacitada. Arrastei-me pela casa, tentando fazer o máximo possível. Ao deitar o miúdo, choque de realidade: faz um ano que passei a ultima noite com ele na barriga. Tive imediatamente um pequeno ataque de choro, que de alguma forma me libertou. Acabei por conseguir terminar nessa noite os doces em falta e nem réstia do mal-estar que me tinha assolado momentos antes.

 

No dia seguinte, a brincadeira repete-se. Festa marcada para as 16h, eram 10h da manhã quando me comecei a sentir novamente estranha. Tinha a certeza que era sistema nervoso, que havia de ter a tensão nos píncaros, e não sosseguei até ir à farmácia medir. Tudo normal. Venderam-me um calmante natural e siga para casa. Mas eu não estava mais calma. Não era uma coisa racional, porque vejamos: se é um lanche com a nossa familia e amigos mais chegados, porque haveria de estar nervosa? Não sei. Não achei que estivesse. Mas o meu corpo aparentemente estava. Dormi meia hora. Acordei, mas ainda não estava bem.

 

Pedi ajuda. E que bom que é ter a quem pedir essa ajuda. Em pouco tempo a minha casa foi invadida e de repente já tinha uma pessoa em cada canto, fosse a preparar doces, a encher balões ou a orientar as coisas. Fui tomar um banho, tentei relaxar um pouco, e lentamente voltei ao normal. Muito lentamente mesmo, só perto das 21h consegui por qualquer coisa no estômago porque até lá as náuseas não me deixavam.

 

Achei que não ia voltar a ter este tipo de sentimento, mas domingo cá estava ele de volta. Não sei se relacionado com a casa estar em pantanas - lido muito mal com a desorganização - se foi do calor, se da semana que se avizinhava.

 

Ontem acordei bem, o dia estava mais fresco, estava tudo tranquilo, mas depois isto atirou-me novamente para aquele estado estranho que agora me acompanha todos os dias: peito pesado, náuseas, mal-estar que não consigo explicar bem. Não sei se isto é um ataque de ansiedade de verdade, se é outra coisa qualquer. Mas é algo que nunca tive e que apreciava não voltar a ter.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Story of my life.

por Mia, em 11.06.18

Quem nunca foi às compras de óculos de massa, cabelo apanhado num coque, carregando orgulhosamente um pack de papel higiénico e depois deu de caras com o ex nas escadas rolantes, que atire a primeira pedra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

E aquelas pessoas que vêem uma pessoa atarefada a fazer uma manobra apertadíssima para enfiar o carro no buraco de uma agulha e acham que esse é mesmo o momento perfeito para se atravessarem atrás?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estava a ser um belo dia até que

por Mia, em 05.06.18

- D. Mia, por acaso costuma abrir as janelas à noite?

- Nem costumo, mas ontem abri com os estores fechados para arejar a casa.

- Pois, é que acabei de matar uma lagartixa.

- Dentro de casa?

- Sim.

- Em que divisão?

- No seu quarto.

- No meu quarto... onde eu durmo?

- Sim.

 

Se não foi desta que desisti da casa, acho que é para a vida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não se atropelem, cabemos todas

por Mia, em 10.04.18

Tem dias em que esta coisa da maternidade parece uma corrida. Muita pressa para tudo, uma competição desmedida para ver qual macaquinho bebé faz a maior habilidade e em primeiro lugar. Não contem comigo para essas merdas.

 

Quando falo com uma outra mãe e conto qualquer coisa que o meu filho fez, estou genuinamente a querer partilhar uma coisa que é importante para mim. Foco no para mim, porque tenho perfeita noção que o facto de o meu filho ter aprendido a virar a chupeta ao contrário não é tão interessante para o resto do mundo como se poderia pensar. Mas, dizia eu, partilho porque quero partilhar. E não raras vezes a dita mãe (nenhuma específica, pode ser qualquer uma) atira-me com  uma habilidade do seu rebento que, claro, tem que ser muito melhor do que o que eu acabei de contar.

 

Sosseguem a passaroca.

 

Somos todas diferentes, os nossos filhos são todos diferentes. Uns são melhores numas coisas e outros noutras, algumas mães agem de determinada forma, e outras de outra, e isso não é giro? Porque não podemos apoiar-nos, em vez de entrar nesta competição desmedida?

 

Tenho aqui ao lado uma mãe de um bebé um mês e meio mais velho do que o meu. Falamos bastante sobre as nossas crias, partilhamos experiências, fotos e vídeos das gracinhas que eles fazem. Provavelmente não podíamos ser mais diferentes, logo desde os primórdios da gravidez: ela foi seguida no público e eu fui parir ao privado. Ela teve uma gravidez de risco e eu tive uma gravidez normalíssima. O meu filho nasceu de cesariana "electiva" e ela teve um parto natural. O filho dela tomou suplemento desde cedo, o meu mamou em exclusivo até aos quatro meses. Por outro lado o meu deixou a mama aos cinco e ela continua na luta. O meu filho é um badocha, o dela é todo fit. A minha criança vai já para a creche, a dela não. O meu filho dorme a noite toda desde que tem um mês e meio, esta desgraçada já não se lembra o que é dormir mais do que duas ou três horas seguidas. O filho dela diz mamã, olá e bate palminhas, e o meu nem tenta falar, e palminhas é quando lhe apetece. O meu filho dorme no quarto dele há dois meses, e ela partilha a cama com o dela. Ela não dá o tablet ao bebé, o meu leva com bonecos volta e meia quando está mais chato. Somos diferentes. Somos ambas boas mães, não tenho a menor dúvida disso, e mais importante do que isso: não nos atropelamos. Pelo contrário. Já perdi a conta às vezes que lhe enviei mensagens que começavam com: já alguma vez te aconteceu <inserir aqui qualquer dúvida existencial sobre bebés>? E fico genuínamente contente quando ela me conta/mostra uma nova habilidade deste bebé que acompanho desde que era ainda um projecto. Não era giro se pudéssemos interagir assim umas com as outras, sem apontar de dedos, sem competição, sem ódio?

 

Já vieram aqui apontar-me posts de outras mães que fazem qualquer coisa que eu critiquei aqui, e também já vi o meu blog mencionado noutros naquela de: olha-me esta puta que faz o oposto do que tu fazes. Caguem nisso.

 

As nossas escolhas, condicionadas ou não, são as que consideramos melhores para os nossos filhos, e nenhuma de nós é melhor ou pior por isso. E isto é assim com todas as mães. Nenhuma mãe toma uma decisão sobre a educação do seu filho enquanto pensa: vou fazer desta forma porque é uma merda e vai ser mau para ele. Fazemos o que sabemos e podemos. E se calhar estava na altura de deixarmos o ódio e a inveja um bocadinho de lado, aceitarmos as nossas diferenças, e aproveitar. Ou não estamos todas no mesmo barco?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não se aguenta

por Mia, em 06.04.18

IMG_8582.PNG

Estou farta. Cansada. Exausta. Pelos cabelos com esta chuva non-stop sem fim à vista. Ah mas seca e o caralho. Ca-guei. Estou deprimida, tenho (literalmente) falta de vitamina D. Estamos em Abril, pelo amor da santa, há um ano atrás andava de t-shirt. Tenho mais três semanas de licença e não consigo aproveitá-las para levar o meu filho a apanhar ar, antes de o fechar numa creche de manhã até ao fim do dia. Já vomito chuva, trovoada, relâmpagos e céu cinzento. Tempestades com nomes, umas atrás das outras sem sequer dar tempo de uma pessoa descansar deste tempo de merda. Estou mesmo revoltada, não sei se se nota. Foda-se.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Finalmente tenho uma anónima-raivosa. Fónix, estava a ver que não. Uma pessoa mantém o tasco aberto já há quatro anos (falhei mais um aniversário, para variar) e nunca, NUNCA, tinha tido uma hater em condições, e finalmente chegou, cá está ela. Quem é a anónima gordita mais nervosita e obcecada da dona, quem é? Pronto, foi porreiro pá, giríssimo, apreciei muito este bocadinho, mas agora pode voltar para o buraco de onde saiu que eu tenho fraldas pra mudar e a única criança que tenho pachorra para aturar é aquela que pari. Cá beijinho e até uma próxima.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gente

por Mia, em 14.03.18

Não raras vezes, recebo aqui comentários ou e-mails que começam com: eu não sou mãe, mas....

 

Enerva-me esta merda do "tu não és mãe, não podes falar". O tanas. Agora já sou mãe, já posso ter opiniões, certo?

 

É óbvio que a nossa opinião sobre alguns assuntos muda com a maternidade. Só pessoas burras não mudam com o tempo e com as suas vivências, chama-se maturidade, experiência, crescimento. Sim, as mães falam muitas vezes com conhecimento de causa. Mas também falam muitas vezes com palas nos olhos.

 

Acho, muitas vezes, mais sãs algumas mulheres que não são mães do que outras com paletes de filhos. Quem não os tem, tende a ver as coisas de forma mais objectiva e menos emocional, e por vezes isso é o que precisamos - perspectiva.

 

Posto isto, já sabem: mães, não mães, pessoas que adoram criancinhas, pessoas que as odeiam, gente que quer ter filhos e pessoas que não querem nem pensar na ideia - todas as vossas opiniões são válidas aqui no tasco.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sabem o que é desapontamento?

por Mia, em 02.03.18

Eu explico.

 

É passar um mês a dieta, a comer cenas saudaveis, sementes, couves e merdas afins - com uma ou outra facadita de vez em quando porque também sou filha de Deus - fazer exercício 6 vezes por semana e chegar à avaliação com a nutricionista e.... ter aumentado 200 gramas!

 

Ah, mas Mia, se calhar perdeste massa gorda e ganhaste massa muscular, e sabes que isso pesa mais, réubeubéu.

 

Não.

 

Também ganhei 1% de massa gorda.

 

Ora foda-se.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Às compras, encontro uma colega de trabalho. Para quem não sabe, eu e o homem trabalhamos juntos cerca de 7 anos, portanto os colegas de trabalho conhecem os dois. Fomos então cumprimentar a colega, e levávamos o monstrinho connosco. De imediato, sorriu para ela.

 

- É tão simpático! Também não tinha a quem sair antipático.

Ao que eu respondo aquela graçola básica:

- Ora, podia ter saído ao pai.

 

Silêncio.

 

Cara séria.

 

Levantar de sobrancelha.

 

 

Ok, não foi a piada do ano - nem era para ser - mas caramba. Era a brincar. A BRINCAR.

 

Já me tinha esquecido deste sentido de humor... peculiar, chamemos-lhe asim, das pessoas com quem trabalho. Voltar vai ser tão difícil.

Autoria e outros dados (tags, etc)

E depois ela disse

por Mia, em 20.02.18

Este bebé é tão fácil que se educa sozinho, olha o que te digo.

 

Como se não houvesse aqui horas, dias, semanas, investidos em criar rotinas, incentivar bons hábitos. Como se não tivesse devorado mil livros sobre o tema para conseguir entender o meu filho e guiá-lo pelo melhor caminho. Como se fosse tudo sorte, um acaso, uma criança que nasceu ensinada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hum.

 

A sério? Mas isso é errado porquê?

Leio muito. Muito mesmo. O desenvolvimento da criança e psicologia infantil são temas que me interessam, e mais do que isso, que me dão prazer explorar. Neste primeiro ano do meu filho, sei as guidelines para cada mês, o que se está a passar com o corpo dele, como se está a desenvolver o seu cérebro, e que mudanças esperar. E gosto de saber isso, para o poder estimular da melhor forma.

 

Por exemplo: nos primeiros tempos da criança, não tem qualquer interesse colocá-lo no ginásio de chão, apresentar-lhe bonecos coloridos, enfiá-lo na espreguiçadeira. O melhor nessa altura são contrastes preto/branco, e foi isso que ofereci ao monstrinho nesse momento.

Não tenho o propósito de criar um Einstein, já aqui disse milhões de vezes. Mas se hoje em dia temos imensa informação ao nosso dispor e podemos ajudar a que os nossos filhos se desenvolvam da melhor forma, porque não fazê-lo?

Se eles aprendem a um ritmo mais rápido ou mais lento, isso é outra história. Há coisas que seriam expectáveis aos quatro meses que o meu filho não faz, e por outro lado faz algumas que só esperava mais lá para a frente. Como todas as crianças. Não há mal nenhum nisso. Mas eu sinto que é meu dever enquanto mãe, incentivá-lo e estimula-lo de acordo com a idade.

 

A pessoa que disse a frase do título acha que eu sou obcecada. Que não deveria ler tanto. Que não há qualquer interesse em procurar saber o que é melhor para a criança em cada idade. Que se deve deixar os putos sentados em frente à televisão e esperar pelo melhor.

 

Eu acho que ela está errada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Acho tão giro

por Mia, em 08.02.18

Não sei o que estou a fazer. Ora agasalho demasiado o puto, ora tem roupa a menos. Arranhou-se na cara porque sou uma incompetente a cortar as unhas. Tem sempre fome. Tem sempre sono. Chora quando acaba de acordar e mil pessoas o sufocam? Culpa minha. Tenho a mania que sei tudo. Tenho a mania das modernices, como usar compressas para limpar o rabo, dar-lhe banho num balde, não usar talco, não lhe dar chá, usar produtos de uma marca específica. Leio demasiados livros e faço demasiadas pesquisas. Não deixo que o abanem, chateio-me se andam sempre com ele no colo. Obrigo as pessoas a lavar as mãos antes de lhe pegar, e não deixo que lhe dêem beijos nas mãos. Não falo baixo nem deixo de fazer barulho durante o dia, e incentivo a que ele faça sestas nessas condições. Sou uma péssima mãe. Mas depois é ouvi-los dizer à boca cheia: "o meu" menino é tão bem disposto; é tão saudável, nunca ficou doente; tem uma pele tão limpinha; tem boas rotinas; dorme a noite toda; nunca vi um bebé assim; está tão gordinho; é tão cheiroso; tem um ar tão feliz. Sou uma mãe terrível, e ainda assim, sendo eu sozinha responsável por uma boa percentagem da educação desta criança, parece que as coisas correm bem. Imagino se fosse uma boa mãe.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não condeno quem viva de um blog, não contesto que façam publicidade. A diferença está entre dizer: recebi esta mala em casa e adorei, ou a marca X convidou-me a experimentar o produto Y e é a ultima maravilha do universo, ou, por outro lado, eh pa descobri agora que toda a minha família é intolerante à lactose, mas por sorte a mimosa lançou este leite sem lactose que é top - e depois escrever em letrinhas pequeninas que o post é patrocinado, ou nem escrever, who cares. É a diferença entre o leitor saber, à cabeça, que está a ler um post publicitário, ou tentar indromina-lo com uma ladainha inventada com o único propósito de vender. É a diferença entre respeito, e a falta dele.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marquei (finalmente) uma consulta de dermatologia para me queixar de maleitas variadas, entre as quais as belas estrias com que fiquei após a gravidez.

 

- Pois, sabe, realmente não há muito a fazer. É que isso está relacionado com o tipo de pele da pessoa, eu, por exemplo, também tenho um bebé e não usei nada a não ser creme hidratante, e não fiquei com uma única estria.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Repitam todos comigo:

 

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

não podes deixar que o medo te impeça de fazer as coisas

 

a ver se me acalmo um bocadinho...

Autoria e outros dados (tags, etc)

E se vos contar que...

por Mia, em 11.12.17

... esta pessoa me enviou um e-mail a dar os parabéns pelo bebé, que incluía a frase: "se há alguém que tem vocação para ser mãe és tu".

 

 

Ele há coisas...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mia e a sobremesa assombrada

por Mia, em 21.11.17

Andava há semanas para fazer uma sobremesa que comi há tempos em casa da minha avó. A coisa é simples: leite creme, gelatina de morango, morangos.

 

Primeiro não havia morangos, claro, não é a época deles, querias o quê? Semana após semana, e morangos nem vê-los. Desisti e avancei para as amoras, são frutos vermelhos na mesma, certo? Comprei, e planeei fazer no dia seguinte.

 

Chegado o dia, abro o armário para ver se tinha todos os ingredientes: a maizena tinha expirado em 2016. Tudo bem, amanhã compro.

 

Mais um dia passado, maizena comprada, abro o frigorífico em busca de ovos: não há. Grrrr. Ligo ao homem: traz-me ovos quando vieres para casa, por favor. Raios me partam, de hoje não passa.

 

Entretanto vou começar a fazer a gelatina, assim já vai solidificando. É claro que não havia gelatina de morango. Mas havia de melancia, close enough.

Penso cá para mim: já que estou a fazer gelatina aproveito e faço as duas saquetas, uma uso para o doce e outra distribuo em potinhos individuais - sabem, daqueles que têm uma tampinha em cima e uma em baixo? Assim fiz: seis potinhos espalhados no balcão e uma caixa grande, todos cheios e começo a tapá-los quando me apercebo que só tenho cinco tampas. Não há problema nenhum, é só verter o conteúdo de um dos potes na caixa grande. E eis que, no momento em que vou fazer isso, se dá o apocalipse.

 

O que aconteceu foi uma sucessão de eventos simultâneos, e que eu caia aqui mortinha se esta merda não é verdade. No segundo em que elevo o pote no ar, a tampa de baixo solta-se, e voa gelatina POR TODO O LADO. Armários, chão, os meus chinelos, balcão, tudo o que podem imaginar - sempre bom, porque até temos poucas formigas. No mesmo instante, o miúdo acorda e começa a chorar. Ainda nesse mesmo segundo, o gato que tinha saltado para o balcão para cheirar o que eu estava a fazer, assusta-se e corre para o outro lado do balcão. A gata, que estava nessa ponta, assusta-se com o barulho e salta para o chão derrubando o suporte das facas e dois quadros.

 

*inspira*

*expira*

 

Começo a limpar - como é que um pote tão pequeno leva TANTA gelatina?! O bebé a chorar, os gatos de volta de mim, o chão a começar a colar. Tento enxotar os gatos. O bebé chora. Os gatos a começar a tentar meter as patas na gelatina. SAIAM-ME DA FRENTE! Os gatos fogem, o bebé cala-se. Sentimento de culpa nos píncaros, desculpa bebé, não gritei para ti, beijinho beijinho, prendo os gatos, acabo de limpar a gelatina.

 

O homem chega com os ovos, faço o leite creme, corto a gelatina, misturo as amoras. Ficou bem boa a sobremesa. Nunca mais me apanham a fazê-la.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Em casa de familiares, acabei de trocar a fralda ao miúdo, e prestes a vestir-lhe o pijama, estando o bebé apenas com a fralda e o body interior vestidos. Normalmente quando vamos a algum lado de noite levo o pijama e um casaco quentinho, e assim ele adormece no carro e já só acorda de manhã. Estava então a meio do processo quando o dono da casa entra no quarto, olha para ele e diz:
- Mas que bem que ele está!


Sorrio. Insiste.


- Mas que bem que ele está assim de perna ao léu!


Sorrio. Continua.


- Que bem que ele está, assim é que ele havia de andar sempre!


Tento ignorar a crítica implícita à forma como visto o meu filho, e sorrio de novo. Insiste.


- Assim é que ele devia andar sempre!


Não aguento ficar calada e respondo:


- Estão 10 graus lá fora!


wtf.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Oh, não gostaste do que escrevi?