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8 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.04.18

Oito meses que passaram a voar. Antes de ele completar nove estarei já a trabalhar, e se por um lado anseio por esta nova experiência que vai ser a entrada na creche, por outro a ideia deixa-me petrificada.

 

Pequeno monstrinho está enorme e super activo. De um momento para o outro, parece que lhe trocaram as pilhas por umas novas e não pára um segundo. Já tem uma rotina mais ou menos certa: acorda pelas 9h, dorme uma sesta ao fim da manhã, almoça, brinca, dorme um pouco de tarde, lancha, brinca mais um pouco, dorme 30 min antes do jantar, janta, fica um bocadinho connosco e depois dorme até ao dia seguinte. Ah, pelo meio há banhos e essas coisas. Passa bastante tempo acordado durante o dia, chega a estar 3h seguidas.

Na maior parte dos dias, não exige muita atenção. Compramos-lhe um parque e ele fica sossegado a brincar lá durante imenso tempo, ninguém o ouve piar. Descobriu que se consegue por em pé e há momentos em que não quer mais nada e quando tentamos que se sente estica os joelhos e recusa.

Não tem medo de nada. Atira-se, rebola, trepa pelas coisas. Deita a mão aos gatos, cães, vai ao colo de qualquer pessoa. Ri-se muito e gargalha com facilidade. Adora fazer "aviãozinho" e ver pessoas aos saltos é gargalhada certa.

Começou a ter pesadelos e volta e meia chora de noite - nada que um miminho não resolva. Ganhou imenso cabelo e até já lhe fiz uma mini crista um dia destes, pobre criança. Volta e meia já anda na cadeirinha de menino crescido quando vamos a qualquer lado.

Experimentou peixe pela primeira vez e, como tudo aquilo que mete à boca, adorou. Continua a trincar tudo e a babar-se imenso, mas não há sinal de dentes. Está gordinho e bochechudo. Agarra tudo o que apanha à frente, é um perigo. Aprendeu o não, mas ainda estamos a aperfeiçoar a coisa.

Brinca muito, e começa a abanar os brinquedos e bater com uns nos outros para fazer sons. Quando atira alguma coisa ao chão, fica a olhar para onde caiu muito atento.

Dá muitos beijinhos (daquela forma tosca que parece que nos vai comer a cara) e abracinhos. A última habilidade que andamos a treinar: eu peço-lhe a chupeta a ver se ele dá - às vezes dá, outras manda-me dar uma curva.

Bate palminhas (com ajuda) e se conseguir agarra as nossas mãos e bate também enquanto faz "eeeehhhhhh!!!!!".

Continua a palrar imenso, mas nada em concreto. Diz o nome dele e há dias soltou um papapapapa que foi logo censurado: ou é mamã ou não é nada. Faz bolhinhas e barulhinhos com a língua, adorável especialmente quando está a comer. Falando em comer, tem o estômago furado. Não quer nunca deixar de comer, nunca encontrei o fim do estômago desta criança. Come, come, come, e no fim ainda chora porque comeria mais. Confesso que às vezes me custa não lhe dar segunda dose, parece que o estou a deixar à fome, mas não pode mesmo ser senão o puto ainda rebenta!

Dizem que não há nada que nos relembre mais a passagem do tempo do que uma criança, e isso é das maiores verdades que ouvi. Meu pequeno monstrinho, oito meses.

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Que levantem o braço todas as mães que perdem o sono à noite com a ideia de começar a dar sólidos aos filhos.

 

 

 

Ninguém? Sou só eu? Haveis de ter muitos amigos.

 

 

 

Pois bem, este post é para mães paranóicas dedicadas como eu, atentai na minha última aquisição:

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Isto é nada mais nada menos do que uma espécie de chupeta onde se coloca comida e depois a criança vai trincando e sai tudo pelos milhentos orifícios. Ah mas isso não é bom porque blá blá blá... caguei. Vou-vos explicar o que sucedeu cá em casa. Este brinquedinho chegou, lavei, coloquei um pedaço de pêra e dei ao puto. Agarrou-se a ele como se não comesse há três semanas, a trincar furiosamente. Quando tentei tirar, prendeu com as gengivas e não me deixava, e quando finalmente consegui armou um berreiro tal que parecia que o estava a espancar. E pronto, está ali entretido a fazer uma bodeguice de todo o tamanho - baba, muita baba - mas aparentemente feliz da vida.

 

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Nem vou falar do facto de 90% da minha casa ter sido mobilada lá (quartos, sala, cozinha, casas de banho... esqueçam, 99%). Mas não vamos por aí. Vou falar das coisas que comprei para o monstrinho lá.

 

Começamos pela banheira, que o pai foi buscar no primeiro dia em casa depois do fiasco da shantala. Inicialmente usávamos em cima do berço, quando ele começou a fazer muitas ondas (literalmente) passou para dentro da nossa banheira. Leve, simples, fácil de limpar. Foram 5,99€ muito bem gastos.

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Cadeira da papa. Em casa usamos esta, mas para passeios a casa de familiares compramos uma Antilop. O plano inicial era ter comprado um assento portátil do género deste:

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Mas quando começamos com as sopas achei que ele ainda não tinha estabilidade para isso. Compramos a cadeira mais básica do Ikea, desmonta-se com muita facilidade e andamos com ela para todo o lado.

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O redutor da cadeira. A nossa cadeira de casa era um bocado larga para ele, e costumávamos colocar uma manta a fazer volume. Quando vi este no Ikea nem hesitei, ainda por cima é giro e diz com a decoração! Temos dois, um para casa e um para andar no carro para usar com a cadeira de viagem ou em restaurantes que não tenham redutor - todos.

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Caixas de vidro. Primeiro, não se encontram caixas de vidro a este preço em lado nenhum. Depois, são maravilhosas. Uso para levar as sopas do monstrinho. Por serem de vidro, podem ir ao microondas sem remorsos. O fecho hermético e com molas não deixa que a sopa entorne. São maravilhosas, não sei se já disse.

 

0240558_PE380200_S3.JPGCopos empilháveis. Neste momento são o brinquedo preferido dele. Obviamente não os sabe empilhar, mas a brincadeira do momento é: eu coloco-os dentro uns dos outros e ele vai tirando, um a um. Também come o preto constantemente, mas como o pessoal do Ikea pensa em tudo, esse mais pequeno tem um furinho para impedir que a criança sufoque.

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Estes gatinhos também fazem sucesso cá em casa:

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Babetes (aqui, aqui e aqui). A de braços foi fundamental para as primeiras sopas - e cheira-me que a vou resgatar quando começarmos os sólidos. As impermeáveis são um must have, acaba de comer e vai para debaixo da torneira, às vezes até para a máquina da loiça, e está pronta para outra. As outras uso aos magotes para controlar o rio de baba que lhe sai permanentemente da boca.

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Esta almofada, que fica a matar no quarto dele e uso no trocador para apoiar a cabeça quando está deitado. A necessidade surgiu quando o monstrinho começou a ter episódios de vómito sucessivos. Aconselharam-nos a manter a cabeça um pouco elevada quando o deitamos, e esta foi a solução para a muda da fralda. A almofada é super macia e mais importante do que isso: lavável.

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Outras coisas que não estou a encontrar no site mas também me foram bastante úteis: lençóis e resguardos para a cama de grades. Ikea, estás no nosso coração.

 

 

 

 

 

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A coisa começou quando eu meti na cabeça que o ovo só podia ser utilizado até aos 9kg - é até aos 13kg - e entrei em pânico porque o puto tinha já 8kg e uns trocos. Começamos a pesquisar à bruta e entramos nesse maravilhoso mundo que é o das cadeiras para automóvel.

 

A minha primeira dúvida era: compro uma que dê até aos 18kg (4 anos), ou uma evolutiva que dê até aos 12 e fica o assunto arrumado? Questionei a pediatra que me disse que, na opinião dela, "as que dão para muita coisa não são muito boas em nada". Fora de questão.

 

Já aqui vos falei do meu arrependimento na escolha do carrinho, e não queria repetir os mesmos erros, por isso, e após pesquisa aprofundada, comparação de testes de segurança, preços e afins, a dúvida ficou entre estas duas:

 

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AxissFix - Bebé Confort / Sirona - Cybex

 

Ambas com rotação 360º para poupar as costinhas dos pais e com excelente reclinação para conforto dos miúdos. Ambas de qualidade e segurança reconhecida, embora a Sirona tenha uma pontuação ligeiramente melhor ao nível da segurança. Experimentamos ambas em loja e adoramos, e estávamos ainda a debater (a Sirona era a vontade, a AxissFix era mais barata) quando batemos num ligeirinho pormenor: isofix.

 

Ambas as duas são instaladas no carro com isofix. Sucede que um dos nossos carros - o meu - não tem. É certo que andamos maioritariamente no dele (maior, mais recente, mais seguro) e a expectativa é que aquele que ande com o miúdo leve esse carro, mas... e se precisassemos de usar o outro? Iríamos ficar sem hipótese de transportar o miúdo?

 

Fomos então em busca de opções sem isofix, e deixem que vos diga: a oferta é vergonhosa. Não há quase nada, as poucas cadeiras que encontramos eram básicas e a escolha resumia-se a duas ou três. Consideramos uma cadeirinha da Chicco - minha marca do coração - mas lemos em vários sítios que a nível de segurança não era de todo a melhor opção, e então acabamos por avançar para a Opal, da Bebé Confort.

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Relativamente fácil de montar - ainda que seja com cintos - preço simpático, aparentemente segura e confortável. Veio com um redutor que arrumamos logo porque era para recém-nascido. Três grandes desvantagens: não roda a 360º, só pode circular no sentido oposto à marcha até aos 13kg (o aconselhado é 18kg), e tem pouca reclinação. Da primeira vez que o miúdo adormeceu na cadeira entrei em stress porque a cabeça pendia-lhe para a frente, por estar pouco reclinada.

 

Não me convenceu.

 

É claro que, não havendo alternativa para usar no meu carro, terá que servir. No entanto acabamos por decidir comprar outra para o carro "de família", e avançamos então para a Sirona, com isofix. Fico mais descansada de saber que o meu filho fará a maioria das viagens de carro numa cadeira supostamente mais segura e aparentemente mais confortável. Ainda não experimentamos no carro (está a caminho), mas já tínhamos experimentado em loja e gostado bastante. Espero não me arrepender.

 

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O que é uma pena, digo-vos já, mas pronto, acho que é serviço público por isso cá vai: nas lojas Continente, zona das fraldas, há uns pacotinhos de amostra que podeis levar para experimentar as fraldas da marca deles. Não sei se é recente, eu só reparei na semana passada e achei uma excelente iniciativa. Nunca me passou pela cabeça comprar fraldas de marca branca - nem sou muito snob nas marcas, mas com isto sei lá - mas como me foi dada a oportunidade de experimentar, trouxe. E fiquei agradavelmente surpreendida. Trouxe o tamanho 3 apesar de o monstrinho já estar a transitar para o 4, porque não havia esse. Achei as fraldas de boa qualidade e surpreendentemente absorventes. Fica a dica!

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publicado às 07:00

Meu rico filho

por Mia, em 28.03.18

A brincar no parque, rebola para o lado e fica deitado de barriga para baixo - o prato do dia agora. Observo em silêncio. Durante uns bons minutos tenta levantar-se fazendo força nos braços. Olha à volta e apercebe-se da minha presença. Continua a tentar levantar-se mas agora com som, fazendo pequenos gemidos para mostrar que se está a esforçar. Continuo a assistir em silêncio. Olha para mim enquanto franze as sobrancelhas e diz: ma!

 

Agarrei-o e estrafeguei-o de beijos.

 

Os invejosos vão dizer que não é nada, mas para mim isto é o primeiro mamã.

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Maternity hacks #1

por Mia, em 28.03.18

Sacos de congelação.

 

Vão por mim que não vos engano - sacos de congelação são os melhores amigos de uma mãe:

- no saco das fraldas, para por a roupa suja - aprendi com ela.

- no saco da natação para levar para casa as coisas molhadas. O Ikea tem tamanhos enormes com fecho, perfeitos para isto.

- no dia a dia, para embrulhar fraldas. Sabem aquelas fraldas mais mal cheirosas que empestam o quarto todo com um cheiro nauseabundo? Eu não. Tiro a fralda, enfio num saco de congelação, dou um nó e deito no caixote. Sacos dos mais básicos, 50 e tal cêntimos no continente e faz-se a festa.

 

De nada.

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Já toda a gente tinha perdido a esperança. Estamos noivos desde 2015, unidos de facto há uma porrada de anos. Eu refiro-me a ele como o meu marido e ele diz que tem uma esposa. Concebemos uma criança em pecado. Algum dia tinha que ser, não é verdade? Ontem estava aqui a pensar no assunto e lembrei-me de perguntar:

 

- Olha. 28 de Setembro de 2019. Casamos?

- Não me parece mal.

 

E pronto, decidimos. Só nos vai levar quatro anos desde o noivado ao casamento, parece razoável. Aproveitamos e baptizamos o miúdo ao mesmo tempo e fica já tudo tratadinho. Agora vou esquecer este assunto até ao fim do verão, e depois logo se vê.

 

 

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Aprendeu o "não"

por Mia, em 16.03.18

Dizem os livros que os seis meses é a altura de introduzir o "não" na vida dos bebés. Tentei, mas não me ligava nenhuma, até à semana passada.

 

Sentado no meu colo, viu um tubo de creme de mãos e pegou nele. Levou à boca e eu disse "não". Firme, séria, enquanto abanava o dedo. Tirou o tubo da boca e olhou para mim. Repetiu, novo não. Tirou, olhou para mim, fez beicinho. Tentou de novo, mais uma vez "não". Desatou num pranto.

 

Assim.

 

Não lhe toquei, não lhe tirei o creme, mas disse-lhe que não podia fazer algo que queria. É claro que me partiu o coração vê-lo a chorar, mas senti que foi uma vitória. Dei-lhe um abracinho para o consolar, enquanto lhe dizia: podes brincar, mas não podes por na boca (sei lá se ele entende!).

 

Passadas algumas horas, sentados no trocador depois de mudar a fralda, tentou agarrar o creme das assaduras e por na boca. Novo não, novo beicinho, nova tentativa, novo não, choro, abraço - podes brincar, mas não podes por na boca.

 

Agora, sempre que vê um tubo de creme, pega e brinca, enquanto vai deitando o olho para ver a minha reação. Não mete à boca. Quando começa a aproximar da boca e eu faço cara séria, mesmo sem dizer que não, atira-se para me dar um abracinho e sorri. Quando está a fazer algo e eu digo que não, fica a olhar para mim, muito sério, e raramente continua.

 

Há quem seja da opinião de que é muito cedo, que a educação se dá mais tarde, que estou a ser ditadora. Eu acho que as crianças precisam tanto de regras e de estrutura como de amor e carinho, desde o primeiro momento. E vocês, acham o quê?

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Depende.

 

Há dias falaram-me do caso de uma pessoa que teve três filhos, e todos dormiram na cama dos pais até nascer o seguinte (fazem três anos de diferença), e o mais novo lá continua, já perto dos quatro anos.

 

Conheço quem tenha dormido com as crias até aos cinco anos, e quem as tenha recambiado para o quarto deles no fim do primeiro mês. Não concordo com nenhuma das abordagens, mas acho que cada família saberá o que é melhor para si.

 

Cá em casa tínhamos uma opinião firme em relação a partilhar a cama com o bebé: não. Acho que com o medo de o esmagar, de o sufocar, etc, não conseguiria descansar um minuto que fosse. Por outro lado, tenho a certeza que o facto de ter tido um bebé fácil ajudou muito a manter esta opinião. Quase que aposto um bracinho em como, se tivesse um bebé chorão e difícil de adormecer, dormiríamos onde e como calhasse.

 

Optamos pelo meio-termo, e acho que foi uma excelente opção, recomendo a todas as grávidas que me vão perguntando - Pessoal da chicco, se me estão a ler, já tratávamos aqui de uma parceriazinha *wink* *wink*

 

Por outro lado, tínhamos decidido que aos três meses o monstrinho iria para o seu quarto e, chegado o momento, essa ideia pareceu-me estapafúrdia. Foi aos seis, falei disso aqui, e foi a melhor coisa que fizemos. Não sabia, mas tinha imensas saudades do meu homem. Não, não estou a falar de sexo, que isso se houver disposição não precisa de ser impactado pelo facto de ter um bebé a dormir no quarto - mudem de divisão, pelamordedeus não forniquem em frente à criança! Estou a falar do nosso tempo a dois. Das nossas conversas na cama até adormecer. De nos abraçarmos sem medo de fazer o mínimo barulho e acordar a criança. Essas coisas tão pequenas que nos faziam tanta falta.

 

E vocês? O que pensam desta coisa do co-sleeping?

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... vais dar com o teu filho a bater com dois cubinhos de plástico um no outro e a soltar gritinhos histéricos com o barulho, e ficas em êxtase. As mães vão perceber logo, mas para quem não entende: esta coisa de ver um ser que começou por ser uma ameba apática sem reacção a nada, passar a interagir com objectos, a começar a descobrir relações causa-efeito, e a reagir-lhes, tem qualquer coisa de espetacular.

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Então e dentes?

por Mia, em 12.03.18

Nada. Zero. Nicles. Nem sombra.

 

C'órror, uma criança de sete meses sem nem meio dente para mostrar, ainda por cima diziam todos que ia ser tão precoce e ter dentes aos três meses. Oh well.

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... estou a apostar todas as fichas numa mamã como primeira palavra intencional.

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Portantos

por Mia, em 09.03.18

A criança nasce e uma pessoa todos os dias lhe repete: mamamamamamamamamamamamama, na esperança de uma mamã como primeira palavra. Pois que o puto começa com as consoantes e diz o quê? Pensaram papapapapapa? Nada disso. Diz a abreviatura do nome dele, ora essa, cá dar prioridade aos outros...

 

 

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Levantou-se!

por Mia, em 09.03.18

Como assim? Como é que isto aconteceu, quando é que o meu bebé começou a ser um menino, ninguém me deu aviso prévio.

 

Estava com ele no sofá, sentado sobre a minha perna, com os pés apoiados no sofá, a observar os gatos. Fica todo excitado e ri-se imenso sempre que os vê, mas com a gata é um êxtase diferente. Mas dizia eu, lá estávamos nós sentadinhos no sofá, a gata lá no fundo da sala, o miúdo a abanar braços e pernas de alegria, e não tem mais nada, segura uma mão no meu braço, apoia os pés no sofá, e... põe-se em pé! Assim, como se nunca tivesse feito outra coisa a vida toda.

 

Juro pelas alminhas que isto aconteceu assim, tal e qual.

 

E agora que descobriu isto, não quer outra coisa. É vê-lo a levantar-se como uma mola, feliz com o seu feito - é claro que já fiz uns 200 vídeos para não me acusarem de ser uma exagerada. É agora que vem a parte difícil, não é? Estou tentada a comprar um rolo de plástico-bolha e fazer dele uma bolinha...

 

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7 meses depois: o bebé

por Mia, em 04.03.18

Caramba, eu sei que estou sempre a dizer o mesmo, mas para onde foi o tempo? Pequeno monstrinho está enorme e pesado. Já se senta bem sem suporte, ainda que volta e meia caia para o lado. O grande feito deste mês foi aprender a colocar a chupeta sozinho, o que nos tem valido noites inteiras de descanso - algumas, não todas. Compramos um parque e tem passado algum tempo lá a brincar. Entretém-se bem sozinho, mas já começa a ficar mais birrento e chatinho e a exigir a presença de pessoas. Às vezes é capaz de estar a brincar bem sozinho, mas se nos vê começa a choramingar por atenção - sabe muito! Tentamos introduzir as palminhas e o adeus, sem sucesso. Adora ver-nos a bater palmas e ri-se se o fizermos com as mãozinhas dele, mas não o faz sozinho. Também não diz adeus quando pedimos, mas volta e meia acena, só porque sim. Aprendeu a dançar com a cabeça, abana-se todo e ri-se. Não tem a mínima vontade de gatinhar. Já rebolar, é um fartote e a muda da fralda tornou-se toda uma aventura - rebola para um lado e para o outro tentando apanhar tudo o que estiver à volta dele. Começa a fazer algumas birras, e eu começo a ter necessidade de às vezes me afastar um pouco e respirar fundo - a brincar, já são 10 meses enfiada em casa e começo a dar mostras de cansaço. Tem dias melhores e piores, como nós, mas as segundas feiras são, também para ele, particularmente difíceis. O fim de semana é muito agitado, sempre com o pai por perto e a percorrer a família toda, e à segunda feira tem chorado histericamente ao fim do dia. Suponho que seja uma espécie de descarga emocional. Continua a ter um sorriso fácil, mas já o sinto mais desconfiado com estranhos. Faz os barulhinhos mais fofos e agora aprendeu a brincar com cuspe, adorável. Come muito bem, e se demoramos muito entre colheradas vai atrás da colher de boca aberta. Adora os gatos, ri-se assim que os vê e se conseguir alcança-los, puxa-lhes o pelo. Eles deixam, o que é giro de se ver, porque são animais que normalmente não dão confiança a ninguém. Já tem mais cabelo ainda que continue a ser pouco. Continua gorducho. Temos ido à natação e sinto que está mais à vontade dentro de água, principalmente com água na cara. Estamos a menos de dois meses de começar a creche e, apesar de ainda me custar a ideia, sinto que o meu bebé é cada vez mais um menino e vai estar preparado quando chegar o momento.

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Monstrinho chora se saio da divisão onde está, mesmo que um minuto antes estivesse a gargalhar. Chora copiosamente - com lágrimas infinitas - se for o pai a adormecê-lo, mesmo que um segundo antes estivesse a brincar feliz no colo dele. Andamos nesta brincadeira há dois dias: só está bem quando eu estou, e eu não estou nada bem com isto. Vamos acreditar que é só uma fase.

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E depois ela disse

por Mia, em 20.02.18

Este bebé é tão fácil que se educa sozinho, olha o que te digo.

 

Como se não houvesse aqui horas, dias, semanas, investidos em criar rotinas, incentivar bons hábitos. Como se não tivesse devorado mil livros sobre o tema para conseguir entender o meu filho e guiá-lo pelo melhor caminho. Como se fosse tudo sorte, um acaso, uma criança que nasceu ensinada.

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Era sexta feira à noite, e eu estava sentada ao balcão da cozinha, com um copo de vinho, enquanto conversava online com ela. Cortávamos na casaca de uma terceira pessoa, há lá melhor, e de repente apercebi-me:

- quem ler esta conversa pensa que não temos o que fazer, nem filhos para criar.

ao que ela responde:

- o pai está a adormecê-lo.

- aqui também. Escolhemos bons pais.

 

E escolhemos.

 

Ah e tal, mas o pai tem tanta obrigação como a mãe, beca beca beca. Isso é tudo muito bonito e concordo muito. Mas tendo os mesmos deveres, quantos o fazem? Quantos não se limitam a empurrar as tarefas para a mãe?

 

Em tempos uma amiga contou-me que, numa festa, uma outra amiga ficou chocada porque a filha tinha cocó na fralda e o pai foi mudá-la. A rapariga ficou chocada por ele saber como o fazer, imagine-se!

 

Na semana passada, numa festa de família, o meu filho começou a choramingar. Eu ainda estava a almoçar, por isso o pai pegou nele ao colo e foi adormecê-lo. Naturalmente, não foi preciso pedir, é necessário fazer alguma coisa e o que está mais liberto faz. De imediato uma tia veio perguntar-me se ele era mesmo assim ou se estava a fazer aquilo apenas para o show off.

 

Tens muita sorte.

 

O tanas. Escolhi-o.

Escolhi o homem que olha para o nosso filho como nunca o vi olhar para ninguém. Escolhi o homem que muda fraldas, dá banhos, canta, faz palhaçadas. O homem que chega a casa, depois de um dia de trabalho, e dá a sopa ao menino para me poupar as costas. Que o adormece praticamente todas as noites. O homem que me atura as neuras, que assume quando erra, que conversa comigo, que diz que me ama todos os dias sem excepção.

 

Não foi sorte, escolhi-o. E escolhi tão bem.

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Começamos pelas sopas. Há pediatras que preferem começar pelas papas, outros pelas sopas, o nosso achou melhor assim. Fiz então aquela primeira sopa horrorosa sem nada: batata, cenoura, umas folhas de alface, e um fio de azeite em cru.

 

O que é que acontece quando se dá alimentos com consistência de puré a uma criança que só sabe beber leite? Javardice. Muita javardice.

 

No primeiro dia valeu tudo: cantigas, palminhas, iPad com a pequena sereia a bombar. Era uma colher de papa, e chupeta na boca para ele nao cuspir. Ah, mas não se deve fazer isso. Caguei.

 

Acabamos a refeição com metade da sopa na babete, no tabuleiro, no chão, no cabelo dele, no meu cabelo, dentro das orelhas, sei lá. A outra metave ficou-lhe no estômago, e considerei-me vencedora.

 

No segundo dia, tudo mudou! Já engolia melhor, e alambazou-se com um prato de sopa enquanto o diabo esfrega um olho. Sem musica, sem iPad, sem chupeta, sem nada. Desde então tem sido assim, tudo o que lhe damos ele come bem, minha betoneirazinha, e já conseguimos fazer refeições inteiras sem a casa ficar a parecer um campo de batalha.

 

Já provou couve branca, alface, alho francês, couve flor, brócolos, abóbora, repolho, maçã, pêra e banana - para além da batata e cenoura, claro, e por enquanto não se mostra esquisitinho com nada. Diz a minha sogra que nós não merecíamos um bebé tão fácil (tanto eu como o pai eramos um terror para comer). Estou tentada a dar-lhe razão!

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