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Começou às 5 semanas. Dizem os livros que o normal é ser pelas três, e graças a Deus que o meu rico filho não é nada precoce e só nos brindou com as primeiras duas semanas mais tarde.

 

É chato? Sim. Levante a mão quem acha divertidas duas ou três horas de choro e resmunguice ao final do dia, quando já estamos com as baterias a bater nos mínimos. Mas pior do que isso é saber que ele tem dores - que sentimento de impotência, tentar ajudá-lo e muitas vezes não conseguir.

 

O segredo? Não sei. Cá em casa damos colo, muito colo. E beijinhos. E embalo. E fazemos massagem na barriga, esticamos as perninhas, fazemos o movimento "bicicleta". Pomos-lhe uma almofadinha de sementes de alfazema na barriguita - normalmente adormece. E rezamos por um cocó daqueles explosivos, mas há dias em que a coisa está tão má que até nos contentamos com umas bufas potentes.

Pelo caminho, tentamos não perder a sanidade mental. De cada vez que um de nós começa a perder a paciência, trocamos. Vai ao colo de um, vai ao colo de outro, e a coisa vai-se fazendo.

 

Não é fácil, mas vamos vivendo um dia de cada vez e tentando não desesperar. Se tiverem truques e mezinhas para sobreviver a este flagelo, não se acanhem e contem-me tudo!

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Tenho dois gatos dentro de casa, e tenho um bebé. E achei que ia ser mais relaxada em relação a isto, mas não.



Não é fácil conciliar um recém-nascido com animais e tudo o que isso acarreta.



Os meus gatos estão limpos, escovados, unhas cortadas. Têm as vacinas em dia, estão desparasitados interna e externamente e confinados às zonas comuns da casa quando nós estamos presentes - nunca têm acesso aos quartos nem casas de banho. Quando saímos de casa, eles são remetidos aos seus aposentos: a lavandaria e um pequeno hall mais quentinho. Não são animais "de risco", mas ainda assim não consigo relaxar. e acabam muitas vezes por ficar "presos" no canto deles para eu estar mais à vontade com o bebé. O que me deixa depois com sentimento de culpa - claro!



Na tentativa de amenizar um bocado esta sensação, falei com a pediatra sobre o assunto, e a resposta vai de encontro ao que eu já pensava: é muito bom ter animais em casa, para o desenvolvimento da criança (afectos, empatia, sentimento de responsabilidade, etc.) e para ele criar anticorpos (a menos que exista alguma doença, como por exemplo alergias, ou mesmo histórico de quadro alérgico em algum dos pais), blá blá blá, MAS o bebé não deve contactar fisicamente com o animal até aos 6 meses de idade. O motivo é simples e fez-me sentido: o recém nascido é uma folha em branco, vem sem defesas, e quanto menos o sujeitarmos a possíveis focos de infecção, melhor. Para além disso, o bebé não se sabe defender, e uma patada mal calculada pode magoá-lo.



Moral da história? Por aqui continuamos um bocadinho stressados. A casa é limpa com frequência, tentamos ao máximo que as coisas do bebé não toquem nos animais (ou, por exemplo, sejam pousadas onde eles estiveram deitados), as mãos são lavadas e desinfectadas sempre depois de se mexer neles, e sempre que os gatos andam à solta temos mil olhos em cima do puto. Mas há sempre pelo no ar. E nas nossas roupas. E nos sofás. E em todo o lado, na verdade.



No início eles tentavam aproximar-se, curiosos, mas acho que já se conformaram e neste momento não ligam peva. Excepção para a gata, que é uma abusada e gosta de dormir no cestinho que tem junto às rodas do carrinho de bebé :)



E por aí? Mais alguém que tenha conciliado animais com bebés? Como é que a coisa funcionou convosco? Contem-me tudo, não me escondam nada.

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