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Faço hoje 31 anos

por Mia, em 24.12.17

Quando foi que o tempo passou, e porque é que ninguém me avisou?

 

Tenho ainda tão frescas as memórias da minha infância. Ainda sei a que sabem as almôndegas do infantário - a ver se convenço o monstrinho a trazer-me uma no bolso, eram as melhores de sempre - Tenho tantas memórias desses dias. Lembro-me perfeitamente daquela vez que me morderam ou de quando fiquei de castigo por cuspir a outro menino sem querer. Das sestas que ninguém dormia ou das festas no salão. Tenho bem presentes os dias da primária, como as meninas brincavam umas com as outras mas não comigo, ou daquela vez em que a professora me mandou não cantar porque parecia "uma cana rachada", e de como nada disso importava porque os meus verdadeiros amigos estavam fora da escola: as meninas da minha rua com quem brincava no sótão, os primos. Ainda sinto na boca o sabor a chipmix que partilhávamos em casa da avó, do leite quente com chocapic no inverno e do pão quente no verão, quando saíamos da piscina. Recordo as aulas de ballet, tantas vezes até de noite, de como treinava com afinco para um dia ser uma bailarina. Lembro-me de ter entrado para a preparatória, de como sentia que não pertencia a "tribo" nenhuma, dos tempos difíceis do início da adolescência. De ser chamada de "esticadinha" por causa da postura adquirida com anos de dança, de não aguentar o ritmo e me sentir encurralada. Recordo o início do secundário, aquele primeiro dia em que eu vestia uma saia branca até aos pés e um top azul sem costas - nunca me hei de esquecer - e todos os rapazes olharam para mim, coisa que nunca tinha acontecido. A adrenalina de saber que me podia reinventar e começar de novo - e assim fiz. Tenho ainda tão presentes as memórias dos meus amigos do liceu, o meu primeiro namorado, o divórcio dos meus pais, a tentativa de suicídio desse namorado. Vieram tempos negros e eu lembro-me de todos eles. Mas também sei o que veio depois. O meu primeiro grande amor, tão verdadeiro, tão intenso como só os amores adolescentes conseguem ser. A entrada na universidade, no curso que escolhi. Conhecer o meu homem, e todos os altos e baixos que tivemos ao longo dos anos. Desilusões, discussões, desgaste, dramas. Uma depressão e um esgotamento, está-me tudo gravado na memória. Bem como as grandes amizades que fiz, os momentos de galhofa, as conquistas, os beijos, os abraços, as palavras importantes. Entrar na idade adulta aos trambolhões, o primeiro emprego, mudar de cidade, fazer amizades que quase uma década depois ainda duram. Regressar às origens. Morar sozinha, morar acompanhada, tomar decisões importantes que me levaram onde estou neste momento. O nosso projecto de vida a dois. O meu filho que ainda ontem nasceu e já está aqui sentado ao meu lado a sorrir-me enquanto escrevo. Está tudo aqui, fresco na minha memória, as coisas boas e as más, as mais antigas e as mais recentes, como é que já vivi 31 anos?! Não quero. Parem o tempo. Uma vida não chega para tudo o que quero viver, e esta está, certamente, a passar depressa demais.

 

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Agora que - finalmente - temos cortinados nos quartos, abro as persianas sem medos. Dantes, por uma questão de privacidade, não o conseguia fazer, e por isso só agora pude reparar a sério na vista. O quarto do meu filho, como todos, aliás, dá para o jardim. Da cama conseguimos ver o relvado verdinho e o azul da piscina. Dou por mim a pensar em como foi tortuoso o caminho até chegar aqui, mas como sabe bem esta sensação de dever cumprido.

 

Obviamente, seríamos igualmente felizes num apartamento, ou numa casa mais modesta. Nunca tive a mania das grandezas, nem coisa que o valha. Mas para entender a importância que isto tem para mim, precisamos de recuar até à minha infância.

 

Os meus pais foram-no demasiado cedo. Um acidente de percurso que atirou dois adolescentes para um casamento forçado e uma vida remediada. Não tivemos luxos, mas nunca me faltou amor. Sei que o dinheiro não traz felicidade porque fui uma criança feliz, apesar de às vezes não haver dinheiro para comprar pão. Não pensem que alguma vez me faltou o que quer que fosse, longe disso. Mas fui desde cedo uma criança perspicaz, e sempre tive consciência de que vivíamos "à rasca".

 

Admiro, do fundo do meu coração, o esforço e ginástica que os meus pais fizeram para nos dar uma infância memorável. Nunca saímos do país no verão, mas íamos passar dias à praia aqui ao lado. O meu pai fazia as melhores construções na areia, e todas as crianças das redondezas vinham brincar connosco. Nunca tive festas de aniversário dignas de pinterest, mas a minha mãe fazia-me os bolos mais originais e nunca esquecerei o ano em que o meu pai encheu dezenas de balões até que o chão do sótão ficasse completamente coberto, ou das luzinhas de natal que ele espalhou pelas paredes e que criaram o cenário mais mágico de sempre. Não tinha um brinquedo caro no natal, mas tinha vários da loja dos trezentos, e delirava com cada um deles. Mesmo após o divórcio dos meus pais, durante a minha adolescência, nunca deixaram que o falhanço no casamento impactasse o nosso bem estar.

No entanto, desde que me lembro que me preocupo com dinheiro. Recordo-me de ser criança, e no café me perguntarem se queria um bolo e dizer que não, por não querer que gastassem dinheiro comigo. Ou de escolher o gelado mais barato em vez do que realmente queria. Ou de não contar aos meus pais que a mochila estava rasgada, para não terem que comprar outra.

 

 

Tracei, desde cedo, um plano para a minha vida. Havia de me formar. De arranjar um bom emprego. De estabilizar as minhas finanças. E depois teria filhos. Planeei recriar com eles tudo de bom que os meus pais fizeram comigo, com um pequeno twist: estabilidade financeira. Não quero que os meus filhos tenham preocupações, quero que sejam apenas crianças, felizes e seguras. Quero corrigir neles a única coisa que falhou na minha infância. Certamente cometerei outros erros.

 

 

As coisas demoraram mais do que eu previa. Gostava de ter sido mãe aos 25, mas a vida não mo permitiu. Olhando para trás, sinto-me grata por ter tido o discernimento para não dar esse passo. Não era sequer emocionalmente estável o suficiente para ser mãe. Atrasamos a decisão de ter filhos por nós, pelo nosso emprego, pela casa - um sonho que nunca pensei ver sair do papel e que de repente se realizou. Houve alturas em que me arrependi dessa decisão, mas neste momento sinto que as coisas aconteceram quando tinham que acontecer. Olho lá para fora e penso como seremos ainda mais felizes na próxima primavera quando estender uma manta na relva e nos sentarmos os três a brincar. Nas memórias que criaremos quando no verão estivermos os três na piscina, ao fim de um dia de trabalho. Em como vão ser espectaculares as festinhas de anos no jardim, crianças a correr por todo o lado, quem sabe não alugaremos um insuflável. Penso neste natal que se aproxima e em como ele já adora luzinhas e tenho a certeza que vai delirar com a árvore de natal gigante que colocaremos na sala. Nos domingos em frente à lareira. No quentinho da nossa casa, de onde podemos ver a chuva a cair lá fora.

 

Demorou, mas sinto que cheguei onde queria. E isso é maravilhoso.

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O homem regressa hoje ao trabalho, depois de na última semana ter gozado os dias de licença parental inicial que lhe restavam. Não é novo para mim estar sozinha em casa com o monstrinho: o pai já tinha regressado ao trabalho desde o início de Setembro e já estávamos habituados. Mas esta última semana foi maravilhosa. Não fizemos "nada de especial": passamos tempo em família. Com todo o resto do mundo a trabalhar, tiramos estes dias só para nós. Fomos às compras, almoçamos fora, jantamos fora, ficamos em casa. Passamos manhãs a preguiçar na cama e noites abraçadinhos no sofá a ver novela e séries. Dividimos as birras, os cocós e as arrumações. Visitamos família e recebemos amigos em casa. Cozinhamos juntos, conversamos, fizemos palhaçadas. Cantamos para o monstrinho, pegamos um com o outro e rimos muito. Ele desenvolveu uma adoração pelo pai, e o ar fascinado com que olha para ele é qualquer coisa de delicioso. Vivemos (quase) sem horários. Já aqui disse antes: preciso de ficar rica. Não tenho sonhos megalómanos nem quero viver uma vida louca. Queria "" ter todo o tempo do mundo para viver a minha família.

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Não votei

por Mia, em 02.10.17

Por motivos de ter um pequeno demónio nos braços numa mistura de fome/birra, não consegui ir às urnas. Soa a desculpa de mau pagador mas é a mais pura verdade, podia estar aqui com floreados e esconder-me atrás da noite péssima e dos imensos problemas que temos tido mas o facto é apenas um: escolhi ficar em casa com o meu filho e dar-lhe colo, dar-lhe mama, acalmar-lhe a birra. A virose que anda por aí, e o facto de já termos passado pelo hospital esta semana, também contribuíram: não quis arriscar levá-lo a um sítio cheio de gente, mais ainda no estado em que estava. Obriguei o homem a ir, no entanto. E sinto-me mal por ter falhado uma votação, pela segunda vez na minha vida adulta (da outra não estava em Portugal). E vocês? Qual foi a vossa desculpa esfarrapada?

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Ele...

por Mia, em 28.06.17

...atura-me quando choro sem motivo ou estou mal humorada e odeio o mundo.

 

...levanta-se para me ir buscar água/comida/qualquer coisa, mesmo que tenha acabado de se sentar.

 

...pergunta-me sempre se eu quero ajuda para me levantar, quando me vê a espernear feita tartaruga. E ajuda-me, mesmo que eu às vezes sinta que uma grua não era suficiente.

 

...trocou de emprego para poder deixar de viajar e estar em casa connosco, todas as noites, mesmo que isso tenha sido uma facada na sua carreira.

 

...chega a casa e tem paciência para se sentar comigo a conversar, mesmo que eu não tenha nada de especial para dizer e só queira companhia porque passei o dia sozinha, e os meus assuntos sejam tão profundos como "hoje lavei duas máquinas de roupa".

 

...faz o jantar muitas vezes, apesar de ter um dia de trabalho no lombo, compreendendo que eu passei o dia em casa deitada mas tenho dores/estou enjoada/estou fraca.

 

...vem sempre que o chamo para matar um bicho.

 

...continua a olhar para mim com os mesmos olhos e a dizer-me que sou linda, mesmo que eu esteja gorda, corada e despenteada.

 

 

Ele ainda não se apercebeu bem do que vem aí, mas eu tenho a certeza de que ele vai ser tão excelente como pai, como é marido.

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Karma

por Mia, em 15.05.17

Não sei se acontece convosco, mas comigo é recorrente: naqueles momentos em que tenho a arrogância de julgar os outros sem saber, em que cuspo para o ar do alto da minha prepotência, acaba, invariavelmente, por me cair na cabeça. Como naquele dia em que chamei maçaricas às duas miúdas que enfiaram o carro no meio de uma rotunda, sem saber como nem porquê, e nem 10 minutos depois estava quase a voar para fora da autoestrada. Ou quando, há uns dois meses, critiquei aquela colega que foi ter o bebé ao privado quando temos uma maternidade tão boa na nossa cidade, e agora estou aqui cheia de dúvidas. Coisa engraçada, a vida.

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Futilidades

por Mia, em 12.05.17

Não gosto do meu corpo de grávida.



Não me levem a mal. Adoro que o meu corpo esteja a gerar o filho que sempre quis ter, fico-lhe grata por estar a reagir bem e não trocaria este momento por nada.



Mas sinto-me disforme. Ainda que até às 27 (ou 29) semanas tenha aumentado "apenas" 5kg, acho que estão mal distribuídos. A minha barriga de grávida não aparenta o tempo que tem, o meu peito está tão inchado que chega a ser ridículo, e o facto de não ser propriamente alta e não ter engordado da cintura para baixo faz com que me assemelhe a um barril com pernas.


Não me sinto bonita.
Não me sinto grávida, sinto-me gorda.


Estou imensamente feliz, mas o meu corpo não corresponde ao que pensava que seria, e isso, ainda que não me tire o sono, deixa-me triste.

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Há um ano celebramos entusiasticamente o dia da mãe. Estava grávida de dois meses, feliz como nunca tinha estado em toda a minha vida, e festejamos, só os dois, sem ninguém saber.

Ele escreveu-me um postal e comprou-me uma prenda, eu estava no céu, imensamente feliz - não sei se já disse. Mais tarde nesse dia oferecemos a cada uma das nossas mães isto, e assim contamos a novidade. Foi um dia bom, achei na altura, mas hoje não consigo olhar para trás e sentir o mesmo.


Foi um dia horrível, se pensar bem nisso.

 

O meu bebé, que celebrei nesse dia, já estava morto há 3 dias e eu nem tinha ideia. Na verdade só o soube passados ainda mais seis dias. Seis dias depois foi o pior dia da minha vida.


Odeio por isso o dia da mãe. Este ano todos à minha volta sabem que estou grávida, e mencionam carinhosamente que este é o meu primeiro dia da mãe, mas não é. Não quero comemorar, tenho medo desta data, por mim fazíamos de conta que não existia e voltávamos a falar para o ano. Pode ser?

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Sinto imensos sentimentos

por Mia, em 06.04.17

Engraçado como um ser minúsculo que nunca vimos pode ocupar um lugar tão importante na vida de uma pessoa. Sem reparar, sorrio a cada chuto, passo a mão na barriga na tentativa de comunicar com ele, dedico o meu tempo a imaginar-lhe a sua cara, a personalidade, sei lá.

Dou por mim a murmurar-lhe: gosto tanto de ti. Esta pessoa não sou eu, e nem sei quem é.

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Tenho. Nem vos consigo descrever quanto.

 

 

Uma amiga que teve um aborto espontâneo contou-me que, a coisa de que mais se arrepende na gravidez seguinte foi não ter aproveitado o momento. Que estava tão paralisada de medo que se recusava a falar sobre o assunto, a tirar fotografias, a contar que estava grávida, a fazer planos.

Isto ficou-me na cabeça.

 

 

Todos os dias tenho medo que as coisas corram mal, todos, sem excepção.

 

Quando expus a gravidez no blog, tive medo.

Quando anunciei no facebook, perante amigos, colegas e conhecidos, que estava grávida, tive medo.

Sempre que vejo alguém entusiasmar-se com o bebé, morro de medo.

Mas vai correr tudo bem. TEM que correr tudo bem, não é?

 

 

Não quero ser eu a dizer, daqui a uns meses, que não aproveitei o suficiente, que vivi retraída com medo.

 

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Ando assim

por Mia, em 13.03.17

Ora mal-humorada, derrotista, triste e deprimida sem motivo, ora estupidamente feliz só porque sim.

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02.12.2016

por Mia, em 08.02.17

Dia em que o meu filho nasceria. Acordo cedo, apesar de estar de férias. Não me sinto muito normal, não sei explicar. Tiro a temperatura, 36.8º, tão alta para mim e já há tantos dias. São da cama devagarinho para não o acordar. Contorno caixotes, tropeço em coisas aleatórias, tremo de frio, raios partam os homens da obra que nem o puto do aquecimento terminaram e já cá estamos há quase uma semana!

 

 

És uma mulher ou és um rato?, penso. Sou um rato, que pergunta. Mas só por hoje vou engolir o medo.

 

 

Entro na cozinha e começo a abrir caixas e caixinhas. Nada. Procuro nas da sala, nada. Entro na lavandaria. Parece impossível, ando há dias a tropeçar em loiça descartável e HOJE não a encontro? Vasculho desenfreadamente pelo meio dos caixotes, olha copos de champanhe descartáveis! Hão-de servir. Voo para a casa de banho. As mãos tremem-me quando mergulho a tirinha no copo. Uma risca. Ok, espera mais um pouco. Os três minutos parecem-me três horas, mas de repente lá está ela, a segunda risca, nem consigo acreditar!

 

Acalmo-me. É muito clara, se calhar não é verdade, diz a vozinha na minha cabeça. Não pode ser, racionalizo, não há falsos positivos.

 

 

Entro no quarto de rompante e acordo-o: acho que estou grávida.

Desperta de imediato, e senta-se na cama: o quê??

Explico. Peço-lhe que vá à farmácia comprar outro teste, e ele vai.

Sinto que demorou três dias, mas ele diz que foram 20 minutos.

 

Mais um xixi, mais uma voltinha, mais duas riscas.

 

Inspiro. Não sei se estou contente ou se estou em pânico.

 

Estou grávida.

 

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Bom fim de semana

por Mia, em 03.02.17

A tempestade desta noite fez-me doer a cabeça. Não sei se há uma explicação científica para isso ou se estou a inventar, mas acordei com a mioleira a estourar e vou culpar a tempestade.

 

Nem me importa se faço sentido.

 

Doí-me a cabeça desde que acordei e nem o ben-u-ron que enfiei goela abaixo me ajudou. Estou maldisposta e até ligeiramente enjoada, e só queria encostar-me um bocadinho.

Hoje está a ser um dia de cão, e nem o facto de ser sexta-feira está a ajudar a atenuar a neura.

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2017

por Mia, em 05.01.17

Não fiz resoluções. Não prometi perder peso, ser mais saudável, ser melhor profissional ou coisa que o valha. Pedi desejos, 12 pelas passas mais 30 por cada vela do meu bolo. Talvez não 42 desejos, mas quatro ou cinco, em loop.

 

Só quero que 2017 seja bom para mim e para os meus.

 

E já agora para vocês também.

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publicado às 11:19

Amanhã faço 30 anos.

por Mia, em 23.12.16

E cada vez mais concluo que a vida passa num fósforo.

 

A todos os que passam por aqui, que tenham um bom Natal!

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...

por Mia, em 22.11.16

Não sou uma pessoa sociável. Não vale a pena estar com falinhas mansas: não gosto de pessoas, no geral, não faço fretes, não promovo play dates, nem faço o mínimo esforço por me aproximar de quem quer que seja. Não é defeito, é feitio, acho que as coisas quando têm que ser são, muito naturalmente, não é necessário esforço. As minhas amizades mais próximas aconteceram todas assim. Não surpreendentemente, a grande maioria dos que me são próximos são "péssimas pessoas", mas com um grande coração, lealdade, amizade. Acho que não gabo o suficiente os meus amigos, mas foda-se, são do caralho.

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Os blogues também podem ser isto

por Mia, em 18.11.16

Se me dissessem que alguma vez iria conhecer pessoalmente uma pessoa da bloga, nunca, em mil anos, acreditaria. Mas depois, num dia mau, ela estendeu-me a mão e eu aproveitei. Não sei explicar exactamente o que me levou a fazê-lo, mas fui: agendamos um café, sem pensar muito na coisa, e de repente estávamos à conversa como se nos conhecêssemos há anos. Sem silêncios estranhos, sem meias palavras, tão natural que nem faz sentido.
Se tivesse que escolher a melhor coisa que este blogue me trouxe, diria, sem qualquer duvida, que foi ela: que saltou do pc para a vida a sério e que tantas vezes tem estado mais presente do que pessoas de anos. Caraças, há alturas em que é mesmo bom ter um blog.

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When life gives you lemons...

por Mia, em 17.11.16

Ultimamente ando MESMO especialista nessa coisa de ver o copo meio cheio.

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Goals

por Mia, em 21.10.16

Sleeping-Woman.jpg

 

Uma noite inteira.

Numa cama.

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Não vou ao ginásio há três semanas. Ando permanentemente com a testa contraída. Adormeço assim que me encosto a qualquer coisa. Não me lembro do que é jantar antes das 22h (em dias bons...). Sinto-me constantemente preocupada. Comi bolo três vezes na semana passada.

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