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E não estou contente com isso.

 

 

Parece confuso?

 

 

É aquela palavrinha ali que me faz espécie, "electiva". Que diz que "escolhi" fazer uma cesariana, que me faz sentir mais fraca, menos capaz, de alguma forma menos digna.

 

 

Não sou de fanatismos: já aqui disse que queria um parto natural, pelas vantagens comprovadas, mas se tivesse que fazer uma cesariana aceitaria pacificamente. Mas não "tive que". Foi-me recomendado que o fizesse, devido ao peso da criança e à perspectiva de um parto complicado, mas em ultima instância a decisão foi minha, nossa, e decidimos os dois que não valia a pena correr o risco. Decidimos que o bebé, eu, e a nossa família somos a prioridade.

 

 

Então porque me sinto assim? Porque sinto que estou a falhar? Porque é que tenho vergonha da minha opção, como se escolher evitar um parto traumático fosse uma coisa terrível?

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46 comentários

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De Mia a 28.07.2017 às 14:05

Obrigada pelo teu testemunho :)
Por aqui também zero de dilatação, e nem um sinal de que a coisa esteja para breve (irónico que vim de baixa há dois meses com ameaça de parto prematuro, e agora nada!). Eu só queria que corresse tudo bem :)
beijinho
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De Sandra a 28.07.2017 às 14:25

Da minha primeira tive + 24 horas de trabalho de parto e zero de dilatação, o raio da medica insistia que tinha de a ter por mim e vá de me dar merdas para dilatar até que teve de ser tudo tratado com urgência.(público) As pessoas quando me dizem que não sei o que é dores de parto eu digo só não a pari porque de resto tive tudo e mais alguma coisa. Para alem de que não podemos/devemos engravidar antes de dois anos após a cesariana, não podemos fazer esforços. Nós sim somos super mulheres porque temos as nossas crias de barriga aberta, levamos pontos e agrafos e temos de fazer tudo na mesma como se nada fosse ainda com o risco de roupemos pontos e tudo o que foi feito cá por dentro.
Não somos menos mães que as outras nem bichos estranhos, só não fomos dotadas de alargar. Mas temos as nossas vantagens ficamos com tudo no sitio Image sem nada frouxo Image.
Tudo a correr bem que está quase quase
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De Mia a 31.07.2017 às 11:14

Infelizmente ouvem-se imensas histórias desse género: partos infinitos em que se leva a mãe e o bebé ao limite e depois resolve-se o problema em cima do joelho com técnicas violentas e/ou cesarianas de urgência.
Sim, há que ver o lado positivo... beijinho

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